Psalmus responsorius
Lc I, XLVI-LV
Magnificat
I
Et ait Maria: Magnificat anima mea Dominum. (Lc I, XLVI)
1. E Maria disse. Minha alma engrandece o Senhor. (Lc 1,46)
Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo. (Lc I, XLVII)
2. E meu espírito exultou em Deus, meu Salvador. (Lc 1,47)
R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)
II
Quia respexit humilitatem ancillae suae: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes. (Lc I, XLVIII)
3. Porque olhou para a humildade de sua serva. Eis que, desde agora, todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. (Lc 1,48)
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
4. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)
R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)
III
Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum. Fecit potentiam in brachio suo: dispersit superbos mente cordis sui. (Lc I, L-LI)
5. Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o reverenciam. Ele manifestou o poder de seu braço e dispersou os soberbos nos pensamentos de seu coração. (Lc 1,50-51)
R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)
IV
Deposuit potentes de sede, et exaltavit humiles. (Lc I, LII)
6. Depôs os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes, conduzindo cada ser à sua verdadeira medida diante do Altíssimo. (Lc 1,52)
Esurientes implevit bonis: et divites dimisit inanes. (Lc I, LIII)
7. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias, para mostrar que só o interior aberto recebe a plenitude. (Lc 1,53)
R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)
V
Suscepit Israel puerum suum, recordatus misericordiae suae: Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in saecula. (Lc I, LIV-LV)
8. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, como prometera a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre. Assim a história é transfigurada quando a promessa eterna se cumpre no silêncio fecundo da fidelidade divina. (Lc 1,54-55)
R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)
Reflexão
A alma engrandece o Senhor quando deixa de se encerrar em si mesma.
O espírito se eleva quando reconhece que a origem de tudo é maior do que o instante.
A humildade não diminui o ser, mas o torna apto a receber o que vem do alto.
A misericórdia atravessa as gerações como uma corrente silenciosa e viva.
O poder divino não se confunde com a imposição, mas com a realização do bem verdadeiro.
Os humildes são erguidos porque permanecem disponíveis à verdade que os gera.
Os famintos são saciados porque não se contentam com aparências passageiras.
E a promessa eterna amadurece no interior daqueles que sabem guardar a Palavra em silêncio.
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