Psalmus Responsorius, CXLIV, II-III. VIII-IX. XVII-XVIII
I
II. Per singulos dies benedicam tibi, et laudabo nomen tuum in sæculum, et in sæculum sæculi. (Psalmus CXLIV, II)
2. A cada dia vos bendirei e louvarei o vosso nome pelos séculos e por todos os séculos. (Salmo 144, 2)
III. Magnus Dominus, et laudabilis nimis, et magnitudinis ejus non est finis. (Psalmus CXLIV, III)
3. Grande é o Senhor e infinitamente digno de louvor, e sua grandeza não tem fim. (Salmo 144, 3)
R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.
O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18a)
II
VIII. Miserator et misericors Dominus, patiens, et multum misericors. (Psalmus CXLIV, VIII)
8. O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e abundantíssimo em misericórdia. (Salmo 144, 8)
IX. Suavis Dominus universis, et miserationes ejus super omnia opera ejus. (Psalmus CXLIV, IX)
9. O Senhor é bondoso para com todos, e suas misericórdias se estendem sobre todas as suas obras. (Salmo 144, 9)
R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.
O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18a)
III
XVII. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XVII)
17. Justo é o Senhor em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 17)
XVIII. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, XVIII)
18. O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. (Salmo 144, 18)
R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.
O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18a)
Reflexão:
A proximidade do Senhor não depende da distância, pois sua presença alcança o íntimo do ser no instante que se abre ao eterno.
Cada dia recebe sua plenitude quando a consciência reconhece a origem que permanece presente em tudo o que existe.
A grandeza divina não possui limite, porque sua presença não está submetida ao fluxo passageiro das coisas.
Invocar o Senhor é voltar o interior para aquilo que sustenta a existência desde sua raiz mais profunda.
A misericórdia revela uma presença que não abandona o ser à dispersão, mas o reconduz à unidade de sua origem.
No instante acolhido com verdade, a alma encontra uma proximidade que não precisa ser procurada fora de si.
A justiça de Deus manifesta uma ordem na qual cada realidade encontra seu sentido diante da plenitude que a sustenta.
Assim, o presente deixa de ser mera passagem e se torna encontro com Aquele cuja presença permanece além de todo tempo.
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