domingo, 30 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 144(145) - 01.09.2026

Terça-feira, 1 de Setembro de 2026
22ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius CXLIV, VIII-IX. X-XI. XII-XIIIab. XIIIcd-XIV (R. XVIIa)

I

VIII. Miserator et misericors Dominus, patiens et multum misericors. (Psalmus CXLIV, 8)

8. O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e rico em misericórdia. (Salmo 144, 8)

IX. Suavis Dominus universis, et miserationes ejus super omnia opera ejus. (Psalmus CXLIV, 9)

9. O Senhor é bondoso para com todos, e sua misericórdia se estende sobre todas as suas obras. (Salmo 144, 9)

R. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis.

R. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 17)

II

X. Confiteantur tibi, Domine, omnia opera tua, et sancti tui benedicant tibi. (Psalmus CXLIV, 10)

10. Que todas as tuas obras te glorifiquem, Senhor, e que os teus santos te bendigam. (Salmo 144, 10)

XI. Gloriam regni tui dicent, et potentiam tuam loquentur. (Psalmus CXLIV, 11)

11. Eles proclamarão a glória do teu Reino e falarão do teu poder. (Salmo 144, 11)

XII. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, 12)

12. Para tornarem conhecida aos filhos dos homens a tua força e a glória magnífica do teu Reino. (Salmo 144, 12)

R. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis.

R. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 17)

III

XIII. Regnum tuum regnum omnium sæculorum, et dominatio tua in omni generatione et generationem. (Psalmus CXLIV, 13)

13. O teu Reino é Reino de todos os séculos, e o teu domínio permanece de geração em geração. (Salmo 144, 13)

XIII. Fidelis Dominus in omnibus verbis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, 13)

13. O Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 13)

R. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis.

R. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 17)

IV

XIV. Allevat Dominus omnes qui corruunt, et erigit omnes elisos. (Psalmus CXLIV, 14)

14. O Senhor sustenta todos os que caem e ergue todos os que estão abatidos. (Salmo 144, 14)

R. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis.

R. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 17)

Reflexão:

A misericórdia do Senhor envolve o instante e nele manifesta a profundidade inesgotável de sua bondade.
O ser encontra sua origem quando reconhece que sua existência permanece sustentada por uma presença maior que o tempo.
Cada momento pode acolher silenciosamente aquilo que procede da eternidade e conduz a criatura à sua realização.
A santidade de Deus permanece inteira em todos os seus caminhos e alcança cada obra com uma ordem perfeita.
Quando a interioridade se volta para essa verdade, aquilo que estava disperso começa a reencontrar sua unidade.
A queda não constitui o fim do caminho, pois a mão divina permanece capaz de erguer aquilo que perdeu sua firmeza.
O instante torna-se fecundo quando recebe a presença que sustenta, ordena e conduz o ser à plenitude.
Assim, a criatura amadurece ao reconhecer em Deus sua origem, seu sustento e o destino último de sua existência.

sábado, 29 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 118(119) - 31.08.2026

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026
22ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CXVIII, XCVII-XCI (R. XCVIIa)

Lectio Psalmorum

I

XCVII. Quomodo dilexi legem tuam, Domine! tota die meditatio mea est.

97. Como amo a vossa lei, Senhor! Todo o dia ela é a minha meditação. (Salmo 118,97)

R. Quam dilexi legem tuam, Domine! tota die meditatio mea est.
R. Quanto amo a vossa lei, Senhor! Ela permanece em mim como meditação ao longo de todo o dia. (Salmo 118,97)

II

XCVIII. Super inimicos meos prudentem me fecisti mandatis tuis, quia in aeternum mihi est.

98. Vossa lei tornou-me mais prudente que os meus inimigos, porque ela permanece comigo para sempre. (Salmo 118,98)

XCIX. Super omnes docentes me intellexi, quia testimonia tua meditatio mea est.

99. Tornei-me mais sábio que todos os meus mestres, porque os vossos ensinamentos são a minha meditação. (Salmo 118,99)

R. Quam dilexi legem tuam, Domine! tota die meditatio mea est.
R. Quanto amo a vossa lei, Senhor! Ela permanece em mim como meditação ao longo de todo o dia. (Salmo 118,97)

