terça-feira, 14 de julho de 2026

Salmo responsorial Lc 1 - 16.07.2026

Quinta-feira, 16 de Julho de 2026
Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Festa, Ano A
15ª Semana do Tempo Comum


Psalmus responsorius

Lc I, XLVI-LV
Magnificat

I

Et ait Maria: Magnificat anima mea Dominum. (Lc I, XLVI)
1. E Maria disse. Minha alma engrandece o Senhor. (Lc 1,46)

Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo. (Lc I, XLVII)
2. E meu espírito exultou em Deus, meu Salvador. (Lc 1,47)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

II

Quia respexit humilitatem ancillae suae: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes. (Lc I, XLVIII)
3. Porque olhou para a humildade de sua serva. Eis que, desde agora, todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. (Lc 1,48)

Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
4. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

III

Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum. Fecit potentiam in brachio suo: dispersit superbos mente cordis sui. (Lc I, L-LI)
5. Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o reverenciam. Ele manifestou o poder de seu braço e dispersou os soberbos nos pensamentos de seu coração. (Lc 1,50-51)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

IV

Deposuit potentes de sede, et exaltavit humiles. (Lc I, LII)
6. Depôs os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes, conduzindo cada ser à sua verdadeira medida diante do Altíssimo. (Lc 1,52)

Esurientes implevit bonis: et divites dimisit inanes. (Lc I, LIII)
7. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias, para mostrar que só o interior aberto recebe a plenitude. (Lc 1,53)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

V

Suscepit Israel puerum suum, recordatus misericordiae suae: Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in saecula. (Lc I, LIV-LV)
8. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, como prometera a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre. Assim a história é transfigurada quando a promessa eterna se cumpre no silêncio fecundo da fidelidade divina. (Lc 1,54-55)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

Reflexão

A alma engrandece o Senhor quando deixa de se encerrar em si mesma.
O espírito se eleva quando reconhece que a origem de tudo é maior do que o instante.
A humildade não diminui o ser, mas o torna apto a receber o que vem do alto.
A misericórdia atravessa as gerações como uma corrente silenciosa e viva.
O poder divino não se confunde com a imposição, mas com a realização do bem verdadeiro.
Os humildes são erguidos porque permanecem disponíveis à verdade que os gera.
Os famintos são saciados porque não se contentam com aparências passageiras.
E a promessa eterna amadurece no interior daqueles que sabem guardar a Palavra em silêncio.

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 93(94) - 15.07.2026


Psalmus responsorius

Psalmus XCIII (XCIV), V-VI, VII-VIII, IX-X, XIV-XV, R. XIVa

I

V

Populum tuum, Domine, humiliaverunt, et hereditatem tuam vexaverunt. (Psalmus XCIII, V)

5

Humilharam o vosso povo, Senhor, e afligiram a vossa herança, como se a força do instante pudesse atingir aquilo que permanece sustentado pela vossa presença eterna. (Salmo 93, 5)

VI

Viduam et advenam interfecerunt, et pupillos occiderunt. (Psalmus XCIII, VI)

6

Feriram a viúva, o estrangeiro e o órfão, mas nenhuma ação humana ultrapassa a ordem silenciosa que governa todas as coisas desde sua origem. (Salmo 93, 6)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

II

VII

Et dixerunt: Non videbit Dominus, nec intelliget Deus Iacob. (Psalmus XCIII, VII)

7

Disseram que o Senhor não vê nem compreende, ignorando que nada escapa Àquele cuja presença sustenta toda a realidade em sua profundidade invisível. (Salmo 93, 7)

VIII

Intelligite, insipientes in populo, et stulti, aliquando sapite. (Psalmus XCIII, VIII)

8

Compreendei, vós que vos deixais conduzir pela insensatez. A verdadeira sabedoria nasce quando o coração se abre à luz que o precede e o conduz à plenitude. (Salmo 93, 8)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

III

IX

Qui plantavit aurem, non audiet? Aut qui finxit oculum, non considerat? (Psalmus XCIII, IX)

