terça-feira, 4 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 96(97) - 06.08.2026

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2026
Transfiguração do Senhor, Festa, Ano A
18ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus XCVI, I-II, V-VI, IX

I

Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I)

O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1)

Nubes et caligo in circuitu eius; iustitia et iudicium correctio sedis eius. (Psalmus XCVI, II)

Nuvem e escuridão o cercam; justiça e juízo sustentam a firmeza do seu trono. (Salmo 97,2)

R. Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I a)
R. O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1a)

II

Montes sicut cera fluxerunt a facie Domini; a facie Domini omnis terra. (Psalmus XCVI, V)

Os montes se derreteram como cera diante do Senhor; diante da face do Senhor, toda a terra se recolhe em reverência. (Salmo 97,5)

Annuntiaverunt caeli iustitiam eius; et viderunt omnes populi gloriam eius. (Psalmus XCVI, VI)

Os céus anunciaram a sua justiça, e todos os povos contemplaram a sua glória. (Salmo 97,6)

R. Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I a)
R. O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1a)

III

Quoniam tu Dominus Altissimus super omnem terram: nimis exaltatus es super omnes deos. (Psalmus XCVI, IX)

Porque tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra, elevado acima de todos os deuses. (Salmo 97,9)

R. Quoniam tu Dominus Altissimus super omnem terram. (Psalmus XCVI, IX a)
R. Porque tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra. (Salmo 97,9a)

Reflexão

A soberania do Senhor recoloca o coração no eixo do que permanece.
A alma serena não se dispersa diante do que nasce e passa.
Tudo o que é exterior muda, mas a verdade íntima pode ser guardada.
A contemplação purifica o desejo e ordena a inteligência ao alto.
Quem aprende a suportar o tempo sem se perder começa a habitar o essencial.
A glória do Senhor não oprime, mas integra, ilumina e pacifica.
No silêncio interior, o homem descobre que o centro não está no ruído.
Permanecer voltado ao Eterno é atravessar o instante sem ser consumido por ele.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Salmo responsorial Jr 31 - 05.08.2026


Psalmus responsorius

Salmo responsorial

Liber Ieremiae XXXI, X. XI-XIIab. XIII

Livro de Jeremias XXXI, 10. 11-12ab. 13

I

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Audite verbum Domini, gentes, et annuntiate in insulis quæ procul sunt, et dicite : Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
10 Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas ilhas distantes, dizendo que Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que não perde nenhuma de suas ovelhas. (Jr 31,10)

V. Redemit enim Dominus Jacob, et liberavit eum de manu potentioris. (Ier XXXI, XI)
11 Porque o Senhor resgatou Jacó e o retirou da mão daquele que era mais forte, mostrando que a força verdadeira vem da misericórdia eterna e não do poder passageiro. (Jr 31,11)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.  (Ier XXXI, X)

II

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Et venient, et laudabunt in monte Sion : et confluent ad bona Domini. (Ier XXXI, XIIab)
12 Eles virão e louvarão no monte Sião, e afluirão aos bens do Senhor, como quem reconhece na presença divina a plenitude que sacia a sede mais profunda da alma. (Jr 31,12ab)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.  (Ier XXXI, X)

III

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Tunc lætabitur virgo in choro, juvenes et senes simul : et convertam luctum eorum in gaudium, et consolabor eos, et lætificabo a dolore suo. (Ier XXXI, XIII)
13 Então a virgem se alegrará no coro, jovens e anciãos juntos, e eu transformarei o luto em alegria, consolarei o coração ferido e farei nascer paz onde antes havia dor. (Jr 31,13)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)

Reflexão

A dispersão não é o fim quando Deus recolhe o que parecia perdido.
O silêncio do caminho amadurece a alma para o que é eterno.
A espera purifica o olhar e torna o coração mais sóbrio.
Quem persevera aprende a reconhecer a visita discreta da graça.
O tempo exterior passa, mas a presença interior permanece.
A dor não vence quando é alcançada pela fidelidade divina.
A alegria verdadeira nasce onde a confiança não desiste.
E o espírito encontra repouso quando tudo se ordena no Alto.

