quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Salmo responsorial Sl 110(111) - 09.10.2026

Sexta-feira, 9 de Outubro de 2026
27ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CX, I-II. III-IV. V-VI

I

I. Alleluja. Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, in consilio justorum, et congregatione. (Psalmus CX, I)

1. Aleluia. Louvarei o Senhor de todo o coração, na assembleia dos justos e em sua comunhão. (Salmo 110, 1)

II. Magna opera Domini: exquisita in omnes voluntates ejus. (Psalmus CX, II)

2. Grandes são as obras do Senhor, dignas de serem contempladas por todos os que as acolhem em seu interior. (Salmo 110, 2)

R. Memor erit in sæculum testamenti sui.
O Senhor se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)

II

III. Confessio et magnificentia opus ejus, et justitia ejus manet in sæculum sæculi. (Psalmus CX, III)

3. Sua obra é louvor e magnificência, e sua justiça permanece de eternidade em eternidade. (Salmo 110, 3)

IV. Memoriam fecit mirabilium suorum, misericors et miserator Dominus. (Psalmus CX, IV)

4. O Senhor, misericordioso e compassivo, deixou a memória de suas maravilhas, para que sua presença permaneça viva no coração. (Salmo 110, 4)

R. Memor erit in sæculum testamenti sui.
O Senhor se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)

III

V. Escam dedit timentibus se ; memor erit in sæculum testamenti sui. (Psalmus CX, V)

5. Deu alimento aos que o temem e se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)

VI. Virtutem operum suorum annuntiabit populo suo, (Psalmus CX, VI)

6. Manifestará ao seu povo a força de suas obras, fazendo resplandecer aquilo que procede de sua fidelidade. (Salmo 110, 6)

R. Memor erit in sæculum testamenti sui.
O Senhor se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)

Reflexão:

A presença divina permanece no instante como realidade que não passa com aquilo que passa.
A interioridade acolhe a eternidade sem afastar-se da condição presente do ser.
Cada instante recebe profundidade quando a origem permanece viva dentro daquele que contempla.
A aliança manifesta uma presença cuja permanência não depende da sucessão dos acontecimentos.
O ser encontra sua unidade quando reconhece aquilo que o sustenta desde sua origem.
A memória de Deus não é lembrança distante, mas presença que conserva e fecunda o instante.
Na contemplação, o instante deixa de ser passagem vazia e se torna lugar de plenitude.
Assim, a existência encontra sua realização quando permanece unida à fonte de onde procede.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Salmo responsorial Lc 1- 08.10.2026

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2026
27ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius 
Lc I,LXIX-LXX.LXXI-LXXII.LXXIII et LXXV

I

  LXIX. et erexit cornu salutis nobis in domo David pueri sui. (Psalmus, LXIX)

  69. E suscitou para nós a força da salvação na casa de Davi, seu servo, fazendo surgir para nós aquilo que procede de sua promessa e alcança nossa existência. (Salmo, 69)

  LXX. sicut locutus est per os sanctorum, qui a sæculo sunt, prophetarum ejus. (Psalmus, LXX)

  70. Assim como havia anunciado pela boca de seus santos profetas, desde os tempos antigos, revelando no curso da existência aquilo que permanecia em sua promessa. (Salmo, 70)

R. Benedictus Dominus Deus Israël, quia visitavit, et fecit redemptionem plebis suæ.

R. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou seu povo e realizou sua redenção. (Salmo, 68)

II

  LXXI. salutem ex inimicis nostris, et de manu omnium qui oderunt nos. (Psalmus, LXXI)

  71. Salvação diante de nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam, para que a existência encontre em Deus sua proteção e seu fundamento. (Salmo, 71)

  LXXII. ad faciendam misericordiam cum patribus nostris: et memorari testamenti sui sancti. (Psalmus, LXXII)

  72. Para realizar sua misericórdia junto de nossos pais e fazer permanecer a memória de sua santa aliança, pela qual sua promessa atravessa os tempos e alcança o presente. (Salmo, 72)

R. Benedictus Dominus Deus Israël, quia visitavit, et fecit redemptionem plebis suæ.

R. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou seu povo e realizou sua redenção. (Salmo, 68)

III

  LXXIII. jusjurandum, quod juravit ad Abraham patrem nostrum, daturum se nobis. (Psalmus, LXXIII)

  73. O juramento que fez a Abraão, nosso pai, de conceder-nos aquilo que havia prometido, manifestando sua fidelidade no interior da história. (Salmo, 73)

  LXXV. in sanctitate et justitia coram ipso, omnibus diebus nostris. (Psalmus, LXXV)

  75. Em santidade e justiça diante dele, durante todos os nossos dias, permanecendo na sua presença e orientando nossa existência para sua plenitude. (Salmo, 75)

R. Benedictus Dominus Deus Israël, quia visitavit, et fecit redemptionem plebis suæ.

R. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou seu povo e realizou sua redenção. (Salmo, 68)

Reflexão:

  A promessa divina atravessa o instante sem perder sua origem e manifesta nele uma presença que sustenta o ser.

  Aquilo que foi anunciado encontra no presente sua manifestação, revelando uma profundidade que ultrapassa a sucessão dos acontecimentos.

