Quinta-feira, 25 de Junho de 2026
Psalmus Responsorius, LXXVIII (LXXIX), I–II, III–V, VIII, IX
I–II
Deus, venerunt gentes in hereditatem tuam; polluerunt templum sanctum tuum; posuerunt Jerusalem in pomorum custodiam. (Psalmus LXXIX, I–II)
Ó Deus, as nações invadiram a vossa herança; profanaram o vosso santo templo e reduziram Jerusalém a um lugar de desolação e vigilância do que restou. (Salmo 79,1–2)
Posuerunt morticina servorum tuorum escas volatilibus caeli; carnes sanctorum tuorum bestiis terrae. (Psalmus LXXIX, I–II)
Entregaram os corpos dos vossos servos às aves do céu e a carne dos vossos fiéis às feras da terra, como se a vida humana fosse reduzida à sua extrema fragilidade. (Salmo 79,1–2)
R. Adjuva nos, Deus salutaris noster, propter gloriam nominis tui; et libera nos, et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXIX, IX)
Ajudai-nos, ó Deus nosso Salvador, por amor da glória do vosso nome; libertai-nos e sede misericordioso para com as nossas faltas por causa do vosso nome. (Salmo 79,9)
III–V
Effuderunt sanguinem eorum tanquam aquam in circuitu Jerusalem, et non erat qui sepeliret. (Psalmus LXXIX, III–V)
Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não havia quem lhes desse sepultura, revelando a extrema vulnerabilidade da condição humana diante do tempo. (Salmo 79,3)
Facti sumus opprobrium vicinis nostris, subsannatio et illusio his qui in circuitu nostro sunt. (Psalmus LXXIX, III–V)
Tornamo-nos opróbrio entre os vizinhos, objeto de escárnio e desprezo para aqueles que nos cercam, como se a dignidade exterior fosse provada nas provações do tempo. (Salmo 79,4)
Usquequo, Domine, irasceris in finem? accendetur sicut ignis zelus tuus? (Psalmus LXXIX, III–V)
Até quando, Senhor, permanecerá o vosso olhar voltado para o limite da nossa fragilidade? Será o vosso zelo como fogo que purifica o que é transitório? (Salmo 79,5)
R. Adjuva nos, Deus salutaris noster, propter gloriam nominis tui; et libera nos, et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXIX, IX)
Ajudai-nos, ó Deus nosso Salvador, por amor da glória do vosso nome; libertai-nos e purificai-nos, pois nossa fragilidade clama pela vossa misericórdia. (Salmo 79,9)
VIII–IX
Ne memineris iniquitatum nostrarum antiquarum; cito anticipent nos misericordiae tuae, quia pauperes facti sumus nimis. (Psalmus LXXIX, VIII–IX)
Não vos recordeis das nossas antigas iniquidades; que a vossa misericórdia nos alcance depressa, pois nos tornamos pobres diante do mistério da existência. (Salmo 79,8)
R. Adjuva nos, Deus salutaris noster, propter gloriam nominis tui; et libera nos, et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXIX, IX)
Ajudai-nos, ó Deus nosso Salvador, por amor da glória do vosso nome; libertai-nos e restaurai-nos pela vossa misericórdia, pois tudo encontra sentido em vós. (Salmo 79,9)
Reflexão
A história humana revela sua fragilidade quando se afasta do seu centro invisível.
O sofrimento não é apenas ruptura, mas também sinal de um chamado mais profundo.
Tudo o que se perde exteriormente pode revelar uma busca interior mais essencial.
A consciência amadurece quando reconhece que nada se sustenta por si mesmo.
O tempo manifesta sua profundidade quando conduz a alma ao que não passa.
A misericórdia se apresenta como ordem silenciosa que recolhe o que se dispersa.
A provação purifica aquilo que estava oculto no interior da existência.
E a estabilidade verdadeira nasce quando a vida retorna ao que a sustenta eternamente.
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