9

Aquele que formou o ouvido não haveria de ouvir, e Aquele que criou os olhos não haveria de contemplar? A origem permanece presente em tudo aquilo que dela procede. (Salmo 93, 9)

X

Qui corripit gentes, non arguet; qui docet hominem scientiam? (Psalmus XCIII, X)

10

Aquele que instrui as nações também corrige o coração humano, conduzindo-o ao conhecimento que ultrapassa toda aparência passageira. (Salmo 93, 10)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

IV

XIV

Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIV)

14

O Senhor jamais abandona aqueles que pertencem ao seu desígnio, pois sua fidelidade permanece além das mudanças que marcam o curso da existência. (Salmo 93, 14)

XV

Quoadusque iustitia convertatur in iudicium, et qui iuxta illam omnes qui recto sunt corde. (Psalmus XCIII, XV)

15

Chegará o momento em que a justiça resplandecerá plenamente, e os corações retos reconhecerão a ordem que sempre sustentou silenciosamente toda a realidade. (Salmo 93, 15)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

Reflexão

A fidelidade divina não oscila com os acontecimentos do mundo.
O que procede da Verdade permanece firme, mesmo quando tudo parece vacilar.
A origem invisível sustenta continuamente aquilo que se manifesta.
O coração amadurece quando aprende a reconhecer essa presença silenciosa.
A verdadeira sabedoria nasce da perseverança no bem.
Nenhuma realidade subsiste afastada da fonte que lhe comunica o ser.
A paz floresce onde a alma permanece unida ao que é eterno.
Quem vive nessa comunhão descobre uma firmeza que o tempo jamais consome.

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domingo, 12 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 47(48) - 14.07.2026

Terça-feira, 14 de Julho de 2026
15ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius

Psalmus XLVII, II-IIIa, IIIb-IV, V-VI, VII-VIII (R. IXd)

I

II Magnus Dominus, et laudabilis nimis in civitate Dei nostri, in monte sancto ejus. (Psalmus XLVII, II)

2 Grande é o Senhor e infinitamente digno de louvor, na cidade do nosso Deus, em seu santo monte. Ali resplandece uma presença que sustenta silenciosamente toda a criação e conduz a alma ao mistério da plenitude. (Salmo 47,2)

IIIa Fundatur exsultatione universæ terræ mons Sion. (Psalmus XLVII, IIIa)

3a O monte Sião permanece como alegria de toda a terra. Sua firmeza revela uma realidade que antecede toda manifestação e atrai o coração para a permanência da verdade. (Salmo 47,3a)

R. Deus fundavit eam in æternum. (Psalmus XLVII, IXd)

R. Deus a estabeleceu para sempre. (Salmo 47,9d)

II

IIIb Latera aquilonis, civitas Regis magni. (Psalmus XLVII, IIIb)

3b A cidade do grande Rei eleva-se como sinal da presença que jamais se dissolve e permanece além das mudanças do mundo. (Salmo 47,3b)

IV Deus in domibus ejus cognoscetur, cum suscipiet eam. (Psalmus XLVII, IV)

4 Deus é conhecido em suas moradas quando as acolhe em sua presença. A alma que se abre ao Senhor torna-se lugar onde a eternidade começa a florescer silenciosamente. (Salmo 47,4)

R. Deus fundavit eam in æternum. (Psalmus XLVII, IXd)

R. Deus a estabeleceu para sempre. (Salmo 47,9d)

III

V Quoniam ecce reges terræ congregati sunt, convenerunt in unum. (Psalmus XLVII, V)

5 Eis que os reis da terra se reuniram. Toda força humana permanece limitada diante da realidade que Deus sustenta desde sempre. (Salmo 47,5)

VI Ipsi videntes sic admirati sunt, conturbati sunt, commoti sunt. (Psalmus XLVII, VI)

6 Ao contemplarem essa presença, ficaram tomados de admiração e tremor, porque a verdade manifesta revela aquilo que ultrapassa toda compreensão puramente humana. (Salmo 47,6)

