Psalmus Responsorius, CXXIX, I–II; III–IVa; V–VI; VII–VIII
R. Apud Dominum misericordia, et copiosa apud eum redemptio.
R. No Senhor está a misericórdia e abundante redenção, onde a existência encontra o que permanece além de toda queda aparente. (Salmo 129,7)
I
De profundis clamavi ad te, Domine; Domine, exaudi vocem meam.
1 Das profundezas elevo o clamor, pois mesmo no abismo há um ponto onde a presença pode ser encontrada e reconhecida. (Salmo 129,1-2)
II
Fiant aures tuae intendentes in vocem deprecationis meae.
2 O clamor não se perde, pois é acolhido na dimensão onde toda súplica já é conhecida em sua origem. (Salmo 129,2)
III
Si iniquitates observaveris, Domine, Domine, quis sustinebit
3 Se tudo fosse medido apenas pelas falhas, nada permaneceria, mas há uma realidade mais profunda que sustenta o ser. (Salmo 129,3)
IV
Quia apud te propitiatio est, et propter legem tuam sustinui te, Domine.
4 Na presença que sustenta tudo, há reconciliação contínua, e nela o ser aprende a permanecer firme além das oscilações. (Salmo 129,4-5)
Reflexão:
O clamor que surge das profundezas não é sinal de abandono, mas início de um despertar interior. Há uma realidade onde toda busca já encontra resposta antes mesmo de ser plenamente formulada. Aquilo que parece queda pode tornar-se caminho quando percebido com clareza mais elevada. O ser humano é chamado a permanecer firme mesmo quando não compreende plenamente o que vive. A confiança não nasce das circunstâncias, mas da percepção de uma presença constante. Nessa permanência, a alma encontra estabilidade. Assim, o tempo deixa de ser medida de espera e torna-se espaço de encontro contínuo.
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