sábado, 20 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 59(60) - 22.06.2026

Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 



Psalmus LIX

Responsorium

R. Salvum fac dextera tua, et exaudi me. (Psalmus LIX, VII)
Salva-me com a tua direita e escuta-me, para que a força divina reúna o que em mim se dispersou e faça novamente habitável o íntimo da alma. (Salmo 59, 7)

I

III. Deus, repulisti nos, et destruxisti nos, iratus es, et misertus es nobis. (Psalmus LIX, III)
3. Deus, permitiste que fôssemos abalados e provados; ainda assim, até no rigor da correção, tua misericórdia permanece escondida, conduzindo a alma ao retorno da verdade. (Salmo 59, 3)

IV. Commovisti terram, et conturbasti eam, sana contritiones ejus, quia commota est. (Psalmus LIX, IV)
4. Sacudiste a terra do nosso interior e perturbaste o que parecia firme; restaura, Senhor, as fissuras da alma, para que o coração, reconduzido à inteireza, volte a permanecer em ti. (Salmo 59, 4)

V. Ostendisti populo tuo dura, potasti nos vino compunctionis. (Psalmus LIX, V)
5. Mostraste ao teu povo realidades duras e o fizeste beber do vinho da compunção, para que a alma, provada pelo vazio, descubra que só o eterno pode sustentá-la. (Salmo 59, 5)

R. Salvum fac dextera tua, et exaudi me. (Psalmus LIX, VII)
Salva-me com a tua direita e escuta-me, para que a força divina reúna o que em mim se dispersou e faça novamente habitável o íntimo da alma. (Salmo 59, 7)

II

XI. Quis deducet me in civitatem munitam, quis deducet me usque in Idumæam? (Psalmus LIX, XI)
11. Quem me conduzirá à cidade fortificada e me levará até Edom, senão a tua providência, que guia a consciência para além dos limites do visível? (Salmo 59, 11)

XIIa. nonne tu, Deus, qui repulisti nos? et non egredieris, Deus, in virtutibus nostris? (Psalmus LIX, XIIa)
12a. Não és tu, ó Deus, quem nos afastaste para nos ensinar a depender do alto, e não és tu quem caminha à frente das nossas forças, para que nelas não se apoie o coração? (Salmo 59, 12)

XIIb. Da nobis auxilium de tribulatione, quia vana salus hominis. (Psalmus LIX, XIIb)
12b. Concede-nos auxílio na tribulação, porque é vã a salvação que nasce apenas do homem; somente o teu socorro restitui à alma o seu centro e sua firmeza verdadeira. (Salmo 59, 12)

XIII. In Deo faciemus virtutem, et ipse ad nihilum deducet tribulantes nos. (Psalmus LIX, XIII)
13. Em Deus realizaremos a força interior, e Ele reduzirá ao nada aquilo que nos oprime, pois somente a permanência nele sustenta o passo da alma no meio das mudanças. (Salmo 59, 13)

R. Salvum fac dextera tua, et exaudi me. (Psalmus LIX, VII)
Salva-me com a tua direita e escuta-me, para que a força divina reúna o que em mim se dispersou e faça novamente habitável o íntimo da alma. (Salmo 59, 7)

Reflexão

A alma amadurece quando acolhe a prova sem perder o eixo interior.
O que fere por fora pode purificar por dentro, se for recebido em silêncio.
Nada permanece estável quando o homem se apoia apenas no que passa.
A firmeza verdadeira nasce do centro invisível onde Deus sustenta o ser.
Quem aprende a recolher-se em paz distingue o essencial do efêmero.
A retidão interior não nasce da impulsividade, mas da contemplação serena.
Cada desordem pode tornar-se passagem para uma forma mais alta de paz.
Bem-aventurado aquele que atravessa a noite sem abandonar a fidelidade ao Bem.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 68(69) - 21.06.2026

Domingo, 21 de Junho de 2026
12º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de São Luís Gonzaga, religioso



Psalmus responsorius

Psalmus LXVIII, VIII-X. XIV. XVII. XXXIII-XXXV

I

VIII. Quia propter te sustinui opprobrium, operuit confusio faciem meam. (Psalmus LXVIII, VIII)

8. Porque, por amor de Ti, suportei o opróbrio, e a confusão cobriu o meu rosto, enquanto a alma permaneceu exposta ao mistério da fidelidade. (Salmo 68,8)

