quinta-feira, 2 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 84(85) - 04.06.2026

Sábado, 4 de Julho de 2026
13ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorialis

Psalmus LXXXIV, IX, XI, XII, XIII, XIV

I

IX. Audiam quid loquatur in me Dominus Deus, quoniam loquetur pacem in plebem suam, et super sanctos suos, et in eos qui convertuntur ad cor. (Ps LXXXIV, IX)

9. Ouçamos o que o Senhor Deus fala no íntimo da alma, pois Ele anuncia a paz ao seu povo, aos seus santos e a todos os que se voltam para o coração. A palavra divina não apenas consola, mas ordena o ser por dentro e o reconduz à sua mais alta morada. (Salmo 84, 9)

R. Audiam quid loquatur in me Dominus Deus, quoniam loquetur pacem in plebem suam. (Ps LXXXIV, IX)
R. Ouçamos o que o Senhor Deus fala no íntimo da alma, pois Ele anunciará a paz ao seu povo. (Salmo 84, 9)

II

XI. Misericordia et veritas obviaverunt sibi, justitia et pax osculatae sunt. (Ps LXXXIV, XI)

11. A misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se abraçaram. Quando o Altíssimo visita o tempo interior, os opostos aparentes reencontram sua unidade na luz divina. (Salmo 84, 11)

XII. Veritas de terra orta est, et justitia de caelo prospexit. (Ps LXXXIV, XII)

12. A verdade brotou da terra, e a justiça contemplou do céu. O que é verdadeiro amadurece no tempo, mas recebe sua forma mais alta da clareza que vem de Deus. (Salmo 84, 12)

R. Misericordia et veritas obviaverunt sibi, justitia et pax osculatae sunt. (Ps LXXXIV, XI)
R. A misericórdia e a verdade se encontraram, e a justiça e a paz se abraçaram. (Salmo 84, 11)

III

XIII. Etenim Dominus dabit benignitatem, et terra nostra dabit fructum suum. (Ps LXXXIV, XIII)

13. Sim, o Senhor concederá a sua bondade, e a nossa terra dará o seu fruto. Quando a graça fecunda a interioridade, também a realidade visível aprende a refletir a abundância recebida. (Salmo 84, 13)

XIV. Justitia ante eum ambulabit, et ponet in via gressus suos. (Ps LXXXIV, XIV)

14. A justiça caminhará diante dele e colocará os seus passos no caminho. Assim, a existência torna-se peregrinação ordenada, em que cada gesto recebe direção do Eterno. (Salmo 84, 14)

R. Etenim Dominus dabit benignitatem, et terra nostra dabit fructum suum. (Ps LXXXIV, XIII)
R. Sim, o Senhor concederá a sua bondade, e a nossa terra dará o seu fruto. (Salmo 84, 13)

Reflexão

A paz de Deus não é ausência de combate, mas harmonia que nasce no centro do ser.
A verdade desce ao coração e o purifica sem violência.
A misericórdia amolece o que estava endurecido pela passagem dos dias.
A justiça não oprime, antes endireita o caminho da alma.
O fruto maduro nasce da terra visitada pela luz que não se extingue.
Cada instante pode tornar-se passagem para o que é eterno.
O interior aprende a esperar sem perder a firmeza da esperança.
E a criatura, recolhida em silêncio, descobre sua morada em Deus.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 116(117) - 03.07.2026

 Sexta-feira, 3 de Julho de 2026

São Tomé, Apóstolo, Festa, Ano A
13ª Semana do Tempo Comum


Psalmus responsorius, CXVI, I-II (R. Marcus XVI, XV)

I

R. Euntes in mundum universum, praedicate Evangelium omni creaturae. (Marcus XVI, XV). 
R. Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. (Marcos 16,15)

