Psalmus CIV, II–VII
Salmo 104(105), 2-3.4-5.6-7
R. Lætetur cor quærentium Dominum. (Salmo CIV, IIIb)
R. Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. (Salmo 104(105), 3b)
II. Cantate ei, et psallite ei; narrate omnia mirabilia ejus.
2. Cantai ao Senhor e entoai-lhe louvores; proclamai todas as suas maravilhas.
III. Laudamini in nomine sancto ejus; lætetur cor quærentium Dominum.
3. Gloriai-vos em seu santo nome; alegre-se o coração daqueles que procuram o Senhor.
R. Lætetur cor quærentium Dominum.
Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
IV. Quærite Dominum, et confirmamini; quærite faciem ejus semper.
4. Buscai o Senhor e encontrareis firmeza; procurai continuamente a sua presença.
V. Mementote mirabilium ejus quæ fecit; prodigia ejus, et judicia oris ejus.
5. Recordai-vos das maravilhas que ele realizou, de seus prodígios e das determinações de sua palavra.
R. Lætetur cor quærentium Dominum.
Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
VI. semen Abraham servi ejus; filii Jacob electi ejus.
6. Vós, descendência de Abraão, seu servo, filhos de Jacó, seus eleitos.
VII. Ipse Dominus Deus noster; in universa terra judicia ejus.
7. Ele é o Senhor, nosso Deus; seus desígnios alcançam toda a terra.
R. Lætetur cor quærentium Dominum.
Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
Reflexão:
O louvor nasce quando o ser reconhece que sua origem repousa na presença de Deus.
Recordar as maravilhas divinas é perceber que a existência permanece sustentada por uma realidade que a precede e a ultrapassa.
A busca do Senhor conduz a interioridade ao encontro de uma presença que não se esgota na sucessão dos dias.
Cada instante pode tornar-se lugar de reconhecimento, quando o coração se volta para aquele que permanece eternamente.
A firmeza interior não procede da posse de certezas exteriores, mas da confiança naquele que sustenta todas as coisas.
A memória das obras divinas ilumina o presente e revela a continuidade entre a origem e o destino do ser.
Quem procura a face do Senhor descobre que sua própria existência encontra nele seu fundamento e sua direção.
Então o coração se alegra, pois reconhece que a plenitude não está distante, mas se faz presente na comunhão com Deus.
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