10ª Semana do Tempo Comum
Psalmus Responsorius IV, II et III. IV et V. VII et VIII
In finem, in carminibus. Psalmus David.
R. Signatum est super nos lumen vultus tui, Domine: dedisti laetitiam in corde meo. (Psalmus IV, VII)
R. Sobre nós está assinalada a luz da tua face, Senhor; tu concedeste alegria ao meu coração. (Salmo 4, 7)
I
II. Cum invocarem exaudivit me Deus justitiae meae, in tribulatione dilatasti mihi. Miserere mei, et exaudi orationem meam. (Psalmus IV, II)
2. Quando invoquei, o Deus da minha justiça me ouviu; na tribulação, dilataste-me. Tem misericórdia de mim e ouve a minha oração. (Salmo 4, 2)
III. Filii hominum, usquequo gravi corde? ut quid diligitis vanitatem, et quaeritis mendacium? (Psalmus IV, III)
3. Filhos dos homens, até quando tereis o coração pesado? Por que amais a vaidade e buscais a mentira? (Salmo 4, 3)
R. Signatum est super nos lumen vultus tui, Domine: dedisti laetitiam in corde meo. (Psalmus IV, VII)
R. Sobre nós está assinalada a luz da tua face, Senhor; tu concedeste alegria ao meu coração. (Salmo 4, 7)
II
IV. Et scitote quoniam mirificavit Dominus sanctum suum; Dominus exaudiet me cum clamavero ad eum. (Psalmus IV, IV)
4. Reconhecei que o Senhor tornou admirável o seu Santo; o Senhor me ouvirá quando eu clamar a Ele. (Salmo 4, 4)
V. Irascimini, et nolite peccare; quae dicitis in cordibus vestris, in cubilibus vestris compungimini. (Psalmus IV, V)
5. Irai-vos, mas não pequeis; o que disserdes nos vossos corações, no recolhimento dos vossos leitos, examinai com compunção. (Salmo 4, 5)
R. Signatum est super nos lumen vultus tui, Domine: dedisti laetitiam in corde meo. (Psalmus IV, VII)
R. Sobre nós está assinalada a luz da tua face, Senhor; tu concedeste alegria ao meu coração. (Salmo 4, 7)
III
VII. Signatum est super nos lumen vultus tui, Domine: dedisti laetitiam in corde meo. (Psalmus IV, VII)
7. Sobre nós foi marcada a luz da tua face, Senhor; colocaste alegria no meu coração, como selo de uma presença que vem do Alto. (Salmo 4, 7)
VIII. A fructu frumenti, vini, et olei sui, multiplicati sunt. (Psalmus IV, VIII)
8. Do fruto do trigo, do vinho e do azeite, eles se multiplicaram, e a abundância visível tornou-se sinal da generosidade invisível que sustenta a alma no seu recolhimento. (Salmo 4, 8)
R. Signatum est super nos lumen vultus tui, Domine: dedisti laetitiam in corde meo. (Psalmus IV, VII)
R. Sobre nós está assinalada a luz da tua face, Senhor; tu concedeste alegria ao meu coração. (Salmo 4, 7)
Reflexão
A face do Senhor ilumina o íntimo antes de resplandecer no exterior.
A alma amadurece quando aprende a habitar o silêncio sem ser arrastada pelas aparências.
A inquietação se desfaz quando o coração reconhece sua origem mais alta.
O justo não mede o sentido pela pressa dos dias, mas pela fidelidade ao que permanece.
Mesmo no peso da provação, há uma luz que preserva a reta direção do espírito.
O fruto verdadeiro nasce da união entre escuta, recolhimento e firmeza interior.
Quem acolhe a claridade divina não se dispersa, mas se reúne em unidade.
Assim a existência se torna oferenda, e tudo o que é recebido retorna em louvor.
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