quinta-feira, 25 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 73(74) - 27.06.2026

Sábado, 27 de Junho de 2026
12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus LXXIII (LXXIV), I-IV. V-VII. XX-XXI (R. XIXb)

R. Pauper et inops laudabunt nomen tuum. (Psalmus LXXIII, XIXb)
R. O pobre e o necessitado louvarão o teu nome, reconhecendo que toda existência encontra sustento naquilo que não se corrompe nem se perde no fluxo do tempo visível. (Salmo 73,19b)

I

Ut quid Deus repulisti in finem, iratus est furor tuus super oves pascuae tuae. (Psalmus LXXIII, I)
1 Por que, ó Deus, parece o abandono aos olhos da criatura, quando na verdade toda história permanece sob um desígnio que ultrapassa a compreensão imediata e sustenta o que parece perdido? (Salmo 73,1)

II

Memor esto congregationis tuae, quam possedisti ab initio. (Psalmus LXXIII, II)
2 Recorda-te, ó alma, que nada foi esquecido na origem, pois tudo permanece inscrito na memória eterna que conserva cada ser na sua profundidade invisível. (Salmo 73,2)

R. Pauper et inops laudabunt nomen tuum. (Psalmus LXXIII, XIXb)
R. O pobre e o necessitado louvarão o teu nome, pois mesmo na aparente ausência, a presença que sustenta todas as coisas permanece fiel e silenciosa. (Salmo 73,19b)

III

Leva manus tuas in superbias eorum in finem; quanta malignatus est inimicus in sancto! (Psalmus LXXIII, III)
3 Eleva o olhar interior diante daquilo que se exalta contra a ordem verdadeira, pois nenhuma realidade permanece fora do alcance da justiça que sustenta o ser em sua profundidade. (Salmo 73,3)

IV

Et gloriati sunt qui oderunt te in medio solemnitatis tuae; posuerunt signa sua signa. (Psalmus LXXIII, IV)
4 Aqueles que se afastam da verdade aparentam domínio, mas tudo o que é transitório não possui consistência diante da realidade que permanece além das aparências. (Salmo 73,4)

R. Pauper et inops laudabunt nomen tuum. (Psalmus LXXIII, XIXb)
R. O pobre e o necessitado louvarão o teu nome, pois mesmo na escuridão aparente, a luz interior continua a sustentar silenciosamente toda existência. (Salmo 73,19b)

V

Exsurge Deus, judica causam tuam; memor esto improperiorum tuorum, quae ab insipiente sunt tota die. (Psalmus LXXIII, V)
5 Levanta-te, ó alma, para compreender que a justiça verdadeira não se perde no tempo, mas permanece viva como ordem profunda que sustenta toda realidade. (Salmo 73,5)

VI

Ne obliviscaris voces inimicorum tuorum; superbia eorum qui te oderunt ascendit semper. (Psalmus LXXIII, VI)
6 Nada se perde na memória da realidade última, pois até aquilo que parece oposto encontra-se contido sob um horizonte maior que integra todas as coisas. (Salmo 73,6)

VII

A finibus sanctuarii tui, quasi in silva lignorum, securibus exciderunt ianuas eius in idipsum. (Psalmus LXXIII, VII)
7 Mesmo quando a ordem visível parece ferida, permanece uma profundidade inviolável onde tudo encontra sua raiz e seu princípio mais elevado. (Salmo 73,7)

R. Pauper et inops laudabunt nomen tuum. (Psalmus LXXIII, XIXb)
R. O pobre e o necessitado louvarão o teu nome, pois aquilo que é simples e despojado reconhece mais facilmente a presença que sustenta todas as coisas. (Salmo 73,19b)

XX

Respice in testamentum tuum; quia repleti sunt qui obscurati sunt terrae domorum iniquitatum. (Psalmus LXXIII, XX)
20 Olha para a aliança que sustenta a história, pois mesmo aquilo que parece obscurecido permanece dentro de uma ordem mais profunda que não se dissolve no tempo. (Salmo 73,20)

XXI

Ne avertatur humilis confusus; pauper et inops laudabunt nomen tuum. (Psalmus LXXIII, XXI)
21 Que o coração humilde não se perca na confusão das aparências, pois na essência mais profunda da existência permanece um louvor silencioso que sustenta tudo. (Salmo 73,21)

R. Pauper et inops laudabunt nomen tuum. (Psalmus LXXIII, XIXb)
R. O pobre e o necessitado louvarão o teu nome, pois na simplicidade interior a alma reconhece aquilo que permanece além de todas as mudanças do mundo. (Salmo 73,19b)