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domingo, 2 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 101(102) - 04.08.2026

Terça-feira, 4 de Agosto de 2026
São João Maria Vianney, presbítero, Memória
18ª Semana do Tempo Comum



Psalmus CI, XVI-XVIII. XIX-XXI. XXIX. XXII-XXIII (R. XXb)

I. Et timebunt gentes nomen tuum, Domine, et omnes reges terræ gloriam tuam: (Psalmus CI, XVI)
16. As nações reverenciarão o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra contemplarão a tua glória, porque a luz eterna se manifesta acima de toda aparência transitória. (Salmo 101,16)

quia ædificavit Dominus Sion, et videbitur in gloria sua. (Psalmus CI, XVII)
17. Porque o Senhor edificou Sião, e sua glória se revelará. Assim, o que é fundado por Deus permanece, enquanto o que nasce apenas do tempo se desfaz. (Salmo 101,17)

Respexit in orationem humilium et non sprevit precem eorum. (Psalmus CI, XVIII)
18. Ele voltou o olhar para a oração dos humildes e não desprezou sua súplica. A alma recolhida encontra acolhimento no silêncio onde Deus responde. (Salmo 101,18)

R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)

II. Scribantur hæc in generatione altera, et populus qui creabitur laudabit Dominum. (Psalmus CI, XIX)
19. Escrevam-se estas coisas para a geração futura, e o povo que há de nascer louvará o Senhor. A memória santa atravessa as eras e chama a criatura para a fidelidade da origem. (Salmo 101,19)

Quia prospexit de excelso sancto suo; Dominus de cælo in terram aspexit: (Psalmus CI, XX)
20. Porque Ele contemplou do alto de seu santuário; o Senhor olhou do céu para a terra. O olhar divino desce sem perder sua eternidade e alcança a pobreza do coração humano. (Salmo 101,20)

ut audiret gemitus compeditorum; ut solveret filios interemptorum: (Psalmus CI, XXI)
21. Para ouvir o gemido dos cativos e libertar os filhos da morte. A compaixão de Deus visita o interior ferido e o reconduz à vida que não se apaga. (Salmo 101,21)

R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)

III. in conveniendo populos in unum, et reges, ut serviant Domino. (Psalmus CI, XXIII)
23. Para reunir povos em um só louvor, e reis, para servirem ao Senhor. Toda verdadeira unidade nasce quando o coração se inclina diante da soberania divina. (Salmo 101,23)

Filii servorum eius habitabunt, et semen eorum in sæculum dirigetur. (Psalmus CI, XXIX)
29. Os filhos de seus servos habitarão, e sua descendência será firmada para sempre. A fidelidade recebida em silêncio amadurece e permanece na ordem do eterno. (Salmo 101,29)

R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)

Reflexão

A alma cresce quando aprende a permanecer diante do que é eterno.
O olhar de Deus atravessa a superfície das coisas e alcança a raiz do ser.
A humildade abre espaço para uma presença que não se corrompe com o tempo.
Tudo o que nasce da origem divina conserva sua força no silêncio.
A verdadeira firmeza não depende do ruído exterior, mas da comunhão interior.
A história humana se esclarece quando se deixa iluminar pelo alto.
O coração pacificado reconhece que a providência governa sem violência.
A plenitude surge quando a criatura se une ao seu princípio e nele repousa.

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sábado, 1 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 118(119) - 03.08.2026

Segunda-feira, 3 de Agosto de 2026
18ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius

Psalmus CXVIII (CXIX), XXIX, XLIII, LXXIX, LXXX, XCV, CII

Responsum

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

I

XXIX. Viam mendacii amove a me, et de lege tua miserere mei. (Psalmus CXVIII, XXIX)

29. Afasta de mim o caminho do engano e, por tua misericórdia, concede-me viver segundo a tua Lei, para que meu coração permaneça unido à verdade que jamais se desfaz. (Salmo 118(119),29)

XLIII. Et ne auferas de ore meo verbum veritatis usquequaque, quia in judiciis tuis supersperavi. (Psalmus CXVIII, XLIII)

43. Não retires jamais de meus lábios a palavra da verdade, porque deposito toda a minha esperança em teus juízos, que permanecem firmes acima de toda mudança. (Salmo 118(119),43)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

II

LXXIX. Accedant ad me qui timent te, et qui noverunt testimonia tua. (Psalmus CXVIII, LXXIX)

79. Aproximem-se de mim aqueles que te reverenciam e conhecem os teus testemunhos, para que unidos à tua verdade encontrem a sabedoria que nasce da comunhão com aquilo que permanece além das aparências. (Salmo 118(119),79)