  1. Alleluia. Laudate Dominum, omnes gentes: laudate eum, omnes populi. (Psalmus CXVI, I). 
    1. Aleluia. Louvai o Senhor, todas as nações; louvai-o, todos os povos. O louvor verdadeiro eleva a alma acima do peso do instante e a faz repousar na Presença que reúne e ordena todas as coisas em seu centro mais alto. (Salmo 116,1)

R. Euntes in mundum universum, praedicate Evangelium omni creaturae. (Marcus XVI, XV)
R. Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. (Marcos 16,15)

II

R. Euntes in mundum universum, praedicate Evangelium omni creaturae. (Marcus XVI, XV). 
R. Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. (Marcos 16,15)

  1. Quoniam confirmata est super nos misericordia eius: et veritas Domini manet in aeternum. (Psalmus CXVI, II).
    2. Porque se confirmou sobre nós a sua misericórdia, e a verdade do Senhor permanece para sempre. Quando a alma se abandona a essa fidelidade, o tempo deixa de ser apenas sucessão e torna-se passagem serena para a permanência do Eterno. (Salmo 116,2)

R. Euntes in mundum universum, praedicate Evangelium omni creaturae. (Marcus XVI, XV)
R. Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. (Marcos 16,15)

Reflexão

A alma que louva com retidão não se prende ao ruído do instante.
Ela aprende a reconhecer que toda verdadeira firmeza vem do Alto.
Quando a interioridade se ordena, o coração encontra sua medida mais pura.
A presença divina não passa; ela sustenta o que passa.
Por isso, o ser humano amadurece quando deixa de se dispersar na superfície das coisas.
A fidelidade silenciosa torna-se uma forma alta de permanecer em paz.
Quem vive voltado para a Verdade descobre que o real possui uma profundidade que não se esgota.
E nessa profundidade, o tempo é recolhido em uma luz que não se desfaz.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 18(19) - 02.06.2026

Quinta-feira, 2 de Julho de 2026

13ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius

Psalmus XVIII, VIII-IX-X-XI

I

R. Judicia Domini vera, justificata in semetipsa. (Psalmus XVIII, X)

R. Os juízos do Senhor são inteiramente verdadeiros e permanecem perfeitos em si mesmos, conduzindo a alma à contemplação da eterna sabedoria. (Salmo 18,10)

VIII. Lex Domini immaculata, convertens animas; testimonium Domini fidele, sapientiam præstans parvulis. (Psalmus XVIII, VIII)

8. A Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; seu testemunho é fiel e comunica verdadeira sabedoria aos que se abrem humildemente à sua presença, conduzindo-os ao conhecimento que não passa. (Salmo 18,8)

IX. Justitiæ Domini rectæ, lætificantes corda; præceptum Domini lucidum, illuminans oculos. (Psalmus XVIII, IX)

9. Os preceitos do Senhor são retos e enchem o coração de alegria; seu mandamento é luz que ilumina o olhar interior, permitindo contemplar a realidade segundo a verdade divina. (Salmo 18,9)

R. Judicia Domini vera, justificata in semetipsa. (Psalmus XVIII, X)

R. Os juízos do Senhor são inteiramente verdadeiros e permanecem perfeitos em si mesmos, conduzindo a alma à contemplação da eterna sabedoria. (Salmo 18,10)

II

X. Timor Domini sanctus, permanens in sæculum sæculi; judicia Domini vera, justificata in semetipsa. (Psalmus XVIII, X)

10. O santo temor do Senhor permanece para sempre; seus juízos são verdadeiros e perfeitos, sustentando toda a criação na harmonia que procede de sua eterna presença. (Salmo 18,10)

XI. Desiderabilia super aurum et lapidem pretiosum multum; et dulciora super mel et favum. (Psalmus XVIII, XI)

11. As palavras do Senhor são mais desejáveis que o ouro mais precioso e mais suaves que o mel, porque alimentam o espírito com a plenitude da vida que jamais se corrompe. (Salmo 18,11)

