sábado, 12 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 77(78) - 14.09.2026

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026
Exaltação da Santa Cruz, Festa, Ano A
24ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius, LXXVII, I-II.XXXIV-XXXV.XXXVI-XXXVII.XXXVIII

I

I. Intellectus Asaph. Attendite, popule meus, legem meam; inclinate aurem vestram in verba oris mei.

  1. Compreende, povo meu, a minha lei; inclinai o vosso ouvido às palavras da minha boca. (Salmo 77, 1)

II. Aperiam in parabolis os meum; loquar propositiones ab initio.

  1. Abrirei a minha boca em parábolas; proclamarei realidades ocultas desde a origem. (Salmo 77, 2)

R. Ne obliviscamini operum Dei!

Não vos esqueçais das obras de Deus! (Salmo 77, 7)

II

XXXIV. Cum occideret eos, quærebant eum et revertebantur, et diluculo veniebant ad eum.

  1. Quando os feria, procuravam-no; voltavam-se para Ele e, ao amanhecer, vinham ao seu encontro. (Salmo 77, 34)

XXXV. Et rememorati sunt quia Deus adjutor est eorum, et Deus excelsus redemptor eorum est.

  1. E recordaram-se de que Deus era o seu auxílio, e de que o Deus Altíssimo era o seu redentor. (Salmo 77, 35)

R. Ne obliviscamini operum Dei!

Não vos esqueçais das obras de Deus! (Salmo 77, 7)

III

XXXVI. Et dilexerunt eum in ore suo, et lingua sua mentiti sunt ei;

  1. Amavam-no com os lábios, mas com a língua mentiam-lhe. (Salmo 77, 36)

XXXVII. Cor autem eorum non erat rectum cum eo, nec fideles habiti sunt in testamento ejus.

  1. Mas o seu coração não era reto para com Ele, nem foram fiéis à sua aliança. (Salmo 77, 37)

R. Ne obliviscamini operum Dei!

Não vos esqueçais das obras de Deus! (Salmo 77, 7)

IV

XXXVIII. Ipse autem est misericors, et propitius fiet peccatis eorum, et non disperdet eos. Et abundavit ut averteret iram suam, et non accendit omnem iram suam.

  1. Ele, porém, é misericordioso e perdoará os seus pecados, e não os destruirá. Muitas vezes conteve a sua ira e não deixou que toda a sua indignação se acendesse. (Salmo 77, 38)

R. Ne obliviscamini operum Dei!

Não vos esqueçais das obras de Deus! (Salmo 77, 7)

Reflexão:

  A memória das obras divinas reconduz o coração à origem que sustenta cada instante.
  Quando o ser se dispersa, perde a percepção da presença que continuamente o fundamenta.
  Recordar é retornar interiormente ao princípio de onde a existência recebe sua unidade.
  O instante, acolhido em profundidade, deixa de ser mera passagem e revela sua densidade.
  Nele, a eternidade não se apresenta como distante, mas como fundamento silencioso do ser.
  Aquele que permanece atento descobre que cada momento pode conter uma plenitude que não passa.
  Assim, a memória se torna uma forma de interioridade, reunindo o coração naquilo que permanece.
  E o ser, reconciliado com sua origem, encontra no presente a inteireza de sua realização.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 102(103) - 13.09.2026

Domingo, 13 de Setembro de 2026
24º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja


Psalmus Responsorius CII,I-II.III-IV.IX-X.XI-XII

Psalmus CII

I. Benedic, anima mea, Domino, et omnia quæ intra me sunt nomini sancto ejus. (Psalmus CII, I)

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que existe em meu íntimo bendiga o seu santo nome. (Salmo 102, 1)

II. Benedic, anima mea, Domino, et noli oblivisci omnes retributiones ejus. (Psalmus CII, II)

2. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. (Salmo 102, 2)

R. Miserator et misericors Dominus, longanimis et multum misericors.

O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e cheio de misericórdia. (Salmo 102, 8)

