segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 127(128) - 26.08.2026


Psalmus CXXVII, 1-2.4-5

Responsorium

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

I

I. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

1. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos, pois sua existência encontra na reverência ao Eterno a direção que conduz à plenitude. (Salmo 127, 1)

II. Labores manuum tuarum quia manducabis: beatus es, et bene tibi erit. (Psalmus CXXVII, II)

2. Comerás o fruto do trabalho de tuas mãos; serás feliz e tudo te irá bem, porque o esforço realizado com retidão amadurece silenciosamente o teu ser. (Salmo 127, 2)

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

II

IV. Ecce sic benedicetur homo qui timet Dominum. (Psalmus CXXVII, IV)

4. Assim será abençoado o homem que teme o Senhor, porque sua existência, ordenada diante do Eterno, torna-se fecunda na profundidade de seu caminho. (Salmo 127, 4)

V. Benedicat tibi Dominus ex Sion, et videas bona Jerusalem omnibus diebus vitae tuae. (Psalmus CXXVII, V)

5. O Senhor te abençoe desde Sião, e contemples os bens de Jerusalém todos os dias de tua vida, reconhecendo no presente a presença daquilo que permanece. (Salmo 127, 5)

R. Beati omnes qui timent Dominum, qui ambulant in viis ejus. (Psalmus CXXVII, I)

R. Feliz todo aquele que teme o Senhor e caminha em seus caminhos. (Salmo 127, 1)

Reflexão

O temor do Senhor abre o ser à profundidade de sua origem.
O caminho exterior nasce de uma ordem interior amadurecida.
Cada trabalho realizado com retidão fecunda silenciosamente a existência.
O instante pode acolher uma realidade que ultrapassa sua duração.
A bênção penetra o presente e o orienta para aquilo que permanece.
A vida amadurece quando reconhece sua origem e sua finalidade.
Assim, o momento deixa de ser mera passagem e torna-se profundidade.
E o ser caminha para a plenitude diante daquele que permanece eternamente.

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domingo, 23 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 95(96) - 25.08.2026

Terça-feira, 25 de Agosto de 2026
21ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus XCV, X-XIII

Responsorium

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

I

Dicite in gentibus, quia Dominus regnavit. Etenim correxit orbem terræ, qui non commovebitur; judicabit populos in æquitate. (Psalmus XCV, X)

10. Dizei entre as nações que o Senhor reina. Ele firmou o mundo, para que não seja abalado, e julgará os povos com retidão. Quando a consciência se orienta para aquilo que permanece, encontra em Deus o fundamento de sua ordem interior e a medida de sua existência. (Salmo 95,10)

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

II

Lætentur cæli, et exsultet terra; commoveatur mare et plenitudo ejus. (Psalmus XCV, XI)

11. Alegrem-se os céus e exulte a terra; ressoe o mar e tudo quanto o preenche. A criação inteira se abre à presença daquele que permanece, e cada realidade encontra sua origem e seu sentido naquilo que não está submetido à passagem dos instantes. (Salmo 95,11)

Gaudebunt campi, et omnia quæ in eis sunt. Tunc exsultabunt omnia ligna silvarum. (Psalmus XCV, XII)

12. Alegrem-se os campos e tudo quanto neles existe; então exultarão todas as árvores das florestas. A criação manifesta, em sua própria existência, uma realidade que a precede e a sustenta, como se cada forma despertasse para a profundidade de sua origem. (Salmo 95,12)

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

III

A facie Domini, quia venit, quoniam venit judicare terram. Judicabit orbem terræ in æquitate, et populos in veritate sua. (Psalmus XCV, XIII)

13. Diante da presença do Senhor, porque Ele vem, porque vem julgar a terra. Julgará o mundo com retidão e os povos segundo a sua verdade. Sua presença revela a medida profunda de todas as coisas e conduz cada existência ao encontro com a verdade que permanece. (Salmo 95,13)

