quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 70(71) - 29.08.2026

Sábado, 29 de Agosto de 2026
Martírio de São João Batista, Memória
21ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius LXX, I-II.III-IVa.V-VIab.XVab et XVII

I

I. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
1. Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido, porque em ti repousa a confiança que ultrapassa o instante e permanece. (Salmo 70, 1)

II. In justitia tua libera me, et eripe me: inclina ad me aurem tuam, et salva me.
2. Em tua justiça, livra-me e resgata-me; inclina para mim o teu ouvido e salva-me, acolhendo minha súplica na profundidade de tua presença. (Salmo 70, 2)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

II

III. Esto mihi in Deum protectorem, et in locum munitum, ut salvum me facias: quoniam firmamentum meum et refugium meum es tu.
3. Sê para mim Deus protetor e lugar seguro, para que me salves, pois tu és minha firmeza e meu refúgio, onde o ser encontra repouso em sua origem. (Salmo 70, 3)

IV. Deus meus, eripe me de manu peccatoris, de manu contra legem agentis, et iniqui.
4. Meu Deus, resgata-me das mãos do pecador, das mãos daquele que age contra a lei e do homem injusto; guarda-me para que eu permaneça unido à verdade. (Salmo 70, 4)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

III

V. Quoniam tu es patientia mea, Domine; Domine, spes mea a juventute mea.
5. Porque tu és minha perseverança, Senhor; Senhor, tu és minha esperança desde a minha juventude, sustentando em mim aquilo que amadurece sob tua presença. (Salmo 70, 5)

VI. In te confirmatus sum ex utero; de ventre matris meae tu es protector meus; in te cantatio mea semper.
6. Em ti fui firmado desde o ventre; desde o seio de minha mãe, tu és meu protetor; em ti estará sempre o meu canto, porque tua presença precede minha própria consciência de existir. (Salmo 70, 6)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

IV

XV. Os meum annuntiabit justitiam tuam, tota die salutare tuum, quem non cognovi litteraturam.
15. Minha boca anunciará tua justiça e, durante todo o dia, proclamará tua salvação, cuja profundidade não pode ser plenamente medida pelo conhecimento humano. (Salmo 70, 15)

XVII. Deus, docuisti me a juventute mea: et usque nunc pronuntiabo mirabilia tua.
17. Ó Deus, desde a minha juventude me ensinaste; e até agora anuncio tuas maravilhas, reconhecendo que cada instante de minha existência permanece aberto à ação de tua presença. (Salmo 70, 17)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

Reflexão:

A esperança não nasce da duração do tempo, mas da presença que sustenta o ser desde sua origem.
O instante torna-se profundo quando acolhe aquele que permanece além de toda sucessão.
Desde o ventre, a existência já se encontra envolvida por uma presença que a precede e sustenta.
A interioridade amadurece quando reconhece que seu fundamento não está em si mesma.
Cada momento pode tornar-se lugar de encontro com aquilo que permanece enquanto todas as formas passam.
A memória da origem impede que o presente se torne vazio ou separado de seu fundamento.
Aquele que permanece diante de Deus encontra na própria existência uma continuidade que conduz à plenitude.
E o canto nasce quando o ser reconhece, no interior do instante, a presença daquele que jamais o abandona.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 32(33) - 28.08.2026

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Memória
21ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius XXXII, 1-2, 4-5, 10ab et 11

I

I. Exsultate, justi, in Domino, rectos decet collaudatio.
1. Exultai, ó justos, no Senhor, pois aos retos convém o louvor. (Salmo 32,1)

II. Confitemini Domino in cithara, in psalterio decem chordarum psallite illi.
2. Dai graças ao Senhor com a cítara, cantai-lhe ao som do saltério de dez cordas. (Salmo 32,2)

R. Misericordia Domini plena est terra.
A misericórdia do Senhor enche toda a terra. (Salmo 32,5)

II

IV. Quia rectum est verbum Domini, et omnia opera ejus in fide.
4. Porque reta é a palavra do Senhor, e todas as suas obras são realizadas na fidelidade. (Salmo 32,4)

V. Diligit misericordiam et judicium, misericordia Domini plena est terra.
5. Ele ama a misericórdia e o juízo, e a terra está plena da misericórdia do Senhor. (Salmo 32,5)

R. Misericordia Domini plena est terra.
A misericórdia do Senhor enche toda a terra. (Salmo 32,5)

III

X. Dominus dissipat consilia gentium, reprobat autem cogitationes populorum, et reprobat consilia principum.
10. O Senhor desfaz os desígnios das nações, rejeita os pensamentos dos povos e reprova os projetos dos poderosos. (Salmo 32,10)