IX. Extraneus factus sum fratribus meis, et peregrinus filiis matris meæ. (Psalmus LXVIII, IX)

9. Tornei-me estranho para meus irmãos e peregrino para os filhos de minha mãe, como quem atravessa a noite buscando uma pátria mais alta do que o olhar humano. (Salmo 68,9)

X. Quoniam zelus domus tuæ comedit me, et opprobria exprobrantium tibi ceciderunt super me. (Psalmus LXVIII, X)

10. O zelo de tua casa me consumiu, e as afrontas dirigidas contra Ti recaíram sobre mim, como fogo interior que purifica o coração e o une ao que é eterno. (Salmo 68,10)

R. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, Domine. (Psalmus LXVIII, XIV)
R. Na abundância de vossa misericórdia, ouvi-me, Senhor. (Salmo 68,14)

II

XIV. Ego vero orationem meam ad te, Domine: tempus beneplaciti, Deus. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, in veritate salutis tuæ. (Psalmus LXVIII, XIV)

14. Eu, porém, elevo minha oração a Ti, Senhor, no tempo de tua benevolência, ó Deus. Na abundância de tua misericórdia, escuta-me, na verdade de tua salvação, que penetra as profundezas do ser e o reconduz à tua presença. (Salmo 68,14)

XVII. Exaudi me, Domine, quoniam benigna est misericordia tua. Secundum multitudinem miserationum tuarum respice in me. (Psalmus LXVIII, XVII)

17. Ouve-me, Senhor, porque é benigna a tua misericórdia. Segundo a imensidão de tuas compaixões, volta teu olhar para mim, e faze repousar a alma na firmeza do teu amor. (Salmo 68,17)

R. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, Domine. (Psalmus LXVIII, XIV)
R. Na abundância de vossa misericórdia, ouvi-me, Senhor. (Salmo 68,14)

III

XXXIII. Videant pauperes, et lætentur. Quærite Deum, et vivet anima vestra. (Psalmus LXVIII, XXXIII)

33. Vejam os humildes e alegrem-se. Buscai a Deus, e a vossa alma viverá, pois só nEle a existência encontra sua fonte e sua medida plena. (Salmo 68,33)

XXXIV. Quoniam exaudivit pauperes Dominus, et vinctos suos non despexit. (Psalmus LXVIII, XXXIV)

34. Porque o Senhor ouviu os pobres e não desprezou os seus cativos, mas abriu-lhes um caminho interior de esperança, mesmo quando tudo parecia encerrado. (Salmo 68,34)

XXXV. Laudent illum cæli et terra, mare et omnia reptilia in eis. (Psalmus LXVIII, XXXV)

35. Louvem-no os céus e a terra, o mar e todos os seres que neles habitam, porque toda a criação se orienta para a glória dAquele que a sustenta no seu secreto fundamento. (Salmo 68,35)

R. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, Domine. (Psalmus LXVIII, XIV)
R. Na abundância de vossa misericórdia, ouvi-me, Senhor. (Salmo 68,14)

Reflexão

A oração verdadeira nasce quando a alma aprende a atravessar o instante sem se perder nele.
O sofrimento purifica o olhar e revela o que permanece além das aparências.
A fidelidade interior cresce quando o coração se volta para o que não passa.
Nada do que é elevado se perde na noite, pois a luz secreta o conduz ao seu cumprimento.
A paz amadurece quando o espírito repousa na ordem invisível que sustenta todas as coisas.
A criatura encontra sua firmeza ao reconhecer que não foi feita para o ruído, mas para a presença.
A esperança torna-se mais pura quando já não depende das oscilações do mundo.
E a alma se eleva quando aprende a viver diante do Eterno, mesmo enquanto caminha entre sombras.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 88(89) - 20.06.2026

Sábado, 20 de Junho de 2026
11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorialis

Psalmus LXXXVIII, IV-V. XXIX-XXXIV

Salmo responsorial

Sl 88,4-5.29-30.31-32.33-34

R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele, e a minha aliança permanecerá fiel, sustentando, no íntimo da história, aquilo que Deus confirma no eterno. (Salmo 88,29a)