III. Qui propitiatur omnibus iniquitatibus tuis, qui sanat omnes infirmitates tuas. (Psalmus CII, III)

3. É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades e cura todas as tuas enfermidades. (Salmo 102, 3)

IV. Qui redimit de interitu vitam tuam, qui coronat te in misericordia et miserationibus. (Psalmus CII, IV)

4. É ele quem resgata tua vida da perdição e te coroa de misericórdia e compaixão. (Salmo 102, 4)

R. Miserator et misericors Dominus, longanimis et multum misericors.

O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e cheio de misericórdia. (Salmo 102, 8)

IX. Non in perpetuum irascetur, neque in æternum comminabitur. (Psalmus CII, IX)

9. Não permanecerá para sempre em sua ira, nem conservará eternamente sua indignação. (Salmo 102, 9)

X. Non secundum peccata nostra fecit nobis, neque secundum iniquitates nostras retribuit nobis. (Psalmus CII, X)

10. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu conforme as nossas iniquidades. (Salmo 102, 10)

R. Miserator et misericors Dominus, longanimis et multum misericors.

O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e cheio de misericórdia. (Salmo 102, 8)

XI. Quoniam secundum altitudinem cæli a terra, corroboravit misericordiam suam super timentes se. (Psalmus CII, XI)

11. Pois, assim como o céu se eleva acima da terra, assim fortaleceu sua misericórdia sobre aqueles que o temem. (Salmo 102, 11)

XII. Quantum distat ortus ab occidente, longe fecit a nobis iniquitates nostras. (Psalmus CII, XII)

12. Quanto o nascente está distante do poente, tanto ele afastou de nós as nossas iniquidades. (Salmo 102, 12)

R. Miserator et misericors Dominus, longanimis et multum misericors.

O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e cheio de misericórdia. (Salmo 102, 8)

Reflexão:

  O instante se torna profundo quando a alma reconhece que sua existência permanece diante daquele que a sustenta desde sua origem.
  A misericórdia divina não se limita ao momento em que é recebida, pois sua presença alcança a interioridade e nela permanece.
  Cada momento pode acolher novamente a verdade de que o ser não se sustenta sozinho, mas recebe continuamente sua existência.
  O coração amadurece quando deixa de medir o presente apenas pela sucessão dos acontecimentos e percebe nele uma presença que permanece.
  O perdão revela que aquilo que aconteceu pode ser atravessado por uma realidade mais profunda sem perder sua verdade.
  Na interioridade, a alma pode reencontrar sua origem e permitir que a misericórdia recebida transforme silenciosamente seu modo de existir.
  Assim, o presente torna-se fecundo quando aquilo que permanece encontra nele uma forma nova de manifestação e de plenitude.
  Bendizer ao Senhor é reconhecer, no próprio instante, a fonte eterna que sustenta o ser e conduz toda existência à sua realização.

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Salmo responsorial Sl 115(116) - 12.09.2026

Sábado, 12 de Setembro de 2026
23ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CXV (CXVI), XII-XIII. XVII-XVIII

I

XII Quid retribuam Domino pro omnibus quæ retribuit mihi? (Psalmus CXV, XII)

12 Que poderei retribuir ao Senhor por tudo quanto Ele me concedeu? (Salmo 115,12)

XIII Calicem salutaris accipiam, et nomen Domini invocabo. (Psalmus CXV, XIII)

13 Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. (Salmo 115,13)

R. Quid retribuam Domino pro omnibus quæ retribuit mihi?

Que poderei retribuir ao Senhor por tudo quanto Ele me concedeu? (Salmo 115,12)

II

XVII Tibi sacrificabo hostiam laudis, et nomen Domini invocabo. (Psalmus CXV, XVII)

17 Oferecer-te-ei um sacrifício de louvor e invocarei o nome do Senhor. (Salmo 115,17)

XVIII Vota mea Domino reddam in conspectu omnis populi ejus. (Psalmus CXV, XVIII)

18 Cumprirei meus votos ao Senhor na presença de todo o seu povo. (Salmo 115,18)

R. Quid retribuam Domino pro omnibus quæ retribuit mihi?

Que poderei retribuir ao Senhor por tudo quanto Ele me concedeu? (Salmo 115,12)

