quarta-feira, 29 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 145(146) - 30.07.2026

Quinta-feira, 30 de Julho de 2026

17ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”



Psalmus Responsorius

Psalmus CXLV, I-II. III-IV. V-VI

R. Beatus cujus Deus Jacob adjutor ejus. (Psalmus CXLV, V)

R. Feliz aquele cujo auxílio está no Deus de Jacó. (Salmo 145,5)

I

I. Lauda, anima mea, Dominum; laudabo Dominum in vita mea, psallam Deo meo quamdiu fuero. (Psalmus CXLV, I)

1. Louva, ó minha alma, o Senhor. Louvarei o Senhor durante toda a minha vida e cantarei louvores ao meu Deus enquanto existir, porque somente nEle o ser encontra sua verdadeira estabilidade. (Salmo 145,1)

II. Nolite confidere in principibus, in filiis hominum, in quibus non est salus. (Psalmus CXLV, II)

2. Não coloqueis vossa confiança nos poderosos nem nos filhos dos homens, nos quais não existe salvação. A verdadeira segurança nasce da comunhão com Aquele que permanece para além de toda fragilidade. (Salmo 145,2)

R. Beatus cujus Deus Jacob adjutor ejus. (Psalmus CXLV, V)

R. Feliz aquele cujo auxílio está no Deus de Jacó. (Salmo 145,5)

II

III. Exibit spiritus ejus, et revertetur in terram suam; in illa die peribunt omnes cogitationes eorum. (Psalmus CXLV, III)

3. O espírito do homem parte e ele retorna ao pó, e naquele mesmo dia cessam todos os seus desígnios. Assim se revela a fragilidade de tudo o que não permanece unido ao Eterno. (Salmo 145,3)

IV. Beatus cujus Deus Jacob adjutor ejus, spes ejus in Domino Deo ipsius. (Psalmus CXLV, IV)

4. Feliz aquele cujo auxílio está no Deus de Jacó e cuja esperança repousa no Senhor seu Deus, pois seu coração permanece firmado na presença que jamais conhece mudança. (Salmo 145,4)

R. Beatus cujus Deus Jacob adjutor ejus. (Psalmus CXLV, V)

R. Feliz aquele cujo auxílio está no Deus de Jacó. (Salmo 145,5)

III

V. Qui fecit caelum et terram, mare et omnia quae in eis sunt; qui custodit veritatem in saeculum. (Psalmus CXLV, V)

5. Ele fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe, permanecendo fiel à verdade para sempre. Toda a criação encontra nEle sua origem, sua sustentação e seu cumprimento. (Salmo 145,5)

VI. Facit judicium injuriam patientibus; dat escam esurientibus. Dominus solvit compeditos. (Psalmus CXLV, VI)

6. O Senhor manifesta sua justiça segundo a perfeita verdade, sustenta os necessitados e liberta aqueles que se encontram presos às cadeias que obscurecem o coração, conduzindo-os à plenitude da vida que procede dEle. (Salmo 145,6)

R. Beatus cujus Deus Jacob adjutor ejus. (Psalmus CXLV, V)

R. Feliz aquele cujo auxílio está no Deus de Jacó. (Salmo 145,5)

Reflexão

Toda a criação encontra sua consistência naquele que permanece imutável.
A alma amadurece quando deixa de buscar segurança no que é passageiro.
A verdadeira esperança nasce da comunhão com a presença que sustenta o ser.
O coração recolhido aprende a discernir aquilo que possui permanência.
A fidelidade de Deus atravessa toda mudança sem jamais diminuir.
Quem se volta para a verdade descobre uma paz que nenhuma circunstância pode retirar.
A existência alcança sua unidade quando permanece orientada para sua origem eterna.
Nesse encontro silencioso, a alma contempla a plenitude para a qual foi criada.

