Psalmus XXXI (XXXII)
Lectio Responsorialis
Inspirata ex Evangelio secundum Marcum VI I–VI
Responsum
Beatus cui remissa est iniquitas et cui tectum est peccatum.
Feliz aquele cujo desvio é recolhido e cuja falta é velada, pois o ser é reconduzido ao centro onde nada se fragmenta. (Ps XXXI I)
I. Beatus vir cui non imputavit Dominus peccatum nec est in spiritu eius dolus.
Feliz o homem a quem o Senhor não fixa a falta, pois o interior se mantém íntegro diante do que permanece. (Ps XXXI II)
II. Quoniam tacui inveteraverunt ossa mea dum clamarem tota die.
Quando o ser se encerra no silêncio endurecido, até o fundamento interior sente o peso da duração não habitada. (Ps XXXI III)
III. Confitebor adversum me iniustitiam meam Domino et tu remisisti impietatem peccati mei.
Ao reconhecer-se diante do que é maior, o coração é reordenado e o peso se dissolve no acolhimento pleno. (Ps XXXI V)
IV. Intellectum tibi dabo et instruam te in via qua gradieris firmabo super te oculos meos.
O olhar que orienta não vigia de fora, mas sustenta por dentro o passo daquele que consente no caminho. (Ps XXXI VIII)
Reflexão
A bem-aventurança não nasce da negação, mas do recolhimento interior.
O peso do ser cresce quando o instante não é plenamente habitado.
Reconhecer-se diante do que permanece reordena o eixo da existência.
O ensinamento não se impõe, mas sustenta silenciosamente o caminho.
O olhar que guia permanece mesmo sem ser percebido.
A cura acontece quando a vontade se alinha ao bem.
O ordinário torna-se lugar de permanência.
E o ser aprende a repousar no que não passa.
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