terça-feira, 26 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 147(147B) - 27.05.2026

Quarta-feira, 27 de Maio de 2026
8ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CXLVII, XII et XIII, XIV et XV, XIX et XX

I

R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião, pois a alma que se eleva em contemplação reconhece a fonte eterna da paz e da fidelidade divina. (Salmo 147,12a)

R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)

II

XII
Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XII)
12. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião, porque a alma recolhida diante do Altíssimo descobre a presença que sustenta interiormente sua paz. (Salmo 147,12)

XIII
Quoniam confortavit seras portarum tuarum; benedixit filios tuos in te. (Psalmus CXLVII, XIII)
13. Porque Ele fortaleceu as travas de tuas portas e abençoou os teus filhos em ti, guardando, no íntimo do ser, aquilo que o tempo não consegue dispersar. (Salmo 147,13)

R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)

III

XIV
Qui posuit fines tuos pacem; et adipe frumenti satiat te. (Psalmus CXLVII, XIV)
14. Aquele que estabeleceu teus limites na paz também te alimenta com o vigor do trigo, para que a alma não se perca nas agitações do transitório, mas permaneça firme na plenitude do dom divino. (Salmo 147,14)

XV
Qui emittit eloquium suum terrae; velociter currit sermo eius. (Psalmus CXLVII, XV)
15. Ele envia sua palavra à terra, e sua voz corre velozmente, despertando no coração humano a memória da origem santa e a direção do eterno. (Salmo 147,15)

R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)

IV

XIX
Qui annuntiat verbum suum Iacob; iustitias et iudicia sua Israhel. (Psalmus CXLVII, XIX)
19. Ele anuncia sua palavra a Jacó e manifesta a Israel seus juízos e suas justiças, para que o espírito aprenda a caminhar na retidão que procede da Luz eterna. (Salmo 147,19)

XX
Non fecit taliter omni nationi; et iudicia sua non manifestavit eis. (Psalmus CXLVII, XX)
20. Não agiu assim com todas as nações, nem lhes revelou seus desígnios, pois há um mistério reservado àqueles que se abrem com reverência ao sopro do Altíssimo. (Salmo 147,20)

R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)

Reflexão

A Jerusalém do salmo não é apenas uma cidade exterior, mas a imagem da alma reunida no centro da presença divina.
Quando Deus fortalece as portas, Ele também ordena os pensamentos dispersos e recolhe o coração em silêncio.
A paz anunciada pelo Senhor não depende do movimento das horas, porque nasce de uma realidade mais alta e mais firme.
A palavra que corre velozmente pela terra toca o íntimo do homem e desperta nele a memória da sua origem sagrada.
O alimento do Altíssimo não é apenas sustento visível, mas graça que amadurece o espírito na fidelidade.
Quem escuta os juízos do Senhor aprende que a verdade não envelhece e não se corrompe com as sombras passageiras.
Há um saber reservado ao coração que se deixa conduzir pela luz, sem violência e sem ruído interior.
Assim, a alma encontra sua estabilidade quando vive voltada para Aquele que permanece acima de toda mudança.

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 97(98) - 26.05.2026

Terça-feira, 26 de Maio de 2026
São Filipe Néri, presbítero, Memória

8ª Semana do Tempo Comum 



Psalmus XCVII (XCVIII), I, II-IIIab, IIIc-IV

1

Psalmus ipsi David. Cantate Domino canticum novum, quia mirabilia fecit. Salvavit sibi dextera ejus, et brachium sanctum ejus. (Psalmus XCVII, I)

1. Salmo de Davi. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque Ele realizou maravilhas; a sua direita o salvou, e o seu braço santo o sustentou. (Salmo 97,1)

R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)

2

Notum fecit Dominus salutare suum; in conspectu gentium revelavit justitiam suam. (Psalmus XCVII, II)

2. O Senhor fez conhecer a sua salvação; diante das nações revelou a sua justiça, como luz que atravessa o tempo e desperta a alma para a fidelidade da Verdade. (Salmo 97,2)

R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)

3

Recordatus est misericordiæ suæ, et veritatis suæ domui Israël. (Psalmus XCVII, IIIab)

3. Ele lembrou-se da sua misericórdia e da sua verdade para com a casa de Israel, preservando no íntimo do homem o selo da fidelidade divina. (Salmo 97,3a-b)

R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)

