segunda-feira, 20 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 84(85) - 21.07.2026

Terça-feira, 21 de Julho de 2026
16ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius LXXXIV (LXXXV)

I Versus II-IV

II Benedixisti, Domine, terram tuam; avertisti captivitatem Jacob. (Psalmus LXXXIV, II)

2. Abençoaste, Senhor, a tua terra e fizeste retornar o cativeiro de Jacó, como quem reconduz a criação à integridade silenciosamente preparada desde a origem. (Salmo 84,2)

III Remisisti iniquitatem plebis tuae; operuisti omnia peccata eorum. (Psalmus LXXXIV, III)

3. Perdoaste a iniquidade do teu povo e cobriste todos os os seus pecados, permitindo que a verdade do ser voltasse a resplandecer além de toda desordem. (Salmo 84,3)

IV Mitigasti omnem iram tuam; avertisti ab ira indignationis tuae. (Psalmus LXXXIV, IV)

4. Abrandaste toda a tua ira e afastaste o ardor da tua indignação, fazendo renascer a paz que permanece acima das oscilações da existência. (Salmo 84,4)

R. Ostende nobis, Domine, misericordiam tuam, et salutare tuum da nobis. (Psalmus LXXXIV, VIII)

R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e concedei-nos a vossa salvação, para que nossa existência reencontre a plenitude que jamais deixa de nos chamar. (Salmo 84,8)

II Versus V-VI

V Converte nos, Deus salutaris noster; et averte iram tuam a nobis. (Psalmus LXXXIV, V)

5. Reconduze-nos, ó Deus, nosso Salvador, e afasta de nós toda distância, para que o coração reencontre o caminho da sua verdadeira permanência. (Salmo 84,5)

VI Numquid in aeternum irasceris nobis? aut extendes iram tuam a generatione in generationem? (Psalmus LXXXIV, VI)

6. Permanecerás para sempre irado contra nós? Estenderás tua indignação por todas as gerações? A alma descobre que tua misericórdia sempre antecede toda restauração. (Salmo 84,6)

R. Ostende nobis, Domine, misericordiam tuam, et salutare tuum da nobis. (Psalmus LXXXIV, VIII)

R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e concedei-nos a vossa salvação, para que nossa existência reencontre a plenitude que jamais deixa de nos chamar. (Salmo 84,8)

III Versus VII-VIII

VII Deus, tu conversus vivificabis nos; et plebs tua laetabitur in te. (Psalmus LXXXIV, VII)

7. Voltando-te para nós, restituirás a vida, e teu povo alegrar-se-á em ti, porque tua presença desperta aquilo que parecia oculto nas profundezas da alma. (Salmo 84,7)

VIII Ostende nobis, Domine, misericordiam tuam; et salutare tuum da nobis. (Psalmus LXXXIV, VIII)

8. Mostra-nos, Senhor, tua misericórdia e concede-nos tua salvação, para que a luz da tua presença restaure continuamente a verdade mais profunda do nosso ser. (Salmo 84,8)

R. Ostende nobis, Domine, misericordiam tuam, et salutare tuum da nobis. (Psalmus LXXXIV, VIII)

R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e concedei-nos a vossa salvação, para que nossa existência reencontre a plenitude que jamais deixa de nos chamar. (Salmo 84,8)

Reflexão

A misericórdia divina não apenas remove o peso da culpa, mas restaura silenciosamente a integridade do ser.

Toda renovação autêntica começa onde os olhos ainda não conseguem perceber.

O coração encontra estabilidade quando permanece unido ao princípio que continuamente o sustenta.

A paz amadurece na medida em que a presença divina ocupa o centro da existência.

O retorno ao Senhor revela uma origem que nunca deixou de permanecer próxima.

Toda purificação prepara uma manifestação mais luminosa da verdade.

A esperança floresce quando a alma consente em ser conduzida pelo eterno.