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terça-feira, 28 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 33(34) - 29.07.2026

Quarta-feira, 29 de Julho de 2026
Santos Marta, Maria e Lázaro, Memória
17ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius

Psalmus XXXIII, II-III. IV-V. VI-VII. VIII-IX. X-XI

R. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus. (Psalmus XXXIII, IX)

R. Provai e vede como o Senhor é bom. (Salmo 33,9)

I

II. Benedicam Dominum in omni tempore, semper laus ejus in ore meo. (Psalmus XXXIII, II)

2. Bendirei o Senhor em todo o tempo. Seu louvor permanecerá continuamente em meus lábios, pois a alma que contempla o Eterno aprende a transformar cada instante em permanente ação de graças. (Salmo 33,2)

III. In Domino laudabitur anima mea, audiant mansueti, et lætentur. (Psalmus XXXIII, III)

3. Minha alma encontra sua verdadeira glória no Senhor. Ouçam os corações humildes e alegrem-se, porque toda alegria que nasce da presença divina permanece além das mudanças do mundo. (Salmo 33,3)

R. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus. (Psalmus XXXIII, IX)

R. Provai e vede como o Senhor é bom. (Salmo 33,9)

II

IV. Magnificate Dominum mecum, et exaltemus nomen ejus in idipsum. (Psalmus XXXIII, IV)

4. Proclamai comigo a grandeza do Senhor e elevemos, unidos, o seu santo Nome, pois toda alma encontra sua verdadeira medida quando se volta para Aquele que jamais muda. (Salmo 33,4)

V. Exquisivi Dominum, et exaudivit me, et ex omnibus tribulationibus meis eripuit me. (Psalmus XXXIII, V)

5. Busquei o Senhor, e Ele me ouviu. Libertou-me de toda angústia, conduzindo meu coração para uma paz que nenhuma adversidade consegue destruir. (Salmo 33,5)

R. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus. (Psalmus XXXIII, IX)

R. Provai e vede como o Senhor é bom. (Salmo 33,9)

III

VI. Accedite ad eum, et illuminamini, et facies vestræ non confundentur. (Psalmus XXXIII, VI)

6. Aproximai-vos do Senhor e sereis iluminados. A luz que procede de sua presença purifica o olhar interior e jamais permitirá que a esperança seja confundida. (Salmo 33,6)

VII. Iste pauper clamavit, et Dominus exaudivit eum, et de omnibus tribulationibus ejus salvavit eum. (Psalmus XXXIII, VII)

7. Este pobre clamou, e o Senhor o ouviu. Em todas as suas aflições encontrou o amparo daquele cuja fidelidade nunca abandona os que nele confiam. (Salmo 33,7)

R. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus. (Psalmus XXXIII, IX)

R. Provai e vede como o Senhor é bom. (Salmo 33,9)

IV

VIII. Immittet Angelus Domini in circuitu timentium eum, et eripiet eos. (Psalmus XXXIII, VIII)

8. O Anjo do Senhor permanece ao redor daqueles que o reverenciam e os guarda, pois a presença divina envolve silenciosamente aqueles que perseveram na fidelidade. (Salmo 33,8)

IX. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus; beatus vir qui sperat in eo. (Psalmus XXXIII, IX)

9. Provai e vede como o Senhor é bom. Feliz aquele que nele deposita toda a sua confiança, porque encontra uma plenitude que nenhuma realidade passageira pode oferecer. (Salmo 33,9)

R. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus. (Psalmus XXXIII, IX)

R. Provai e vede como o Senhor é bom. (Salmo 33,9)

V

X. Timete Dominum, omnes sancti ejus, quoniam non est inopia timentibus eum. (Psalmus XXXIII, X)

10. Reverenciai o Senhor, vós todos os seus santos, porque nada falta àqueles que vivem na fidelidade diante de sua presença. (Salmo 33,10)

