segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 22(23) - 19.08.2026

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026
20ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus David, XXII, I-VI

I

Psalmus David. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)

1. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará, porque, quando minha existência se abandona à sua condução, encontra em sua presença a fonte de tudo aquilo de que verdadeiramente necessita.
(Salmo 22, 1)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

II

In loco pascuæ, ibi me collocavit. Super aquam refectionis educavit me. (Psalmus XXII, II)

2. Ele me faz repousar em pastagens verdejantes e conduz meu ser às águas que restauram, onde a interioridade encontra repouso e retorna silenciosamente à fonte de sua origem.
(Salmo 22, 2)

Animam meam convertit. Deduxit me super semitas justitiæ propter nomen suum. (Psalmus XXII, III)

3. Ele reconduz minha alma à sua unidade e me conduz pelas sendas da justiça, para que minha existência reencontre sua direção essencial e amadureça segundo a finalidade para a qual foi chamada.
(Salmo 22, 3)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

III

Nam etsi ambulavero in medio umbræ mortis, non timebo mala, quoniam tu mecum es. Virga tua, et baculus tuus, ipsa me consolata sunt. (Psalmus XXII, IV)

4. Mesmo que eu caminhe pelo vale envolvido pela sombra da morte, não temerei o mal, porque tua presença permanece comigo; teu cuidado me sustenta e tua condução conserva minha existência unida quando tudo ao redor parece perder sua direção.
(Salmo 22, 4)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

IV

Parasti in conspectu meo mensam adversus eos qui tribulant me; impinguasti in oleo caput meum: et calix meus inebrians, quam præclarus est! (Psalmus XXII, V)

5. Preparas diante de mim uma mesa, mesmo quando as forças que me perturbam permanecem ao redor; unge minha cabeça com o óleo que fortalece e faz transbordar meu cálice, revelando que a verdadeira plenitude nasce da presença que sustenta o ser em seu interior.
(Salmo 22, 5)

Et misericordia tua subsequetur me omnibus diebus vitæ meæ; et ut inhabitem in domo Domini in longitudinem dierum. (Psalmus XXII, VI)

6. Tua misericórdia me acompanhará durante todos os dias de minha vida, até que minha existência encontre morada na casa do Senhor e descubra, para além da sucessão dos instantes, a permanência de uma presença que jamais abandona aquele que nela encontra sua origem.
(Salmo 22, 6)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

Reflexão

A existência encontra sua unidade quando reconhece a presença que a sustenta desde sua origem.
Cada instante pode tornar-se lugar de retorno àquilo que permanece essencial.
O caminho exterior passa, mas aquilo que amadurece no interior pode adquirir permanência.
Quando a alma se ordena, os acontecimentos deixam de determinar sua direção mais profunda.
A serenidade nasce quando o ser reconhece sua finalidade e permanece orientado para ela.
Mesmo diante da sombra, a presença divina conserva a unidade da consciência.
A misericórdia acompanha silenciosamente cada etapa da formação interior.
E, no amadurecimento da existência, o instante se abre para aquilo que não passa.

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domingo, 16 de agosto de 2026

Salmo responsorial Dt 32 - 18.08.2026

Terça-feira, 18 de Agosto de 2026
20ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus responsorius

Deuteronomium, XXXII, XXVI–XXVIIab, XXVIIcd–XXVIII, XXX, XXXVcd–XXXVIab

I

XXVI. Dixi: Ubinam sunt? Cessare faciam ex hominibus memoriam eorum.

26. Eu disse, Onde estão eles? Farei desaparecer dos homens a sua memória. Aquilo que parece permanecer definitivamente no curso do tempo pode, porém, revelar sua fragilidade quando confrontado com a realidade que transcende toda duração. (Salmo, 32, 26)

XXVIIab. Sed propter iram inimicorum distuli: ne forte superbirent hostes eorum.