Assim, a existência torna-se uma resposta contínua Àquele que jamais deixa de comunicar a vida.

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domingo, 19 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 49(50) - 20.07.2026

Segunda-feira, 20 de Julho de 2026

16ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius, XLIX, V-VI, VIII-IX, XVIb-XVII, XXI et XXIII

I

V. Congregate illi sanctos eius, qui ordinant testamentum eius super sacrificia. (Psalmus XLIX, V)
5 Congregai para Ele os seus santos, os que dispõem a sua aliança sobre os sacrifícios. (Salmo 49, 5)

V. Et adnuntiabunt caeli iustitiam eius, quoniam Deus iudex est. (Psalmus XLIX, VI)
6 E os céus anunciarão a sua justiça, porque Deus é juiz. (Salmo 49, 6)

R. Sacrificium laudis honorificabit me. (Psalmus XLIX, XXIIIb)
R. O sacrifício de louvor me glorificará. (Salmo 49, 23b)

II

V. Non in sacrificiis tuis arguam te, holocausta autem tua in conspectu meo sunt semper. (Psalmus XLIX, VIII)
8 Não te reprovarei pelos teus sacrifícios, pois os teus holocaustos estão sempre diante de mim. (Salmo 49, 8)

V. Non accipiam de domo tua vitulos, neque de gregibus tuis hircos. (Psalmus XLIX, IX)
9 Não tomarei da tua casa novilhos, nem dos teus rebanhos bodes. (Salmo 49, 9)

R. Sacrificium laudis honorificabit me. (Psalmus XLIX, XXIIIb)
R. O sacrifício de louvor me glorificará. (Salmo 49, 23b)

III

V. Peccatori autem dixit Deus quare tu enarras iustitias meas, et adsumis testamentum meum per os tuum. (Psalmus XLIX, XVI)
16 Ao pecador, porém, Deus disse, por que proclamas os meus decretos e levas a minha aliança nos lábios. (Salmo 49, 16)

V. Tu vero odisti disciplinam, et proiecisti sermones meos retrorsum. (Psalmus XLIX, XVII)
17 Tu, porém, odeias a disciplina e lançaste as minhas palavras para trás de ti. (Salmo 49, 17)

R. Sacrificium laudis honorificabit me. (Psalmus XLIX, XXIIIb)
R. O sacrifício de louvor me glorificará. (Salmo 49, 23b)

IV

V. Haec fecisti, et tacui, existimasti inique quod ero tui similis, arguam te, et statuam contra faciem tuam. (Psalmus XLIX, XXI)
21 Fizeste estas coisas, e calei-me. Pensaste, de modo errado, que eu seria como tu. Repreender-te-ei e te colocarei diante de ti mesmo. (Salmo 49, 21)

R. Sacrificium laudis honorificabit me. (Psalmus XLIX, XXIIIb)
R. O sacrifício de louvor me glorificará. (Salmo 49, 23b)

V

V. Sacrificium laudis honorificabit me, et illic iter, quod ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIII)
23 O sacrifício de louvor me glorificará, e ali está o caminho que lhe mostrarei, a salvação de Deus. (Salmo 49, 23)

R. Sacrificium laudis honorificabit me. (Psalmus XLIX, XXIIIb)
R. O sacrifício de louvor me glorificará. (Salmo 49, 23b)

Reflexão

O louvor verdadeiro nasce quando o coração se torna atento ao que permanece.

O silêncio interior não é ausência, mas maturação do que vem do Alto.

A alma amadurece quando aprende a oferecer, sem resistência, o próprio caminho.

Nada se perde no recolhimento fiel, porque a verdade o sustenta por dentro.

A disciplina da escuta conduz o ser ao seu centro mais estável.

O que é visível passa, mas a aliança guardada no íntimo permanece.

Toda oferta autêntica purifica o olhar e ordena os afetos.

Feliz aquele que caminha em paz, porque reconhece a presença que o precede.