4

Viderunt omnes termini terræ salutare Dei nostri. Jubilate Deo, omnis terra; cantate, et exsultate, et psallite. (Psalmus XCVII, IIIc-IV)

4. Todos os confins da terra contemplaram a salvação do nosso Deus; por isso, toda a terra exulte, cante e louve com alegria Aquele que governa o invisível e sustenta o visível. (Salmo 97,3c-4)

R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)

Reflexão

A salvação manifesta-se como uma luz que não nasce do ruído exterior, mas da fidelidade silenciosa de Deus.
A alma amadurece quando aprende a reconhecer, no que é pequeno, a presença do que é eterno.
O cântico novo nasce quando o coração deixa de se prender ao transitório e se abre à Verdade incorruptível.
A justiça divina sustenta a criação segundo uma ordem invisível que ultrapassa as mudanças humanas.
A misericórdia do Altíssimo permanece viva mesmo quando os homens se perdem entre as sombras do mundo.
Toda verdadeira alegria espiritual floresce quando a alma repousa na contemplação da Luz eterna.
O louvor purifica o espírito e conduz o homem à serenidade diante das instabilidades da existência.
Aquele que canta diante de Deus com sinceridade interior aproxima-se silenciosamente da plenitude incorruptível.

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domingo, 24 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 86(87) - 25.05.2026

 Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, Memória
8ª Semana do Tempo Comum



Psalmus responsorius

Psalmus LXXXVI (LXXXVII)

I

Fundamenta eius in montibus sanctis: diligit Dominus portas Sion super omnia tabernacula Iacob. (Psalmus LXXXVI, I-II)

1. Os seus fundamentos estão nos montes santos; o Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as tendas de Jacó. (Salmo 86, 1-2)

2. Gloriosas coisas se dizem de ti, cidade de Deus. (Salmo 86, 1-2)

R. Gloriosa dicta sunt de te, civitas Dei. (Psalmus LXXXVI, III)

R. Coisas gloriosas são ditas de ti, cidade de Deus. (Salmo 86, 3)

1

II

Gloriosa dicta sunt de te, civitas Dei. (Psalmus LXXXVI, III)

3. Coisas gloriosas são ditas de ti, cidade de Deus. (Salmo 86, 3)

R. Gloriosa dicta sunt de te, civitas Dei. (Psalmus LXXXVI, III)

R. Coisas gloriosas são ditas de ti, cidade de Deus. (Salmo 86, 3)

2

III

Numquid Sion dicet: Homo, et homo natus est in ea, et ipse fundavit eam Altissimus? (Psalmus LXXXVI, V)

5. Porventura Sião dirá: “Um homem, e um homem nasceu nela”; e o próprio Altíssimo a fundou. (Salmo 86, 5)

R. Gloriosa dicta sunt de te, civitas Dei. (Psalmus LXXXVI, III)

R. Coisas gloriosas são ditas de ti, cidade de Deus. (Salmo 86, 3)

3

IV

Dominus narrabit in scripturis populorum et principum horum qui fuerunt in ea. (Psalmus LXXXVI, VI)

6. O Senhor registrará, entre os povos e os príncipes, aqueles que nela nasceram. (Salmo 86, 6)

Sicut laetantium omnium habitatio est in te. (Psalmus LXXXVI, VII)

7. Em ti está a morada de todos os que se alegram. (Salmo 86, 7)

R. Gloriosa dicta sunt de te, civitas Dei. (Psalmus LXXXVI, III)

R. Coisas gloriosas são ditas de ti, cidade de Deus. (Salmo 86, 3)

4

Reflexão

A cidade de Deus não se ergue apenas no espaço visível, mas na profundidade onde a alma aprende a permanecer.
Seus fundamentos não pertencem ao acaso, porque repousam na ordem que antecede toda dispersão.
O coração encontra paz quando aceita ser conduzido para além da fugacidade das horas.
A verdadeira grandeza não nasce do ruído, mas da permanência interior diante do eterno.
Quem contempla a fonte da vida descobre que a alegria não depende do exterior que passa.
A alma amadurece quando se deixa formar pelo que é mais alto do que suas próprias vacilações.
Toda existência ganha firmeza quando se orienta para a presença que sustenta sem cessar.
E a paz mais profunda floresce quando o ser humano habita, por dentro, aquilo que não envelhece.