R. Judicia Domini vera, justificata in semetipsa. (Psalmus XVIII, X)

R. Os juízos do Senhor são inteiramente verdadeiros e permanecem perfeitos em si mesmos, conduzindo a alma à contemplação da eterna sabedoria. (Salmo 18,10)

Reflexão

A Palavra de Deus não apenas instrui, mas restaura silenciosamente a ordem mais profunda da existência.
Ela conduz o coração para além das mudanças passageiras e o firma naquilo que permanece para sempre.
A verdadeira sabedoria nasce quando a alma acolhe a luz que vem do Senhor.
Quem se deixa iluminar por essa luz aprende a discernir a verdade que sustenta toda a criação.
Os juízos divinos não limitam a vida, mas revelam sua plenitude e sua reta finalidade.
A alegria mais profunda floresce quando o coração caminha em consonância com a vontade do Criador.
Toda palavra saída de Deus permanece viva, porque participa da eternidade que não conhece ocaso.
Assim, o fiel descobre que o maior tesouro não está no que o mundo oferece, mas na presença daquele cuja verdade permanece para sempre.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 49(50) - 01.07.2026

Quarta-feira, 1 de Julho de 2026
13ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius

Psalmus XLIX, VII. VIII-IX. X-XI. XII-XIII. XVIb-XVII

I

R. Bene facienti ostendam salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIII)

R. Àquele que percorre o caminho da retidão, o Senhor revela a plenitude de sua salvação, tornando visível a comunhão com sua presença eterna. (Salmo 49,23)

VII Audi, populus meus, et loquar; Israel, et testificabor tibi: Deus, Deus tuus ego sum. (Psalmus XLIX, VII)

7 Ouve, povo meu, e Eu te falarei. Israel, Eu darei testemunho diante de ti. Eu sou Deus, o teu Deus. A alma que escuta essa voz reencontra sua verdadeira origem e descobre Aquele que sustenta toda a existência. (Salmo 49,7)

VIII Non in sacrificiis tuis arguam te: holocausta autem tua in conspectu meo sunt semper. (Psalmus XLIX, VIII)

8 Não te repreendo por teus sacrifícios, pois eles permanecem continuamente diante de Mim. Entretanto, o Senhor deseja, acima de tudo, um coração plenamente unido à sua vontade. (Salmo 49,8)

IX Non accipiam de domo tua vitulos, neque de gregibus tuis hircos. (Psalmus XLIX, IX)

9 Não tomarei novilhos de tua casa nem bodes de teus rebanhos, porque nenhuma oferta exterior substitui a entrega sincera do coração ao Bem eterno. (Salmo 49,9)

R. Bene facienti ostendam salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIII)

R. Àquele que percorre o caminho da retidão, o Senhor revela a plenitude de sua salvação, tornando visível a comunhão com sua presença eterna. (Salmo 49,23)

II

X Quoniam meae sunt omnes ferae silvarum, jumenta in montibus, et boves. (Psalmus XLIX, X)

10 Pois todos os animais das florestas Me pertencem, bem como os rebanhos sobre os montes. Toda a criação permanece continuamente sustentada pela sabedoria do Criador. (Salmo 49,10)

XI Cognovi omnia volatilia caeli, et pulchritudo agri mecum est. (Psalmus XLIX, XI)

11 Conheço todas as aves do céu, e toda a beleza dos campos permanece diante de Mim. Nada escapa ao olhar daquele que conserva o universo em perfeita harmonia. (Salmo 49,11)

XII Si esuriero, non dicam tibi: meus est enim orbis terrae, et plenitudo ejus. (Psalmus XLIX, XII)

12 Se Eu tivesse fome, não o diria a ti, pois o mundo inteiro Me pertence, com tudo o que nele existe. Deus nada necessita da criatura, mas convida a criatura a participar de sua plenitude. (Salmo 49,12)

XIII Numquid manducabo carnes taurorum? aut sanguinem hircorum potabo? (Psalmus XLIX, XIII)

