Psalmus XXIII XXIV
Prima Lectio Psalmica
Responsum
Attóllite portas principes vestras et elevámini portae aeternáles et introíbit Rex glóriae.
Erguei as portas do íntimo e deixai que se elevem os limiares do ser para que o Sentido pleno atravesse e habite o agora. O que entra não vem de fora apenas manifesta o que já sustentava o interior. (Ps 23,7)
1 Dómini est terra et plenitúdo eius orbis terrárum et univérsi qui hábitant in eo.
Tudo pertence Àquele que sustenta o ser. A totalidade não se dispersa no passar dos instantes mas permanece unificada na origem que tudo mantém. (Ps 23,1)
2 Quia ipse super mária fundávit eum et super flúmina praeparávit eum.
O fundamento do real não é instável. Mesmo no movimento aparente há uma base silenciosa que sustém a existência. (Ps 23,2)
3 Quis ascéndet in montem Dómini aut quis stabit in loco sancto eius.
Subir não é deslocar-se mas alinhar o interior com aquilo que permanece. Estar é mais profundo do que chegar. (Ps 23,3)
4 Innocens mánibus et mundo corde qui non accépit in vano ánimam suam.
A inteireza nasce quando o coração não se fragmenta em excessos e o gesto reflete a verdade acolhida. (Ps 23,4)
Reflexão
O salmo revela que a plenitude já envolve o instante vivido.
O que parece sucessão repousa numa origem firme.
Subir o monte é consentir com o sentido que antecede o passo.
A pureza do coração não separa integra.
O gesto simples torna-se lugar de permanência.
A espera vigilante amadurece o olhar.
O encontro acontece quando o interior se abre.
Assim o ser aprende a habitar o agora diante de Deus.
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