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sábado, 23 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 103(104) - 24.05.2026

 Domingo, 24 de Maio de 2026

Domingo de Pentecostes, Solenidade, Ano A
0ª Semana da Páscoa



Psalmus Responsorius

Psalmus CIII, Iab. XXIVac. XXIXbc-XXX. XXXI. XXXIV
R. cf. XXX

I

Benedic, anima mea, Domino: Domine Deus meus, magnificatus es vehementer: confessionem et decorem induisti. (Psalmus CIII, Iab)

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Senhor meu Deus, sois grandemente exaltado, e vos revestis de majestade e esplendor. (Salmo 103,1)

R. Emittes spiritum tuum, et creabuntur: et renovabis faciem terrae. (Psalmus CIII, XXX)
R. Enviais o vosso Espírito, e eles são criados; renovais a face da terra. (Salmo 103,30)

II

Quam magnificata sunt opera tua, Domine! omnia in sapientia fecisti: impleta est terra possessione tua. (Psalmus CIII, XXIV)

24. Quão grandiosas são as vossas obras, Senhor. Tudo fizestes com sabedoria, e a terra ficou cheia da vossa riqueza e do vosso desígnio. (Salmo 103,24)

R. Emittes spiritum tuum, et creabuntur: et renovabis faciem terrae. (Psalmus CIII, XXX)
R. Enviais o vosso Espírito, e eles são criados; renovais a face da terra. (Salmo 103,30)

III

Auferes spiritum eorum, et deficient: et in pulverem suum revertentur. (Psalmus CIII, XXIX)

29. Retirais o seu sopro, e eles desfazem-se; voltam ao pó de onde vieram. (Salmo 103,29)

Emittes spiritum tuum, et creabuntur: et renovabis faciem terrae. (Psalmus CIII, XXX)

30. Enviais o vosso Espírito, e eles são criados; renovais a face da terra. (Salmo 103,30)

R. Emittes spiritum tuum, et creabuntur: et renovabis faciem terrae. (Psalmus CIII, XXX)
R. Enviais o vosso Espírito, e eles são criados; renovais a face da terra. (Salmo 103,30)

IV

Sit gloria Domini in saeculum: laetabitur Dominus in operibus suis. (Psalmus CIII, XXXI)

31. Permaneça para sempre a glória do Senhor; o Senhor se alegrará em suas obras. (Salmo 103,31)

Jucundum sit ei eloquium meum: ego vero delectabor in Domino. (Psalmus CIII, XXXIV)

34. Seja-lhe agradável a minha palavra; eu, porém, me alegrarei no Senhor. (Salmo 103,34)

R. Emittes spiritum tuum, et creabuntur: et renovabis faciem terrae. (Psalmus CIII, XXX)
R. Enviais o vosso Espírito, e eles são criados; renovais a face da terra. (Salmo 103,30)

Reflexão

A alma que bendiz aprende a reconhecer a origem invisível de toda a beleza que existe.
A criação não é acaso, mas harmonia sustentada pela sabedoria eterna do Altíssimo.
Quando o sopro divino se retira, a criatura retorna à sua pobreza originária.
Quando o Espírito é enviado, a vida se ergue novamente em plenitude silenciosa.
A face da terra simboliza o íntimo humano que pode ser renovado sem cessar.
A glória do Senhor revela que nada vive fora da sua presença sustentadora.
O coração amadurece quando aceita a ordem invisível que conduz todas as coisas.
Assim, a alma encontra repouso ao permanecer unida ao sopro eterno que recria o mundo.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 10(11) - 23.05.2026

Sábado, 23 de Maio de 2026

7ª Semana da Páscoa


Psalmus Responsorius

Psalmus X, IV. V et VII

I

Dominus in templo sancto suo, Dominus in caelo sedes eius. Oculi eius in pauperem respiciunt, palpebrae eius interrogant filios hominum. (Psalmus X, IV)

4. O Senhor habita em seu santo templo, e o seu trono permanece nos céus. Seus olhos contemplam silenciosamente os homens e penetram as profundezas da consciência humana. (Salmo 10,4)

R. Recti videbunt faciem eius. (Psalmus X, VIIb)

R. Os retos contemplarão a sua face. (Salmo 10,7)

II

Dominus interrogat iustum et impium. Qui autem diligit iniquitatem, odit animam suam. (Psalmus X, V)

5. O Senhor prova o justo e o ímpio. Aquele que ama a desordem afasta sua própria alma da harmonia da Verdade eterna. (Salmo 10,5)