XI. Divites eguerunt et esurierunt; inquirentes autem Dominum non minuentur omni bono. (Psalmus XXXIII, XI)

11. Os poderosos conheceram a carência e a fome, mas aqueles que buscam o Senhor jamais serão privados do verdadeiro bem, pois recebem aquilo que permanece para além de toda transitoriedade. (Salmo 33,11)

R. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus. (Psalmus XXXIII, IX)

R. Provai e vede como o Senhor é bom. (Salmo 33,9)

Reflexão

Toda busca sincera pelo Senhor conduz a alma para uma profundidade onde o ser encontra sua verdadeira estabilidade. O louvor deixa de ser apenas uma palavra pronunciada e torna-se uma disposição permanente do coração. Quem contempla a bondade divina aprende que a verdadeira riqueza não depende das realidades passageiras, mas da comunhão com Aquele que sustenta todas as coisas. A luz recebida do Alto ilumina a inteligência, fortalece a vontade e pacifica os afetos. Assim, a existência adquire unidade interior e permanece firme diante das mudanças do mundo. A confiança no Senhor transforma a provação em ocasião de amadurecimento espiritual. O coração descobre que a presença divina jamais se afasta daquele que a busca com sinceridade. Nessa permanência silenciosa, a alma encontra a plenitude para a qual foi criada.

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 78(79) - 28.07.2026

Terça-feira, 28 de Julho de 2026
17ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)




Psalmus responsorius

Psalmus LXXVIII, VIII. IX. XI et XIII

I

VIII Ne memineris iniquitatum nostrarum antiquarum; cito anticipent nos misericordiae tuae, quia pauperes facti sumus nimis. (Psalmus LXXVIII, VIII)

8 Não recordes as nossas antigas iniquidades; que a tua misericórdia nos preceda depressa, pois nos tornamos extremamente pobres diante de ti. (Salmo 78,8)

R. Et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXVIII, IXbc)
R. E sê benigno para com os nossos pecados por causa do teu nome. (Salmo 78,9bc)

II

IX Adjuva nos, Deus salutaris noster, et propter gloriam nominis tui, Domine, libera nos: et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXVIII, IX)

9 Socorre-nos, ó Deus, nosso salvador, e, por amor da glória do teu nome, Senhor, livra-nos; e sê benigno para com os nossos pecados por causa do teu nome. (Salmo 78,9)

R. Et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXVIII, IXbc)
R. E sê benigno para com os nossos pecados por causa do teu nome. (Salmo 78,9bc)

III

XI Introeat in conspectu tuo gemitus compeditorum: secundum magnitudinem brachii tui, posside filios mortificatorum. (Psalmus LXXVIII, XI)

11 Que o gemido dos cativos suba até a tua presença; segundo a grandeza do teu braço, sustenta e guarda os filhos daqueles que pereceram. (Salmo 78,11)

R. Et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXVIII, IXbc)
R. E sê benigno para com os nossos pecados por causa do teu nome. (Salmo 78,9bc)

IV

XIII Nos autem populus tuus, et oves pascuae tuae, confitebimur tibi in saeculum: in generationem et generationem annuntiabimus laudem tuam. (Psalmus LXXVIII, XIII)

13 Nós, porém, teu povo e as ovelhas do teu pasto, te bendiremos para sempre; de geração em geração anunciaremos o teu louvor. (Salmo 78,13)

R. Et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXVIII, IXbc)
R. E sê benigno para com os nossos pecados por causa do teu nome. (Salmo 78,9bc)

Reflexão

A alma humana não se completa na pressa dos dias, mas na escuta que permanece diante de Deus.
A misericórdia precede o coração antes mesmo que ele saiba pedir.
Tudo o que é ferido amadurece quando é recolhido pela presença divina.
O gemido interior torna-se oração quando atravessa o silêncio com confiança.
O ser encontra sua firmeza quando repousa na verdade que não passa.
Nada é plenamente perdido quando permanece confiado ao braço do Altíssimo.
A pobreza espiritual abre espaço para a abundância da graça.
Quem persevera na aliança aprende que a plenitude nasce do retorno à fonte eterna.