27. Porém, por causa da ira dos inimigos, retardei o cumprimento, para que eles não se exaltassem. O tempo da manifestação permanece nas mãos daquele que conhece a medida de todas as coisas e conduz cada realidade ao momento em que sua verdade deve aparecer. (Salmo, 32, 27ab)

R. Ego occidam, et ego vivere faciam. (Psalmus, XXXII, XXXIXc)

R. Eu faço morrer e faço viver. (Salmo, 32, 39c)

II

XXVIIcd. Et dicerent: Manus nostra excelsa, et non Dominus, fecit hæc omnia.

XXVIII. Gens absque consilio est, et sine prudentia.

27. E diriam, Nossa própria mão se elevou, e não foi o Senhor quem realizou todas estas coisas. Quando a criatura transforma sua própria força em princípio absoluto, distancia-se da origem de onde recebeu o próprio ser e perde a percepção da medida que ordena sua existência. (Salmo, 32, 27cd)

28. É uma geração sem entendimento e sem prudência. Quando o ser permanece encerrado na aparência imediata das coisas, torna-se incapaz de contemplar a profundidade que sustenta aquilo que aparece e de reconhecer para onde sua existência está sendo conduzida. (Salmo, 32, 28)

R. Ego occidam, et ego vivere faciam. (Psalmus, XXXII, XXXIXc)

R. Eu faço morrer e faço viver. (Salmo, 32, 39c)

III

XXX. Quomodo persequatur unus mille, et duo fugent decem millia? Nonne ideo, quia Deus suus vendidit eos, et Dominus conclusit illos?

30. Como poderia um só perseguir mil, e dois fazer fugir dez mil? Não seria porque o seu Deus os entregou e o Senhor os encerrou? O poder visível das criaturas não contém em si mesmo sua medida definitiva, pois toda força permanece submetida Àquele que sustenta a realidade e determina o limite de cada existência. (Salmo, 32, 30)

R. Ego occidam, et ego vivere faciam. (Psalmus, XXXII, XXXIXc)

R. Eu faço morrer e faço viver. (Salmo, 32, 39c)

IV

XXXVcd. Mea est ultio, et ego retribuam in tempore, ut labatur pes eorum: juxta est dies perditionis, et adesse festinant tempora.

XXXVIab. Judicabit Dominus populum suum, et in servis suis miserebitur: videbit quod infirmata sit manus, et clausi quoque defecerunt, residuique consumpti sunt.

35. Minha é a justiça, e Eu retribuirei no tempo determinado, quando vacilar o passo daqueles que se afastaram da verdade. Aproxima-se o dia da ruína, e os tempos se apressam para sua realização. Aquilo que permanece oculto no decorrer dos acontecimentos caminha para o momento em que será plenamente revelado. (Salmo, 32, 35cd)

36. O Senhor julgará o seu povo e terá compaixão de seus servos. Ele verá quando a força humana estiver enfraquecida e quando até os seus apoios tiverem desaparecido. Então o ser descobrirá que nenhuma realidade passageira pode sustentar aquilo que somente o Eterno pode conservar. (Salmo, 32, 36ab)

R. Ego occidam, et ego vivere faciam. (Psalmus, XXXII, XXXIXc)

R. Eu faço morrer e faço viver. (Salmo, 32, 39c)

Reflexão

O ser humano atravessa os instantes sem alcançar imediatamente a profundidade de sua própria existência.
Aquilo que parece definitivo pode revelar-se passageiro diante daquele que permanece além de toda sucessão.
Toda força criada recebe sua possibilidade daquele que sustenta o próprio ser.
Quando a criatura atribui a si mesma sua origem, transforma capacidade recebida em aparência de absoluto.
O presente, porém, contém uma profundidade que ultrapassa sua duração e conduz a existência para além do instante.
Aquilo que permanece oculto encontra seu momento de manifestação quando a realidade alcança sua maturidade.
O ser reencontra sua ordem quando reconhece que sua origem e seu destino estão diante do Eterno.
E então compreende que somente Deus possui em si mesmo o poder de conduzir toda existência à sua plenitude.