Reflexão:

  Receber do Senhor é reconhecer que a existência possui sua origem numa dádiva que a precede e continuamente a sustenta.
  O instante se torna pleno quando o coração percebe, na presença recebida, a fonte de tudo quanto constitui o próprio ser.
  A gratidão nasce quando aquilo que foi recebido interiormente encontra sua resposta numa existência voltada para sua origem.
  O cálice da salvação manifesta a passagem da dádiva acolhida para a oferenda que nasce do interior.
  Invocar o nome do Senhor é permanecer unido à presença que sustenta cada instante e conduz o ser à sua realização.
  O louvor não acrescenta plenitude ao Eterno, mas permite que a plenitude recebida alcance a consciência daquele que a acolhe.
  Cada promessa cumprida torna presente uma verdade que ultrapassa a sucessão dos momentos e permanece no íntimo.
  Assim, a vida encontra sua plenitude quando cada instante se torna resposta à origem de onde recebeu seu próprio ser.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 83(84) - 11.09.2026

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026

23ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius LXXXIII,III.IV.V-VI.XII

I

III
Concupiscit, et deficit anima mea in atria Domini; cor meum et caro mea exsultaverunt in Deum vivum. (Psalmus LXXXIII,III)

3
Minha alma anseia e desfalece pelos átrios do Senhor. Meu coração e minha carne exultam no Deus vivo, cuja presença alcança o mais profundo do meu ser. (Salmo 83,3)

IV
Etenim passer invenit sibi domum, et turtur nidum sibi, ubi ponat pullos suos: altaria tua, Domine virtutum, rex meus, et Deus meus. (Psalmus LXXXIII,IV)

4
Pois até o pardal encontrou para si uma casa, e a rola um ninho para si, onde possa colocar os seus filhotes. São os teus altares, Senhor dos exércitos, meu Rei e meu Deus, onde a existência encontra acolhimento e permanece diante da sua origem. (Salmo 83,4)

R. Quam dilecta tabernacula tua, Domine virtutum!

R. Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos exércitos! (Salmo 83,2)

II

V
Beati qui habitant in domo tua, Domine; in sæcula sæculorum laudabunt te. (Psalmus LXXXIII,V)

5
Felizes os que habitam em tua casa, Senhor. Pelos séculos dos séculos te louvarão, porque encontram na tua presença a permanência que o tempo não pode desfazer. (Salmo 83,5)

VI
Beatus vir cujus est auxilium abs te: ascensiones in corde suo disposuit. (Psalmus LXXXIII,VI)

6
Feliz o homem que recebe de ti o seu auxílio e dispõe em seu coração os caminhos de ascensão. Em seu interior, cada passo se ordena para uma plenitude que o conduz para além daquilo que passa. (Salmo 83,6)

R. Quam dilecta tabernacula tua, Domine virtutum!

R. Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos exércitos! (Salmo 83,2)

III

XII
Quia misericordiam et veritatem diligit Deus: gratiam et gloriam dabit Dominus. (Psalmus LXXXIII,XII)

12
Porque Deus ama a misericórdia e a verdade. O Senhor concederá graça e glória, fazendo amadurecer na existência aquilo que procede de sua presença e conduz à plenitude. (Salmo 83,12)

R. Quam dilecta tabernacula tua, Domine virtutum!

R. Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos exércitos! (Salmo 83,2)

Reflexão

A alma que busca a presença divina descobre no instante uma profundidade que ultrapassa a sucessão do tempo.
O coração encontra sua verdadeira morada quando reconhece a origem da qual recebe continuamente o próprio ser.
A presença de Deus não passa com o instante, mas sustenta aquilo que nele começa a amadurecer.
Cada ascensão interior conduz a existência para uma plenitude que não se desfaz com aquilo que passa.
A casa de Deus manifesta a permanência de uma realidade que acolhe o ser e o conduz à sua realização.
A misericórdia e a verdade unem aquilo que a alma recebe àquilo que ela pode tornar-se.
A graça alcança o presente e nele faz amadurecer uma realidade cuja plenitude ultrapassa a duração exterior.
Assim, o instante torna-se profundidade, e a existência encontra sua direção naquele que permanece.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 138(139) - 10.09.2026

