Psalmus Responsorius XLIV, XI-XVI (R. XI, XII a)
I. Audi, filia, et vide, et inclina aurem tuam, et obliviscere populum tuum, et domum patris tui. Et concupiscet rex decorem tuum.
11. Escuta, filha, contempla e inclina o teu ouvido; esquece o teu povo e a casa de teu pai. O rei se encantará com tua beleza. (Salmo 44,11-12a)
R. Audi, filia, et vide, et inclina aurem tuam.
Escuta, filha, contempla e inclina o teu ouvido. (Salmo 44,11-12a)
II. Quoniam ipse est Dominus Deus tuus, et adorabunt eum. Et filiae Tyri in muneribus vultum tuum deprecabuntur; omnes divites plebis.
12b-13. Pois ele é o Senhor, teu Deus, e tu o adorarás. As filhas de Tiro virão com presentes; os mais ricos do povo buscarão teu favor. (Salmo 44,12b-13)
R. Audi, filia, et vide, et inclina aurem tuam.
Escuta, filha, contempla e inclina o teu ouvido. (Salmo 44,11-12a)
III. Omnis gloria ejus filiae regis ab intus, in fimbriis aureis, circumamicta varietatibus.
14-15a. Toda a glória da filha do rei está em seu interior; suas vestes são adornadas com franjas de ouro e revestidas de variados ornamentos. (Salmo 44,14-15a)
R. Audi, filia, et vide, et inclina aurem tuam.
Escuta, filha, contempla e inclina o teu ouvido. (Salmo 44,11-12a)
IV. Adducentur regi virgines post eam; proximæ ejus afferentur tibi. Afferentur in lætitia et exsultatione; adducentur in templum regis.
15b-16. Depois dela, as virgens serão conduzidas ao rei; suas companheiras serão apresentadas a ti. Serão conduzidas com alegria e exultação e entrarão no templo do rei. (Salmo 44,15b-16)
R. Audi, filia, et vide, et inclina aurem tuam.
Escuta, filha, contempla e inclina o teu ouvido. (Salmo 44,11-12a)
Reflexão:
A escuta interior abre o ser à presença que sustenta sua origem e ilumina a profundidade de cada instante.
A beleza verdadeira nasce da intimidade com Deus, onde a existência encontra sua dignidade e sua plenitude.
Acolher a presença divina exige recolhimento, atenção e disposição para reconhecer aquilo que permanece além das aparências.
O chamado que alcança a interioridade transforma a percepção e orienta o ser para uma realização mais profunda.
A eternidade revela-se na presença que confere ao instante uma profundidade que ultrapassa sua duração.
A alegria do encontro nasce quando a consciência reconhece a unidade entre sua origem e sua realização.
Cada passo em direção a Deus permite que a existência encontre firmeza, serenidade e sentido.
Na presença do Eterno, o ser descobre que sua plenitude encontra fundamento naquilo que permanece.
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