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sábado, 15 de agosto de 2026

Salmo responsorial Dt 32 - 17.08.2026

Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026
20ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus responsorius, Deuteronomium XXXII, XVIII–XXI

I. Deum qui te genuit dereliquisti, et oblitus es Domini creatoris tui. (Psalmus XXXII, XVIII)

18. Abandonaste o Deus que te gerou e esqueceste o Senhor, teu Criador. Quando a criatura se afasta de sua origem, perde interiormente a direção que conduz à plenitude do próprio ser. (Salmo 32, 18)

Vidit Dominus, et ad iracundiam concitatus est, quia provocaverunt eum filii sui et filiæ. (Psalmus XXXII, XIX)

19. O Senhor viu e se indignou, porque seus filhos e suas filhas o provocaram. O olhar divino alcança aquilo que permanece oculto na interioridade e revela a ruptura entre a origem eterna e a orientação passageira do coração. (Salmo 32, 19)

R. Numquid non ipse est pater tuus, qui possedit te, et fecit, et creavit te? (Psalmus XXXII, VI)

R. Não é ele o teu Pai, que te possuiu, te fez e te criou? (Salmo 32, 6)

II. Et ait, Abscondam faciem meam ab eis, et considerabo novissima eorum, generatio enim perversa est, et infideles filii. (Psalmus XXXII, XX)

20. E disse o Senhor, ocultarei deles a minha face e contemplarei o seu fim, porque esta geração se desviou e seus filhos são infiéis. Quando o ser perde sua orientação originária, também seu horizonte último se torna obscurecido. (Salmo 32, 20)

Ipsi me provocaverunt in eo qui non erat Deus, et irritaverunt in vanitatibus suis, et ego provocabo eos in eo qui non est populus, et in gente stulta irritabo illos. (Psalmus XXXII, XXI)

21. Eles me provocaram por aquilo que não era Deus e me irritaram com suas vaidades. Por isso, eu os provocarei por aquilo que não reconhecem e os confrontarei com sua própria insensatez, para que percebam a distância entre aquilo que passa e aquilo que verdadeiramente permanece. (Salmo 32, 21)

R. Numquid non ipse est pater tuus, qui possedit te, et fecit, et creavit te? (Psalmus XXXII, VI)

R. Não é ele o teu Pai, que te possuiu, te fez e te criou? (Salmo 32, 6)

Reflexão

A criatura encontra sua verdade quando reconhece a origem que sustenta seu próprio ser.
O esquecimento de Deus começa quando o transitório ocupa o centro da consciência.
A existência conserva sua direção quando permanece interiormente voltada para sua origem.
O instante presente pode revelar a distância entre aquilo que passa e aquilo que permanece.
A consciência amadurece quando reconhece que sua origem não está em si mesma.
Aquilo que parece dispersão pode tornar-se ocasião de retorno ao fundamento do ser.
O olhar de Deus alcança o interior e chama a existência novamente à sua unidade.
Assim, o presente se abre à eternidade quando a criatura reconhece o Criador como sua origem e seu fim.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 50(51) - 15.08.2026

Sábado, 15 de Agosto de 2026

19ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus 50, XII-XIII.XIV-XV.XVIII-XIX

Responsorium

R. Cor mundum crea in me, Deus. (Psalmus 50, XIIa)

R. Cria em mim, ó Deus, um coração purificado. (Salmo 50, 12a)

I

XII. Cor mundum crea in me, Deus, et spiritum rectum innova in visceribus meis.

12. Cria em mim, ó Deus, um coração purificado, e renova no íntimo de meu ser um espírito reto, para que minha interioridade se ordene à verdade que permanece. (Salmo 50, 12)

XIII. Ne projicias me a facie tua, et spiritum sanctum tuum ne auferas a me.

13. Não me afastes da tua presença, nem retires de mim o teu espírito santo, para que minha alma permaneça voltada à presença que a sustenta. (Salmo 50, 13)

R. Cor mundum crea in me, Deus. (Psalmus 50, XIIa)

R. Cria em mim, ó Deus, um coração purificado. (Salmo 50, 12a)

II

XIV. Redde mihi lætitiam salutaris tui, et spiritu principali confirma me.

14. Restitui-me a alegria da tua salvação e confirma-me com um espírito firme, para que minha consciência permaneça estável diante das oscilações do tempo. (Salmo 50, 14)

XV. Docebo iniquos vias tuas, et impii ad te convertentur.

15. Ensinarei aos que se desviaram os teus caminhos, e aqueles que se afastaram retornarão a ti, quando reconhecerem interiormente a verdade que os chama. (Salmo 50, 15)

R. Cor mundum crea in me, Deus. (Psalmus 50, XIIa)

R. Cria em mim, ó Deus, um coração purificado. (Salmo 50, 12a)

III

XVIII. Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique; holocaustis non delectaberis.