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domingo, 26 de julho de 2026

Salmo responsorial Dt 32 - 27.07.2026


Psalmus responsorius Deuteronomium XXXII, XVIII-XXI

Canticum responsorium Deuteronomii XXXII, XVIII-XXI

I

Deum qui te genuit dereliquisti, et oblitus es Domini creatoris tui. (Psalmus XXXII, XVIII)

Abandonaste o Deus que te gerou e esqueceste o Senhor, teu Criador, afastando-te da fonte primeira de tua existência e perdendo a consciência da presença que sustenta teu ser desde a origem. (Salmo 32,18)

Vidit Dominus, et ad iracundiam concitatus est, quia provocaverunt eum filii sui et filiae. (Psalmus XXXII, XIX)

O Senhor contemplou e entristeceu-se profundamente, porque seus filhos e suas filhas afastaram-se da comunhão com Ele, recusando reconhecer a ordem interior que conduz a criação ao seu verdadeiro fim. (Salmo 32,19)

R. Memor esto dierum antiquorum, considera generationes singulas. (Psalmus XXXII, VII)
R. Recorda os tempos antigos e contempla as gerações passadas, reconhecendo a presença divina que atravessa todos os momentos da existência. (Salmo 32,7)

II

Et ait: Abscondam faciem meam ab eis, et considerabo novissima eorum: generatio enim perversa est, et infideles filii. (Psalmus XXXII, XX)

E disse o Senhor: ocultarei deles a minha face e contemplarei o seu destino, pois esta é uma geração que se desviou interiormente e filhos que perderam a fidelidade à verdade recebida. (Salmo 32,20)

Ipsi me provocaverunt in eo qui non erat Deus, et irritaverunt in vanitatibus suis: et ego provocabo eos in eo qui non est populus, et in gente stulta irritabo illos. (Psalmus XXXII, XXI)

Eles provocaram-me ao seguir aquilo que não era Deus e despertaram sua própria inquietação por realidades vazias. Assim conhecerão a fragilidade daquilo que escolheram, para que reconheçam novamente a plenitude da origem verdadeira. (Salmo 32,21)

R. Memor esto dierum antiquorum, considera generationes singulas. (Psalmus XXXII, VII)
R. Recorda os tempos antigos e contempla as gerações passadas, reconhecendo a presença divina que permanece como fundamento de todas as coisas. (Salmo 32,7)

Reflexão

A alma humana encontra sua estabilidade quando retorna à fonte de onde recebeu sua existência.
O esquecimento da origem conduz o ser à dispersão interior e ao afastamento da verdade.
A memória espiritual revela que cada instante está unido ao princípio que sustenta todas as coisas.
A contemplação das gerações passadas conduz ao reconhecimento da ordem divina presente na criação.
O coração amadurece quando abandona as ilusões passageiras e busca aquilo que permanece.
A presença de Deus não desaparece, mesmo quando o ser humano se distancia de sua luz.
O retorno interior é o caminho pelo qual a criatura reencontra sua verdadeira harmonia.
Na fidelidade à origem divina, o ser descobre a plenitude para a qual foi chamado.

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sábado, 25 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 118(119) - 26.07.2026

Domingo, 26 de Julho de 2026
17º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de Santos Joaquim e Ana, pais da Bem-aventurada Virgem Maria


Psalmus CXVIII (CXIX), LVII. LXXII. LXXVI-LXXVII. CXXVII-CXXVIII. CXXIX-CXXX

I

R. Portio mea, Domine, dixi custodire legem tuam. (Psalmus CXVIII (CXIX), LVII)

R. Minha herança é o Senhor. Nele encontro a plenitude que sustenta toda a existência, e por isso meu coração deseja permanecer fiel à sua Palavra, que conduz o ser à sua verdadeira realização. (Salmo 118(119),57)

LVII. Portio mea, Domine, dixi custodire legem tuam. (Psalmus CXVIII (CXIX), LVII)

57. O Senhor é minha herança. Quando toda a existência repousa naquele que não passa, a alma encontra sua verdadeira medida e persevera na fidelidade que conduz à plenitude do ser. (Salmo 118(119),57)

R. Portio mea, Domine, dixi custodire legem tuam.
R. Minha herança é o Senhor. Nele encontro a plenitude que sustenta toda a existência e permaneço fiel à sua Palavra.