R. Deus fundavit eam in æternum. (Psalmus XLVII, IXd)

R. Deus a estabeleceu para sempre. (Salmo 47,9d)

IV

VII Tremor apprehendit eos, ibi dolores ut parturientis. (Psalmus XLVII, VII)

7 O temor os envolveu como as dores do parto. Assim também o coração é transformado quando a verdade faz nascer uma vida nova em seu interior. (Salmo 47,7)

VIII In spiritu vehementi conteres naves Tharsis. (Psalmus XLVII, VIII)

8 Com o sopro de tua força desfazes os navios de Társis. Tudo o que se apoia apenas na aparência se desfaz, enquanto permanece aquilo que foi firmado pela presença divina. (Salmo 47,8)

R. Deus fundavit eam in æternum. (Psalmus XLVII, IXd)

R. Deus a estabeleceu para sempre. (Salmo 47,9d)

Reflexão

A presença de Deus estabelece uma firmeza que não depende das circunstâncias.
O invisível sustenta silenciosamente toda realidade chamada à plenitude.
A alma amadurece quando aprende a permanecer diante da verdade.
Toda manifestação nasce de uma profundidade que os olhos não alcançam.
A serenidade floresce onde o coração reconhece a origem de sua existência.
Nada do que procede do Senhor se perde na passagem dos dias.
A luz continua operando mesmo quando o silêncio parece ocultá-la.
Quem permanece nessa presença encontra uma estabilidade que participa da eternidade.

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sábado, 11 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 49(50) - 13.07.2026

Segunda-feira, 13 de Julho de 2026
15ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius, XLIX, VIII-IX, XVIb-XVII, XXI et XXIIIb

I

VIII Non in sacrificiis tuis arguam te; holocausta autem tua in conspectu meo sunt semper. (Psalmus XLIX, VIII)

8 Não te acusarei por causa dos teus sacrifícios; os teus holocaustos estão sempre diante de mim, mas o Senhor chama o coração para além da aparência exterior e o convida a uma oferta mais pura e interior. (Salmo 49, 8)

IX Non accipiam de domo tua vitulos, neque de gregibus tuis hircos. (Psalmus XLIX, IX)

9 Não receberei de tua casa novilhos, nem bodes dos teus rebanhos, porque a plenitude de Deus não depende do excesso das coisas visíveis, mas da retidão silenciosa da alma que se volta para Ele. (Salmo 49, 9)

R. Sacrificium laudis honorificabit me; et illic iter quo ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIIIb)

R. O sacrifício de louvor me honrará, e ali se abrirá o caminho pelo qual lhe mostrarei a salvação de Deus. (Salmo 49, 23b)

II

XVI Peccatori autem dixit Deus: Quare tu enarras justitias meas? et assumis testamentum meum per os tuum? (Psalmus XLIX, XVI)

16 Deus, porém, disse ao pecador: Por que anuncias os meus preceitos, se teu interior ainda não se deixou ordenar pela verdade que proclamas? (Salmo 49, 16)

XVII Tu vero odisti disciplinam, et projecisti sermones meos retrorsum. (Psalmus XLIX, XVII)

17 Tu, porém, odiaste a disciplina e lançaste para trás as minhas palavras, mostrando que a luz recebida apenas com os lábios não basta quando o coração permanece dividido. (Salmo 49, 17)

R. Sacrificium laudis honorificabit me; et illic iter quo ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIIIb)

R. O sacrifício de louvor me honrará, e ali se abrirá o caminho pelo qual lhe mostrarei a salvação de Deus. (Salmo 49, 23b)

III

XXI Hæc fecisti, et tacui. Existimasti inique quod ero tui similis: arguam te, et statuam contra faciem tuam. (Psalmus XLIX, XXI)

21 Fizeste isso e calei-me. Pensaste, de modo errado, que eu fosse como tu; mas a paciência divina não aprova o mal, e o silêncio de Deus amadurece até o instante em que a verdade se ergue diante do homem. (Salmo 49, 21)