Reflexão

A realidade visível não esgota o mistério do ser.
Tudo o que parece fragmento permanece unido em uma ordem mais profunda.
A alma amadurece quando aprende a contemplar além das aparências imediatas.
Nada se perde na memória do princípio que sustenta todas as coisas.
A verdade não se impõe pelo ruído, mas pela permanência silenciosa.
O coração encontra estabilidade quando se ancora no que não se dissolve.
A história humana é atravessada por uma presença que não se interrompe.
E toda existência encontra repouso quando reconhece essa origem que permanece.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 136(137) - 26.06.2026

Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus CXXXVI, I-II. III. IV-V. VI

I

R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)

R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)

Super flumina Babylonis illic sedimus et flevimus, cum recordaremur Sion. (Psalmus CXXXVI, I)

1. Junto aos rios da Babilônia, sentamo-nos e choramos ao recordar Sião. A alma reconhece que nenhuma realidade passageira pode substituir a plenitude que procede da origem eterna. (Salmo 136,1)

In salicibus in medio ejus suspendimus organa nostra. (Psalmus CXXXVI, II)

2. Nos salgueiros que havia em seu meio penduramos nossas harpas. Os cantos cessam quando o coração se distancia da contemplação da verdadeira morada do espírito. (Salmo 136,2)

R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)

R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)

II

Quia illic interrogaverunt nos qui captivos duxerunt nos verba cantionum; et qui abduxerunt nos Hymnum. Cantate nobis de canticis Sion. (Psalmus CXXXVI, III)

3. Aqueles que nos levaram ao exílio pediram-nos cânticos de Sião. O mundo frequentemente solicita manifestações exteriores da alegria sem compreender a profundidade da fonte da qual ela nasce. (Salmo 136,3)

R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)

R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)

III

Quomodo cantabimus canticum Domini in terra aliena. (Psalmus CXXXVI, IV)

4. Como poderíamos cantar o cântico do Senhor em terra estrangeira. A alma compreende que sua verdadeira harmonia nasce da união com aquilo que transcende as mudanças e as limitações do mundo visível. (Salmo 136,4)

Si oblitus fuero tui Jerusalem oblivioni detur dextera mea. (Psalmus CXXXVI, V)

5. Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, seja entregue ao esquecimento a minha própria mão direita. O ser humano perde sua orientação quando deixa de contemplar a realidade superior para a qual foi chamado. (Salmo 136,5)

R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)

R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)

IV

Adhæreat lingua mea faucibus meis, si non meminero tui; si non proposuero Jerusalem in principio lætitiæ meæ. (Psalmus CXXXVI, VI)

6. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu não me recordar de ti; se eu não colocar Jerusalém acima de toda alegria. A plenitude da existência floresce quando a consciência mantém diante de si o chamado da realidade eterna. (Salmo 136,6)

R. Adhæreat linguæ meæ faucibus meis, si non meminero tui. (Psalmus CXXXVI, VI)

R. Que minha língua se una ao céu da boca, se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém interior, imagem da comunhão permanente com a presença divina. (Salmo 136,6)

Reflexão

O exílio exterior revela muitas vezes uma busca que acontece nas profundezas da alma.

A saudade de Sião recorda que existe uma pátria que não se limita aos horizontes visíveis.

Toda dispersão contém um convite silencioso ao reencontro com o centro do ser.

A memória das realidades superiores preserva o coração das ilusões passageiras.

Aquilo que é eterno permanece presente mesmo quando os olhos contemplam apenas a distância.

A verdadeira alegria nasce da permanência da alma junto à sua origem mais elevada.

Nenhuma travessia é inútil quando conduz a uma compreensão mais profunda da verdade.

A recordação constante da presença divina transforma o caminho humano em peregrinação de retorno à plenitude.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 78(79) - 25.06.2026

Quinta-feira, 25 de Junho de 2026

12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius, LXXVIII (LXXIX), I–II, III–V, VIII, IX

I–II

Deus, venerunt gentes in hereditatem tuam; polluerunt templum sanctum tuum; posuerunt Jerusalem in pomorum custodiam. (Psalmus LXXIX, I–II)
Ó Deus, as nações invadiram a vossa herança; profanaram o vosso santo templo e reduziram Jerusalém a um lugar de desolação e vigilância do que restou. (Salmo 79,1–2)