XI. Consilium autem Domini in æternum manet, cogitationes cordis ejus in generatione et generationem.
11. Mas o desígnio do Senhor permanece eternamente, e os pensamentos de seu coração subsistem de geração em geração. (Salmo 32,11)

R. Misericordia Domini plena est terra.
A misericórdia do Senhor enche toda a terra. (Salmo 32,5)

Reflexão:

A terra se torna transparente à presença divina quando o coração reconhece a origem de todo ser.
A Palavra permanece firme porque procede daquele cuja realidade não passa com o instante.
A misericórdia envolve a existência como presença silenciosa que sustenta cada criatura em seu caminho.
No interior do momento, a alma pode perceber uma profundidade que ultrapassa toda sucessão exterior.
O coração amadurece quando reconhece que sua origem permanece continuamente presente em sua própria existência.
Aquilo que nasce do Eterno encontra no instante a possibilidade de manifestar sua verdade.
A fidelidade divina reúne passado, presente e futuro em uma unidade que conduz o ser à plenitude.
Por isso, o louvor se torna resposta daquele que reconhece a presença eterna sustentando cada instante.

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Salmo responsorial Sl 144(145) - 27.08.2026

Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026
Santa Mônica, Memória
21ª Semana do Tempo Comum


PSALMUS RESPONSORIUS

Psalmus CXLIV, II-III. IV-V. VI-VII (R. cf. I b)

I.

II. Per singulos dies benedicam tibi, et laudabo nomen tuum in sæculum, et in sæculum sæculi. (Psalmus CXLIV, II)

2. Bendirei o vosso nome a cada dia e vos louvarei eternamente, pelos séculos dos séculos. (Salmo 144, 2)

III. Magnus Dominus et laudabilis nimis, et magnitudinis ejus non est finis. (Psalmus CXLIV, III)

3. Grande é o Senhor e digno de todo louvor, e sua grandeza não tem fim. (Salmo 144, 3)

R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.

R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor. (Salmo 144, 1b)

II.

IV. Generatio et generatio laudabit opera tua, et potentiam tuam pronuntiabunt. (Psalmus CXLIV, IV)

4. Uma geração anunciará à outra as vossas obras, e proclamará a grandeza de vosso poder. (Salmo 144, 4)

V. Magnificentiam gloriæ sanctitatis tuæ loquentur, et mirabilia tua narrabunt. (Psalmus CXLIV, V)

5. Proclamarão a magnificência da glória de vossa santidade e contemplarão, em vossas obras, os sinais de uma grandeza que ultrapassa toda medida. (Salmo 144, 5)

R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.

R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor, pois vossa presença permanece além de toda sucessão e sustenta o ser em sua origem. (Salmo 144, 1b)

III.

VI. Et virtutem terribilium tuorum dicent, et magnitudinem tuam narrabunt. (Psalmus CXLIV, VI)

6. Anunciarão a força admirável de vossas obras e proclamarão a grandeza de vossa presença, diante da qual toda realidade encontra sua verdadeira medida. (Salmo 144, 6)

VII. Memoriam abundantiæ suavitatis tuæ eructabunt, et justitia tua exsultabunt. (Psalmus CXLIV, VII)

7. Recordarão a abundância de vossa bondade e proclamarão com alegria vossa justiça, reconhecendo que toda plenitude procede de vós e para vós se orienta. (Salmo 144, 7)

R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.

R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor, pois o instante encontra sua plenitude quando permanece voltado para aquele cuja presença não passa. (Salmo 144, 1b)

Reflexão:

A grandeza divina não se encerra na sucessão dos dias, pois permanece acima de toda medida temporal.
Cada instante pode tornar-se lugar de encontro quando a alma reconhece nele a presença daquele que permanece.
O louvor nasce quando o ser contempla sua origem e percebe que nada existe por si mesmo.
A interioridade acolhe o eterno não como algo distante, mas como presença que sustenta silenciosamente o presente.
Assim, o tempo deixa de ser apenas passagem e torna-se ocasião para o amadurecimento daquilo que possui destino permanente.
A memória das obras divinas conserva no coração uma orientação que nenhuma mudança exterior pode dissolver.
Quem contempla essa ordem aprende a permanecer sereno diante do que passa e atento ao que permanece.
E o instante, iluminado pela presença divina, torna-se caminho interior para a plenitude.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 127(128) - 26.08.2026