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026
23ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CXXXVIII, I-III, XIII-XIVab, XXIII-XXIV (R. XXIVb)

I

I. Domine, probasti me, et cognovisti me;
Senhor, vós me sondastes e me conhecestes. (Salmo 138,1)

II. Tu cognovisti sessionem meam et resurrectionem meam.
Conhecestes o meu repouso e o meu levantar. (Salmo 138,2)

III. Intellexisti cogitationes meas de longe; semitam meam et funiculum meum investigasti:
De longe penetrastes meus pensamentos; examinastes meu caminho e tudo aquilo que o percorre. (Salmo 138,3)

R. Et deduc me in via æterna.
E conduzi-me pela via eterna. (Salmo 138,24b)

II

XIII. Quia tu possedisti renes meos; suscepisti me de utero matris meæ.
Pois vós formastes o íntimo do meu ser; acolhestes-me desde o seio de minha mãe. (Salmo 138,13)

XIV. Confitebor tibi, quia terribiliter magnificatus es; mirabilia opera tua, et anima mea cognoscit nimis.
Eu vos darei graças, porque sois admiravelmente grandioso; maravilhosas são as vossas obras, e minha alma as reconhece profundamente. (Salmo 138,14)

R. Et deduc me in via æterna.
E conduzi-me pela via eterna. (Salmo 138,24b)

III

XXIII. Proba me, Deus, et scito cor meum; interroga me, et cognosce semitas meas.
Sondai-me, ó Deus, e conhecei meu coração; examinai-me e conhecei os meus caminhos. (Salmo 138,23)

XXIV. Et vide si via iniquitatis in me est, et deduc me in via æterna.
Vede se existe em mim algum caminho de iniquidade e conduzi-me pela via eterna. (Salmo 138,24)

R. Et deduc me in via æterna.
E conduzi-me pela via eterna. (Salmo 138,24b)

Reflexão:

No íntimo do instante, nada permanece oculto diante daquele que conhece a origem do ser.
A interioridade se torna lugar onde a existência reconhece sua verdade mais profunda.
O que amadurece silenciosamente encontra, na eternidade, seu fundamento e seu destino.
Cada instante recebido se abre àquele conhecimento que precede toda palavra e toda forma.
O ser não se encontra perdido quando retorna à fonte que continuamente o sustenta.
A profundidade interior revela que a existência possui um caminho que ultrapassa a sucessão dos dias.
Quando o coração se deixa sondar, aquilo que ainda permanece incompleto começa a orientar-se para a plenitude.
A via eterna conduz o ser ao cumprimento daquilo que sua origem já guardava em silêncio.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 44(45) - 09.09.2026

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2026
23ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius, XLIV, XI-XII. XIV-XV. XVI-XVII

Lectio Psalmorum XLIV, XI-XII. XIV-XV. XVI-XVII

I

XI. Audi, filia, et vide, et inclina aurem tuam; et obliviscere populum tuum, et domum patris tui. (Psalmus XLIV, XI)

11. Escuta, filha, contempla e inclina o teu ouvido. Esquece o teu povo e a casa de teu pai, acolhendo no íntimo aquilo que te conduz à plenitude. (Salmo 44, 11)

XII. Et concupiscet rex decorem tuum, quoniam ipse est Dominus Deus tuus, et adorabunt eum. (Psalmus XLIV, XII)

12. O Rei desejará a tua beleza, porque ele é o Senhor, teu Deus, e diante dele encontrarás a verdade que dá sentido à tua existência. (Salmo 44, 12)

R. Audi, filia, et vide, et inclina aurem tuam.

R. Escuta, filha, contempla e inclina o teu ouvido. (Salmo 44, 11)

II

XIV. Omnis gloria ejus filiæ regis ab intus, in fimbriis aureis, (Psalmus XLIV, XIV)

14. Toda a glória da filha do rei está no interior, revestida de esplendor precioso, pois sua verdadeira beleza nasce da profundidade do ser. (Salmo 44, 14)

