Psalmus Responsorius VIII, II–IIIa, IV–V, VI–VII (R. cf. VIII)
I.
II. Domine, Dominus noster, quam admirabile est nomen tuum in universa terra! quoniam elevata est magnificentia tua super cælos. (Psalmus VIII, II)
2. Senhor, nosso Deus, quão admirável é o vosso nome por toda a terra! Vossa majestade se eleva acima dos céus. (Salmo 8, 2)
III. Ex ore infantium et lactentium perfecisti laudem (Psalmus VIII, IIIa)
3. Da boca dos pequeninos e das crianças de peito fizestes brotar o louvor. (Salmo 8, 3a)
R. Omnia subjecisti sub pedibus ejus. (Psalmus VIII, VIII)
Submetestes todas as coisas sob seus pés. (Salmo 8, 8)
II.
IV. Quoniam videbo cælos tuos, opera digitorum tuorum, lunam et stellas quæ tu fundasti. (Psalmus VIII, IV)
4. Contemplo os céus, obra de vossos dedos, a lua e as estrelas que estabelecestes. (Salmo 8, 4)
V. Quid est homo, quod memor es ejus? aut filius hominis, quoniam visitas eum? (Psalmus VIII, V)
5. Que é o ser humano, para que dele vos lembreis, ou o filho do homem, para que o visiteis com vossa presença? (Salmo 8, 5)
R. Omnia subjecisti sub pedibus ejus. (Psalmus VIII, VIII)
Submetestes todas as coisas sob seus pés. (Salmo 8, 8)
III.
VI. Minuisti eum paulominus ab angelis; gloria et honore coronasti eum; (Psalmus VIII, VI)
6. Fizestes o ser humano pouco inferior aos anjos; de glória e de honra o coroastes. (Salmo 8, 6)
VII. et constituisti eum super opera manuum tuarum. (Psalmus VIII, VII)
7. Estabelecestes o ser humano acima das obras de vossas mãos. (Salmo 8, 7)
R. Omnia subjecisti sub pedibus ejus. (Psalmus VIII, VIII)
Submetestes todas as coisas sob seus pés. (Salmo 8, 8)
Reflexão:
O nome de Deus resplandece na vastidão da existência e habita o íntimo do coração. Cada instante se abre à presença daquele cuja majestade ultrapassa os limites do visível. Os céus revelam uma origem que sustenta silenciosamente tudo o que existe. Diante dessa grandeza, o ser humano descobre que sua existência não está esquecida. A presença divina envolve sua interioridade e confere profundidade à sua passagem pelo mundo. A honra recebida não nasce da própria exaltação, mas da relação com aquele que o criou. O instante adquire plenitude quando o coração reconhece a ordem que o transcende. E a eternidade se deixa contemplar na presença que sustenta todas as coisas.
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