LXXX. Fiat cor meum immaculatum in justificationibus tuis, ut non confundar. (Psalmus CXVIII, LXXX)

80. Seja meu coração íntegro em teus preceitos, para que eu não seja confundido. Purifica o íntimo do meu ser, para que minha existência permaneça ordenada segundo a tua vontade e encontre repouso na plenitude da tua presença. (Salmo 118(119),80)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

III

XCV. Me exspectaverunt peccatores ut perderent me, testimonia tua intellexi. (Psalmus CXVIII, XCV)

95. Os pecadores esperaram uma ocasião para me destruir, mas eu compreendi os teus testemunhos. A alma que permanece unida à tua verdade encontra uma firmeza interior que não depende das ameaças passageiras, pois tua sabedoria ilumina o caminho que conduz à plenitude. (Salmo 118(119),95)

CII. A judiciis tuis non declinavi, quia tu legem posuisti mihi. (Psalmus CXVIII, CII)

102. Não me afastei dos teus juízos, porque foste tu quem me ensinaste a tua Lei. Quando o coração acolhe a ordem divina, encontra direção segura e permanece unido à fonte eterna de toda verdade. (Salmo 118(119),102)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

Reflexão

A Palavra divina conduz a alma ao centro invisível onde encontra sua verdadeira ordem.
O coração amadurece quando abandona o engano e acolhe a verdade que permanece.
A fidelidade interior fortalece o ser diante das mudanças e das incertezas passageiras.
A sabedoria nasce da união entre a consciência e a vontade eterna de Deus.
Quem contempla a verdade encontra serenidade além das aparências do mundo.
A alma encontra repouso quando sua existência se harmoniza com o Bem supremo.
A Lei divina torna-se caminho de transformação e de profunda unidade interior.
Assim, o ser humano descobre sua plenitude na comunhão com Aquele que permanece eternamente.

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 144(145) - 02.08.2026

Domingo, 2 de Agosto de 2026
18º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Psalmus Responsorius, CXLIV, VIII ad IX, XV ad XVI, XVII ad XVIII, R. cf. XVI

I

VIII

Miserator et misericors Dominus, patiens, et multum misericors. (Psalmus CXLIV, VIII)

8 O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e muito benigno. Sua presença não oprime, antes acolhe a fragilidade humana e a eleva, conduzindo a alma ao repouso da confiança silenciosa. (Salmo 144,8)

IX

Suavis Dominus universis, et miserationes ejus super omnia opera ejus. (Psalmus CXLIV, IX)

9 O Senhor é bondoso para todos, e sua misericórdia repousa sobre todas as suas obras. Nada existe fora do seu cuidado, e toda criatura permanece sustentada por uma ternura que antecede o tempo e a envolve em silenciosa plenitude. (Salmo 144,9)

R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)

II

XV

Oculi omnium in te sperant, Domine, et tu das escam illorum in tempore opportuno. (Psalmus CXLIV, XV)

15 Os olhos de todos esperam em ti, Senhor, e tu lhes concedes o alimento no tempo oportuno. A criatura aprende que sua verdadeira esperança repousa naquele que sustenta continuamente toda existência. (Salmo 144,15)

XVI

Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

16 Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. Tua abundância não apenas sustenta a vida, mas comunica uma plenitude que ultrapassa toda medida visível e fortalece a alma na permanência do eterno. (Salmo 144,16)

R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)

III

XVII

Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XVII)

17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. Tudo o que procede dele manifesta perfeita ordem e conduz a criação ao cumprimento de sua verdadeira finalidade. (Salmo 144,17)

XVIII

Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, XVIII)

18 O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. A sinceridade do coração torna-se o lugar onde a presença divina se deixa encontrar e permanece sem jamais afastar-se. (Salmo 144,18)

R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)

Reflexão

A mão de Deus permanece sempre aberta para comunicar a vida que não conhece esgotamento.

Quem aprende a esperar no Senhor descobre uma abundância que não depende das circunstâncias.

Toda criatura encontra sua consistência naquele que continuamente a sustenta.

A verdadeira plenitude nasce quando o coração se abre à presença que jamais passa.

O alimento divino fortalece a alma muito além das necessidades passageiras.

A justiça do Senhor estabelece uma ordem que conduz todas as coisas ao seu verdadeiro bem.