R. Sacrificium laudis honorificabit me; et illic iter quo ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIIIb)

R. O sacrifício de louvor me honrará, e ali se abrirá o caminho pelo qual lhe mostrarei a salvação de Deus. (Salmo 49, 23b)

IV

XXIII Sacrificium laudis honorificabit me; et illic iter quo ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIIIb)

23 O sacrifício de louvor me honrará, e ali estará o caminho pelo qual manifestarei a salvação de Deus. O louvor verdadeiro não é ruído, mas ordenação do ser diante do Eterno. (Salmo 49, 23b)

R. Sacrificium laudis honorificabit me; et illic iter quo ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIIIb)

R. O sacrifício de louvor me honrará, e ali se abrirá o caminho pelo qual lhe mostrarei a salvação de Deus. (Salmo 49, 23b)

Reflexão

A alma amadurece quando aprende a oferecer mais do que palavras.

O coração se purifica quando deixa de buscar apenas o que passa.

A verdade interior vale mais do que a aparência de uma entrega.

O louvor nasce da retidão, não da rotina dos lábios.

A disciplina da vida recolhe o ser e o conduz ao seu centro.

Aquilo que é essencial permanece, ainda que o resto se dissipe.

Quem suporta o silêncio com fidelidade encontra uma firmeza que não se desfaz.

E, no fim, o espírito reconhece que a paz mais alta brota da conformidade com Deus.

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 64(65) - 12.07.2026

 Domingo, 12 de Julho de 2026

15º Domingo do Tempo Comum, Ano A



Psalmus Responsorius LXIV (R. Lucas VIII, VIII)

I

X
Visitasti terram, et inebriasti eam, multiplicasti locupletare eam. Flumen Dei repletum est aquis, parasti cibum illorum, quoniam ita est praeparatio ejus. (Ps. LXIV, X)

10. Visitaste a terra e a fecundaste com abundância. O rio de Deus está cheio de águas, e preparaste o alimento deles, porque assim é o teu desígnio de vida. (Sl 64,10)

XI
Rivos ejus inebria, multiplica genimina ejus, in stillicidiis ejus laetabitur germinans. (Ps. LXIV, XI)

11. Irriga os seus regatos e multiplica os seus frutos. Nas gotas do teu orvalho, alegrar-se-á o que germina, porque o oculto começa a florescer no silêncio da tua graça. (Sl 64,11)

R. Et aliud cecidit in terram bonam, et ortum fecit fructum centuplum. (Lc. VIII, VIII)

R. E outra caiu em terra boa e, tendo nascido, produziu fruto cem por um. (Lc 8,8)

II

XII
Benedices coronae anni benignitatis tuae, et campi tui replebuntur ubertate. (Ps. LXIV, XII)

12. Abençoas o coroamento do ano com a tua bondade, e os teus campos se encherão de abundância. (Sl 64,12)

XIII
Pinguescent speciosa deserti, et exsultatione colles accingentur. (Ps. LXIV, XIII)

13. As beleza do deserto se revestirão de fecundidade, e os outeiros se cingirão de exultação, como se toda a criação se tornasse memória da tua presença. (Sl 64,13)

R. Et aliud cecidit in terram bonam, et ortum fecit fructum centuplum. (Lc. VIII, VIII)

R. E outra caiu em terra boa e, tendo nascido, produziu fruto cem por um. (Lc 8,8)

III

XIV
Induti sunt arietes ovium, et valles abundabunt frumento, clamabunt, etenim hymnum dicent. (Ps. LXIV, XIV)

14. Os carneiros do rebanho se revestem de vigor, e os vales transbordarão de trigo. Tudo clamará, e até mesmo o silêncio se tornará louvor diante daquele que faz fecunda a terra interior. (Sl 64,14)

R. Et aliud cecidit in terram bonam, et ortum fecit fructum centuplum. (Lc. VIII, VIII)

R. E outra caiu em terra boa e, tendo nascido, produziu fruto cem por um. (Lc 8,8)

Reflexão

A Palavra que desce do alto não toca apenas a superfície da alma.
Ela penetra o interior e desperta aquilo que dormia no mais profundo.
O coração torna-se fértil quando aprende a permanecer em silêncio diante do mistério.
Nada verdadeiro amadurece na pressa, pois o fruto exige raiz e recolhimento.
A fidelidade ao bem cresce como semente escondida sob a terra.
A presença divina trabalha onde os olhos não alcançam.
Cada instante oferecido ao Senhor abre espaço para uma nova fecundidade.
E a vida, purificada pela escuta, torna-se oferenda constante de paz e plenitude.

