Psalmus CII, II–III; XVI–XVIII; XIX–XXI
Responsum
Exaudi, Domine, orationem meam, et clamor meus ad te veniat. (Psalmus CII, II)
Escutai, Senhor, a minha oração, e chegue até Vós o meu clamor, pois o ser, ao voltar-se para o alto, reencontra a escuta que permanece além de todo instante. (Salmo 102, 2)
I Exaudi, Domine, orationem meam, et clamor meus ad te veniat. (Psalmus CII, II)
1 Escutai, Senhor, a minha oração, e que o meu clamor Vos alcance, pois toda súplica que se eleva revela a busca pela origem que sustenta o ser. (Salmo 102, 2)
II Non avertas faciem tuam a me; in quacumque die tribulor, inclina ad me aurem tuam. (Psalmus CII, III)
2 Não escondais de mim a vossa face; no dia da angústia, inclinai para mim o vosso ouvido, pois aquele que busca reencontra a presença que jamais se ausenta. (Salmo 102, 3)
III Et timebunt gentes nomen tuum, Domine, et omnes reges terrae gloriam tuam. (Psalmus CII, XVI)
3 As nações temerão o vosso nome, Senhor, e todos reconhecerão a vossa glória, pois aquilo que é eterno manifesta-se e ordena toda a realidade. (Salmo 102, 16)
IV Quia aedificavit Dominus Sion, et videbitur in gloria sua. (Psalmus CII, XVII)
4 O Senhor edifica Sião e se manifesta em sua glória, pois aquilo que é elevado revela a presença que sustenta e ilumina o interior do ser. (Salmo 102, 17)
Reflexão:
A oração revela o movimento pelo qual o ser se eleva além da dispersão.
Clamar não é apenas falar, mas orientar-se para aquilo que permanece.
A escuta divina não pertence ao tempo passageiro, mas à presença constante.
Aquele que busca com sinceridade reencontra a unidade interior.
A manifestação do eterno ordena o que antes parecia fragmentado.
A edificação verdadeira acontece no interior que se volta para o alto.
A glória não é apenas vista, mas reconhecida no silêncio do ser.
Assim, a alma encontra firmeza ao permanecer na origem que não passa.
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