R. Recti videbunt faciem eius. (Psalmus X, VIIb)

R. Os retos contemplarão a sua face. (Salmo 10,7)

III

Quoniam iustus Dominus, et iustitias dilexit. Aequitatem vidit vultus eius. (Psalmus X, VII)

7. O Senhor é justo e ama tudo o que é reto. Sua face contempla aqueles que permanecem firmes na integridade interior. (Salmo 10,7)

R. Recti videbunt faciem eius. (Psalmus X, VIIb)

R. Os retos contemplarão a sua face. (Salmo 10,7)

IV

Aequitatem vidit vultus eius. (Psalmus X, VII)

7. A face do Senhor repousa sobre aqueles que caminham em retidão diante da eternidade e conservam pureza no íntimo da alma. (Salmo 10,7)

R. Recti videbunt faciem eius. (Psalmus X, VIIb)

R. Os retos contemplarão a sua face. (Salmo 10,7)

Reflexão

O Salmo conduz a alma ao reconhecimento de que toda existência permanece constantemente diante do olhar divino.
O Senhor contempla não apenas as ações exteriores, mas também os movimentos mais profundos da consciência humana.
A retidão espiritual nasce quando o coração abandona a desordem interior e busca permanecer unido à Verdade eterna.
A face divina simboliza a plenitude da Presença que sustenta silenciosamente toda a criação.
O homem amadurece espiritualmente quando compreende que a verdadeira justiça começa no interior da própria alma.
A contemplação do Altíssimo não pertence apenas ao futuro distante, mas inicia-se no silêncio daquele que vive em integridade.
Existe uma serenidade elevada na consciência que permanece firme diante das oscilações do mundo passageiro.
Assim, os retos contemplam a Face eterna porque aprenderam a ordenar a existência segundo a Luz que jamais se apaga.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 102(103) - 22.05.2026

Sexta-feira, 22 de Maio de 2026
7ª Semana da Páscoa


Psalmus Responsorius

Psalmus CII, I-II. XI-XII. XIX-XXab

I

Benedic, anima mea, Domino, et omnia quae intra me sunt, nomini sancto eius. (Psalmus CII, I)

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há dentro de mim bendiga o seu santo nome. (Salmo 102,1)

Benedic, anima mea, Domino, et noli oblivisci omnes retributiones eius. (Psalmus CII, II)

2. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não esqueças nenhum de seus benefícios. (Salmo 102,2)

R. Dominus in caelo paravit sedem suam. (Psalmus CII, XIXa)

R. O Senhor estabeleceu nos céus o seu trono. (Salmo 102,19)

II

Quoniam secundum altitudinem caeli a terra, corroboravit misericordiam suam super timentes se. (Psalmus CII, XI)

11. Pois, assim como o céu se eleva acima da terra, assim se eleva a sua misericórdia sobre os que o reverenciam com coração sincero. (Salmo 102,11)

Quantum distat ortus ab occidente, longe fecit a nobis iniquitates nostras. (Psalmus CII, XII)

12. Tanto quanto dista o nascer do sol do seu ocaso, assim afastou de nós as nossas iniquidades, para que a alma encontre repouso na sua pureza. (Salmo 102,12)

R. Dominus in caelo paravit sedem suam. (Psalmus CII, XIXa)

R. O Senhor estabeleceu nos céus o seu trono. (Salmo 102,19)

III

Dominus in caelo paravit sedem suam, et regnum ipsius omnibus dominabitur. (Psalmus CII, XIX)

19. O Senhor estabeleceu nos céus o seu trono, e o seu reino governa sobre tudo o que existe. (Salmo 102,19)

R. Dominus in caelo paravit sedem suam. (Psalmus CII, XIXa)

R. O Senhor estabeleceu nos céus o seu trono. (Salmo 102,19)

IV

Benedicite Domino omnes angeli eius, potentes virtute, facientes verbum illius. (Psalmus CII, XXab)

