Terça-feira, 16 de Junho de 2026
Psalmus responsorius
Psalmus L, III-IV. V-VIa. XI et XVI (R. cf. IIIa)
I
Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam; et secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquitatem meam. (Psalmus L, III)
3. Tende piedade de mim, ó Deus, segundo a vossa grande misericórdia; e, segundo a abundância das vossas compaixões, apagai a minha iniquidade. (Salmo 50,3)
Amplius lava me ab iniquitate mea, et a peccato meo munda me. (Psalmus L, IV)
4. Lavai-me ainda mais da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado. (Salmo 50,4)
R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)
R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)
II
Quoniam iniquitatem meam ego cognosco, et peccatum meum contra me est semper. (Psalmus L, V)
5. Porque reconheço a minha iniquidade, e o meu pecado está sempre diante de mim. (Salmo 50,5)
Tibi soli peccavi, et malum coram te feci; ut justificeris in sermonibus tuis, et vincas cum judicaris. (Psalmus L, VIa)
6. Só contra vós pequei e pratiquei o mal diante de vós, para que sejais reconhecido justo em vossas palavras e vencedor em vosso julgamento. (Salmo 50,6a)
R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)
R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)
III
Averte faciem tuam a peccatis meis, et omnes iniquitates meas dele. (Psalmus L, XI)
11. Afastai o vosso rosto dos meus pecados e apagai todas as minhas culpas. (Salmo 50,11)
R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)
R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)
IV
Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique; holocaustis non delectaberis. (Psalmus L, XVI)
16. Pois, se quisésseis um sacrifício exterior, eu certamente o ofereceria; porém, vós não vos comprazes apenas nas ofertas visíveis. (Salmo 50,16)
R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)
R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)
Reflexão
A misericórdia divina alcança regiões da alma que os olhos humanos não conseguem contemplar.
Nenhuma sombra é tão profunda que não possa ser tocada pela luz que procede do Eterno.
O reconhecimento da própria limitação abre caminhos para uma renovação autêntica do ser.
A purificação interior não consiste apenas em abandonar o erro, mas em reencontrar a ordem que sustenta a existência.
Cada retorno sincero aproxima a alma da sua vocação mais elevada.
A verdade acolhida com humildade transforma o coração e restaura sua integridade.
O arrependimento torna-se porta para uma realidade mais profunda que as lembranças da culpa.
E a paz floresce onde a misericórdia de Deus encontra um coração disposto a recomeçar.
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