Posuerunt morticina servorum tuorum escas volatilibus caeli; carnes sanctorum tuorum bestiis terrae. (Psalmus LXXIX, I–II)
Entregaram os corpos dos vossos servos às aves do céu e a carne dos vossos fiéis às feras da terra, como se a vida humana fosse reduzida à sua extrema fragilidade. (Salmo 79,1–2)

R. Adjuva nos, Deus salutaris noster, propter gloriam nominis tui; et libera nos, et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXIX, IX)
Ajudai-nos, ó Deus nosso Salvador, por amor da glória do vosso nome; libertai-nos e sede misericordioso para com as nossas faltas por causa do vosso nome. (Salmo 79,9)

III–V

Effuderunt sanguinem eorum tanquam aquam in circuitu Jerusalem, et non erat qui sepeliret. (Psalmus LXXIX, III–V)
Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não havia quem lhes desse sepultura, revelando a extrema vulnerabilidade da condição humana diante do tempo. (Salmo 79,3)

Facti sumus opprobrium vicinis nostris, subsannatio et illusio his qui in circuitu nostro sunt. (Psalmus LXXIX, III–V)
Tornamo-nos opróbrio entre os vizinhos, objeto de escárnio e desprezo para aqueles que nos cercam, como se a dignidade exterior fosse provada nas provações do tempo. (Salmo 79,4)

Usquequo, Domine, irasceris in finem? accendetur sicut ignis zelus tuus? (Psalmus LXXIX, III–V)
Até quando, Senhor, permanecerá o vosso olhar voltado para o limite da nossa fragilidade? Será o vosso zelo como fogo que purifica o que é transitório? (Salmo 79,5)

R. Adjuva nos, Deus salutaris noster, propter gloriam nominis tui; et libera nos, et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXIX, IX)
Ajudai-nos, ó Deus nosso Salvador, por amor da glória do vosso nome; libertai-nos e purificai-nos, pois nossa fragilidade clama pela vossa misericórdia. (Salmo 79,9)

VIII–IX

Ne memineris iniquitatum nostrarum antiquarum; cito anticipent nos misericordiae tuae, quia pauperes facti sumus nimis. (Psalmus LXXIX, VIII–IX)
Não vos recordeis das nossas antigas iniquidades; que a vossa misericórdia nos alcance depressa, pois nos tornamos pobres diante do mistério da existência. (Salmo 79,8)

R. Adjuva nos, Deus salutaris noster, propter gloriam nominis tui; et libera nos, et propitius esto peccatis nostris propter nomen tuum. (Psalmus LXXIX, IX)
Ajudai-nos, ó Deus nosso Salvador, por amor da glória do vosso nome; libertai-nos e restaurai-nos pela vossa misericórdia, pois tudo encontra sentido em vós. (Salmo 79,9)


Reflexão

A história humana revela sua fragilidade quando se afasta do seu centro invisível.
O sofrimento não é apenas ruptura, mas também sinal de um chamado mais profundo.
Tudo o que se perde exteriormente pode revelar uma busca interior mais essencial.
A consciência amadurece quando reconhece que nada se sustenta por si mesmo.
O tempo manifesta sua profundidade quando conduz a alma ao que não passa.
A misericórdia se apresenta como ordem silenciosa que recolhe o que se dispersa.
A provação purifica aquilo que estava oculto no interior da existência.
E a estabilidade verdadeira nasce quando a vida retorna ao que a sustenta eternamente.

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 70(71) - 24.06.2026

Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

Natividade de São João Batista, Solenidade, Ano A
12ª Semana do Tempo Comum



Salmo responsoriale, LXX, LXXI, I-VII

Psalmus LXX, LXXI

Psalmus LXXI

I
In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum. (Psalmus LXXI, I)
Em Ti, Senhor, eu espero e confio, e não serei confundido eternamente, pois a alma repousa em uma confiança que antecede o tempo visível e permanece além de toda incerteza.

II
In justitia tua libera me, et eripe me; inclina ad me aurem tuam, et salva me. (Psalmus LXXI, II)
Na Tua justiça, liberta-me e resgata-me; inclina para mim o Teu ouvido e salva-me, pois a justiça divina sustenta a existência em uma ordem que transcende o instante.

III
Esto mihi in Deum protectorem, et in locum munitum, ut salvum me facias; quoniam firmamentum meum et refugium meum es tu. (Psalmus LXXI, III)
Sê para mim proteção divina e refúgio seguro, pois Tu és o fundamento e abrigo da alma, sustentando-a em uma realidade que não se dissolve com o passar dos acontecimentos.