20. Bendizei o Senhor, todos os seus anjos, vós que sois poderosos em força e executais a sua palavra. (Salmo 102,20)

R. Dominus in caelo paravit sedem suam. (Psalmus CII, XIXa)

R. O Senhor estabeleceu nos céus o seu trono. (Salmo 102,19)

Reflexão

A alma que bendiz não apenas pronuncia palavras, mas se ordena interiormente diante da Presença eterna.
A misericórdia divina não é uma ideia distante, mas uma realidade que desce ao íntimo e restaura o que estava disperso.
Quando o coração contempla o Altíssimo, aprende a medir o tempo pela eternidade e não pela pressa do mundo.
Os benefícios do Senhor não se perdem na memória puramente humana, porque permanecem gravados na profundidade do espírito.
A distância entre o Oriente e o Ocidente revela, em símbolo, a retirada das culpas diante da pureza divina.
O trono do Senhor nos céus indica que toda ordem verdadeira nasce acima das instabilidades passageiras.
Os anjos que executam a palavra divina ensinam que a obediência luminosa é uma forma alta de adoração.
Assim, o homem interior encontra paz quando sua existência se dobra, com amor e reverência, diante do Reino que não passa.

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 15(16) - 21.05.2026

 Quinta-feira, 21 de Maio de 2026

7ª Semana da Páscoa


Psalmus responsorius XV

I

Conserva me, Domine, quoniam speravi in te. (Psalmus XV, I)

1 Guardai-me, Senhor, porque em vós esperei. (Salmo 15, 1)

Dixi Domino, Deus meus es tu, quoniam bonorum meorum non eges. (Psalmus XV, IIa)

2a Eu disse ao Senhor, Vós sois o meu Deus, porque não precisais dos meus bens. (Salmo 15, 2a)

R. Conserva me, Domine, quoniam speravi in te. (Psalmus XV, I)
R. Guardai-me, Senhor, porque em vós esperei. (Salmo 15, 1)

II

Dominus pars hereditatis meae et calicis mei; tu es qui restitues hereditatem meam mihi. (Psalmus XV, V)

5 O Senhor é a parte da minha herança e do meu cálice; vós sois aquele que restituís a minha herança. (Salmo 15, 5)

R. Conserva me, Domine, quoniam speravi in te. (Psalmus XV, I)
R. Guardai-me, Senhor, porque em vós esperei. (Salmo 15, 1)

III

Benedicam Dominum qui tribuit mihi intellectum; insuper et usque ad noctem increpuerunt me renes mei. (Psalmus XV, VII)

7 Bendirei o Senhor, que me concedeu entendimento; e, ainda durante a noite, o mais íntimo de mim me admoesta. (Salmo 15, 7)

Providebam Dominum in conspectu meo semper; quoniam a dextris est mihi ne commovear. (Psalmus XV, VIII)

8 Eu tinha o Senhor sempre diante de mim, porque Ele está à minha direita, para que eu não vacile. (Salmo 15, 8)

R. Conserva me, Domine, quoniam speravi in te. (Psalmus XV, I)
R. Guardai-me, Senhor, porque em vós esperei. (Salmo 15, 1)

IV

Propter hoc laetatum est cor meum, et exsultavit lingua mea; insuper et caro mea requiescet in spe. (Psalmus XV, IX)

9 Por isso meu coração se alegrou e minha língua exultou; e também a minha carne repousará na esperança. (Salmo 15, 9)

Quoniam non derelinques animam meam in inferno; nec dabis sanctum tuum videre corruptionem. (Psalmus XV, X)

10 Porque não abandonareis a minha alma na região dos mortos, nem permitireis que o vosso Santo veja a corrupção. (Salmo 15, 10)

Notas mihi fecisti vias vitae, adimplebis me laetitia cum vultu tuo; delectationes in dextera tua usque in finem. (Psalmus XV, XI)

11 Fizestes-me conhecer os caminhos da vida; encher-me-eis de alegria com a vossa face, e à vossa direita estão os prazeres para sempre. (Salmo 15, 11)

R. Conserva me, Domine, quoniam speravi in te. (Psalmus XV, I)
R. Guardai-me, Senhor, porque em vós esperei. (Salmo 15, 1)

Reflexão:

A alma firme não se dispersa no ruído dos dias.
Ela aprende a permanecer no centro, onde a presença sustenta o instante.
O tempo interior não corre ao acaso, mas se ordena pela verdade que o ilumina.
Cada prova revela aquilo que é sólido e permanece.
O coração recolhido encontra força no silêncio e clareza na espera.
Nada vence aquele que guarda o eixo da serenidade no íntimo.
A noite não é fim, mas passagem para uma luz mais alta.
E a caminhada se torna plena quando o espírito repousa no que não passa.

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