I

IV Disposui testamentum electis meis; juravi David, servo meo. (Psalmus LXXXVIII, IV)
Estabeleci a minha aliança com os meus eleitos; jurei a Davi, meu servo, porque a palavra do Senhor não vacila diante do passar dos dias e permanece firme no fundo da existência. (Salmo 88,4)

V usque in æternum præparabo semen tuum, et ædificabo in generationem et generationem sedem tuam. (Psalmus LXXXVIII, V)
Para sempre prepararei a tua descendência e edificarei, de geração em geração, o teu trono, porque aquilo que nasce do desígnio divino atravessa os tempos sem perder a sua verdade. (Salmo 88,5)

R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)

II

XXIX In æternum servabo illi misericordiam meam, et testamentum meum fidele ipsi. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele, e a minha aliança lhe será fiel, pois o amor de Deus não se extingue no correr das horas e permanece como fundamento oculto da esperança. (Salmo 88,29)

XXX Et ponam in sæculum sæculi semen ejus, et thronum ejus sicut dies cæli. (Psalmus LXXXVIII, XXX)
E estabelecerei para sempre a sua descendência e o seu trono como os dias do céu, porque o que o Senhor firma no eterno não se dissolve na sucessão dos instantes. (Salmo 88,30)

R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)

III

XXXI Si autem dereliquerint filii ejus legem meam, et in judiciis meis non ambulaverint. (Psalmus LXXXVIII, XXXI)
Se os seus filhos abandonarem a minha lei e não caminharem nos meus juízos, a alma reconhece que a fidelidade exige vigilância, e que toda decisão deixa marcas no interior do ser. (Salmo 88,31)

XXXII Si justitias meas profanaverint, et mandata mea non custodierint. (Psalmus LXXXVIII, XXXII)
Se profanarem as minhas justiças e não guardarem os meus mandamentos, a ordem sagrada se obscurece, e a consciência percebe que toda ruptura com o alto produz sombra no caminho. (Salmo 88,32)

R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)

IV

XXXIII Visitabo in virga iniquitates eorum, et in verberibus peccata eorum. (Psalmus LXXXVIII, XXXIII)
Visitarei com a vara as suas iniquidades e com açoites os seus pecados, porque a verdade divina corrige para restaurar e reconduzir o coração ao seu centro mais profundo. (Salmo 88,33)

XXXIV Misericordiam autem meam non dispergam ab eo, neque nocebo in veritate mea. (Psalmus LXXXVIII, XXXIV)
Mas não retirarei dele a minha misericórdia, nem faltarei à minha verdade, pois a Providência permanece fiel mesmo quando a criatura atravessa a noite da prova e é chamada ao retorno. (Salmo 88,34)

R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)

Reflexão

A fidelidade divina não se desgasta com o correr dos dias.
O que nasce da promessa do Alto permanece além da mudança.
A alma amadurece quando aprende a habitar o instante com reverência.
O coração sereno não se curva diante da instabilidade exterior.
Toda prova revela se o interior está firmado no que é eterno.
A correção do Senhor não destrói, mas purifica e recoloca na ordem.
Quem acolhe a verdade encontra paz no centro silencioso da existência.
E a misericórdia sustenta o caminho até a plenitude que não passa.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 131(132) - 19.06.2026

Sexta-feira, 19 de Junho de 2026
11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus CXXXI, XI. XII. XIII-XIV. XVII-XVIII (R. XIII)

Psalmus Responsorius

I

XI Iuravit Dominus David veritatem, et non frustrabitur eam: De fructu ventris tui ponam super sedem tuam. (Psalmus CXXXI, XI)

O Senhor jurou a Davi uma verdade que não falha. Da tua descendência farei surgir aquele que se assentará no trono, e a promessa divina permanecerá firme além das mutações do tempo. (Salmo 131, 11)

XII Si custodierint filii tui testamentum meum, et testimonia mea hæc, quæ docebo eos: et filii eorum usque in sæculum sedebunt super sedem tuam. (Psalmus CXXXI, XII)

Se teus filhos guardarem a minha aliança e acolherem os meus testemunhos, a fidelidade do Altíssimo se estenderá de geração em geração, sustentando na eternidade aquilo que na terra é apenas passagem. (Salmo 131, 12)