R. Dominus regnavit, exsultet terra. (Psalmus XCV, X)
R. O Senhor reina, exulte a terra. (Salmo 95,10)

Reflexão

O Senhor reina além da sucessão exterior dos acontecimentos.
Sua presença sustenta aquilo que permanece quando todas as formas passam.
O instante pode tornar-se abertura para uma realidade que transcende sua duração.
A consciência encontra sua ordem quando reconhece a origem de todo ser.
A criação inteira manifesta silenciosamente uma presença que a sustenta.
A vinda do Senhor revela o sentido oculto da existência.
A verdade ilumina o interior e orienta cada escolha para sua plenitude.
Diante do Eterno, o presente adquire profundidade e torna-se lugar de encontro.

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sábado, 22 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 144(145) - 24.08.2026

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026
São Bartolomeu, Apóstolo, Festa, Ano A
21ª Semana do Tempo Comum


Psalmus CXLIV, X-XIII. XVII-XVIII

Responsorium

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

I

X. Confiteantur tibi, Domine, omnia opera tua, et sancti tui benedicant tibi. (Psalmus CXLIV, X)

10. Que todas as tuas obras te glorifiquem, Senhor, e que os teus santos te bendigam, reconhecendo na criação a manifestação ordenada da tua presença. (Salmo 144,10)

XI. Gloriam regni tui dicent, et potentiam tuam loquentur. (Psalmus CXLIV, XI)

11. Proclamarão a glória do teu Reino e anunciarão o teu poder, contemplando na realidade criada o sinal de uma soberania que permanece acima de toda sucessão temporal. (Salmo 144,11)

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

II

XII. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

12. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino, permitindo que a inteligência humana reconheça, através das coisas visíveis, a realidade que as sustenta e lhes confere sentido. (Salmo 144,12)

XIII. Regnum tuum regnum omnium sæculorum, et dominatio tua in omni generatione et generationem. Fidelis Dominus in omnibus verbis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XIII)

13. O teu Reino é Reino de todos os séculos, e o teu domínio permanece de geração em geração. O Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras. Sua presença permanece além da passagem dos séculos, sustentando no ser aquilo que procede de sua vontade. (Salmo 144,13)

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

III

XVII. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XVII)

17. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. Em sua ordem perfeita, cada realidade encontra sua origem, seu movimento e sua finalidade naquele que permanece acima de toda mudança. (Salmo 144,17)

XVIII. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, XVIII)

18. O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. Sua proximidade alcança o íntimo do ser, onde a criatura pode reconhecer a presença daquele que sustenta sua existência. (Salmo 144,18)

R. Ut notam faciant filiis hominum potentiam tuam, et gloriam magnificentiæ regni tui. (Psalmus CXLIV, XII)

R. Para que manifestem aos filhos dos homens o teu poder e a glória da majestade do teu Reino. (Salmo 144,12)

Reflexão

A criação permanece voltada para sua origem eterna.
Cada instante recebe sentido daquele que não passa.
O Reino divino sustenta aquilo que nasce e desaparece.
A existência encontra sua unidade quando contempla sua origem.
A presença divina alcança o ser em sua profundidade.
O tempo revela uma realidade maior que sua própria passagem.
A verdade interior reconhece aquilo que permanece acima da mudança.
No Senhor, toda existência encontra sua origem e sua consumação.

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Salmo responsorial Sl 137(138) - 23.08.2026

Domingo, 23 de Agosto de 2026
21º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Festa de Santa Rosa de Lima, virgem, Padroeira da América Latina


Psalmus CXXXVII, 1-2a. 2bc-3. 6. 8

Responsorium CXXXVII

I.

Ipsi David. Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, quoniam audisti verba oris mei. In conspectu angelorum psallam tibi. (Psalmus CXXXVII, 1)

1
De todo o coração vos darei graças, Senhor, porque escutastes as palavras que brotaram de minha boca. Diante dos vossos anjos vos louvarei, elevando minha existência à presença daquele que a sustenta desde sua origem. (Salmo 137, 1)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)

II.