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sábado, 18 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 85(86) - 19.07.2026


Psalmus LXXXV, V-VI

V. Quoniam tu, Domine, suavis et mitis, et multae misericordiae omnibus invocantibus te. (Psalmus LXXXV, V)

5. Porque Vós, Senhor, sois bondoso e clemente, e derramais a abundância da vossa misericórdia sobre todos os que vos invocam. Em Vós, toda busca encontra sua verdadeira direção e todo coração descobre a fonte que silenciosamente o sustenta. (Salmo 85,5)

VI. Auribus percipe, Domine, orationem meam, et intende voci deprecationis meae. (Psalmus LXXXV, VI)

6. Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos à minha oração e acolhei a voz da minha súplica. Antes mesmo que minhas palavras se completem, conheceis o movimento mais profundo da alma e a conduzis para a plenitude da vossa presença. (Salmo 85,6)

R. Tu, Domine, suavis et mitis es. (Psalmus LXXXV, V)
R. Vós, Senhor, sois bondoso e misericordioso. (Salmo 85,5)

II. Psalmus LXXXV, IX-X

IX. Omnes gentes quascumque fecisti venient, et adorabunt coram te, Domine, et glorificabunt nomen tuum. (Psalmus LXXXV, IX)

9. Todas as nações que criastes virão adorar diante de Vós, Senhor, e glorificarão o vosso santo Nome. Toda existência caminha, ainda que silenciosamente, para reconhecer Aquele que lhe concedeu o ser e a conduz à sua consumação. (Salmo 85,9)

X. Quoniam magnus es tu, et faciens mirabilia, tu es Deus solus. (Psalmus LXXXV, X)

10. Porque somente Vós sois grande e realizais maravilhas. Somente Vós sustentais todas as coisas em sua origem, em seu crescimento e em sua plena manifestação, conduzindo cada realidade segundo a perfeição da vossa sabedoria. (Salmo 85,10)

R. Tu, Domine, suavis et mitis es. (Psalmus LXXXV, V)
R. Vós, Senhor, sois bondoso e misericordioso. (Salmo 85,5)

III. Psalmus LXXXV, XV-XVIa

XV. Tu autem, Domine Deus, miserator et misericors, patiens et multae misericordiae et verax. (Psalmus LXXXV, XV)

15. Vós, Senhor Deus, sois compassivo, paciente, rico em misericórdia e plenamente fiel. Vossa presença acompanha cada existência com serenidade perfeita, conduzindo-a incessantemente ao cumprimento da verdade que nela depositastes desde o princípio. (Salmo 85,15)

XVI. Respice in me, et miserere mei. (Psalmus LXXXV, XVI)

16. Voltai para mim o vosso olhar e tende misericórdia de mim. Quando a alma se abre inteiramente à vossa presença, encontra a força silenciosa que restaura sua integridade e a conduz à comunhão convosco. (Salmo 85,16)

R. Tu, Domine, suavis et mitis es. (Psalmus LXXXV, V)
R. Vós, Senhor, sois bondoso e misericordioso. (Salmo 85,5)

Reflexão

Toda oração nasce antes de encontrar palavras.
Aquele que busca o Senhor aproxima-se da fonte que sustenta toda existência.
A misericórdia divina acompanha silenciosamente cada passo da alma.
Nenhum coração permanece oculto diante do olhar que tudo conhece.
A fidelidade do Senhor conduz cada realidade ao seu verdadeiro cumprimento.
A serenidade cresce quando o interior aprende a permanecer diante da presença eterna.
Toda adoração une a criatura à verdade que a fez existir.
Quem persevera nesse caminho descobre que a plenitude sempre esteve sendo preparada no mais profundo do ser.