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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 92(93) - 11.07.2026

 Sábado, 11 de Julho de 2026

São Bento, abade, Memória
14ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus XCII, Iab. Ic-II. V (R. Ia)

R. Dominus regnavit, decorem indutus est. (Psalmus XCII, Ia)

R. O Senhor reina revestido de eterna majestade, e sua presença sustenta toda a criação numa ordem que jamais se desfaz. (Salmo 92,1a)

I

V. Dominus regnavit, decorem indutus est; indutus est Dominus fortitudinem, et praecinxit se. Etenim firmavit orbem terrae, qui non commovebitur. (Psalmus XCII, Iab-Ic)

1. O Senhor reina revestido de esplendor. Ele se cinge de poder e estabelece a criação sobre um fundamento que permanece inabalável, pois tudo encontra nele sua origem, sua estabilidade e seu pleno sentido. (Salmo 92,1ab-1c)

R. Dominus regnavit, decorem indutus est. (Psalmus XCII, Ia)
R. O Senhor reina revestido de eterna majestade, e sua presença sustenta toda a criação numa ordem que jamais se desfaz. (Salmo 92,1a)

II

V. Parata sedes tua ex tunc; a saeculo tu es. (Psalmus XCII, II)

2. Desde sempre permanece firme o teu trono. Antes que o tempo fosse contado, tua existência já sustentava toda a realidade invisível e visível em perfeita unidade. (Salmo 92,2)

R. Dominus regnavit, decorem indutus est. (Psalmus XCII, Ia)
R. O Senhor reina revestido de eterna majestade, e sua presença sustenta toda a criação numa ordem que jamais se desfaz. (Salmo 92,1a)

III

V. Testimonia tua credibilia facta sunt nimis; domum tuam decet sanctitudo, Domine, in longitudinem dierum. (Psalmus XCII, V)

5. Tuas palavras manifestam a verdade que jamais se altera. A santidade convém eternamente à tua morada, onde toda alma encontra a plenitude para a qual foi criada. (Salmo 92,5)

R. Dominus regnavit, decorem indutus est. (Psalmus XCII, Ia)
R. O Senhor reina revestido de eterna majestade, e sua presença sustenta toda a criação numa ordem que jamais se desfaz. (Salmo 92,1a)

Reflexão

Toda a criação permanece sustentada por uma presença que antecede o nascimento dos séculos.
Aquilo que Deus estabelece não depende das mudanças do mundo para permanecer verdadeiro.
O coração encontra estabilidade quando repousa na realidade que jamais conhece ocaso.
A santidade manifesta a ordem perfeita que une todas as coisas ao seu princípio.
A alma amadurece quando aprende a contemplar antes de agir.
O silêncio torna-se morada da verdade quando o espírito permanece voltado ao Alto.
A fidelidade ao Eterno fortalece o interior diante das transformações da existência.
Quem permanece unido ao Senhor participa de uma paz que não envelhece e de uma plenitude que nunca se extingue.