18. Porque, se quisesses um sacrifício exterior, eu o ofereceria; contudo, não te comprazes em ofertas que não correspondam à transformação profunda do coração. (Salmo 50, 18)

XIX. Sacrificium Deo spiritus contribulatus; cor contritum et humiliatum, Deus, non despicies.

19. O verdadeiro sacrifício diante de Deus é um espírito contrito; um coração contrito e humilde, ó Deus, não desprezarás, pois nele a alma se abre à tua presença eterna. (Salmo 50, 19)

R. Cor mundum crea in me, Deus. (Psalmus 50, XIIa)

R. Cria em mim, ó Deus, um coração purificado. (Salmo 50, 12a)

Reflexão:

O coração renovado torna-se lugar onde o instante se abre à presença que permanece.
A purificação interior não apaga o passado, mas transforma sua relação com o presente.
A alma encontra firmeza quando deixa de ser conduzida pela sucessão exterior dos acontecimentos.
O espírito reto permanece recolhido, mesmo quando tudo ao redor se encontra submetido à mudança.
A verdadeira oferenda nasce do interior que reconhece sua própria verdade diante do Eterno.
O arrependimento profundo interrompe a dispersão e reconduz a consciência ao seu centro.
Nesse recolhimento, cada instante pode tornar-se presença plena, aberto àquilo que permanece.
Assim, o coração renovado aprende a habitar o tempo com serenidade, inteireza e atenção ao Eterno.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Salmo responsorial Is 12 - 14.08.2026

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026
São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir, Memória
19ª Semana do Tempo Comum


Salmo responsorial

Psalmus Isaiæ XII, II–IV, V–VI

R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo.

R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei.

I

II. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo, quia fortitudo mea, et laus mea Dominus, et factus est mihi in salutem.

2. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei, porque o Senhor é minha força e meu louvor, e tornou-se para mim salvação. A alma encontra seu centro quando reconhece que sua existência não repousa sobre a instabilidade do instante, mas sobre Aquele que permanece. (Salmo 12,2)

R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo. (Psalmus 12,2)

R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei. (Salmo 12,2)

II

III. Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris.

3. Com alegria, tirareis águas das fontes do Salvador. A água que brota da fonte simboliza a vida interior que retorna continuamente à sua origem e encontra nela renovação. (Salmo 12,3)

IV. Et dicetis in die illa: Confitemini Domino, et invocate nomen ejus: notas facite in populis vias ejus, mementote quoniam excelsum est nomen ejus.

4. E naquele dia direis. Dai graças ao Senhor e invocai o seu nome. Tornai conhecidas entre os povos as suas obras e recordai que excelso é o seu nome. A consciência desperta quando reconhece que toda realidade recebe seu sentido de uma presença que ultrapassa o fluxo passageiro das coisas. (Salmo 12,4)

R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo. (Psalmus 12,2)

R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei. (Salmo 12,2)

III

V. Cantate Domino, quoniam magnifice fecit, annuntiate hoc in universa terra.

5. Cantai ao Senhor, porque realizou grandes coisas. Anunciai isto por toda a terra. O louvor nasce quando a alma contempla a ação divina não apenas como acontecimento passado, mas como presença que continua a sustentar o ser. (Salmo 12,5)

VI. Exsulta, et lauda, habitatio Sion, quia magnus in medio tui Sanctus Israël.

6. Exulta e louva, ó morada de Sião, porque grande é, no teu meio, o Santo de Israel. A presença divina habita o centro da existência e transforma o interior em lugar de encontro, onde a criatura percebe que o eterno pode tornar-se presente no coração do tempo. (Salmo 12,6)