III

C. Super senes intellexi, quia mandata tua quaesivi.

100. Tornei-me mais sábio que os anciãos, porque busquei os vossos mandamentos. (Salmo 118,100)

CI. Ab omni via mala prohibui pedes meos, ut custodiam verba tua.

101. Afastei meus passos de todo caminho mau, para guardar as vossas palavras. (Salmo 118,101)

CII. A judiciis tuis non declinavi, quia tu legem posuisti mihi.

102. Não me desviei dos vossos juízos, porque vós mesmo me ensinastes a vossa lei. (Salmo 118,102)

R. Quam dilexi legem tuam, Domine! tota die meditatio mea est.
R. Quanto amo a vossa lei, Senhor! Ela permanece em mim como meditação ao longo de todo o dia. (Salmo 118,97)

Reflexão:

A Palavra recebida no instante abre a interioridade para uma profundidade que não passa.
Na meditação, o coração reencontra silenciosamente a origem que sustenta seu ser.
O presente torna-se lugar onde a verdade recebida amadurece e encontra sua forma.
Aquele que permanece atento descobre que cada instante pode conter uma plenitude ainda invisível.
A sabedoria nasce quando o ser aprende a permanecer unido àquilo que o fundamenta.
A Palavra ordena interiormente o caminho e conduz a existência para sua realização.
Assim, o instante deixa de ser apenas passagem e torna-se espaço de presença e maturação.
E a eternidade encontra no coração recolhido um lugar onde sua verdade pode florescer.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 62(63) - 30.08.2026

Domingo, 30 de Agosto de 2026
22º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Psalmus Responsorius LXII, II-III, IV-V, VI-VIII, IX

I

II. Deus, Deus meus, ad te de luce vigilo. Sitivit in te anima mea, quam multipliciter tibi caro mea. (Psalmus LXII, II)

2. Ó Deus, meu Deus, desde a aurora vos procuro. Minha alma tem sede de vós, e meu corpo anseia por vós com toda a força do meu ser. (Salmo 62, 2)

III. In terra deserta, et invia, et inaquosa, sic in sancto apparui tibi, ut viderem virtutem tuam, et gloriam tuam. (Psalmus LXII, III)

3. Em uma terra deserta, sem caminho e sem água, assim vos contemplei no santuário, para ver o vosso poder e a vossa glória. (Salmo 62, 3)

R. Deus, Deus meus, ad te de luce vigilo.

Ó Deus, meu Deus, desde a aurora vos procuro. (Salmo 62, 2)

II

IV. Quoniam melior est misericordia tua super vitas, labia mea laudabunt te. (Psalmus LXII, IV)

4. Porque a vossa misericórdia é mais preciosa que a própria vida, meus lábios vos louvarão. (Salmo 62, 4)

V. Sic benedicam te in vita mea, et in nomine tuo levabo manus meas. (Psalmus LXII, V)

5. Assim vos bendirei durante toda a minha vida e, em vosso nome, elevarei minhas mãos. (Salmo 62, 5)

VI. Sicut adipe et pinguedine repleatur anima mea, et labiis exsultationis laudabit os meum. (Psalmus LXII, VI)

6. Minha alma será saciada como de abundância e plenitude, e minha boca vos louvará com lábios de júbilo. (Salmo 62, 6)

R. Deus, Deus meus, ad te de luce vigilo.

Ó Deus, meu Deus, desde a aurora vos procuro. (Salmo 62, 2)

III

VIII. Quia fuisti adjutor meus, et in velamento alarum tuarum exsultabo. (Psalmus LXII, VIII)

8. Porque fostes meu auxílio, e à sombra de vossas asas exultarei. (Salmo 62, 8)

IX. Adhæsit anima mea post te: me suscepit dextera tua. (Psalmus LXII, IX)

9. Minha alma permanece unida a vós, e vossa mão direita me sustenta. (Salmo 62, 9)

R. Deus, Deus meus, ad te de luce vigilo.

Ó Deus, meu Deus, desde a aurora vos procuro. (Salmo 62, 2)