IV
Deus meus, eripe me de manu peccatoris, et de manu contra legem agentis et iniqui. (Psalmus LXXI, IV)
Meu Deus, livra-me das forças que desordenam o interior e afastam a alma de sua origem luminosa, conduzindo-a novamente à integridade do ser.

V
Quoniam tu es patientia mea, Domine; Domine, spes mea a juventute mea. (Psalmus LXXI, V)
Pois Tu és minha paciência e minha esperança desde o princípio da minha existência, sustentando o caminho da alma através de todas as etapas de sua maturação interior.

VI
In te confirmatus sum ex utero; de ventre matris meae tu es protector meus; in te cantatio mea semper. (Psalmus LXXI, VI)
Desde antes do nascimento, estou sustentado em Ti; desde o ventre materno, Tu és meu guardião, e em Ti permanece o cântico constante da minha existência.

VII
Os meum annuntiabit justitiam tuam, tota die salutare tuum; Deus docuisti me a iuventute mea. (Psalmus LXXI, VII)
Minha boca anunciará a Tua justiça e a Tua salvação continuamente; desde a juventude, Tu me instruíste no caminho da verdade que conduz a alma à sua plenitude.

R. In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum. (Psalmus LXXI, R.)
R. Em Ti, Senhor, eu confio, e não serei confundido para sempre. (Salmo 71, R.)

Reflexão

A confiança verdadeira nasce no interior da alma antes de se expressar no mundo visível.
O ser humano encontra estabilidade quando reconhece uma ordem que sustenta todas as coisas.
Nada na existência é isolado, pois cada instante participa de uma harmonia mais profunda.
A proteção divina não remove o caminho, mas sustenta cada passo dentro dele.
A alma amadurece quando aprende a repousar no que é permanente e não no que é passageiro.
A justiça superior não se impõe como força, mas se revela como direção interior.
Cada vida contém um fio invisível que a conduz desde sua origem até sua plenitude.
Quem permanece atento descobre que o tempo interior revela o eterno em cada instante vivido.

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domingo, 21 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 47(48) - 23.06.2026

Terça-feira, 23 de Junho de 2026

12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 



Psalmus XLVII, II-IIIa, IIIb-IV, X-XI

R. Deus fundavit eam in aeternum. (Psalmus XLVII, IX)
R. Deus a fundou para sempre. (Salmo 47,9d)

I

Magnus Dominus, et laudabilis nimis in civitate Dei nostri, in monte sancto ejus. (Psalmus XLVII, II)

2. Grande é o Senhor e infinitamente digno de louvor na cidade do nosso Deus e em seu santo monte, onde a alma contempla a permanência daquilo que procede do Alto. (Salmo 47,2)

Fundatur exsultatione universæ terræ mons Sion; latera aquilonis, civitas Regis magni. (Psalmus XLVII, IIIa)

3a. O monte Sião ergue-se como alegria de toda a terra, manifestação da realeza divina que sustenta invisivelmente todas as coisas. (Salmo 47,3a)

R. Deus fundavit eam in aeternum. (Psalmus XLVII, IX)
R. Deus a fundou para sempre. (Salmo 47,9d)

II

Deus in domibus ejus cognoscetur, cum suscipiet eam. (Psalmus XLVII, IIIb-IV)

3b-4. Deus torna-se conhecido em suas moradas quando as acolhe em sua presença; então tudo encontra firmeza, ordem e significado diante de sua luz. (Salmo 47,3b-4)

R. Deus fundavit eam in aeternum. (Psalmus XLVII, IX)
R. Deus a fundou para sempre. (Salmo 47,9d)

III

Suscepimus, Deus, misericordiam tuam in medio templi tui. (Psalmus XLVII, X)

10. Recebemos, ó Deus, a tua misericórdia no centro do teu templo, onde o coração encontra repouso e aprende a contemplar aquilo que permanece além das mudanças do mundo. (Salmo 47,10)

R. Deus fundavit eam in aeternum. (Psalmus XLVII, IX)
R. Deus a fundou para sempre. (Salmo 47,9d)

IV

Secundum nomen tuum, Deus, sic et laus tua in fines terræ; justitia plena est dextera tua. (Psalmus XLVII, XI)

11. Assim como o teu nome alcança toda a criação, também o teu louvor se estende até os confins da terra; tua destra permanece plena de justiça, sabedoria e verdade. (Salmo 47,11)

R. Deus fundavit eam in aeternum. (Psalmus XLVII, IX)
R. Deus a fundou para sempre. (Salmo 47,9d)

Reflexão

A cidade de Deus é mais profunda do que qualquer realidade visível.