  A visita de Deus alcança a interioridade e nela desperta aquilo que permanece unido à origem de onde procede.

  O instante adquire profundidade quando o ser se reconhece diante daquele que sustenta sua existência.

  A promessa recebida interiormente não permanece imóvel, mas conduz silenciosamente à realização daquilo que foi destinado a amadurecer.

  A fidelidade divina permanece enquanto os acontecimentos passam e sustenta o ser no caminho de sua própria realização.

  Diante de Deus, santidade e justiça exprimem uma existência recolhida em sua origem e ordenada à plenitude.

  Assim, o instante torna-se fecundo quando a presença divina é acolhida no interior e conduz o ser à plenitude.

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Salmo responsorial Lc 1 - 07.10.2026


Quarta-feira, 7 de Outubro de 2026
Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário, Memória
27ª Semana do Tempo Comum

Psalmus Responsorius
Canticum Beatae Mariae Virginis Lucae I, XLVI-LV

R. Quia fecit mihi magna qui potens est et sanctum nomen ejus.
Pois o Todo-Poderoso realizou em meu ser grandes maravilhas e santo é o seu nome. (Salmo Lucas 1, 49)

I.

XLVI. Et ait Magnificat anima mea Dominum, (Canticum Lucae I, XLVI)
46. E declarou Maria: A minha alma enaltece a grandeza do Senhor incriado, (Salmo Lucas 1, 46)

XLVII. et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo. (Canticum Lucae I, XLVII)
47. e o meu espírito se rejubila em Deus, a minha salvação e origem suprema. (Salmo Lucas 1, 47)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est et sanctum nomen ejus.
Pois o Todo-Poderoso realizou em meu ser grandes maravilhas e santo é o seu nome. (Salmo Lucas 1, 49)

II.

XLVIII. Quia respexit humilitatem ancillae suae ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes. (Canticum Lucae I, XLVIII)
48. Porque contemplou a pequenez e o recolhimento de sua serva, e eis que desde este instante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. (Salmo Lucas 1, 48)

XLIX. Quia fecit mihi magna qui potens est et sanctum nomen ejus. (Canticum Lucae I, XLIX)
49. Pois aquele que é soberano em poder realizou no meu ser grandiosas obras, e o seu nome é a própria santidade. (Salmo Lucas 1, 49)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est et sanctum nomen ejus.
Pois o Todo-Poderoso realizou em meu ser grandes maravilhas e santo é o seu nome. (Salmo Lucas 1, 49)

III.

L. Et misericordia ejus a progenie in progenies timentibus eum. (Canticum Lucae I, L)
50. A sua compaixão e o seu dom incondicional estendem-se de geração em geração sobre aqueles que o veneram na profundidade do coração. (Salmo Lucas 1, 50)

LI. Fecit potentiam in brachio suo dispersit superbos mente cordis sui. (Canticum Lucae I, LI)
51. Manifestou a força do seu braço supremo e dissipou os espíritos soberbos nos pensamentos vaidosos do seu próprio interior. (Salmo Lucas 1, 51)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est et sanctum nomen ejus.
Pois o Todo-Poderoso realizou em meu ser grandes maravilhas e santo é o seu nome. (Salmo Lucas 1, 49)

IV.

LII. Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles. (Canticum Lucae I, LII)
52. Depôs dos tronos os dominadores da ilusão temporal e elevou à plenitude os que se conservam no recolhimento. (Salmo Lucas 1, 52)

LIII. Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes. (Canticum Lucae I, LIII)
53. Saciou de bens eternos os que têm sede da verdade e despediu vazios os que se apegaram às riquezas efêmeras. (Salmo Lucas 1, 53)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est et sanctum nomen ejus.
Pois o Todo-Poderoso realizou em meu ser grandes maravilhas e santo é o seu nome. (Salmo Lucas 1, 49)

V.

LIV. Suscepit Israel puerum suum memorari misericordiae suae. (Canticum Lucae I, LIV)
54. Acolheu o seu povo eleito como servo amado, conservando viva a memória da sua eterna misericórdia, (Salmo Lucas 1, 54)

LV. Sicut locutus est ad patres nostros Abraham et semini ejus in saecula. (Canticum Lucae I, LV)
55. conforme prometera aos nossos antepassados, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre. (Salmo Lucas 1, 55)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est et sanctum nomen ejus.
Pois o Todo-Poderoso realizou em meu ser grandes maravilhas e santo é o seu nome. (Salmo Lucas 1, 49)

Reflexão:

No cântico da alma purificada, a pequenez criada reconhece o centro da Origem
e acolhe no íntimo do ser a presença do Imutável que opera grandes prodígios.
A verdadeira grandeza não nasce da agitação do mundo nem do orgulho humano,
mas do recolhimento humilde que se entrega inteiramente à luz do instante.
Ao olhar para a interioridade silenciada, o Absoluto dissipa as ilusões do tempo
e eleva o espírito que se alinha com a ordem perfeita da divina sabedoria.
A fidelidade à promessa eterna pacifica a consciência e sustenta a caminhada,
revelando na união com o Criador a plenitude inabalável de toda a existência.

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