Reflexão:

Desde a aurora, o coração se volta para a fonte de onde recebe sua existência e encontra nela sua verdadeira direção.
A sede interior revela uma presença que antecede toda procura e sustenta silenciosamente cada instante.
Mesmo na aridez, aquilo que foi gerado no íntimo continua voltado para sua origem.
A misericórdia divina manifesta uma plenitude que não depende daquilo que passa.
Cada instante pode tornar-se louvor quando o ser reconhece aquele que o sustenta.
A alma encontra repouso quando permanece unida à presença que a envolve e conduz.
A mão divina sustenta aquilo que ainda amadurece no silêncio da interioridade.
Assim, o coração descobre que sua plenitude nasce da união profunda com sua origem eterna.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 70(71) - 29.08.2026

Sábado, 29 de Agosto de 2026
Martírio de São João Batista, Memória
21ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius LXX, I-II.III-IVa.V-VIab.XVab et XVII

I

I. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
1. Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido, porque em ti repousa a confiança que ultrapassa o instante e permanece. (Salmo 70, 1)

II. In justitia tua libera me, et eripe me: inclina ad me aurem tuam, et salva me.
2. Em tua justiça, livra-me e resgata-me; inclina para mim o teu ouvido e salva-me, acolhendo minha súplica na profundidade de tua presença. (Salmo 70, 2)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

II

III. Esto mihi in Deum protectorem, et in locum munitum, ut salvum me facias: quoniam firmamentum meum et refugium meum es tu.
3. Sê para mim Deus protetor e lugar seguro, para que me salves, pois tu és minha firmeza e meu refúgio, onde o ser encontra repouso em sua origem. (Salmo 70, 3)

IV. Deus meus, eripe me de manu peccatoris, de manu contra legem agentis, et iniqui.
4. Meu Deus, resgata-me das mãos do pecador, das mãos daquele que age contra a lei e do homem injusto; guarda-me para que eu permaneça unido à verdade. (Salmo 70, 4)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

III

V. Quoniam tu es patientia mea, Domine; Domine, spes mea a juventute mea.
5. Porque tu és minha perseverança, Senhor; Senhor, tu és minha esperança desde a minha juventude, sustentando em mim aquilo que amadurece sob tua presença. (Salmo 70, 5)

VI. In te confirmatus sum ex utero; de ventre matris meae tu es protector meus; in te cantatio mea semper.
6. Em ti fui firmado desde o ventre; desde o seio de minha mãe, tu és meu protetor; em ti estará sempre o meu canto, porque tua presença precede minha própria consciência de existir. (Salmo 70, 6)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

IV

XV. Os meum annuntiabit justitiam tuam, tota die salutare tuum, quem non cognovi litteraturam.
15. Minha boca anunciará tua justiça e, durante todo o dia, proclamará tua salvação, cuja profundidade não pode ser plenamente medida pelo conhecimento humano. (Salmo 70, 15)

XVII. Deus, docuisti me a juventute mea: et usque nunc pronuntiabo mirabilia tua.
17. Ó Deus, desde a minha juventude me ensinaste; e até agora anuncio tuas maravilhas, reconhecendo que cada instante de minha existência permanece aberto à ação de tua presença. (Salmo 70, 17)

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.
Em ti, Senhor, coloquei minha esperança; jamais serei confundido. (Salmo 70, 1)

Reflexão:

A esperança não nasce da duração do tempo, mas da presença que sustenta o ser desde sua origem.
O instante torna-se profundo quando acolhe aquele que permanece além de toda sucessão.
Desde o ventre, a existência já se encontra envolvida por uma presença que a precede e sustenta.
A interioridade amadurece quando reconhece que seu fundamento não está em si mesma.
Cada momento pode tornar-se lugar de encontro com aquilo que permanece enquanto todas as formas passam.
A memória da origem impede que o presente se torne vazio ou separado de seu fundamento.
Aquele que permanece diante de Deus encontra na própria existência uma continuidade que conduz à plenitude.
E o canto nasce quando o ser reconhece, no interior do instante, a presença daquele que jamais o abandona.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 32(33) - 28.08.2026

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Memória
21ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius XXXII, 1-2, 4-5, 10ab et 11

I

I. Exsultate, justi, in Domino, rectos decet collaudatio.
1. Exultai, ó justos, no Senhor, pois aos retos convém o louvor. (Salmo 32,1)

II. Confitemini Domino in cithara, in psalterio decem chordarum psallite illi.
2. Dai graças ao Senhor com a cítara, cantai-lhe ao som do saltério de dez cordas. (Salmo 32,2)

R. Misericordia Domini plena est terra.
A misericórdia do Senhor enche toda a terra. (Salmo 32,5)

II

IV. Quia rectum est verbum Domini, et omnia opera ejus in fide.
4. Porque reta é a palavra do Senhor, e todas as suas obras são realizadas na fidelidade. (Salmo 32,4)

V. Diligit misericordiam et judicium, misericordia Domini plena est terra.
5. Ele ama a misericórdia e o juízo, e a terra está plena da misericórdia do Senhor. (Salmo 32,5)

R. Misericordia Domini plena est terra.
A misericórdia do Senhor enche toda a terra. (Salmo 32,5)

III

X. Dominus dissipat consilia gentium, reprobat autem cogitationes populorum, et reprobat consilia principum.
10. O Senhor desfaz os desígnios das nações, rejeita os pensamentos dos povos e reprova os projetos dos poderosos. (Salmo 32,10)

XI. Consilium autem Domini in æternum manet, cogitationes cordis ejus in generatione et generationem.
11. Mas o desígnio do Senhor permanece eternamente, e os pensamentos de seu coração subsistem de geração em geração. (Salmo 32,11)

R. Misericordia Domini plena est terra.
A misericórdia do Senhor enche toda a terra. (Salmo 32,5)

Reflexão:

A terra se torna transparente à presença divina quando o coração reconhece a origem de todo ser.
A Palavra permanece firme porque procede daquele cuja realidade não passa com o instante.
A misericórdia envolve a existência como presença silenciosa que sustenta cada criatura em seu caminho.
No interior do momento, a alma pode perceber uma profundidade que ultrapassa toda sucessão exterior.
O coração amadurece quando reconhece que sua origem permanece continuamente presente em sua própria existência.
Aquilo que nasce do Eterno encontra no instante a possibilidade de manifestar sua verdade.
A fidelidade divina reúne passado, presente e futuro em uma unidade que conduz o ser à plenitude.
Por isso, o louvor se torna resposta daquele que reconhece a presença eterna sustentando cada instante.

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Salmo responsorial Sl 144(145) - 27.08.2026

Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026
Santa Mônica, Memória
21ª Semana do Tempo Comum


PSALMUS RESPONSORIUS

Psalmus CXLIV, II-III. IV-V. VI-VII (R. cf. I b)

I.

II. Per singulos dies benedicam tibi, et laudabo nomen tuum in sæculum, et in sæculum sæculi. (Psalmus CXLIV, II)

2. Bendirei o vosso nome a cada dia e vos louvarei eternamente, pelos séculos dos séculos. (Salmo 144, 2)

III. Magnus Dominus et laudabilis nimis, et magnitudinis ejus non est finis. (Psalmus CXLIV, III)

3. Grande é o Senhor e digno de todo louvor, e sua grandeza não tem fim. (Salmo 144, 3)

R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.

R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor. (Salmo 144, 1b)

II.