Ela se ergue onde o coração aprende a habitar na presença do Eterno.

As obras humanas surgem e desaparecem, mas aquilo que Deus estabelece permanece.

A misericórdia divina revela uma dimensão da existência que não se mede pelos acontecimentos passageiros.

A alma encontra estabilidade quando fixa seu olhar na verdade que não muda.

O louvor autêntico nasce do reconhecimento da soberania divina sobre todas as coisas.

A justiça do Senhor sustenta silenciosamente a ordem da criação.

Quem acolhe essa presença descobre uma paz que atravessa os séculos e permanece para sempre.

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sábado, 20 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 59(60) - 22.06.2026

Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 



Psalmus LIX

Responsorium

R. Salvum fac dextera tua, et exaudi me. (Psalmus LIX, VII)
Salva-me com a tua direita e escuta-me, para que a força divina reúna o que em mim se dispersou e faça novamente habitável o íntimo da alma. (Salmo 59, 7)

I

III. Deus, repulisti nos, et destruxisti nos, iratus es, et misertus es nobis. (Psalmus LIX, III)
3. Deus, permitiste que fôssemos abalados e provados; ainda assim, até no rigor da correção, tua misericórdia permanece escondida, conduzindo a alma ao retorno da verdade. (Salmo 59, 3)

IV. Commovisti terram, et conturbasti eam, sana contritiones ejus, quia commota est. (Psalmus LIX, IV)
4. Sacudiste a terra do nosso interior e perturbaste o que parecia firme; restaura, Senhor, as fissuras da alma, para que o coração, reconduzido à inteireza, volte a permanecer em ti. (Salmo 59, 4)

V. Ostendisti populo tuo dura, potasti nos vino compunctionis. (Psalmus LIX, V)
5. Mostraste ao teu povo realidades duras e o fizeste beber do vinho da compunção, para que a alma, provada pelo vazio, descubra que só o eterno pode sustentá-la. (Salmo 59, 5)

R. Salvum fac dextera tua, et exaudi me. (Psalmus LIX, VII)
Salva-me com a tua direita e escuta-me, para que a força divina reúna o que em mim se dispersou e faça novamente habitável o íntimo da alma. (Salmo 59, 7)

II

XI. Quis deducet me in civitatem munitam, quis deducet me usque in Idumæam? (Psalmus LIX, XI)
11. Quem me conduzirá à cidade fortificada e me levará até Edom, senão a tua providência, que guia a consciência para além dos limites do visível? (Salmo 59, 11)

XIIa. nonne tu, Deus, qui repulisti nos? et non egredieris, Deus, in virtutibus nostris? (Psalmus LIX, XIIa)
12a. Não és tu, ó Deus, quem nos afastaste para nos ensinar a depender do alto, e não és tu quem caminha à frente das nossas forças, para que nelas não se apoie o coração? (Salmo 59, 12)

XIIb. Da nobis auxilium de tribulatione, quia vana salus hominis. (Psalmus LIX, XIIb)
12b. Concede-nos auxílio na tribulação, porque é vã a salvação que nasce apenas do homem; somente o teu socorro restitui à alma o seu centro e sua firmeza verdadeira. (Salmo 59, 12)

XIII. In Deo faciemus virtutem, et ipse ad nihilum deducet tribulantes nos. (Psalmus LIX, XIII)
13. Em Deus realizaremos a força interior, e Ele reduzirá ao nada aquilo que nos oprime, pois somente a permanência nele sustenta o passo da alma no meio das mudanças. (Salmo 59, 13)

R. Salvum fac dextera tua, et exaudi me. (Psalmus LIX, VII)
Salva-me com a tua direita e escuta-me, para que a força divina reúna o que em mim se dispersou e faça novamente habitável o íntimo da alma. (Salmo 59, 7)

Reflexão

A alma amadurece quando acolhe a prova sem perder o eixo interior.
O que fere por fora pode purificar por dentro, se for recebido em silêncio.
Nada permanece estável quando o homem se apoia apenas no que passa.
A firmeza verdadeira nasce do centro invisível onde Deus sustenta o ser.
Quem aprende a recolher-se em paz distingue o essencial do efêmero.
A retidão interior não nasce da impulsividade, mas da contemplação serena.
Cada desordem pode tornar-se passagem para uma forma mais alta de paz.
Bem-aventurado aquele que atravessa a noite sem abandonar a fidelidade ao Bem.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 68(69) - 21.06.2026