Psalmus CXXVII, 1-2.4-5

Responsorium

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

I

I. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

1. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos, pois sua existência encontra na reverência ao Eterno a direção que conduz à plenitude. (Salmo 127, 1)

II. Labores manuum tuarum quia manducabis: beatus es, et bene tibi erit. (Psalmus CXXVII, II)

2. Comerás o fruto do trabalho de tuas mãos; serás feliz e tudo te irá bem, porque o esforço realizado com retidão amadurece silenciosamente o teu ser. (Salmo 127, 2)

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

II

IV. Ecce sic benedicetur homo qui timet Dominum. (Psalmus CXXVII, IV)

4. Assim será abençoado o homem que teme o Senhor, porque sua existência, ordenada diante do Eterno, torna-se fecunda na profundidade de seu caminho. (Salmo 127, 4)

V. Benedicat tibi Dominus ex Sion, et videas bona Jerusalem omnibus diebus vitae tuae. (Psalmus CXXVII, V)

5. O Senhor te abençoe desde Sião, e contemples os bens de Jerusalém todos os dias de tua vida, reconhecendo no presente a presença daquilo que permanece. (Salmo 127, 5)

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

Reflexão

O temor do Senhor abre o ser à profundidade de sua origem.
O caminho exterior nasce de uma ordem interior amadurecida.
Cada trabalho realizado com retidão fecunda silenciosamente a existência.
O instante pode acolher uma realidade que ultrapassa sua duração.
A bênção penetra o presente e o orienta para aquilo que permanece.
A vida amadurece quando reconhece sua origem e sua finalidade.
Assim, o momento deixa de ser mera passagem e torna-se profundidade.
E o ser caminha para a plenitude diante daquele que permanece eternamente.

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domingo, 23 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 95(96) - 25.08.2026

Terça-feira, 25 de Agosto de 2026
21ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus XCV, X-XIII

Responsorium

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

I

Dicite in gentibus, quia Dominus regnavit. Etenim correxit orbem terræ, qui non commovebitur; judicabit populos in æquitate. (Psalmus XCV, X)

10. Dizei entre as nações que o Senhor reina. Ele firmou o mundo, para que não seja abalado, e julgará os povos com retidão. Quando a consciência se orienta para aquilo que permanece, encontra em Deus o fundamento de sua ordem interior e a medida de sua existência. (Salmo 95,10)

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

II

Lætentur cæli, et exsultet terra; commoveatur mare et plenitudo ejus. (Psalmus XCV, XI)

11. Alegrem-se os céus e exulte a terra; ressoe o mar e tudo quanto o preenche. A criação inteira se abre à presença daquele que permanece, e cada realidade encontra sua origem e seu sentido naquilo que não está submetido à passagem dos instantes. (Salmo 95,11)

Gaudebunt campi, et omnia quæ in eis sunt. Tunc exsultabunt omnia ligna silvarum. (Psalmus XCV, XII)

12. Alegrem-se os campos e tudo quanto neles existe; então exultarão todas as árvores das florestas. A criação manifesta, em sua própria existência, uma realidade que a precede e a sustenta, como se cada forma despertasse para a profundidade de sua origem. (Salmo 95,12)

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

III

A facie Domini, quia venit, quoniam venit judicare terram. Judicabit orbem terræ in æquitate, et populos in veritate sua. (Psalmus XCV, XIII)

13. Diante da presença do Senhor, porque Ele vem, porque vem julgar a terra. Julgará o mundo com retidão e os povos segundo a sua verdade. Sua presença revela a medida profunda de todas as coisas e conduz cada existência ao encontro com a verdade que permanece. (Salmo 95,13)

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

Reflexão

O Senhor reina além da sucessão exterior dos acontecimentos.
Sua presença sustenta aquilo que permanece quando todas as formas passam.
O instante pode tornar-se abertura para uma realidade que transcende sua duração.
A consciência encontra sua ordem quando reconhece a origem de todo ser.
A criação inteira manifesta silenciosamente uma presença que a sustenta.
A vinda do Senhor revela o sentido oculto da existência.
A verdade ilumina o interior e orienta cada escolha para sua plenitude.
Diante do Eterno, o presente adquire profundidade e torna-se lugar de encontro.