IV. Generatio et generatio laudabit opera tua, et potentiam tuam pronuntiabunt. (Psalmus CXLIV, IV)

4. Uma geração anunciará à outra as vossas obras, e proclamará a grandeza de vosso poder. (Salmo 144, 4)

V. Magnificentiam gloriæ sanctitatis tuæ loquentur, et mirabilia tua narrabunt. (Psalmus CXLIV, V)

5. Proclamarão a magnificência da glória de vossa santidade e contemplarão, em vossas obras, os sinais de uma grandeza que ultrapassa toda medida. (Salmo 144, 5)

R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.

R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor, pois vossa presença permanece além de toda sucessão e sustenta o ser em sua origem. (Salmo 144, 1b)

III.

VI. Et virtutem terribilium tuorum dicent, et magnitudinem tuam narrabunt. (Psalmus CXLIV, VI)

6. Anunciarão a força admirável de vossas obras e proclamarão a grandeza de vossa presença, diante da qual toda realidade encontra sua verdadeira medida. (Salmo 144, 6)

VII. Memoriam abundantiæ suavitatis tuæ eructabunt, et justitia tua exsultabunt. (Psalmus CXLIV, VII)

7. Recordarão a abundância de vossa bondade e proclamarão com alegria vossa justiça, reconhecendo que toda plenitude procede de vós e para vós se orienta. (Salmo 144, 7)

R. In sæculum sæculi benedictum sit nomen tuum, Domine.

R. Bendito seja para sempre o vosso nome, Senhor, pois o instante encontra sua plenitude quando permanece voltado para aquele cuja presença não passa. (Salmo 144, 1b)

Reflexão:

A grandeza divina não se encerra na sucessão dos dias, pois permanece acima de toda medida temporal.
Cada instante pode tornar-se lugar de encontro quando a alma reconhece nele a presença daquele que permanece.
O louvor nasce quando o ser contempla sua origem e percebe que nada existe por si mesmo.
A interioridade acolhe o eterno não como algo distante, mas como presença que sustenta silenciosamente o presente.
Assim, o tempo deixa de ser apenas passagem e torna-se ocasião para o amadurecimento daquilo que possui destino permanente.
A memória das obras divinas conserva no coração uma orientação que nenhuma mudança exterior pode dissolver.
Quem contempla essa ordem aprende a permanecer sereno diante do que passa e atento ao que permanece.
E o instante, iluminado pela presença divina, torna-se caminho interior para a plenitude.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 127(128) - 26.08.2026


Psalmus CXXVII, 1-2.4-5

Responsorium

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

I

I. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

1. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos, pois sua existência encontra na reverência ao Eterno a direção que conduz à plenitude. (Salmo 127, 1)

II. Labores manuum tuarum quia manducabis: beatus es, et bene tibi erit. (Psalmus CXXVII, II)

2. Comerás o fruto do trabalho de tuas mãos; serás feliz e tudo te irá bem, porque o esforço realizado com retidão amadurece silenciosamente o teu ser. (Salmo 127, 2)

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

II

IV. Ecce sic benedicetur homo qui timet Dominum. (Psalmus CXXVII, IV)

4. Assim será abençoado o homem que teme o Senhor, porque sua existência, ordenada diante do Eterno, torna-se fecunda na profundidade de seu caminho. (Salmo 127, 4)

V. Benedicat tibi Dominus ex Sion, et videas bona Jerusalem omnibus diebus vitae tuae. (Psalmus CXXVII, V)

5. O Senhor te abençoe desde Sião, e contemples os bens de Jerusalém todos os dias de tua vida, reconhecendo no presente a presença daquilo que permanece. (Salmo 127, 5)

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

Reflexão

O temor do Senhor abre o ser à profundidade de sua origem.
O caminho exterior nasce de uma ordem interior amadurecida.
Cada trabalho realizado com retidão fecunda silenciosamente a existência.
O instante pode acolher uma realidade que ultrapassa sua duração.
A bênção penetra o presente e o orienta para aquilo que permanece.
A vida amadurece quando reconhece sua origem e sua finalidade.
Assim, o momento deixa de ser mera passagem e torna-se profundidade.
E o ser caminha para a plenitude diante daquele que permanece eternamente.

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