Adorabo ad templum sanctum tuum, et confitebor nomini tuo: super misericordia tua et veritate tua; quoniam magnificasti super omne, nomen sanctum tuum. (Psalmus CXXXVII, 2)

2
Diante do vosso templo santo vos adorarei e darei graças ao vosso nome, por causa de vossa misericórdia e de vossa verdade, porque elevastes o vosso santo nome acima de toda realidade. (Salmo 137, 2)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)

III.

In quacumque die invocavero te, exaudi me; multiplicabis in anima mea virtutem. (Psalmus CXXXVII, 3)

3
Em qualquer dia em que eu vos invocar, escutai-me, Senhor; multiplicareis em minha alma a força interior, fazendo crescer em mim aquilo que conduz minha existência à sua plenitude. (Salmo 137, 3)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)*

IV.

Quoniam excelsus Dominus, et humilia respicit, et alta a longe cognoscit. (Psalmus CXXXVII, 6)

6
Porque o Senhor é excelso e contempla o que é humilde, enquanto conhece de longe aquilo que se eleva. Diante dele, a verdadeira grandeza nasce da profundidade interior e não da aparência exterior. (Salmo 137, 6)

R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)

R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)

Reflexão

O coração que reconhece sua origem encontra profundidade no próprio instante.
A presença divina transforma o momento passageiro em abertura para o eterno.
A alma amadurece quando percebe que sua existência recebe de Deus sua sustentação.
O silêncio interior permite que a verdade recebida alcance sua plena fecundidade.
A humildade abre espaço para uma realidade maior que o próprio ser.
Cada instante pode tornar-se encontro entre aquilo que passa e aquilo que permanece.
A existência encontra sua direção quando reconhece a presença que a acompanha desde sua origem.
E o que Deus começa no interior conduz silenciosamente o ser à sua plenitude.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 112(113) - 22.08.2026

Sábado, 22 de Agosto de 2026
Bem-aventurada Virgem Maria Rainha, Memória
20ª Semana do Tempo Comum


Psalmus CXII, I-II.III-IV.V-VI.VII-VIII

Psalmus responsorius

R. Sit nomen Domini benedictum ex hoc nunc et usque in sæculum. (Psalmus CXII, II)

R. Bendito seja o nome do Senhor, desde agora e por toda a eternidade. (Salmo 112, 2)

I. Alleluja. Laudate, pueri, Dominum; laudate nomen Domini. (Psalmus CXII, I)

1. Aleluia. Louvai o Senhor, vós que pertenceis a Ele; louvai o nome do Senhor. Que a consciência se eleve de sua condição passageira e reconheça, na origem eterna, o fundamento de todo ser. (Salmo 112, 1)

II. Sit nomen Domini benedictum ex hoc nunc et usque in sæculum. (Psalmus CXII, II)

2. Bendito seja o nome do Senhor, desde agora e por toda a eternidade. O instante recebe sua verdadeira profundidade quando se abre àquilo que permanece além de toda sucessão e encontra no eterno sua realização. (Salmo 112, 2)

R. Sit nomen Domini benedictum ex hoc nunc et usque in sæculum. (Psalmus CXII, II)

R. Bendito seja o nome do Senhor, desde agora e por toda a eternidade. (Salmo 112, 2)

III. A solis ortu usque ad occasum laudabile nomen Domini. (Psalmus CXII, III)

3. Desde o nascimento do sol até o seu ocaso, seja louvável o nome do Senhor. Toda a sucessão dos instantes encontra sua unidade naquele que permanece, pois sua presença não está limitada ao movimento do tempo. (Salmo 112, 3)