R. Quoniam elegit Dominus Sion in habitationem sibi. (Psalmus CXXXI, XIII)

R. Porque o Senhor escolheu Sião para sua morada. (Salmo 131, 13)

II

XIII Quoniam elegit Dominus Sion: elegit eam in habitationem sibi. (Psalmus CXXXI, XIII)

Porque o Senhor escolheu Sião, e a separou para ser sua habitação. Assim também a alma é chamada a tornar-se lugar de presença, quando acolhe o Mistério que a consagra por dentro. (Salmo 131, 13)

XIV Hæc requies mea in sæculum sæculi: hic habitabo, quoniam elegi eam. (Psalmus CXXXI, XIV)

Esta é a minha morada para sempre; aqui permanecerei, porque a escolhi. Nessa palavra repousa a certeza de que Deus habita onde encontra um coração entregue à sua vontade e orientado para o que não passa. (Salmo 131, 14)

R. Quoniam elegit Dominus Sion in habitationem sibi. (Psalmus CXXXI, XIII)

R. Porque o Senhor escolheu Sião para sua morada. (Salmo 131, 13)

III

XVII Ibi producam cornu David: paravi lucernam christo meo. (Psalmus CXXXI, XVII)

Ali farei florescer o poder de Davi, e prepararei uma lâmpada para o meu ungido. A promessa de Deus não envelhece, mas avança em profundidade, iluminando os caminhos ocultos da história com luz que vem do Alto. (Salmo 131, 17)

XVIII Inimicos eius induam confusione: super ipsum autem efflorebit sanctificatio mea. (Psalmus CXXXI, XVIII)

Vestirei os seus inimigos de confusão, mas sobre ele resplandecerá a minha santidade. Quando a verdade divina se manifesta, toda oposição perde sua firmeza, e somente a glória do Senhor permanece sobre o seu eleito. (Salmo 131, 18)

R. Quoniam elegit Dominus Sion in habitationem sibi. (Psalmus CXXXI, XIII)

R. Porque o Senhor escolheu Sião para sua morada. (Salmo 131, 13)

Reflexão

O Senhor não age segundo a pressa dos homens, mas segundo a plenitude do seu querer.
Aquilo que Ele promete não é refém do instante, porque nasce da eternidade.
A alma que O escuta aprende a esperar com paz, sem perder a firmeza do caminho.
A verdadeira morada não é feita apenas de pedra, mas de fidelidade e silêncio interior.
Quando Deus escolhe, Ele consagra o tempo e faz germinar o que parecia oculto.
A sucessão dos dias não vence o desígnio que procede da sua sabedoria.
O coração purificado reconhece que só o eterno pode sustentar o que é humano.
E onde o Senhor habita, a existência encontra repouso, luz e permanência.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 96(97) - 18.06.2026

Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 



Psalmus Responsorius — Psalmus XCVI, I-II. III-IV. V-VI. VII

(R. XIIa)

I

R. Laetamini in Domino, justi. (Psalmus XCVI, XII)

R. Alegrai-vos no Senhor, ó justos. (Salmo 96,12)

I

Dominus regnavit, exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I)

O Senhor reina. Alegre-se a terra e exultem as numerosas ilhas, pois toda a criação encontra sua estabilidade Naquele que sustenta invisivelmente todas as coisas. (Salmo 96,1)

Nubes et caligo in circuitu ejus; justitia et judicium correctio sedis ejus. (Psalmus XCVI, II)

A nuvem e a escuridão envolvem sua presença; a justiça e o julgamento sustentam seu trono, revelando que o Mistério divino ultrapassa toda compreensão humana sem deixar de governar com perfeita sabedoria. (Salmo 96,2)

R. Laetamini in Domino, justi. (Psalmus XCVI, XII)

R. Alegrai-vos no Senhor, ó justos. (Salmo 96,12)

II

Ignis ante ipsum praecedet, et inflammabit in circuitu inimicos ejus. (Psalmus XCVI, III)

Um fogo vai à sua frente e consome ao redor tudo aquilo que se opõe à sua ordem perfeita, pois a luz divina dissipa as sombras que obscurecem o coração. (Salmo 96,3)

