segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Salmo responsorial Sl 138(139) - 06.10.2026


Terça-feira, 6 de Outubro de 2026

27ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CXXXVII, I-III. XIII-XV

Psalmus David

R. Deduc me in via æterna. (Psalmus CXXXVII, XXIV) 

Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade. (Salmo 138, 24)

I

I Domine, probasti me, et cognovisti me: tu cognovisti sessionem meam, et resurrectionem meam. (Psalmus CXXXVII, I-II) 

1 Senhor, vós me sondais e me conheceis na intimidade da minha alma; vós conheceis o meu sentar e o meu levantar no presente momento. (Salmo 138, 1-2)

II Intellexisti cogitationes meas de longe: semitam meam, et funiculum meum investigasti: (Psalmus CXXXVII, II-III) 

2 Percebeis de longe os meus pensamentos e perscrutais o meu caminhar e o meu repousar no instante da vida. (Salmo 138, 2-3)

III Et omnes vias meas prævidisti: quia non est sermo in lingua mea. (Psalmus CXXXVII, III-IV) 

3 Conheceis previamente todos os meus caminhos; a palavra ainda não me chegou à língua e vós já a sabeis totalmente. (Salmo 138, 3-4)

R. Deduc me in via æterna. (Psalmus CXXXVII, XXIV) 

Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade. (Salmo 138, 24)

II

XIII Quia tu possedisti renes meos: suscepisti me de utero matris meæ. (Psalmus CXXXVII, XIII) 

13 Fostes vós que formastes as minhas entranhas e me tecestes no seio de minha mãe, acolhendo o meu ser na origem. (Salmo 138, 13)

XIV Confitebor tibi quia terribiliter magnificatus es: mirabilia opera tua, et anima mea cognoscit nimis. (Psalmus CXXXVII, XIV) 

14 Eu vos dou graças porque fui feito de modo admirável; insondáveis são as vossas obras, e a minha alma o sabe profundamente. (Salmo 138, 14)

XV Non est occultatum os meum a te, quod fecisti in occulto: et substantia mea in inferioribus terræ. (Psalmus CXXXVII, XV) 

15 Os meus ossos não vos eram ocultos quando eu era formado no segredo da interioridade e gerado nas profundezas do ser. (Salmo 138, 15)

R. Deduc me in via æterna. (Psalmus CXXXVII, XXIV) 

Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade. (Salmo 138, 24)

Reflexão: A Onipresença divina penetra a intimidade da alma antes de qualquer manifestação temporal. No silêncio da origem incriada, o ser humano é tecido segundo o plano eterno do Criador. O olhar do Absoluto alcança o segredo do espírito e ilumina o instante presente da existência. A vida moldada pela consciência da presença descobre a sua constante dependência do Pai. O amadurecimento interior ocorre quando o homem se entrega à luz que tudo perscruta e reordena. Abandonar as ilusões efêmeras permite ao espírito caminhar na estabilidade do Bem inalterável. A escuta atenta da verdade recebida guia os passos da criatura rumo ao seu destino final. Na união silenciosa com a Origem, o ser encontra a direção definitiva para a plenitude eterna.

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domingo, 4 de outubro de 2026

Salmo responsorial Sl 110(111) - 05.10.2026


Segunda-feira, 5 de Outubro de 2026

27ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CX, I-II.VII-VIII.IX e XC

Psalmus CX

R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)

I

I Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, in consilio iustorum, et congregatione. (Psalmus CX, I) 1 Louvarei ao Senhor de todo o meu coração, na assembleia dos justos e na reunião dos fiéis. (Salmo 110, 1)

II Magna opera Domini: exquisita in omnes voluntates eius. (Psalmus CX, II) 2 Grandes são as obras do Senhor, meditadas por todos os que nelas encontram o seu encanto. (Salmo 110, 2)

R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)

II

VII Opera manuum eius veritas et iudicium. (Psalmus CX, VII) 7 As obras de suas mãos são verdade e justiça, imutáveis em sua essência. (Salmo 110, 7)

VIII Fidelia omnia mandata eius: confirmata in sæculum sæculi, facta in veritate et æquitate. (Psalmus CX, VIII) 8 Todos os seus preceitos são fiéis, estabelecidos para a eternidade dos séculos, fundamentados na verdade e na retidão. (Salmo 110, 8)

R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)

III

IX Redemptionem misit populo suo: mandavit in æternum testamentum suum. Sanctum et terribile nomen eius. (Psalmus CX, IX) 9 Enviou a redenção ao seu povo e selou para sempre a sua aliança sagrada. Santo e venerável é o seu nome. (Salmo 110, 9)