IV. Excelsus super omnes gentes Dominus, et super cælos gloria ejus. (Psalmus CXII, IV)

4. Excelso sobre todas as nações está o Senhor, e acima dos céus resplandece a sua glória. Sua transcendência ultrapassa toda realidade criada, enquanto sua presença sustenta silenciosamente a ordem do ser. (Salmo 112, 4)

R. Sit nomen Domini benedictum ex hoc nunc et usque in sæculum. (Psalmus CXII, II)

R. Bendito seja o nome do Senhor, desde agora e por toda a eternidade. (Salmo 112, 2)

V. Quis sicut Dominus Deus noster, qui in altis habitat, (Psalmus CXII, V)

5. Quem é semelhante ao Senhor, nosso Deus, que habita nas alturas? Ele permanece na plenitude de seu ser, acima de toda determinação criada, e sua realidade é a origem de toda possibilidade de existência. (Salmo 112, 5)

VI. Et humilia respicit in cælo et in terra? (Psalmus CXII, VI)

6. E que contempla o que há de humilde nos céus e na terra? Aquele que transcende todas as coisas não permanece distante delas, mas as alcança com sua presença e conduz cada realidade àquilo que lhe corresponde. (Salmo 112, 6)

R. Sit nomen Domini benedictum ex hoc nunc et usque in sæculum. (Psalmus CXII, II)

R. Bendito seja o nome do Senhor, desde agora e por toda a eternidade. (Salmo 112, 2)

VII. Suscitans a terra inopem, et de stercore erigens pauperem. (Psalmus CXII, VII)

7. Ele levanta da terra aquele que está abatido e ergue do pó aquele que permanece na condição mais humilde. O ser que parecia encerrado em sua limitação pode ser elevado quando alcançado pela ação daquele que conduz a criatura à sua verdadeira dignidade. (Salmo 112, 7)

VIII. Ut collocet eum cum principibus, cum principibus populi sui. (Psalmus CXII, VIII)

8. Para fazê-lo sentar-se entre os príncipes, entre os príncipes de seu povo. A elevação revela que a realidade humana não está determinada por sua condição presente, pois a origem divina pode conduzi-la a uma forma mais elevada de realização. (Salmo 112, 8)

R. Sit nomen Domini benedictum ex hoc nunc et usque in sæculum. (Psalmus CXII, II)

R. Bendito seja o nome do Senhor, desde agora e por toda a eternidade. (Salmo 112, 2)

Reflexão

O nome do Senhor permanece quando todas as coisas submetidas à sucessão passam.
A existência encontra sua unidade quando reconhece sua origem eterna.
Cada instante pode tornar-se abertura para uma realidade que o transcende.
A luz que percorre o tempo revela uma presença que permanece além dele.
O ser não alcança sua plenitude encerrando-se em sua condição presente.
A elevação interior começa quando a criatura reconhece aquilo que a sustenta.
O instante adquire profundidade quando sua direção se ordena ao eterno.
E a existência encontra seu verdadeiro sentido quando repousa em Deus.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 106(107) - 21.08.2026

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026
São Pio X, papa, Memória
20ª Semana do Tempo Comum


Psalmus CVI, II-IX

R. Confitemini Domino, quoniam bonus, quoniam in sæculum misericordia ejus. (Psalmus CVI, I)

R. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia. (Salmo 106, 1)

I.

II. Dicant qui redempti sunt a Domino, quos redemit de manu inimici, et de regionibus congregavit eos. (Psalmus CVI, II)

2. Digam aqueles que foram resgatados pelo Senhor, aqueles que ele redimiu da mão do inimigo e reuniu de todas as regiões. O ser, quando reencontra sua origem, percebe que sua existência não está dispersa no acaso, mas é continuamente reconduzida à unidade por aquele que a sustenta. (Salmo 106, 2)

III. A solis ortu, et occasu, ab aquilone, et mari. (Psalmus CVI, III)

3. Ele os reuniu desde o nascer e o pôr do sol, desde o norte e desde o mar. Toda dispersão encontra seu princípio de reunião, e aquilo que estava afastado retorna à unidade diante da presença que transcende a sucessão dos lugares e dos instantes. (Salmo 106, 3)

R. Confitemini Domino, quoniam bonus, quoniam in sæculum misericordia ejus. (Psalmus CVI, I)

R. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia. (Salmo 106, 1)

II.

