Psalmus Responsorius CXLVII, XII et XIII, XIV et XV, XIX et XX
I
R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião, pois a alma que se eleva em contemplação reconhece a fonte eterna da paz e da fidelidade divina. (Salmo 147,12a)
R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)
II
XII
Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XII)
12. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião, porque a alma recolhida diante do Altíssimo descobre a presença que sustenta interiormente sua paz. (Salmo 147,12)
XIII
Quoniam confortavit seras portarum tuarum; benedixit filios tuos in te. (Psalmus CXLVII, XIII)
13. Porque Ele fortaleceu as travas de tuas portas e abençoou os teus filhos em ti, guardando, no íntimo do ser, aquilo que o tempo não consegue dispersar. (Salmo 147,13)
R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)
III
XIV
Qui posuit fines tuos pacem; et adipe frumenti satiat te. (Psalmus CXLVII, XIV)
14. Aquele que estabeleceu teus limites na paz também te alimenta com o vigor do trigo, para que a alma não se perca nas agitações do transitório, mas permaneça firme na plenitude do dom divino. (Salmo 147,14)
XV
Qui emittit eloquium suum terrae; velociter currit sermo eius. (Psalmus CXLVII, XV)
15. Ele envia sua palavra à terra, e sua voz corre velozmente, despertando no coração humano a memória da origem santa e a direção do eterno. (Salmo 147,15)
R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)
IV
XIX
Qui annuntiat verbum suum Iacob; iustitias et iudicia sua Israhel. (Psalmus CXLVII, XIX)
19. Ele anuncia sua palavra a Jacó e manifesta a Israel seus juízos e suas justiças, para que o espírito aprenda a caminhar na retidão que procede da Luz eterna. (Salmo 147,19)
XX
Non fecit taliter omni nationi; et iudicia sua non manifestavit eis. (Psalmus CXLVII, XX)
20. Não agiu assim com todas as nações, nem lhes revelou seus desígnios, pois há um mistério reservado àqueles que se abrem com reverência ao sopro do Altíssimo. (Salmo 147,20)
R. Lauda Ierusalem Dominum; lauda Deum tuum Sion. (Psalmus CXLVII, XIIa)
R. Louva, Jerusalém, o Senhor; louva o teu Deus, Sião. (Salmo 147,12a)
Reflexão
A Jerusalém do salmo não é apenas uma cidade exterior, mas a imagem da alma reunida no centro da presença divina.
Quando Deus fortalece as portas, Ele também ordena os pensamentos dispersos e recolhe o coração em silêncio.
A paz anunciada pelo Senhor não depende do movimento das horas, porque nasce de uma realidade mais alta e mais firme.
A palavra que corre velozmente pela terra toca o íntimo do homem e desperta nele a memória da sua origem sagrada.
O alimento do Altíssimo não é apenas sustento visível, mas graça que amadurece o espírito na fidelidade.
Quem escuta os juízos do Senhor aprende que a verdade não envelhece e não se corrompe com as sombras passageiras.
Há um saber reservado ao coração que se deixa conduzir pela luz, sem violência e sem ruído interior.
Assim, a alma encontra sua estabilidade quando vive voltada para Aquele que permanece acima de toda mudança.
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