II

LXXII. Bonum mihi lex oris tui, super millia auri et argenti. (Psalmus CXVIII (CXIX), LXXII)

72. A Palavra que procede de Deus possui valor incomparavelmente maior que toda riqueza visível, pois comunica ao coração uma plenitude que jamais se corrompe. (Salmo 118(119),72)

LXXVI. Fiat misericordia tua ut consoletur me, secundum eloquium tuum servo tuo. (Psalmus CXVIII (CXIX), LXXVI)

76. Que vossa misericórdia seja meu consolo, pois somente ela restaura o coração e o conduz novamente à fonte da verdadeira vida. (Salmo 118(119),76)

LXXVII. Veniant mihi miserationes tuae, et vivam, quia lex tua meditatio mea est. (Psalmus CXVIII (CXIX), LXXVII)

77. Venham sobre mim vossas misericórdias, para que eu viva plenamente, porque vossa Palavra torna-se alimento constante da inteligência e do coração. (Salmo 118(119),77)

R. Portio mea, Domine, dixi custodire legem tuam.
R. Minha herança é o Senhor. Nele encontro a plenitude que sustenta toda a existência e permaneço fiel à sua Palavra.

III

CXXVII. Ideo dilexi mandata tua super aurum et topazion. (Psalmus CXVIII (CXIX), CXXVII)

127. Amo vossos mandamentos acima do ouro mais precioso, porque eles revelam um bem que permanece além de toda riqueza passageira. (Salmo 118(119),127)

CXXVIII. Propterea ad omnia mandata tua dirigebar; omnem viam iniquam odio habui. (Psalmus CXVIII (CXIX), CXXVIII)

128. Procuro ordenar todos os meus caminhos segundo vossos mandamentos e rejeito tudo aquilo que afasta o coração da verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),128)

R. Portio mea, Domine, dixi custodire legem tuam.
R. Minha herança é o Senhor. Nele encontro a plenitude que sustenta toda a existência e permaneço fiel à sua Palavra.

IV

CXXIX. Mirabilia testimonia tua; ideo scrutata est ea anima mea. (Psalmus CXVIII (CXIX), CXXIX)

129. Maravilhosos são os vossos testemunhos. Por isso, minha alma os contempla incessantemente, pois neles reconhece uma profundidade inesgotável. (Salmo 118(119),129)

CXXX. Declaratio sermonum tuorum illuminat, et intellectum dat parvulis. (Psalmus CXVIII (CXIX), CXXX)

130. A manifestação de vossa Palavra ilumina o interior do ser e concede verdadeira compreensão aos corações simples e disponíveis para acolher a verdade. (Salmo 118(119),130)

R. Portio mea, Domine, dixi custodire legem tuam.
R. Minha herança é o Senhor. Nele encontro a plenitude que sustenta toda a existência e permaneço fiel à sua Palavra.

Reflexão

Toda palavra que procede de Deus nasce de uma profundidade que jamais se esgota.
Quem a acolhe permite que sua existência seja lentamente configurada por uma ordem invisível e permanente.
A verdadeira riqueza não consiste naquilo que pode ser acumulado, mas naquilo que permanece incorruptível no íntimo do ser.
A inteligência amadurece quando aprende a contemplar antes de julgar e a escutar antes de agir.
A simplicidade do coração torna possível reconhecer a luz escondida sob as aparências do cotidiano.
Cada manifestação da verdade conduz a alma para uma comunhão cada vez mais profunda com sua origem.
A fidelidade cotidiana transforma silenciosamente toda a existência em um espaço de amadurecimento interior.
Assim, a Palavra torna-se presença viva que ilumina, sustenta e conduz o ser à plenitude para a qual foi chamado.