IV. Erraverunt in solitudine, in inaquoso; viam civitatis habitaculi non invenerunt. (Psalmus CVI, IV)

4. Erravam pelo deserto, em terra sem água, sem encontrar o caminho da cidade onde pudessem habitar. Quando o ser se afasta de sua origem, experimenta a aridez da dispersão; mas mesmo no deserto permanece aberta a possibilidade de reencontrar a direção que conduz à morada da plenitude. (Salmo 106, 4)

V. Esurientes et sitientes, anima eorum in ipsis defecit. (Psalmus CVI, V)

5. Famintos e sedentos, sua alma desfalecia dentro deles. A fome mais profunda não pertence somente ao corpo, mas revela a insuficiência de uma existência que procura fora de si aquilo que somente uma realidade superior pode preencher. (Salmo 106, 5)

VI. Et clamaverunt ad Dominum cum tribularentur, et de necessitatibus eorum eripuit eos. (Psalmus CVI, VI)

6. Então clamaram ao Senhor em sua tribulação, e ele os livrou de suas necessidades. Quando a interioridade reconhece seus próprios limites e se abre àquele que a transcende, a existência encontra uma direção nova e recebe a possibilidade de sair da dispersão. (Salmo 106, 6)

VII. Et deduxit eos in viam rectam, ut irent in civitatem habitationis. (Psalmus CVI, VII)

7. Ele os conduziu pelo caminho reto, para que chegassem à cidade onde haveriam de habitar. O caminho verdadeiro não é apenas deslocamento exterior, mas ordenação interior do ser, que progressivamente reencontra sua finalidade e se aproxima da morada para a qual foi destinado. (Salmo 106, 7)

R. Confitemini Domino, quoniam bonus, quoniam in sæculum misericordia ejus. (Psalmus CVI, I)

R. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia. (Salmo 106, 1)

III.

VIII. Confiteantur Domino misericordiæ ejus, et mirabilia ejus filiis hominum. (Psalmus CVI, VIII)

8. Deem graças ao Senhor por sua misericórdia e por suas maravilhas em favor dos filhos dos homens. A gratidão nasce quando a consciência percebe que a existência é sustentada por uma presença que age silenciosamente e conduz o ser para além daquilo que ele poderia realizar apenas por suas próprias forças. (Salmo 106, 8)

IX. Quia satiavit animam inanem, et animam esurientem satiavit bonis. (Psalmus CVI, IX)

9. Porque saciou a alma vazia e encheu de bens a alma faminta. A plenitude não consiste em acumular exteriormente, mas em permitir que a interioridade seja preenchida por aquilo que corresponde à sua verdadeira origem e conduz o ser à realização de sua finalidade. (Salmo 106, 9)

R. Confitemini Domino, quoniam bonus, quoniam in sæculum misericordia ejus. (Psalmus CVI, I)

R. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia. (Salmo 106, 1)

Reflexão

O ser humano muitas vezes atravessa desertos interiores sem reconhecer a direção que permanece inscrita em sua origem.
A aridez não precisa constituir o fim da existência, pois pode tornar-se ocasião de reencontro com aquilo que verdadeiramente a sustenta.
Quando a alma reconhece sua insuficiência, abre-se à presença que ultrapassa todos os limites do instante.
O caminho reto nasce quando a interioridade recupera sua ordem e orienta conscientemente suas potências para um fim superior.
Cada instante pode tornar-se lugar de passagem entre aquilo que o ser recebeu e aquilo que ainda pode realizar.
A misericórdia divina não abandona o ser à dispersão, mas o reconduz silenciosamente à unidade de sua origem.
A alma que se deixa conduzir descobre que sua plenitude não está na posse, mas na conformidade com sua finalidade mais profunda.
E, quando a existência reencontra sua direção, o instante torna-se presença e a caminhada transforma-se em aproximação da plenitude.