A proximidade de Deus revela-se no silêncio de quem o busca com sinceridade.

A existência encontra seu repouso quando permanece unida Àquele que é a fonte inesgotável de toda vida.

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Salmo responsorial Sl 68(69) - 01.08.2026

Sábado, 1 de Agosto de 2026
Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja, Memória
17ª Semana do Tempo Comum


Psalmus responsorius

Psalmus LXVIII, XV–XVI, XXX–XXXI, XXXIII–XXXIV

Lectio Psalmorum secundum Bibliam Sacram juxta Vulgatam Clementinam
Psalmus LXVIII

I

XV. Eripe me de luto, ut non infigar; libera me ab iis qui oderunt me, et de profundis aquarum. (Psalmus LXVIII, XV)

15. Retira-me do lodo, para que eu não permaneça preso; salva-me daqueles que me odeiam e das profundezas das águas. O clamor da alma elevada ao Senhor nasce do desejo de ser retirada das sombras interiores e conduzida à firmeza da presença divina, onde o ser encontra sua verdadeira estabilidade. (Salmo 68,15)

XVI. Non me demergat tempestas aquae, neque absorbeat me profundum; neque urgeat super me puteus os suum. (Psalmus LXVIII, XVI)

16. Que a tempestade das águas não me submerja, nem o abismo me absorva, e que o poço não feche sobre mim a sua boca. A alma suplica para não ser vencida pelas forças desordenadas que afastam da luz, confiando naquele que sustenta todas as coisas e conduz silenciosamente cada existência ao seu destino eterno. (Salmo 68,16)

R. Salvum me fac, Deus, quoniam intraverunt aquae usque ad animam meam. (Psalmus LXVIII, II)
R. Salva-me, ó Deus, porque as águas chegaram até minha alma. (Salmo 68,2)

II

XXX. Ego vero sum pauper et dolens; salus tua, Deus, suscepit me. (Psalmus LXVIII, XXX)

30. Eu, porém, sou pobre e sofredor; a tua salvação, ó Deus, me acolheu. A pobreza interior daquele que se volta ao Senhor não é vazio, mas abertura para receber uma presença maior. A alma que reconhece sua dependência divina encontra repouso naquele que sustenta sua existência. (Salmo 68,30)

XXXI. Laudabo nomen Dei cum cantico, et magnificabo eum in laude. (Psalmus LXVIII, XXXI)

31. Louvarei o nome de Deus com um cântico e o engrandecerei com louvor. O louvor nasce quando o coração reconhece a origem eterna de todo bem e transforma a própria existência em resposta de gratidão diante daquele que permanece além de toda mudança. (Salmo 68,31)

R. Salvum me fac, Deus, quoniam intraverunt aquae usque ad animam meam. (Psalmus LXVIII, II)
R. Salva-me, ó Deus, porque as águas chegaram até minha alma. (Salmo 68,2)

III

XXXIII. Videant pauperes et laetentur; quaerite Deum, et vivet anima vestra. (Psalmus LXVIII, XXXIII)

33. Vejam os humildes e alegrem-se; buscai a Deus, e viverá a vossa alma. Aquele que procura o Senhor encontra uma vida que não depende apenas das realidades passageiras, pois a alma recebe uma força interior que nasce da comunhão com a fonte eterna de todo ser. (Salmo 68,33)

XXXIV. Quoniam exaudivit pauperes Dominus, et vinctos suos non despexit. (Psalmus LXVIII, XXXIV)

34. Porque o Senhor escutou os necessitados e não desprezou os seus que estavam aprisionados. Deus contempla o interior de cada criatura e acolhe aqueles que permanecem voltados para Ele, pois nenhuma condição humana está distante de sua presença que cura, sustenta e restaura. (Salmo 68,34)

R. Salvum me fac, Deus, quoniam intraverunt aquae usque ad animam meam. (Psalmus LXVIII, II)
R. Salva-me, ó Deus, porque as águas chegaram até minha alma. (Salmo 68,2)

Reflexão

A alma humana atravessa profundezas onde somente Deus pode oferecer verdadeira segurança.
O clamor do salmista revela o movimento interior daquele que busca retornar à fonte de sua existência.
As águas representam tudo aquilo que ameaça dissolver a serenidade do coração quando este se afasta da luz divina.
A presença do Senhor permanece como fundamento invisível que sustenta cada instante da caminhada humana.
O louvor transforma a fragilidade reconhecida em abertura para uma vida mais elevada e plena.
Quem procura Deus encontra uma realidade interior que não depende das mudanças exteriores.
A confiança no Senhor conduz a alma para uma união mais profunda com a verdade eterna.
Assim, toda existência acolhida por Deus encontra repouso na plenitude daquele que jamais abandona suas criaturas.