R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo. (Psalmus 12,2)

R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei. (Salmo 12,2)

Reflexão

A fonte permanece enquanto as formas exteriores passam.
A alma encontra repouso quando reconhece sua origem.
O presente pode tornar-se lugar de encontro com o eterno.
A confiança nasce quando o ser abandona a dispersão interior.
A água simboliza a vida que retorna continuamente à sua fonte.
O louvor desperta quando a consciência percebe a presença que sustenta tudo.
O Santo habita o centro e reúne aquilo que estava disperso.
Na profundidade do instante, a alma reconhece Aquele que permanece.

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 77(78) - 13.08.2026

Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026
Santa Dulce Lopes Pontes, virgem, Memória
19ª Semana do Tempo Comum


Psalmus responsorius

Psalmus LXXVII, LVI–LVII, LVIII–LIX, LXI–LXII

I. LVI–LVII

LVI. Et tentaverunt, et exacerbaverunt Deum excelsum, et testimonia ejus non custodierunt. (Psalmus LXXVII, LVI)

  1. Puseram Deus à prova e agravaram sua resistência contra o Altíssimo, porque não guardaram os seus testemunhos nem acolheram interiormente a verdade que lhes fora revelada. (Salmo 77, 56)

LVII. Et averterunt se, et non servaverunt pactum: quemadmodum patres eorum, conversi sunt in arcum pravum. (Psalmus LXXVII, LVII)

  1. Afastaram-se e não conservaram a aliança. Como seus pais, desviaram o coração e tornaram-se semelhantes a um arco que perdeu sua direção, incapaz de conduzir a existência ao seu verdadeiro destino. (Salmo 77, 57)

R. Ut ponant in Deo spem suam, et non obliviscantur operum Dei, et mandata ejus exquirant. (Psalmus LXXVII, VII)

R. Para que ponham em Deus a sua esperança, não se esqueçam de suas obras e busquem interiormente os seus mandamentos. (Salmo 77, 7)

II. LVIII–LIX

LVIII. In iram concitaverunt eum in collibus suis, et in sculptilibus suis ad æmulationem eum provocaverunt. (Psalmus LXXVII, LVIII)

  1. Provocaram o Altíssimo à indignação nos lugares elevados e, por meio de imagens que haviam criado, desviaram a interioridade para aquilo que era apenas aparência, esquecendo a realidade que transcende toda forma. (Salmo 77, 58)

LIX. Audivit Deus, et sprevit, et ad nihilum redegit valde Israël. (Psalmus LXXVII, LIX)

  1. Deus ouviu e rejeitou aquilo que se afastara de sua verdade, reduzindo à sua própria inconsistência aquilo que havia perdido a direção interior e se afastado da fonte de sua existência. (Salmo 77, 59)

R. Ut ponant in Deo spem suam, et non obliviscantur operum Dei, et mandata ejus exquirant. (Psalmus LXXVII, VII)

R. Para que ponham em Deus a sua esperança, não se esqueçam de suas obras e busquem interiormente os seus mandamentos. (Salmo 77, 7)

III. LXI–LXII

LXI. Et tradidit in captivitatem virtutem eorum, et pulchritudinem eorum in manus inimici. (Psalmus LXXVII, LXI)

  1. Entregou ao cativeiro a força deles e permitiu que sua antiga beleza caísse nas mãos do inimigo. Assim, aquilo que parecia exteriormente firme revelou sua fragilidade quando perdeu a orientação interior. (Salmo 77, 61)

LXII. Et conclusit in gladio populum suum, et hæreditatem suam sprevit. (Psalmus LXXVII, LXII)

  1. Entregou seu povo à espada e pareceu rejeitar sua própria herança, revelando que nenhuma realidade exterior permanece íntegra quando o coração abandona a aliança e perde a ordem de sua origem. (Salmo 77, 62)