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 9B(10) - 18.07.2026

Sábado, 18 de Julho de 2026

15ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius

Psalmus IX B, I-II. III-V. VII-VIII. XIV

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

I

I. Ut quid, Domine, recessisti longe, despicis in opportunitatibus, in tribulatione? (Psalmus IX B, I)

1. Senhor, por que pareceis distante nos momentos da provação? Ainda quando os olhos não Vos percebem, permaneceis sustentando silenciosamente toda a existência. (Salmo 9B(10),1)

II. Dum superbit impius, incenditur pauper; comprehenduntur in consiliis quibus cogitant. (Psalmus IX B, II)

2. A soberba obscurece o coração, e seus próprios pensamentos acabam por aprisioná-lo. Aquele que permanece diante de Deus encontra uma firmeza que não depende das aparências. (Salmo 9B(10),2)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

II

III. Quoniam laudatur peccator in desideriis animæ suæ, et iniquus benedicitur. Irritavit Dominum peccator. (Psalmus IX B, III)

3. Quem exalta apenas os próprios desejos distancia-se da ordem que permanece. O coração perde sua clareza quando deixa de contemplar o Bem que não passa. (Salmo 9B(10),3)

IV. Secundum multitudinem iræ suæ non quæret; non est Deus in conspectu ejus. (Psalmus IX B, IV)

4. Quando a alma se fecha em si mesma, já não reconhece a presença que sustenta todas as coisas. O olhar torna-se incapaz de perceber a profundidade do mistério divino. (Salmo 9B(10),4)

V. Polluuntur viæ illius in omni tempore; auferuntur judicia tua a facie ejus; omnium inimicorum suorum dominabitur. (Psalmus IX B, V)

5. Os caminhos afastados da verdade tornam-se instáveis. Quem ignora a sabedoria do Senhor acaba edificando sobre aquilo que não permanece. (Salmo 9B(10),5)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

III

VII. Cujus maledictione os plenum est, et amaritudine, et dolo; sub lingua ejus labor et dolor. (Psalmus IX B, VII)

7. A palavra que nasce de um coração desordenado produz amargura. A palavra purificada pela presença de Deus torna-se fonte de paz e de vida. (Salmo 9B(10),7)

VIII. Sedet in insidiis cum divitibus in occultis, ut interficiat innocentem. Oculi ejus in pauperem respiciunt. (Psalmus IX B, VIII)

8. Quem vive apenas para si transforma o próximo em objeto de seus desígnios. Quem permanece unido ao Senhor aprende a contemplar cada pessoa segundo a dignidade recebida do próprio Criador. (Salmo 9B(10),8)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

IV

XIV. Vides quoniam tu laborem et dolorem consideras, ut tradas eos in manus tuas; tibi derelictus est pauper; orphano tu eris adjutor. (Psalmus IX B, XIV)

14. Vós contemplais toda fadiga e conheceis toda dor, acolhendo cada vida em vossas mãos. Quem deposita em Vós sua confiança jamais permanece abandonado, porque Vosso amparo sustenta silenciosamente aqueles que Vos procuram. (Salmo 9B(10),14)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

Reflexão

Toda inquietação nasce quando o coração perde de vista aquilo que permanece.
A presença de Deus jamais se ausenta, ainda que os sentidos experimentem o silêncio.
O olhar purificado aprende a reconhecer uma realidade mais profunda do que as aparências.
A verdadeira segurança não é construída pelas mãos humanas, mas acolhida na fidelidade ao Senhor.
Toda soberba fecha o espírito sobre si mesmo e obscurece a própria inteligência.
Toda confiança em Deus restaura a unidade interior e fortalece a perseverança.
O que permanece unido ao Alto atravessa as mudanças sem perder sua direção.
Assim, a alma encontra repouso na presença eterna que sustenta todas as coisas.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Salmo responsorial Is 38 - 17.07.2026

Sexta-feira, 17 de Julho de 2026
Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros, mártires, Memória
15ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius

(Salmo Responsorial)

Isaias XXXVIII, X, XI, XII, XVI

(R. cf. XVIIb)