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 68(69) - 31.07.2026

Sexta-feira, 31 de Julho de 2026
Santo Inácio de Loyola, presbítero, Memória
17ª Semana do Tempo Comum


Psalmus LXVIII (LXIX), V, VIII-X, XIV (R. XIVc)

I

V. Multiplicati sunt super capillos capitis mei qui oderunt me gratis. Confortati sunt qui persecuti sunt me inimici mei injuste; quae non rapui, tunc exsolvebam. (Psalmus LXVIII, V)

5. Multiplicaram-se mais do que os cabelos da minha cabeça aqueles que me odeiam sem motivo. Tornaram-se fortes os que me perseguem injustamente. Fui levado a restituir até aquilo que nunca tomei. No íntimo, porém, permanece a certeza de que a verdade não depende do julgamento humano, mas da luz que procede de Deus e permanece incorruptível. (Salmo 68, 5)

R. Exaudi me, Domine, in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIVc)

R. Ouvi-me, Senhor, na verdade da vossa salvação, pois somente a vossa presença sustenta a alma que permanece fiel ao chamado eterno. (Salmo 68, 14c)

II

VIII. Quoniam propter te sustinui opprobrium; operuit confusio faciem meam. (Psalmus LXVIII, VIII)

8. Por causa de vós suportei o opróbrio, e a vergonha cobriu o meu rosto. Entretanto, aquele que permanece unido ao Senhor descobre que nenhuma humilhação pode obscurecer a luz que Deus acende no mais profundo da alma. (Salmo 68, 8)

IX. Extraneus factus sum fratribus meis, et peregrinus filiis matris meae. (Psalmus LXVIII, IX)

9. Tornei-me estranho para os meus irmãos e peregrino entre os filhos de minha mãe. Ainda assim, a comunhão com Deus conduz o coração a uma morada que jamais lhe poderá ser tirada. (Salmo 68, 9)

R. Exaudi me, Domine, in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIVc)

R. Ouvi-me, Senhor, na verdade da vossa salvação, pois somente a vossa presença sustenta a alma que permanece fiel ao chamado eterno. (Salmo 68, 14c)

III

X. Quoniam zelus domus tuae comedit me, et opprobria exprobrantium tibi ceciderunt super me. (Psalmus LXVIII, X)

10. O zelo por vossa casa consumiu todo o meu ser, e sobre mim caíram os insultos dirigidos contra vós. Quando o coração se entrega inteiramente ao Senhor, até as provações tornam-se caminho de purificação e plenitude. (Salmo 68, 10)

XIV. Ego vero orationem meam ad te, Domine; tempus beneplaciti, Deus. In multitudine misericordiae tuae, exaudi me in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIV)

14. Eu, porém, elevo a vós a minha oração, Senhor. No tempo da vossa benevolência, respondei-me segundo a abundância de vossa misericórdia e a verdade de vossa salvação. Assim, a alma encontra repouso na fidelidade que jamais conhece ocaso. (Salmo 68, 14)

R. Exaudi me, Domine, in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIVc)

R. Ouvi-me, Senhor, na verdade da vossa salvação, pois somente a vossa presença sustenta a alma que permanece fiel ao chamado eterno. (Salmo 68, 14c)

Reflexão

A alma amadurece quando aprende a permanecer firme na verdade que não depende das circunstâncias.
O silêncio fecundo conserva aquilo que o ruído do mundo jamais pode alcançar.
Toda fidelidade atravessa provações antes de revelar plenamente sua beleza.
A presença de Deus transforma a dor em caminho de purificação e de crescimento interior.
O coração que permanece voltado para o Alto descobre uma paz que nenhuma oposição consegue destruir.
A oração conduz o espírito para além das mudanças do tempo e o estabelece na permanência da verdade.
Cada prova acolhida com confiança torna-se ocasião para uma comunhão mais profunda com o Senhor.
Assim, a vida encontra sua verdadeira plenitude quando permanece unida Àquele que é eterno e imutável.

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