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 125(126) - 25.07.2026

Sábado, 25 de Julho de 2026
São Tiago, Apóstolo, Festa, Ano A
16ª Semana do Tempo Comum

Psalmus responsorius

Psalmus CXXV, I-VI

I

R. Qui seminant in lacrimis, in exsultatione metent. (Psalmus CXXV, V)

R. Os que semeiam entre lágrimas colherão com alegria, pois toda fidelidade amadurecida no oculto alcança a plenitude preparada por Deus. (Salmo 125, 5)

I

In convertendo Dominus captivitatem Sion, facti sumus sicut consolati. (Psalmus CXXV, I)

1. Quando o Senhor restaurou Sião de seu cativeiro, tornamo-nos semelhantes aos que despertam para uma realidade mais profunda, onde a esperança reencontra sua verdadeira origem. (Salmo 125, 1)

II

Tunc repletum est gaudio os nostrum, et lingua nostra exsultatione. (Psalmus CXXV, II)

2. Então nossa boca se encheu de alegria e nossa língua de louvor, porque a alma reconheceu a presença que silenciosamente conduz todas as coisas à sua plenitude. (Salmo 125, 2)

R. Qui seminant in lacrimis, in exsultatione metent. (Psalmus CXXV, V)

R. Os que semeiam entre lágrimas colherão com alegria, pois toda fidelidade amadurecida no oculto alcança a plenitude preparada por Deus. (Salmo 125, 5)

II

II

Tunc dicent inter gentes: Magnificavit Dominus facere cum eis. (Psalmus CXXV, II)

2. Então se dirá entre as nações que o Senhor realizou grandes obras, pois sua ação torna visível aquilo que primeiro amadurece no invisível. (Salmo 125, 2)

III

Magnificavit Dominus facere nobiscum; facti sumus laetantes. (Psalmus CXXV, III)

3. O Senhor realizou maravilhas em nosso favor, e nossa alegria nasceu da contemplação da obra que Ele aperfeiçoa no íntimo do ser. (Salmo 125, 3)

R. Qui seminant in lacrimis, in exsultatione metent. (Psalmus CXXV, V)

R. Os que semeiam entre lágrimas colherão com alegria, pois toda fidelidade amadurecida no oculto alcança a plenitude preparada por Deus. (Salmo 125, 5)

III

IV

Converte, Domine, captivitatem nostram, sicut torrens in austro. (Psalmus CXXV, IV)

4. Restaura, Senhor, nossa existência, como as torrentes renovam a terra sedenta, fazendo surgir uma vida que aguardava silenciosamente sua manifestação. (Salmo 125, 4)

V

Qui seminant in lacrimis, in exsultatione metent. (Psalmus CXXV, V)

5. Os que semeiam entre lágrimas colherão com alegria, porque nenhuma entrega realizada na verdade permanece sem fruto diante de Deus. (Salmo 125, 5)

R. Qui seminant in lacrimis, in exsultatione metent. (Psalmus CXXV, V)

R. Os que semeiam entre lágrimas colherão com alegria, pois toda fidelidade amadurecida no oculto alcança a plenitude preparada por Deus. (Salmo 125, 5)

IV

VI

Euntes ibant et flebant, mittentes semina sua.

