Psalmus responsorius, Psalmus VII, II–III. IXbc–X. XI–XII
Responsum
Domine Deus meus, in te speravi, salvum me fac ex omnibus persequentibus me et libera me (Psalmus VII, II)
Senhor meu Deus, em Ti repousa o meu ser, e no eterno encontro abrigo que me sustenta além de toda inquietação e me conduz à plenitude que não se perde (Salmo 7,2)
I Domine Deus meus, in te speravi, salvum me fac ex omnibus persequentibus me et libera me (Psalmus VII, II)
1 Senhor meu Deus, em Ti encontro refúgio que não se dissolve no tempo, e assim sou conduzido à segurança que nasce do que permanece para além de toda ameaça visível (Salmo 7,2)
II Nequando rapiat ut leo animam meam, dum non est qui redimat, neque qui salvum faciat (Psalmus VII, III)
2 Para que minha essência não se perca nas forças que dispersam, quando me afasto do centro onde tudo encontra sentido e permanência (Salmo 7,3)
III Iudica me, Domine, secundum iustitiam meam, et secundum innocentiam meam super me consummetur nequitia peccatorum et diriges iustum scrutans corda et renes Deus (Psalmus VII, IXbc–X)
3 Julga-me, Senhor, segundo a retidão que brota do interior, e ordena meu caminho naquilo que permanece íntegro, pois conheces o mais profundo e conduzes ao equilíbrio verdadeiro (Salmo 7,9-10)
IV Iustum adiutorium meum a Domino, qui salvos facit rectos corde Deus iudex iustus, fortis et patiens numquid irascitur per singulos dies (Psalmus VII, XI–XII)
4 Meu auxílio vem de Ti, que sustentas o coração íntegro, estabelecendo uma ordem que não se altera, firme e paciente, conduzindo tudo ao seu justo cumprimento (Salmo 7,11-12)
Reflexão
A confiança verdadeira nasce quando o ser se ancora naquilo que não se altera com o passar dos dias.
Há um refúgio que não depende das circunstâncias, mas da permanência interior que sustenta o espírito.
O coração que se volta para esse centro encontra direção mesmo em meio à incerteza.
A justiça que vem do alto não oscila, pois vê além das aparências e alcança a essência.
Assim, o discernimento torna-se claro e o caminho se ordena naturalmente.
As forças que tentam dispersar perdem sua intensidade diante da consciência firme.
A serenidade se estabelece quando o interior não se deixa dominar pelo transitório.
E nesse estado, o ser permanece íntegro, sustentado por aquilo que jamais se desfaz.
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