PSALMUS RESPONSORIUS
Psalmus CXLIV, II-III. IV-V. VI-VII (R. cf. I b)
I.
II. Per singulos dies benedicam tibi, et laudabo nomen tuum in sæculum, et in sæculum sæculi. (Psalmus CXLIV, II)
2. Bendirei o vosso nome a cada dia e vos louvarei eternamente, pelos séculos dos séculos. (Salmo 144, 2)
III. Magnus Dominus et laudabilis nimis, et magnitudinis ejus non est finis. (Psalmus CXLIV, III)
3. Grande é o Senhor e digno de todo louvor, e sua grandeza não tem fim. (Salmo 144, 3)
R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.
R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor. (Salmo 144, 1b)
II.
IV. Generatio et generatio laudabit opera tua, et potentiam tuam pronuntiabunt. (Psalmus CXLIV, IV)
4. Uma geração anunciará à outra as vossas obras, e proclamará a grandeza de vosso poder. (Salmo 144, 4)
V. Magnificentiam gloriæ sanctitatis tuæ loquentur, et mirabilia tua narrabunt. (Psalmus CXLIV, V)
5. Proclamarão a magnificência da glória de vossa santidade e contemplarão, em vossas obras, os sinais de uma grandeza que ultrapassa toda medida. (Salmo 144, 5)
R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.
R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor, pois vossa presença permanece além de toda sucessão e sustenta o ser em sua origem. (Salmo 144, 1b)
III.
VI. Et virtutem terribilium tuorum dicent, et magnitudinem tuam narrabunt. (Psalmus CXLIV, VI)
6. Anunciarão a força admirável de vossas obras e proclamarão a grandeza de vossa presença, diante da qual toda realidade encontra sua verdadeira medida. (Salmo 144, 6)
VII. Memoriam abundantiæ suavitatis tuæ eructabunt, et justitia tua exsultabunt. (Psalmus CXLIV, VII)
7. Recordarão a abundância de vossa bondade e proclamarão com alegria vossa justiça, reconhecendo que toda plenitude procede de vós e para vós se orienta. (Salmo 144, 7)
R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.
R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor, pois o instante encontra sua plenitude quando permanece voltado para aquele cuja presença não passa. (Salmo 144, 1b)
Reflexão:
A grandeza divina não se encerra na sucessão dos dias, pois permanece acima de toda medida temporal.
Cada instante pode tornar-se lugar de encontro quando a alma reconhece nele a presença daquele que permanece.
O louvor nasce quando o ser contempla sua origem e percebe que nada existe por si mesmo.
A interioridade acolhe o eterno não como algo distante, mas como presença que sustenta silenciosamente o presente.
Assim, o tempo deixa de ser apenas passagem e torna-se ocasião para o amadurecimento daquilo que possui destino permanente.
A memória das obras divinas conserva no coração uma orientação que nenhuma mudança exterior pode dissolver.
Quem contempla essa ordem aprende a permanecer sereno diante do que passa e atento ao que permanece.
E o instante, iluminado pela presença divina, torna-se caminho interior para a plenitude.
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