13 Acaso comerei carne de touros ou beberei sangue de bodes? O Senhor procura uma oferta espiritual que brote da sinceridade e da comunhão com sua verdade. (Salmo 49,13)

R. Bene facienti ostendam salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIII)

R. Àquele que percorre o caminho da retidão, o Senhor revela a plenitude de sua salvação, tornando visível a comunhão com sua presença eterna. (Salmo 49,23)

III

XVIb Peccatori autem dixit Deus: Quare tu enarras justitias meas, et assumis testamentum meum per os tuum? (Psalmus XLIX, XVI)

16b Ao pecador Deus diz. Por que proclamas minhas leis e trazes minha aliança em teus lábios, se teu coração permanece distante da verdade que anuncias? (Salmo 49,16)

XVII Tu vero odisti disciplinam, et projecisti sermones meos retrorsum. (Psalmus XLIX, XVII)

17 Tu rejeitaste a verdadeira disciplina e lançaste para trás as minhas palavras. Quem se afasta da sabedoria divina obscurece o próprio caminho e distancia-se da plenitude para a qual foi criado. (Salmo 49,17)

R. Bene facienti ostendam salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIII)

R. Àquele que percorre o caminho da retidão, o Senhor revela a plenitude de sua salvação, tornando visível a comunhão com sua presença eterna. (Salmo 49,23)

Reflexão

A voz de Deus não procura apenas ser ouvida, mas acolhida no mais profundo da alma.
Toda verdadeira oferta nasce quando o coração se orienta inteiramente para o Criador.
A aparência religiosa encontra sua plenitude somente na sinceridade interior.
O Senhor contempla a verdade escondida onde os olhos humanos não conseguem alcançar.
Quem permite que a Palavra modele sua consciência caminha na estabilidade do Bem.
A criação inteira testemunha silenciosamente a presença daquele que tudo sustenta.
A comunhão com Deus restaura a ordem do ser e ilumina toda a existência.
A salvação manifesta-se continuamente àquele que persevera na verdade e permanece unido ao Amor eterno.

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domingo, 28 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 5 - 30.06.2026

Terça-feira, 30 de Junho de 2026
13ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius

Psalmus V, V-VI. VII. VIII

R.

Domine, deduc me in justitia tua. (Psalmus V, IX)

R. Senhor, conduzi-me em vossa justiça, para que eu caminhe segundo a retidão de vossa presença e permaneça firme em vosso caminho. (Salmo 5,9)

I

V.

Quoniam non Deus volens iniquitatem tu es. Neque habitabit juxta te malignus. Neque permanebunt injusti ante oculos tuos. Odisti omnes qui operantur iniquitatem. (Psalmus V, V-VI)

5. Vós não sois um Deus que se compraz na injustiça. Nenhum mal permanece junto de vós. Os injustos não subsistem diante de vosso olhar, porque rejeitais toda obra que se afasta da verdade. A vossa santidade permanece como medida eterna para toda a criação. (Salmo 5,5-6)

R. Domine, deduc me in justitia tua. (Psalmus V, IX)

R. Senhor, conduzi-me em vossa justiça, para que eu caminhe segundo a retidão de vossa presença e permaneça firme em vosso caminho. (Salmo 5,9)

II

V.

Perdes omnes qui loquuntur mendacium. Virum sanguinum et dolosum abominabitur Dominus. (Psalmus V, VII)

7. Destruís toda falsidade, porque a mentira dissolve a comunhão com a verdade. O Senhor rejeita aquele que faz da violência e do engano o princípio de sua caminhada, pois somente a verdade permanece diante de sua face. (Salmo 5,7)

R. Domine, deduc me in justitia tua. (Psalmus V, IX)

R. Senhor, conduzi-me em vossa justiça, para que eu caminhe segundo a retidão de vossa presença e permaneça firme em vosso caminho. (Salmo 5,9)

III

V.