Illuxerunt fulgura ejus orbi terrae; vidit, et commota est terra. (Psalmus XCVI, IV)

Seus relâmpagos iluminaram o mundo; a terra viu e estremeceu, porque toda realidade criada reconhece a majestade daquele que lhe concede existência. (Salmo 96,4)

R. Laetamini in Domino, justi. (Psalmus XCVI, XII)

R. Alegrai-vos no Senhor, ó justos. (Salmo 96,12)

III

Montes sicut cera fluxerunt a facie Domini, a facie Domini omnis terrae. (Psalmus XCVI, V)

Os montes derreteram como cera diante do Senhor, diante do Senhor de toda a terra, indicando que até aquilo que parece imutável permanece dependente da presença que tudo sustenta. (Salmo 96,5)

Annuntiaverunt caeli justitiam ejus, et viderunt omnes populi gloriam ejus. (Psalmus XCVI, VI)

Os céus proclamam sua justiça, e todos os povos contemplam sua glória, pois a criação inteira manifesta silenciosamente os sinais da sabedoria eterna. (Salmo 96,6)

R. Laetamini in Domino, justi. (Psalmus XCVI, XII)

R. Alegrai-vos no Senhor, ó justos. (Salmo 96,12)

IV

Confundantur omnes qui adorant sculptilia, et qui gloriantur in simulacris suis. Adorate eum, omnes angeli ejus. (Psalmus XCVI, VII)

Sejam confundidos todos os que depositam sua confiança nas obras transitórias e nas imagens criadas por mãos humanas. Adorai-o, todos os seus anjos, pois somente nele repousa a plenitude da realidade e da verdade. (Salmo 96,7)

R. Laetamini in Domino, justi. (Psalmus XCVI, XII)

R. Alegrai-vos no Senhor, ó justos. (Salmo 96,12)

Reflexão

A criação inteira proclama uma presença que não nasce das mudanças do mundo.
Os céus anunciam uma ordem que permanece acima da sucessão dos acontecimentos.
A alma que contempla o Senhor encontra um fundamento mais sólido do que as circunstâncias.
Os montes passam, os impérios desaparecem, mas a verdade divina permanece.
A luz que procede do Alto dissolve as ilusões que aprisionam o coração.
Toda verdadeira alegria nasce do encontro com aquilo que não pode ser destruído.
Os anjos adoram incessantemente porque contemplam a plenitude que sustenta o universo.
Quem volta seu olhar para o Eterno descobre uma paz que atravessa todos os tempos.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 30(31) - 17.06.2026

Quarta-feira, 17 de Junho de 2026
11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius

Psalmus XXX, XX-XXI, XXIV (R. XXV)

I.

R. Viriliter agite, et confortetur cor vestrum, omnes qui speratis in Domino. (Psalmus XXX, XXV)

R. Permanecei firmes, e fortaleça-se o vosso coração, todos vós que colocais a esperança no Senhor. (Salmo 30, 25)

V. Quam magna multitudo dulcedinis tuae, Domine, quam abscondisti timentibus te. Perfecisti eis qui sperant in te, in conspectu filiorum hominum. (Psalmus XXX, XX)

  1. Quão abundante é a plenitude de tua bondade, Senhor, reservada àqueles que vivem diante de tua presença. Tu a manifestas aos que confiam em ti, mesmo em meio às realidades transitórias da existência humana. (Salmo 30, 20)

R. Viriliter agite, et confortetur cor vestrum, omnes qui speratis in Domino. (Psalmus XXX, XXV)

R. Permanecei firmes, e fortaleça-se o vosso coração, todos vós que colocais a esperança no Senhor. (Salmo 30, 25)

II.

V. Abscondes eos in abscondito faciei tuae a conturbatione hominum. Proteges eos in tabernaculo tuo a contradictione linguarum. (Psalmus XXX, XXI)

  1. Tu acolhes a alma na intimidade de tua presença e a guardas das inquietações que procedem das instabilidades do mundo. Em tua morada encontra-se uma paz que não pode ser perturbada pelas vozes passageiras da história. (Salmo 30, 21)

R. Viriliter agite, et confortetur cor vestrum, omnes qui speratis in Domino. (Psalmus XXX, XXV)

R. Permanecei firmes, e fortaleça-se o vosso coração, todos vós que colocais a esperança no Senhor. (Salmo 30, 25)

III.

