segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 22(23) - 19.08.2026

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026
20ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus David, XXII, I-VI

I

Psalmus David. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)

1. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará, porque, quando minha existência se abandona à sua condução, encontra em sua presença a fonte de tudo aquilo de que verdadeiramente necessita.
(Salmo 22, 1)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

II

In loco pascuæ, ibi me collocavit. Super aquam refectionis educavit me. (Psalmus XXII, II)

2. Ele me faz repousar em pastagens verdejantes e conduz meu ser às águas que restauram, onde a interioridade encontra repouso e retorna silenciosamente à fonte de sua origem.
(Salmo 22, 2)

Animam meam convertit. Deduxit me super semitas justitiæ propter nomen suum. (Psalmus XXII, III)

3. Ele reconduz minha alma à sua unidade e me conduz pelas sendas da justiça, para que minha existência reencontre sua direção essencial e amadureça segundo a finalidade para a qual foi chamada.
(Salmo 22, 3)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

III

Nam etsi ambulavero in medio umbræ mortis, non timebo mala, quoniam tu mecum es. Virga tua, et baculus tuus, ipsa me consolata sunt. (Psalmus XXII, IV)

4. Mesmo que eu caminhe pelo vale envolvido pela sombra da morte, não temerei o mal, porque tua presença permanece comigo; teu cuidado me sustenta e tua condução conserva minha existência unida quando tudo ao redor parece perder sua direção.
(Salmo 22, 4)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

IV

Parasti in conspectu meo mensam adversus eos qui tribulant me; impinguasti in oleo caput meum: et calix meus inebrians, quam præclarus est! (Psalmus XXII, V)

5. Preparas diante de mim uma mesa, mesmo quando as forças que me perturbam permanecem ao redor; unge minha cabeça com o óleo que fortalece e faz transbordar meu cálice, revelando que a verdadeira plenitude nasce da presença que sustenta o ser em seu interior.
(Salmo 22, 5)

Et misericordia tua subsequetur me omnibus diebus vitæ meæ; et ut inhabitem in domo Domini in longitudinem dierum. (Psalmus XXII, VI)

6. Tua misericórdia me acompanhará durante todos os dias de minha vida, até que minha existência encontre morada na casa do Senhor e descubra, para além da sucessão dos instantes, a permanência de uma presença que jamais abandona aquele que nela encontra sua origem.
(Salmo 22, 6)

R. Dominus regit me, et nihil mihi deerit. (Psalmus XXII, I)
R. O Senhor é meu pastor e me conduz; nada me faltará. (Salmo 22, 1)

Reflexão

A existência encontra sua unidade quando reconhece a presença que a sustenta desde sua origem.
Cada instante pode tornar-se lugar de retorno àquilo que permanece essencial.
O caminho exterior passa, mas aquilo que amadurece no interior pode adquirir permanência.
Quando a alma se ordena, os acontecimentos deixam de determinar sua direção mais profunda.
A serenidade nasce quando o ser reconhece sua finalidade e permanece orientado para ela.
Mesmo diante da sombra, a presença divina conserva a unidade da consciência.
A misericórdia acompanha silenciosamente cada etapa da formação interior.
E, no amadurecimento da existência, o instante se abre para aquilo que não passa.

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