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 50(51) - 20.08.2026


Psalmus responsorius

Psalmus L (LI), XII-XIII, XIV-XV, XVIII-XIX

I

XII
Cor mundum crea in me, Deus, et spiritum rectum innova in visceribus meis. (Psalmus L, XII)

12. Criai em mim, ó Deus, um coração purificado e renovai em meu íntimo um espírito reto, para que meu ser reencontre sua unidade e se oriente para sua plenitude. (Salmo 50,12)

XIII
Ne proicias me a facie tua, et spiritum sanctum tuum ne auferas a me. (Psalmus L, XIII)

13. Não me afasteis de vossa presença, nem retireis de mim o vosso Espírito Santo, para que meu interior permaneça aberto à vossa presença e à realização que procede de vós. (Salmo 50,13)

R. Aspergam vos aqua munda, et mundabimini ab omnibus inquinamentis vestris. (Ezechiel XXXVI, XXV)

R. Derramarei sobre vós água pura, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, para que a existência seja renovada desde sua profundidade. (Ezequiel 36,25)

II

XIV
Redde mihi laetitiam salutaris tui, et spiritu principali confirma me. (Psalmus L, XIV)

14. Restituí-me a alegria da vossa salvação e fortalecei-me com um espírito firme, para que minha existência permaneça orientada pela realidade superior que a conduz. (Salmo 50,14)

XV
Docebo iniquos vias tuas, et impii ad te convertentur. (Psalmus L, XV)

15. Ensinarei aos que se desviaram os vossos caminhos, e aqueles que se afastaram retornarão a vós, quando a verdade reencontrar lugar no centro de sua existência. (Salmo 50,15)

R. Aspergam vos aqua munda, et mundabimini ab omnibus inquinamentis vestris. (Ezechiel XXXVI, XXV)

R. Derramarei sobre vós água pura, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, para que o ser retorne à pureza de sua origem. (Ezequiel 36,25)

III

XVIII
Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique; holocaustis non delectaberis. (Psalmus L, XVIII)

18. Se quisésseis um sacrifício exterior, eu o ofereceria; mas não vos comprazeis somente em oferendas que permanecem fora do coração, porque buscais uma entrega que alcance o íntimo do ser. (Salmo 50,18)

XIX
Sacrificium Deo spiritus contribulatus; cor contritum et humiliatum, Deus, non despicies. (Psalmus L, XIX)

19. O verdadeiro sacrifício oferecido a Deus é um espírito rendido diante da verdade; um coração contrito e humilde não desprezareis, pois nele a existência se abre à transformação e à plenitude. (Salmo 50,19)

R. Aspergam vos aqua munda, et mundabimini ab omnibus inquinamentis vestris. (Ezechiel XXXVI, XXV)

R. Derramarei sobre vós água pura, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, para que o interior renovado se torne morada de uma existência reconciliada com sua origem. (Ezequiel 36,25)

Reflexão

O coração renovado torna-se espaço interior para uma realidade que ultrapassa o instante imediato.
A purificação revela que o ser pode retornar à profundidade de sua origem.
A presença divina transforma o presente em abertura para uma realização mais elevada.
O espírito reto ordena interiormente a existência segundo sua finalidade superior.
A verdadeira oferta não permanece exterior, mas nasce do centro renovado da pessoa.
O coração contrito reconhece que sua plenitude não está em si mesmo.
Cada instante pode acolher uma realidade que já aponta para sua consumação.
Quando a interioridade se abre à presença divina, a existência começa a participar da plenitude eterna.

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