Psalmus CXXXVI, I-II. III. IV-V. VI
I
R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)
R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)
Super flumina Babylonis illic sedimus et flevimus, cum recordaremur Sion. (Psalmus CXXXVI, I)
1. Junto aos rios da Babilônia, sentamo-nos e choramos ao recordar Sião. A alma reconhece que nenhuma realidade passageira pode substituir a plenitude que procede da origem eterna. (Salmo 136,1)
In salicibus in medio ejus suspendimus organa nostra. (Psalmus CXXXVI, II)
2. Nos salgueiros que havia em seu meio penduramos nossas harpas. Os cantos cessam quando o coração se distancia da contemplação da verdadeira morada do espírito. (Salmo 136,2)
R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)
R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)
II
Quia illic interrogaverunt nos qui captivos duxerunt nos verba cantionum; et qui abduxerunt nos Hymnum. Cantate nobis de canticis Sion. (Psalmus CXXXVI, III)
3. Aqueles que nos levaram ao exílio pediram-nos cânticos de Sião. O mundo frequentemente solicita manifestações exteriores da alegria sem compreender a profundidade da fonte da qual ela nasce. (Salmo 136,3)
R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)
R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)
III
Quomodo cantabimus canticum Domini in terra aliena. (Psalmus CXXXVI, IV)
4. Como poderíamos cantar o cântico do Senhor em terra estrangeira. A alma compreende que sua verdadeira harmonia nasce da união com aquilo que transcende as mudanças e as limitações do mundo visível. (Salmo 136,4)
Si oblitus fuero tui Jerusalem oblivioni detur dextera mea. (Psalmus CXXXVI, V)
5. Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, seja entregue ao esquecimento a minha própria mão direita. O ser humano perde sua orientação quando deixa de contemplar a realidade superior para a qual foi chamado. (Salmo 136,5)
R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)
R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)
IV
Adhæreat lingua mea faucibus meis, si non meminero tui; si non proposuero Jerusalem in principio lætitiæ meæ. (Psalmus CXXXVI, VI)
6. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu não me recordar de ti; se eu não colocar Jerusalém acima de toda alegria. A plenitude da existência floresce quando a consciência mantém diante de si o chamado da realidade eterna. (Salmo 136,6)
R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)
R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)
Reflexão
O exílio exterior revela muitas vezes uma busca que acontece nas profundezas da alma.
A saudade de Sião recorda que existe uma pátria que não se limita aos horizontes visíveis.
Toda dispersão contém um convite silencioso ao reencontro com o centro do ser.
A memória das realidades superiores preserva o coração das ilusões passageiras.
Aquilo que é eterno permanece presente mesmo quando os olhos contemplam apenas a distância.
A verdadeira alegria nasce da permanência da alma junto à sua origem mais elevada.
Nenhuma travessia é inútil quando conduz a uma compreensão mais profunda da verdade.
A recordação constante da presença divina transforma o caminho humano em peregrinação de retorno à plenitude.
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