Domingo, 21 de Junho de 2026
12º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de São Luís Gonzaga, religioso



Psalmus responsorius

Psalmus LXVIII, VIII-X. XIV. XVII. XXXIII-XXXV

I

VIII. Quia propter te sustinui opprobrium, operuit confusio faciem meam. (Psalmus LXVIII, VIII)

8. Porque, por amor de Ti, suportei o opróbrio, e a confusão cobriu o meu rosto, enquanto a alma permaneceu exposta ao mistério da fidelidade. (Salmo 68,8)

IX. Extraneus factus sum fratribus meis, et peregrinus filiis matris meæ. (Psalmus LXVIII, IX)

9. Tornei-me estranho para meus irmãos e peregrino para os filhos de minha mãe, como quem atravessa a noite buscando uma pátria mais alta do que o olhar humano. (Salmo 68,9)

X. Quoniam zelus domus tuæ comedit me, et opprobria exprobrantium tibi ceciderunt super me. (Psalmus LXVIII, X)

10. O zelo de tua casa me consumiu, e as afrontas dirigidas contra Ti recaíram sobre mim, como fogo interior que purifica o coração e o une ao que é eterno. (Salmo 68,10)

R. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, Domine. (Psalmus LXVIII, XIV)
R. Na abundância de vossa misericórdia, ouvi-me, Senhor. (Salmo 68,14)

II

XIV. Ego vero orationem meam ad te, Domine: tempus beneplaciti, Deus. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, in veritate salutis tuæ. (Psalmus LXVIII, XIV)

14. Eu, porém, elevo minha oração a Ti, Senhor, no tempo de tua benevolência, ó Deus. Na abundância de tua misericórdia, escuta-me, na verdade de tua salvação, que penetra as profundezas do ser e o reconduz à tua presença. (Salmo 68,14)

XVII. Exaudi me, Domine, quoniam benigna est misericordia tua. Secundum multitudinem miserationum tuarum respice in me. (Psalmus LXVIII, XVII)

17. Ouve-me, Senhor, porque é benigna a tua misericórdia. Segundo a imensidão de tuas compaixões, volta teu olhar para mim, e faze repousar a alma na firmeza do teu amor. (Salmo 68,17)

R. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, Domine. (Psalmus LXVIII, XIV)
R. Na abundância de vossa misericórdia, ouvi-me, Senhor. (Salmo 68,14)

III

XXXIII. Videant pauperes, et lætentur. Quærite Deum, et vivet anima vestra. (Psalmus LXVIII, XXXIII)

33. Vejam os humildes e alegrem-se. Buscai a Deus, e a vossa alma viverá, pois só nEle a existência encontra sua fonte e sua medida plena. (Salmo 68,33)

XXXIV. Quoniam exaudivit pauperes Dominus, et vinctos suos non despexit. (Psalmus LXVIII, XXXIV)

34. Porque o Senhor ouviu os pobres e não desprezou os seus cativos, mas abriu-lhes um caminho interior de esperança, mesmo quando tudo parecia encerrado. (Salmo 68,34)

XXXV. Laudent illum cæli et terra, mare et omnia reptilia in eis. (Psalmus LXVIII, XXXV)

35. Louvem-no os céus e a terra, o mar e todos os seres que neles habitam, porque toda a criação se orienta para a glória dAquele que a sustenta no seu secreto fundamento. (Salmo 68,35)

R. In multitudine misericordiæ tuæ exaudi me, Domine. (Psalmus LXVIII, XIV)
R. Na abundância de vossa misericórdia, ouvi-me, Senhor. (Salmo 68,14)

Reflexão

A oração verdadeira nasce quando a alma aprende a atravessar o instante sem se perder nele.
O sofrimento purifica o olhar e revela o que permanece além das aparências.
A fidelidade interior cresce quando o coração se volta para o que não passa.
Nada do que é elevado se perde na noite, pois a luz secreta o conduz ao seu cumprimento.
A paz amadurece quando o espírito repousa na ordem invisível que sustenta todas as coisas.
A criatura encontra sua firmeza ao reconhecer que não foi feita para o ruído, mas para a presença.
A esperança torna-se mais pura quando já não depende das oscilações do mundo.
E a alma se eleva quando aprende a viver diante do Eterno, mesmo enquanto caminha entre sombras.

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