Ego autem in multitudine misericordiae tuae introibo in domum tuam. Adorabo ad templum sanctum tuum in timore tuo. (Psalmus V, VIII)

8. Quanto a mim, sustentado pela abundância de vossa misericórdia, entrarei em vossa casa. Com reverente adoração inclinarei meu coração diante de vosso santo templo, reconhecendo que somente em vós a alma encontra sua verdadeira plenitude. (Salmo 5,8)

R. Domine, deduc me in justitia tua. (Psalmus V, IX)

R. Senhor, conduzi-me em vossa justiça, para que eu caminhe segundo a retidão de vossa presença e permaneça firme em vosso caminho. (Salmo 5,9)

Reflexão

Toda verdadeira caminhada começa quando a alma aprende a orientar-se pela presença do Senhor.
A justiça divina não impõe um peso, mas restaura a ordem para a qual o ser foi criado.
Quem permanece fiel à verdade encontra uma firmeza que nenhuma mudança pode dissolver.
A misericórdia abre o caminho para um encontro que transforma silenciosamente o coração.
A reverência purifica o olhar e conduz à contemplação da realidade que permanece.
A oração torna-se o lugar onde a existência reencontra sua direção mais profunda.
A fidelidade do Senhor permanece imutável acima de todas as instabilidades do mundo.
Quem persevera nessa comunhão caminha para a plenitude da vida que jamais se extingue.

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sábado, 27 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 49(50) - 29.06.2026

Segunda-feira, 29 de Junho de 2026
13ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus XLIX

Salmo XLIX

R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)

I. Versus XVI et XVII

XVI. Peccatori autem dixit Deus: Quare tu enarras justitias meas, et assumis testamentum meum per os tuum? (Psalmus XLIX, XVI)

16. Ao pecador, porém, Deus diz: Por que proclamas os meus preceitos e trazes nos lábios a minha Aliança? A palavra somente alcança sua plenitude quando brota de um coração que permanece unido à verdade divina. (Salmo 49, 16)

XVII. Tu vero odisti disciplinam, et projecisti sermones meos retrorsum. (Psalmus XLIX, XVII)

17. Tu, porém, rejeitaste a disciplina e lançaste para trás as minhas palavras. A alma que recusa a correção divina afasta-se da ordem que conduz à plenitude da comunhão com Deus. (Salmo 49, 17)

R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)

II. Versus XVIII et XIX

XVIII. Si videbas furem, currebas cum eo; et cum adulteris portionem tuam ponebas. (Psalmus XLIX, XVIII)

18. Quando vias um ladrão, unias-te a ele, e com os adúlteros tomavas parte. Toda escolha afasta ou aproxima o coração da verdade que permanece para sempre. (Salmo 49, 18)

XIX. Os tuum abundavit malitia, et lingua tua concinnabat dolos. (Psalmus XLIX, XIX)

19. A tua boca transbordava de maldade, e tua língua tecia enganos. A palavra encontra sua verdadeira dignidade quando reflete a luz que procede do próprio Deus. (Salmo 49, 19)

R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)

III. Versus XX et XXI

XX. Sedens adversus fratrem tuum loquebaris, et adversus filium matris tuae ponebas scandalum. (Psalmus XLIX, XX)

20. Sentavas para falar contra teu irmão e levantavas acusações contra o filho de tua mãe. A paz nasce quando a alma contempla cada pessoa segundo a luz da presença divina. (Salmo 49, 20)

XXI. Haec fecisti, et tacui. Existimasti inique quod ero tui similis; arguam te, et statuam contra faciem tuam. (Psalmus XLIX, XXI)

21. Fizeste essas coisas e permaneci em silêncio. Pensaste, injustamente, que eu seria semelhante a ti. Eu te repreenderei e colocarei teus atos diante de teus olhos. O silêncio de Deus manifesta sua paciência e convida continuamente ao retorno da consciência para a verdade. (Salmo 49, 21)

R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)