XV. circumamicta varietatibus. Adducentur regi virgines post eam; proximæ ejus afferentur tibi. (Psalmus XLIV, XV)

15. Ela está envolta em beleza e variedade. Depois dela serão conduzidas ao Rei as virgens, suas companheiras, e se aproximarão de ti. (Salmo 44, 15)

R. Omnis gloria ejus filiæ regis ab intus.

R. Toda a glória da filha do rei está no interior. (Salmo 44, 14)

III

XVI. Afferentur in lætitia et exsultatione; adducentur in templum regis. (Psalmus XLIV, XVI)

16. Serão conduzidas com alegria e exultação e entrarão no templo do Rei, onde a existência encontra sua plenitude na presença daquele que permanece. (Salmo 44, 16)

XVII. Pro patribus tuis nati sunt tibi filii; constitues eos principes super omnem terram. (Psalmus XLIV, XVII)

17. Em lugar de teus pais nascerão teus filhos; tu os estabelecerás como príncipes sobre toda a terra, para que a vida recebida alcance sua plena realização. (Salmo 44, 17)

R. Afferentur in lætitia et exsultatione; adducentur in templum regis.

R. Serão conduzidas com alegria e exultação e entrarão no templo do Rei. (Salmo 44, 16)

Reflexão:

A escuta interior abre o instante para uma realidade que ultrapassa a sucessão e permanece na presença do Eterno.
A verdadeira beleza nasce no interior, onde o ser acolhe silenciosamente sua origem.
Aquilo que se manifesta exteriormente começa antes, na profundidade invisível da existência.
O instante torna-se fecundo quando a interioridade reconhece aquilo que a sustenta.
A presença divina reúne o que estava disperso e conduz o ser à sua unidade.
A entrada no templo exprime o movimento interior pelo qual a existência retorna à sua origem.
A plenitude não pertence somente ao termo, pois já amadurece silenciosamente em cada momento acolhido.
Assim, o ser encontra sua realização quando permanece diante de Deus e permite que sua verdade se manifeste.

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domingo, 6 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 70(71) - 08.09.2026

Terça-feira, 8 de Setembro de 2026
Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, Festa, Ano A
23ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius LXX, VI; XII, VI (R. Isaias LXI, X)

I

VI In te confirmatus sum ex utero; de ventre matris meæ tu es protector meus; in te cantatio mea semper. (Psalmus LXX, VI)

6 Em ti fui firmado desde o ventre; desde o seio de minha mãe, tu és meu protetor; em ti permanece sempre o meu canto. (Salmo 70,6) 

R. Gaudens gaudebo in Domino, et exsultabit anima mea in Deo meo.

R. Exultarei de alegria no Senhor, e minha alma exultará em meu Deus. (Isaías 61,10) 

II

VI Ego autem in misericordia tua speravi. Exsultabit cor meum in salutari tuo. (Psalmus XII, VI)

6 Eu, porém, esperei em tua misericórdia. Meu coração exultará em tua salvação. (Salmo 12,6) 

R. Gaudens gaudebo in Domino, et exsultabit anima mea in Deo meo.

R. Exultarei de alegria no Senhor, e minha alma exultará em meu Deus. (Isaías 61,10) 

Reflexão:

O ser encontra sua origem antes mesmo de reconhecer a própria existência.
No interior do instante, a presença divina sustenta aquilo que ainda amadurece silenciosamente.
O que começa no ventre já participa de uma realidade que ultrapassa a duração visível.
A misericórdia acolhe o ser e o conduz desde sua origem até sua plena realização.
Assim, cada instante pode tornar-se interiormente fecundo quando permanece unido à fonte de onde procede.
A confiança não antecipa o futuro, mas repousa na presença que sustenta o caminho.
A alegria nasce quando o coração reconhece, no presente, a proximidade daquele que o conduz.
E o ser alcança sua plenitude quando sua origem, seu caminho e seu destino repousam em Deus.

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