I

10 Ego dixi in dimidio dierum meorum
Vadam ad portas inferi
quæsivi residuum annorum meorum.
(Isaiæ XXXVIII, X)

10 Eu dizia no meio dos meus dias
Irei às portas do abismo
Procurei o restante dos meus anos.
(Is 38,10)

R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)

R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)

II

11 Dixi
Non videbo Dominum Deum in terra viventium
non aspiciam hominem ultra
et habitatorem quietis.
(Isaiæ XXXVIII, XI)

11 Eu dizia
Não verei o Senhor Deus na terra dos viventes
não contemplarei mais o homem
nem o habitante da quietude.
(Is 38,11)

R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)

R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)

III

12 Generatio mea ablata est, et convoluta est a me
quasi tabernaculum pastorum
præcisa est velut a texente vita mea
dum adhuc ordirer, succidit me
de mane usque ad vesperam finies me.
(Isaiæ XXXVIII, XII)

12 A minha geração foi levada e enrolada para longe de mim
como a tenda dos pastores
a minha vida foi cortada como por um tecelão
enquanto eu ainda a tecia, ele me desfez
e do amanhecer até a tarde me conduzirás ao fim.
(Is 38,12)

R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)

R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)

IV

16 Domine, si sic vivitur, et in talibus vita spiritus mei
corripies me, et vivificabis me.
(Isaiæ XXXVIII, XVI)

16 Senhor, se assim se vive, e se tal é a vida do meu espírito
tu me corrigirás e me darás vida.
(Is 38,16)

R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)

R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)

Reflexão

A alma ferida aprende a escutar o que o silêncio ainda guarda.

O instante não se basta, porque traz em si um chamado mais alto.

Toda lágrima amadurece quando toca a profundidade da presença.

O que parece queda pode ser passagem para uma ordem mais pura.

O coração recolhido descobre que nada sincero se perde no invisível.

A medida humana se cumpre quando repousa na fonte que a sustenta.

O tempo interior não corre em fuga, mas em gestação de plenitude.

Assim, a existência se torna resposta, e a resposta se torna habitação da paz.

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Salmo responsorial Lc 1 - 16.07.2026

Quinta-feira, 16 de Julho de 2026
Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Festa, Ano A
15ª Semana do Tempo Comum


Psalmus responsorius

Lc I, XLVI-LV
Magnificat

I

Et ait Maria: Magnificat anima mea Dominum. (Lc I, XLVI)
1. E Maria disse. Minha alma engrandece o Senhor. (Lc 1,46)

Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo. (Lc I, XLVII)
2. E meu espírito exultou em Deus, meu Salvador. (Lc 1,47)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

II

Quia respexit humilitatem ancillae suae: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes. (Lc I, XLVIII)
3. Porque olhou para a humildade de sua serva. Eis que, desde agora, todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. (Lc 1,48)

Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
4. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

III

Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum. Fecit potentiam in brachio suo: dispersit superbos mente cordis sui. (Lc I, L-LI)
5. Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o reverenciam. Ele manifestou o poder de seu braço e dispersou os soberbos nos pensamentos de seu coração. (Lc 1,50-51)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

IV

Deposuit potentes de sede, et exaltavit humiles. (Lc I, LII)
6. Depôs os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes, conduzindo cada ser à sua verdadeira medida diante do Altíssimo. (Lc 1,52)

Esurientes implevit bonis: et divites dimisit inanes. (Lc I, LIII)
7. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias, para mostrar que só o interior aberto recebe a plenitude. (Lc 1,53)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

V

Suscepit Israel puerum suum, recordatus misericordiae suae: Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in saecula. (Lc I, LIV-LV)
8. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, como prometera a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre. Assim a história é transfigurada quando a promessa eterna se cumpre no silêncio fecundo da fidelidade divina. (Lc 1,54-55)

R. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius. (Lc I, XLIX)
R. Porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. (Lc 1,49)

Reflexão

A alma engrandece o Senhor quando deixa de se encerrar em si mesma.
O espírito se eleva quando reconhece que a origem de tudo é maior do que o instante.
A humildade não diminui o ser, mas o torna apto a receber o que vem do alto.
A misericórdia atravessa as gerações como uma corrente silenciosa e viva.
O poder divino não se confunde com a imposição, mas com a realização do bem verdadeiro.
Os humildes são erguidos porque permanecem disponíveis à verdade que os gera.
Os famintos são saciados porque não se contentam com aparências passageiras.
E a promessa eterna amadurece no interior daqueles que sabem guardar a Palavra em silêncio.

