Psalmus Responsorius, XXII, I–IIIa; IIIb–IV; V; VI
R. Nam et si ambulavero in medio umbrae mortis, non timebo mala, quoniam tu mecum es.
R. Ainda que eu atravesse a obscuridade, não temo, pois a presença que sustenta tudo permanece comigo, além de toda aparência. (Salmo 22,4)
I
Dominus regit me, et nihil mihi deerit; in loco pascuae ibi me collocavit, super aquam refectionis educavit me. (Psalmus XXII, I–II)
1 O Senhor conduz o meu ser, e nada essencial me falta, pois sou sustentado por uma presença que continuamente nutre e renova a existência. (Salmo 22,1-2)
II
Animam meam convertit, deduxit me super semitas iustitiae propter nomen suum. (Psalmus XXII, III)
2 Ele reconduz o interior ao seu centro, orientando o caminho por uma ordem que não se altera e que sustenta cada passo. (Salmo 22,3)
III
Nam et si ambulavero in medio umbrae mortis, non timebo mala, quoniam tu mecum es; virga tua et baculus tuus ipsa me consolata sunt. (Psalmus XXII, IV)
3 Mesmo diante daquilo que parece dissolução, a presença constante sustenta o ser e dissipa o temor, revelando uma segurança que não depende do exterior. (Salmo 22,4)
IV
Parasti in conspectu meo mensam adversus eos qui tribulant me; impinguasti in oleo caput meum, et calix meus redundat. Etenim benignitas et misericordia subsequentur me omnibus diebus vitae meae, et ut inhabitem in domo Domini in longitudinem dierum. (Psalmus XXII, V–VI)
4 A plenitude se manifesta mesmo em meio às adversidades, e a vida se revela abundante quando o ser reconhece a presença que o acompanha continuamente. (Salmo 22,5-6)
Reflexão:
O caminho do ser não se limita às circunstâncias visíveis que se apresentam. Há uma condução silenciosa que orienta cada passo mesmo quando não é percebida de imediato. A confiança nasce quando o olhar se eleva além do medo e reconhece uma presença constante. Aquilo que parece ameaça perde força diante da certeza interior. O ser encontra repouso quando se alinha com essa realidade que sustenta tudo. A continuidade da vida não depende das mudanças externas. Permanecer firme é reconhecer essa condução invisível. Assim, cada instante se torna expressão de uma presença que nunca se ausenta.
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