IV. Versus XXII et XXIII

XXII. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum, nequando rapiam, et non sit qui eripiat. (Psalmus XLIX, XXII)

22. Compreendei isto, vós que vos esqueceis de Deus, para que não sejais surpreendidos, sem que haja quem vos livre. Cada instante acolhido diante do Senhor torna-se ocasião de retorno ao caminho que conduz à Vida verdadeira. (Salmo 49, 22)

XXIII. Qui immolat sacrificium laudis, honorificabit me; et illic iter, quo ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIII)

23. Quem oferece um sacrifício de louvor glorifica-me, e àquele que caminha em retidão manifestarei a salvação de Deus. O coração que vive em constante ação de graças participa da paz que permanece acima de toda realidade passageira. (Salmo 49, 23)

R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)

Reflexão

A voz do Senhor permanece viva além da sucessão dos dias.
A consciência desperta quando acolhe a verdade com sinceridade.
O louvor purifica o coração e o conduz à sua origem.
Toda palavra encontra sua plenitude quando nasce da comunhão com Deus.
A fidelidade silenciosa fortalece a caminhada espiritual.
A sabedoria cresce na alma que aceita ser conduzida pela verdade.
A presença divina ilumina cada instante com significado permanente.
Quem permanece no Senhor encontra a paz que jamais se desfaz.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 18A(19) - 28.06.2026

Domingo, 28 de Junho de 2026

Santos Pedro e Paulo Apóstolos, Solenidade, Ano A


Psalmus Responsorius, XVIII A (XIX), II-III, IV-V

I

II Caeli enarrant gloriam Dei, et opera manuum eius annuntiat firmamentum. (Psalmus XVIII A, II)

2 Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. Toda a criação manifesta silenciosamente a sabedoria eterna do Criador e conduz a alma à contemplação do que jamais passa. (Salmo 18A, 2)

III Dies diei eructat verbum, et nox nocti indicat scientiam. (Psalmus XVIII A, III)

3 Um dia transmite ao outro esta mensagem, e uma noite revela à outra esse conhecimento. O tempo torna-se testemunha da ação contínua de Deus, que comunica sua verdade sem cessar àqueles que sabem escutar. (Salmo 18A, 3)

R. In omnem terram exivit sonus eorum. (Psalmus XVIII A, Va)

R. Seu anúncio ressoou por toda a terra. (Salmo 18A, 5a)

II

IV Non sunt loquelae neque sermones, quorum non audiantur voces eorum. (Psalmus XVIII A, IV)

4 Não são discursos nem palavras cuja voz possa ser ouvida pelos ouvidos humanos; contudo, sua proclamação alcança o íntimo daquele que contempla a obra divina. (Salmo 18A, 4)

V In omnem terram exivit sonus eorum, et in fines orbis terrae verba eorum. (Psalmus XVIII A, V)

5 Seu anúncio estendeu-se por toda a terra, e suas palavras chegaram aos confins do mundo. A presença do Criador alcança toda a criação e convida cada alma a reconhecer a ordem eterna que sustenta todas as coisas. (Salmo 18A, 5)

R. In omnem terram exivit sonus eorum. (Psalmus XVIII A, Va)

R. Seu anúncio ressoou por toda a terra. (Salmo 18A, 5a)

Reflexão

A criação proclama continuamente aquilo que nenhuma palavra humana consegue esgotar.
Cada dia manifesta uma sabedoria que permanece além das mudanças do mundo.
O silêncio do universo possui uma linguagem que alcança o coração atento.
A ordem da criação revela uma harmonia que procede do Criador e permanece imutável.
A alma que contempla aprende a reconhecer a presença divina em todas as coisas.
O verdadeiro conhecimento amadurece quando conduz à reverência e à gratidão.
A constância da obra de Deus fortalece o espírito e orienta a existência para o bem que permanece.
Assim, toda a criação torna-se um cântico silencioso que conduz a alma ao encontro daquele que sustenta o universo em sua eterna plenitude.

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