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sábado, 22 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 144(145) - 24.08.2026

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026
São Bartolomeu, Apóstolo, Festa, Ano A
21ª Semana do Tempo Comum


Psalmus CXLIV, X-XIII. XVII-XVIII

Responsorium

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

I

X. Confiteantur tibi, Domine, omnia opera tua, et sancti tui benedicant tibi. (Psalmus CXLIV, X)

10. Que todas as tuas obras te glorifiquem, Senhor, e que os teus santos te bendigam, reconhecendo na criação a manifestação ordenada da tua presença. (Salmo 144,10)

XI. Gloriam regni tui dicent, et potentiam tuam loquentur. (Psalmus CXLIV, XI)

11. Proclamarão a glória do teu Reino e anunciarão o teu poder, contemplando na realidade criada o sinal de uma soberania que permanece acima de toda sucessão temporal. (Salmo 144,11)

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

II

XII. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

12. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino, permitindo que a inteligência humana reconheça, através das coisas visíveis, a realidade que as sustenta e lhes confere sentido. (Salmo 144,12)

XIII. Regnum tuum regnum omnium sæculorum, et dominatio tua in omni generatione et generationem. Fidelis Dominus in omnibus verbis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XIII)

13. O teu Reino é Reino de todos os séculos, e o teu domínio permanece de geração em geração. O Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras. Sua presença permanece além da passagem dos séculos, sustentando no ser aquilo que procede de sua vontade. (Salmo 144,13)

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

III

XVII. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XVII)

17. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. Em sua ordem perfeita, cada realidade encontra sua origem, seu movimento e sua finalidade naquele que permanece acima de toda mudança. (Salmo 144,17)

XVIII. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, XVIII)

18. O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. Sua proximidade alcança o íntimo do ser, onde a criatura pode reconhecer a presença daquele que sustenta sua existência. (Salmo 144,18)

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

Reflexão

A criação permanece voltada para sua origem eterna.
Cada instante recebe sentido daquele que não passa.
O Reino divino sustenta aquilo que nasce e desaparece.
A existência encontra sua unidade quando contempla sua origem.
A presença divina alcança o ser em sua profundidade.
O tempo revela uma realidade maior que sua própria passagem.
A verdade interior reconhece aquilo que permanece acima da mudança.
No Senhor, toda existência encontra sua origem e sua consumação.

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Salmo responsorial Sl 137(138) - 23.08.2026

Domingo, 23 de Agosto de 2026
21º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Festa de Santa Rosa de Lima, virgem, Padroeira da América Latina


Psalmus CXXXVII, 1-2a. 2bc-3. 6. 8

Responsorium CXXXVII

I.

Ipsi David. Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, quoniam audisti verba oris mei. In conspectu angelorum psallam tibi. (Psalmus CXXXVII, 1)

1
De todo o coração vos darei graças, Senhor, porque escutastes as palavras que brotaram de minha boca. Diante dos vossos anjos vos louvarei, elevando minha existência à presença daquele que a sustenta desde sua origem. (Salmo 137, 1)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)

II.

Adorabo ad templum sanctum tuum, et confitebor nomini tuo: super misericordia tua et veritate tua; quoniam magnificasti super omne, nomen sanctum tuum. (Psalmus CXXXVII, 2)

2
Diante do vosso templo santo vos adorarei e darei graças ao vosso nome, por causa de vossa misericórdia e de vossa verdade, porque elevastes o vosso santo nome acima de toda realidade. (Salmo 137, 2)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)

III.

In quacumque die invocavero te, exaudi me; multiplicabis in anima mea virtutem. (Psalmus CXXXVII, 3)

3
Em qualquer dia em que eu vos invocar, escutai-me, Senhor; multiplicareis em minha alma a força interior, fazendo crescer em mim aquilo que conduz minha existência à sua plenitude. (Salmo 137, 3)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)*

IV.

Quoniam excelsus Dominus, et humilia respicit, et alta a longe cognoscit. (Psalmus CXXXVII, 6)

6
Porque o Senhor é excelso e contempla o que é humilde, enquanto conhece de longe aquilo que se eleva. Diante dele, a verdadeira grandeza nasce da profundidade interior e não da aparência exterior. (Salmo 137, 6)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)

Reflexão

O coração que reconhece sua origem encontra profundidade no próprio instante.
A presença divina transforma o momento passageiro em abertura para o eterno.
A alma amadurece quando percebe que sua existência recebe de Deus sua sustentação.
O silêncio interior permite que a verdade recebida alcance sua plena fecundidade.
A humildade abre espaço para uma realidade maior que o próprio ser.
Cada instante pode tornar-se encontro entre aquilo que passa e aquilo que permanece.
A existência encontra sua direção quando reconhece a presença que a acompanha desde sua origem.
E o que Deus começa no interior conduz silenciosamente o ser à sua plenitude.

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