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 93(94) - 15.07.2026


Psalmus responsorius

Psalmus XCIII (XCIV), V-VI, VII-VIII, IX-X, XIV-XV, R. XIVa

I

V

Populum tuum, Domine, humiliaverunt, et hereditatem tuam vexaverunt. (Psalmus XCIII, V)

5

Humilharam o vosso povo, Senhor, e afligiram a vossa herança, como se a força do instante pudesse atingir aquilo que permanece sustentado pela vossa presença eterna. (Salmo 93, 5)

VI

Viduam et advenam interfecerunt, et pupillos occiderunt. (Psalmus XCIII, VI)

6

Feriram a viúva, o estrangeiro e o órfão, mas nenhuma ação humana ultrapassa a ordem silenciosa que governa todas as coisas desde sua origem. (Salmo 93, 6)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

II

VII

Et dixerunt: Non videbit Dominus, nec intelliget Deus Iacob. (Psalmus XCIII, VII)

7

Disseram que o Senhor não vê nem compreende, ignorando que nada escapa Àquele cuja presença sustenta toda a realidade em sua profundidade invisível. (Salmo 93, 7)

VIII

Intelligite, insipientes in populo, et stulti, aliquando sapite. (Psalmus XCIII, VIII)

8

Compreendei, vós que vos deixais conduzir pela insensatez. A verdadeira sabedoria nasce quando o coração se abre à luz que o precede e o conduz à plenitude. (Salmo 93, 8)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

III

IX

Qui plantavit aurem, non audiet? Aut qui finxit oculum, non considerat? (Psalmus XCIII, IX)

9

Aquele que formou o ouvido não haveria de ouvir, e Aquele que criou os olhos não haveria de contemplar? A origem permanece presente em tudo aquilo que dela procede. (Salmo 93, 9)

X

Qui corripit gentes, non arguet; qui docet hominem scientiam? (Psalmus XCIII, X)

10

Aquele que instrui as nações também corrige o coração humano, conduzindo-o ao conhecimento que ultrapassa toda aparência passageira. (Salmo 93, 10)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

IV

XIV

Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIV)

14

O Senhor jamais abandona aqueles que pertencem ao seu desígnio, pois sua fidelidade permanece além das mudanças que marcam o curso da existência. (Salmo 93, 14)

XV

Quoadusque iustitia convertatur in iudicium, et qui iuxta illam omnes qui recto sunt corde. (Psalmus XCIII, XV)

15

Chegará o momento em que a justiça resplandecerá plenamente, e os corações retos reconhecerão a ordem que sempre sustentou silenciosamente toda a realidade. (Salmo 93, 15)

R. Quia non repellet Dominus plebem suam, et hereditatem suam non derelinquet. (Psalmus XCIII, XIVa)

R. O Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança. (Salmo 93, 14a)

Reflexão

A fidelidade divina não oscila com os acontecimentos do mundo.
O que procede da Verdade permanece firme, mesmo quando tudo parece vacilar.
A origem invisível sustenta continuamente aquilo que se manifesta.
O coração amadurece quando aprende a reconhecer essa presença silenciosa.
A verdadeira sabedoria nasce da perseverança no bem.
Nenhuma realidade subsiste afastada da fonte que lhe comunica o ser.
A paz floresce onde a alma permanece unida ao que é eterno.
Quem vive nessa comunhão descobre uma firmeza que o tempo jamais consome.

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