XC Intellectus bonus omnibus facientibus eum: laudatio eius manet in sæculum sæculi. (Psalmus CX, XC) 10c Possuem bom entendimento todos os que praticam os seus preceitos. O seu louvor permanece para a eternidade dos séculos. (Salmo 110, 10c)

R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)

Reflexão: A celebração das obras divinas convida o espírito a recolher-se no silêncio da interioridade. Quando a alma contempla a grandeza do Criador, ultrapassa as oscilações do tempo passageiro. A aliança eterna não pertence ao passado, mas se realiza na presença viva de cada instante. Na fidelidade aos preceitos sagrados, o ser humano encontra a ordem essencial de sua origem. A verdade e a retidão sustentam a inteligência que se abre para acolher a luz da consciência. Ao reconhecer a ação graciosa no presente, o coração experimenta a plenitude da vida imutável. O louvor puro nasce da comunhão profunda entre a criatura e o fundamento que tudo gera. Permanecer no bem supremo é repousar para sempre no abraço eterno do amor divino.

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Salmo responsorial Sl 79(80) - 04.10.2026


Domingo, 4 de Outubro de 2026
27º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de São Francisco de Assis, religioso

Psalmus Responsorius LXXIX, IX.XII.XIII-XIV.XV-XVI.XIX-XX

R. Vinea enim Domini exercituum domus Israel est.
A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel. (Isaias 5,7a)

I.

IX. Vineam de Ægypto transtulisti: ejecisti gentes, et plantasti eam. (Psalmus LXXIX, IX)
9. Trouxeste uma vinha do Egito, expulsaste as nações e a plantaste no solo sagrado da interioridade. (Salmo 79,9)

XII. Extendit palmites suos usque ad mare, et usque ad flumen propagines ejus. (Psalmus LXXIX, XII)
12. Ela estendeu os seus ramos até o mar e os seus sarmentos até as correntes da vida abundante. (Salmo 79,12)

R. Vinea enim Domini exercituum domus Israel est.
A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel. (Isaias 5,7a)

II.

XIII. Ut quid destruxisti maceriam ejus, et vindemiant eam omnes qui prætergrediuntur viam? (Psalmus LXXIX, XIII)
13. Por que derrubaste a sua cerca de proteção, permitindo que a colham todos os que passam pelo caminho das dispersões? (Salmo 79,13)

XIV. Exterminavit eam aper de silva, et singularis ferus depastus est eam. (Psalmus LXXIX, XIV)
14. O javali da selva a devastou e a fera solitária devorou a sua substância. (Salmo 79,14)

R. Vinea enim Domini exercituum domus Israel est.
A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel. (Isaias 5,7a)

III.

XV. Deus virtutum, convertere: respice de cælo, et vide, et visita vineam istam, (Psalmus LXXIX, XV)
15. Ó Deus dos exércitos, volta-te para nós, olha do alto dos céus, contempla e visita esta vinha, (Salmo 79,15)

XVI. Et perfice eam quam plantavit dextera tua, et super filium hominis quem confirmasti tibi. (Psalmus LXXIX, XVI)
16. E aperfeiçoa aquilo que a tua destra plantou e restaura o filho do homem que fortaleceste para a tua presença. (Salmo 79,16)

R. Vinea enim Domini exercituum domus Israel est.
A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel. (Isaias 5,7a)

IV.

XIX. Et non discedimus a te; vivificabis nos, et nomen tuum invocabimus. (Psalmus LXXIX, XIX)
19. E não nos afastaremos de ti, vivificarás o nosso ser no instante vivido e invocaremos o teu santo nome. (Salmo 79,19)

XX. Domine Deus virtutum, converte nos, et ostende faciem tuam, et salvi erimus. (Psalmus LXXIX, XX)
20. Senhor Deus dos exércitos, converte-nos a ti, faze brilhar a tua face sobre o nosso espírito e seremos salvos. (Salmo 79,20)

R. Vinea enim Domini exercituum domus Israel est.
A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel. (Isaias 5,7a)

Reflexão:
A vinha cultivada no íntimo do ser representa a consciência gerada na intimidade da presença divina.
Quando a alma se dispersa nas ilusões temporais, perde a proteção sagrada que sustenta o seu recolhimento.
A restauração do espírito exige um constante retorno à origem inalterável de onde flui toda a vida.
A aridez e a devastação dissipam-se no instante em que o olhar do Criador ilumina o centro do ser.
A vivificação da existência ocorre pelo alinhamento silencioso da mente com a verdade do Princípio Supremo.
A invocação do nome sagrado no recolhimento interior reconecta a criatura com a plenitude do seu destino.
Ao contemplar a face divina no agora, o homem encontra a estabilidade inabalável perante as vicissitudes.
A salvação manifesta-se como o desabrochar perfeito da alma que habita em contínua comunhão com o Eterno.

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