Venientes autem venient cum exsultatione, portantes manipulos suos. (Psalmus CXXV, VI)

6. Caminham entre lágrimas enquanto lançam a semente, mas retornarão com júbilo, trazendo os frutos de uma obra que amadureceu silenciosamente sob a ação de Deus. (Salmo 125, 6)

R. Qui seminant in lacrimis, in exsultatione metent. (Psalmus CXXV, V)

R. Os que semeiam entre lágrimas colherão com alegria, pois toda fidelidade amadurecida no oculto alcança a plenitude preparada por Deus. (Salmo 125, 5)

Reflexão

Toda restauração começa onde os olhos ainda não conseguem contemplar.
O Senhor conduz a existência por caminhos que amadurecem no silêncio.
A lágrima oferecida com fidelidade torna-se semente de uma alegria duradoura.
Nada do que é vivido na verdade permanece estéril diante de Deus.
A espera prepara o coração para reconhecer a plenitude quando ela se manifesta.
A verdadeira colheita revela aquilo que permaneceu oculto durante longo tempo.
O ser encontra sua unidade quando permanece fiel ao chamado recebido.
Assim, toda vida conduzida por Deus floresce segundo uma medida que jamais se perde.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Salmo responsorial Jr 31 - 24.07.2026

 Sexta-feira, 24 de Julho de 2026

16ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus responsorius (Ieremias XXXI, X. XI-XIIab. XIII)

I

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Psalmus Ier. XXXI, X)

R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará como o pastor que vela incessantemente por seu rebanho, conduzindo-o à plenitude de sua verdadeira morada. (Salmo Jr 31,10)

X

Audite verbum Domini, gentes, et annuntiate in insulis quæ procul sunt, et dicite: Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Psalmus Ier. XXXI, X)

10. Ouvi a Palavra do Senhor, ó nações, proclamai-a até os confins da terra e anunciai que Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará como o pastor que jamais abandona o rebanho confiado ao seu cuidado. (Salmo Jr 31,10)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.

R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará como o pastor que vela incessantemente por seu rebanho, conduzindo-o à plenitude de sua verdadeira morada.

II

XI

Quia redemit Dominus Jacob, et liberavit eum de manu potentioris. (Psalmus Ier. XXXI, XI)

11. O Senhor resgatou Jacó e o libertou da força que o dominava, restaurando-lhe a dignidade que jamais deixou de habitar em sua origem. (Salmo Jr 31,11)

XII

Et venient, et laudabunt in monte Sion, et confluent ad bona Domini, super frumento, et vino, et oleo, et fetu pecorum et armentorum; eritque anima eorum quasi hortus irriguus, et ultra non esurient. (Psalmus Ier. XXXI, XII)

12. Eles subirão ao monte de Sião para louvar o Senhor e acorrerão aos seus dons. A alma tornar-se-á semelhante a um jardim continuamente irrigado, onde a plenitude jamais conhece a esterilidade. (Salmo Jr 31,12)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.

R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará como o pastor que vela incessantemente por seu rebanho, conduzindo-o à plenitude de sua verdadeira morada.

III

XIII

Tunc lætabitur virgo in choro, juvenes et senes simul; et convertam luctum eorum in gaudium, et consolabor eos, et lætificabo a dolore suo. (Psalmus Ier. XXXI, XIII)

13. Então a alegria florescerá entre todos. O Senhor transformará o luto em júbilo, consolará os corações e fará surgir uma paz que nenhuma dor será capaz de extinguir. (Salmo Jr 31,13)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.

R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará como o pastor que vela incessantemente por seu rebanho, conduzindo-o à plenitude de sua verdadeira morada.

Reflexão

Toda dispersão encontra seu término quando o ser reencontra sua origem.
O Pastor divino não apenas conduz os passos, mas restaura a unidade interior da criatura.
A verdadeira reunião acontece primeiro nas profundezas do coração.
A alma que se deixa conduzir torna-se semelhante a um jardim que nunca deixa de receber vida.
A alegria mais duradoura nasce da presença que permanece mesmo quando tudo parece silencioso.
O caminho do retorno é também o caminho da plenitude do ser.
Quem permanece unido à origem descobre uma paz que não depende das mudanças do mundo.
Assim, toda existência amadurece até tornar visível a fecundidade que, desde sempre, era preparada no invisível.

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