V. Diligite Dominum, omnes sancti ejus, quoniam veritatem requiret Dominus, et retribuet abundanter facientibus superbiam. (Psalmus XXX, XXIV)

  1. Amai o Senhor, todos os que lhe pertencem. Ele sustenta os que permanecem na verdade e conduz cada alma segundo a medida perfeita de sua justiça e de sua sabedoria. (Salmo 30, 24)

R. Viriliter agite, et confortetur cor vestrum, omnes qui speratis in Domino. (Psalmus XXX, XXV)

R. Permanecei firmes, e fortaleça-se o vosso coração, todos vós que colocais a esperança no Senhor. (Salmo 30, 25)

Reflexão

A verdadeira fortaleza nasce quando a alma repousa naquilo que não se altera.

O coração encontra estabilidade ao reconhecer uma realidade superior às mudanças do mundo.

A presença divina permanece silenciosamente operante mesmo quando os olhos percebem apenas incertezas.

A confiança no Senhor permite atravessar as oscilações da existência com serenidade interior.

Aquele que busca a verdade aprende a discernir o permanente em meio ao transitório.

A paz mais profunda não depende das circunstâncias, mas da comunhão com o Bem que sustenta todas as coisas.

O recolhimento do espírito favorece a contemplação da luz que permanece além do tempo.

Quem permanece unido ao Senhor descobre uma força que não provém de si mesmo, mas da Fonte eterna de toda vida.

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domingo, 14 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 50(51) - 16.06.2026

Terça-feira, 16 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus responsorius

Psalmus L, III-IV. V-VIa. XI et XVI (R. cf. IIIa)

I

Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam; et secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquitatem meam. (Psalmus L, III)

3. Tende piedade de mim, ó Deus, segundo a vossa grande misericórdia; e, segundo a abundância das vossas compaixões, apagai a minha iniquidade. (Salmo 50,3)

Amplius lava me ab iniquitate mea, et a peccato meo munda me. (Psalmus L, IV)

4. Lavai-me ainda mais da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado. (Salmo 50,4)

R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)

R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)

II

Quoniam iniquitatem meam ego cognosco, et peccatum meum contra me est semper. (Psalmus L, V)

5. Porque reconheço a minha iniquidade, e o meu pecado está sempre diante de mim. (Salmo 50,5)

Tibi soli peccavi, et malum coram te feci; ut justificeris in sermonibus tuis, et vincas cum judicaris. (Psalmus L, VIa)

6. Só contra vós pequei e pratiquei o mal diante de vós, para que sejais reconhecido justo em vossas palavras e vencedor em vosso julgamento. (Salmo 50,6a)

R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)

R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)

III

Averte faciem tuam a peccatis meis, et omnes iniquitates meas dele. (Psalmus L, XI)

11. Afastai o vosso rosto dos meus pecados e apagai todas as minhas culpas. (Salmo 50,11)

R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)

R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)

IV

Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique; holocaustis non delectaberis. (Psalmus L, XVI)

16. Pois, se quisésseis um sacrifício exterior, eu certamente o ofereceria; porém, vós não vos comprazes apenas nas ofertas visíveis. (Salmo 50,16)

R. Miserere mei, Deus. (Psalmus L, IIIa)

R. Tende piedade de mim, ó Deus. (Salmo 50,3a)

Reflexão

A misericórdia divina alcança regiões da alma que os olhos humanos não conseguem contemplar.

Nenhuma sombra é tão profunda que não possa ser tocada pela luz que procede do Eterno.

O reconhecimento da própria limitação abre caminhos para uma renovação autêntica do ser.

A purificação interior não consiste apenas em abandonar o erro, mas em reencontrar a ordem que sustenta a existência.

Cada retorno sincero aproxima a alma da sua vocação mais elevada.

A verdade acolhida com humildade transforma o coração e restaura sua integridade.

O arrependimento torna-se porta para uma realidade mais profunda que as lembranças da culpa.

E a paz floresce onde a misericórdia de Deus encontra um coração disposto a recomeçar.

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