R. Ut ponant in Deo spem suam, et non obliviscantur operum Dei, et mandata ejus exquirant. (Psalmus LXXVII, VII)

R. Para que ponham em Deus a sua esperança, não se esqueçam de suas obras e busquem interiormente os seus mandamentos. (Salmo 77, 7)

Reflexão

A memória de Deus recolhe o coração disperso na sucessão dos acontecimentos.
Aquele que se afasta da verdade perde a unidade interior de sua existência.
A esperança reconduz a consciência ao centro onde tudo encontra sua origem.
O passado deixa de ser repetição quando é contemplado diante do Eterno.
A aliança não é apenas lembrança, mas presença que ordena o interior.
Quem busca os mandamentos encontra uma direção que ultrapassa o instante.
A consciência amadurece quando reconhece Deus como fundamento de toda permanência.
Assim, o coração reencontra sua morada na presença que não passa.

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Salmo responsorial Sl 112(113) - 12.08.2026

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026
19ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus CXII

I. Psalmus CXII, I-II

I. Alleluja. Laudate, pueri, Dominum; laudate nomen Domini. (Psalmus CXII, I)

  1. Aleluia. Louvai, servos do Senhor, louvai o nome do Senhor, porque toda verdadeira elevação começa quando a alma se volta para sua origem eterna. (Salmo 112, 1)

II. Sit nomen Domini benedictum ex hoc nunc et usque in sæculum. (Psalmus CXII, II)

  1. Seja bendito o nome do Senhor, desde este momento e para sempre, pois sua presença permanece quando tudo o que passa encontra seu termo. (Salmo 112, 2)

R. Excelsus super omnes gentes Dominus, et super cælos gloria ejus. (Psalmus CXII, IV)

R. O Senhor está acima de todos os povos, e sua glória está acima dos céus, elevando o ser para além da sucessão do tempo. (Salmo 112, 4)

II. Psalmus CXII, III-IV

III. A solis ortu usque ad occasum laudabile nomen Domini. (Psalmus CXII, III)

  1. Desde o nascer do sol até o seu ocaso, seja louvável o nome do Senhor, pois toda passagem do tempo pode tornar-se abertura para a permanência de sua presença. (Salmo 112, 3)

IV. Excelsus super omnes gentes Dominus, et super cælos gloria ejus. (Psalmus CXII, IV)

  1. O Senhor está acima de todos os povos, e sua glória está acima dos céus, porque sua realidade ultrapassa toda medida e toda dimensão visível. (Salmo 112, 4)

R. Excelsus super omnes gentes Dominus, et super cælos gloria ejus. (Psalmus CXII, IV)

R. O Senhor está acima de todos os povos, e sua glória está acima dos céus, elevando o ser para além da sucessão do tempo. (Salmo 112, 4)

III. Psalmus CXII, V-VI

V. Quis sicut Dominus Deus noster, qui in altis habitat, (Psalmus CXII, V)

  1. Quem é semelhante ao Senhor nosso Deus, que habita nas alturas, permanecendo acima de toda mudança e sustentando interiormente aquilo que busca sua verdadeira origem. (Salmo 112, 5)

VI. Et humilia respicit in cælo et in terra? (Psalmus CXII, VI)

  1. E que contempla o que é humilde no céu e na terra, porque nenhuma realidade permanece esquecida diante daquele cuja presença alcança simultaneamente o profundo e o elevado. (Salmo 112, 6)

R. Excelsus super omnes gentes Dominus, et super cælos gloria ejus. (Psalmus CXII, IV)

R. O Senhor está acima de todos os povos, e sua glória está acima dos céus, elevando o ser para além da sucessão do tempo. (Salmo 112, 4)

Reflexão

A alma que contempla Deus ultrapassa a superfície do instante.

O presente torna-se passagem para uma realidade que permanece.

O nome divino reúne aquilo que o tempo parece separar.

A consciência encontra repouso quando reconhece sua origem.

O que passa não possui a última palavra sobre o ser.

A presença divina sustenta o coração acima da instabilidade.

Cada instante pode abrir-se à realidade que não passa.

E a alma, elevada interiormente, aprende a permanecer diante do eterno.

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