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Salmo responsorial 50(51) - 10.07.2026

Sexta-feira, 10 de Julho de 2026
14ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius

Psalmus L, III-IV. VIII-IX. XII-XIII. XIV et XVII (R. XVIIb)

I

R. Domine, labia mea aperies, et os meum annuntiabit laudem tuam. (Psalmus L, XVII)

R. Senhor, abri os meus lábios, e a minha boca anunciará o vosso louvor. (Salmo 50,17)

III. Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam; et secundum multitudinem miserationum tuarum dele iniquitatem meam. (Psalmus L, III)

3. Tende misericórdia de mim, ó Deus, segundo a grandeza de vossa misericórdia. Na imensidão de vossa compaixão, purificai tudo aquilo que obscurece a plenitude do meu ser. (Salmo 50,3)

IV. Amplius lava me ab iniquitate mea, et a peccato meo munda me. (Psalmus L, IV)

4. Lavai-me cada vez mais de toda a minha iniquidade e purificai-me de todo pecado, para que minha alma recupere a transparência destinada por Vós desde sua origem. (Salmo 50,4)

R. Domine, labia mea aperies, et os meum annuntiabit laudem tuam. (Psalmus L, XVII)

R. Senhor, abri os meus lábios, e a minha boca anunciará o vosso louvor. (Salmo 50,17)

II

VIII. Ecce enim veritatem dilexisti; incerta et occulta sapientiæ tuæ manifestasti mihi. (Psalmus L, VIII)

8. Vós amais a verdade que habita no mais profundo do coração e revelais, em silêncio, a sabedoria escondida àquele que se abre à vossa presença. (Salmo 50,8)

IX. Asperges me hyssopo, et mundabor; lavabis me, et super nivem dealbabor. (Psalmus L, IX)

9. Purificai-me, e serei renovado. Lavai-me, e minha alma resplandecerá com uma pureza que nenhuma realidade passageira pode apagar. (Salmo 50,9)

R. Domine, labia mea aperies, et os meum annuntiabit laudem tuam. (Psalmus L, XVII)

R. Senhor, abri os meus lábios, e a minha boca anunciará o vosso louvor. (Salmo 50,17)

III

XII. Cor mundum crea in me, Deus, et spiritum rectum innova in visceribus meis. (Psalmus L, XII)

12. Criai em mim um coração puro, ó Deus, e renovai nas profundezas do meu ser um espírito firme, capaz de permanecer unido à vossa verdade. (Salmo 50,12)

XIII. Ne projicias me a facie tua, et Spiritum Sanctum tuum ne auferas a me. (Psalmus L, XIII)

13. Não me afasteis de vossa presença, nem retireis de mim o vosso Espírito Santo, pois somente nele a alma encontra sua permanência e sua plenitude. (Salmo 50,13)

R. Domine, labia mea aperies, et os meum annuntiabit laudem tuam. (Psalmus L, XVII)

R. Senhor, abri os meus lábios, e a minha boca anunciará o vosso louvor. (Salmo 50,17)

IV

XIV. Redde mihi lætitiam salutaris tui, et spiritu principali confirma me. (Psalmus L, XIV)

14. Restituí-me a alegria da vossa salvação e fortalecei-me com um espírito constante, para que toda a minha existência permaneça orientada para o Bem que jamais se extingue. (Salmo 50,14)

XVII. Domine, labia mea aperies, et os meum annuntiabit laudem tuam. (Psalmus L, XVII)

17. Senhor, abri os meus lábios, e minha boca proclamará o vosso louvor, porque toda palavra encontra sua verdadeira origem quando nasce da vossa presença. (Salmo 50,17)

R. Domine, labia mea aperies, et os meum annuntiabit laudem tuam. (Psalmus L, XVII)

R. Senhor, abri os meus lábios, e a minha boca anunciará o vosso louvor. (Salmo 50,17)

Reflexão

A purificação começa quando o coração reconhece que sua verdadeira origem está acima de tudo o que passa.
A misericórdia divina não apenas restaura o que foi perdido, mas reconduz a alma à sua integridade mais profunda.
O silêncio interior torna-se o lugar onde a sabedoria eterna amadurece sem ruído.
A verdadeira renovação acontece quando o espírito permanece voltado para Aquele que é imutável.
A presença de Deus reúne o que estava disperso e fortalece o que era frágil.
A palavra de louvor nasce espontaneamente de um coração purificado pela verdade.
Quem permanece fiel ao chamado divino encontra firmeza mesmo entre as mudanças da existência.
Toda vida alcança sua plenitude quando permite que o eterno ilumine cada instante de sua caminhada.

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