Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Psalmus Responsorius
Psalmus CXVIII, XIV. XXIV. LXXII. CIII. CXI. CXXXI
I
In via testimoniorum tuorum delectatus sum, sicut in omnibus divitiis. (Psalmus CXVIII, XIV)
Encontro minha alegria no caminho dos teus testemunhos, como quem encontra neles uma riqueza que ultrapassa todos os bens passageiros. (Salmo 118, 14)
Nam et testimonia tua meditatio mea est, et consilia mea. (Psalmus CXVIII, XXIV)
Também os teus testemunhos são minha contemplação e o princípio dos meus pensamentos, pois, ao permanecer diante deles, minha alma encontra uma orientação que não se perde na sucessão dos instantes. (Salmo 118, 24)
R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua, super mel ori meo! (Psalmus CXVIII, CIII)
R. Quão doces são para minha alma as tuas palavras, mais doces que o mel para a minha boca, pois nelas o instante se abre à profundidade daquilo que permanece. (Salmo 118, 103)
II
Bonum mihi lex oris tui, super millia auri et argenti. (Psalmus CXVIII, LXXII)
Para mim é precioso o ensinamento que procede da tua boca, mais valioso que milhares de peças de ouro e prata, porque sua verdade ordena o interior e conduz a alma para aquilo que não passa. (Salmo 118, 72)
Hereditate acquisivi testimonia tua in aeternum, quia exsultatio cordis mei sunt. (Psalmus CXVIII, CXI)
Recebi os teus testemunhos como herança para a eternidade, porque eles são a alegria profunda do meu coração e permanecem como fundamento da minha existência diante de Deus. (Salmo 118, 111)
R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua, super mel ori meo! (Psalmus CXVIII, CIII)
R. Quão doces são para minha alma as tuas palavras, mais doces que o mel para minha boca, pois sua verdade atravessa o instante e conduz o coração àquilo que permanece. (Salmo 118, 103)
III
Os meum aperui, et attraxi spiritum, quia mandata tua desiderabam. (Psalmus CXVIII, CXXXI)
Abri a minha boca e aspirei profundamente, porque desejava os teus mandamentos. Minha alma se abre à tua presença como espaço interior que recebe o sopro da verdade e encontra nela sua orientação. (Salmo 118, 131)
R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua, super mel ori meo! (Psalmus CXVIII, CIII)
R. Quão doces são para minha alma as tuas palavras, mais doces que o mel para minha boca, porque sua presença transforma o interior e faz do instante uma abertura para a eternidade. (Salmo 118, 103)
Reflexão
A alma encontra sua verdadeira riqueza quando reconhece a palavra divina como realidade que permanece além do passageiro.
O caminho interior transforma cada instante em ocasião de encontro com uma verdade que não envelhece.
A contemplação permite que a consciência ultrapasse a dispersão e encontre unidade diante da presença divina.
Aquilo que o mundo considera riqueza perde sua primazia quando o coração descobre o valor da verdade eterna.
A palavra recebida torna-se alimento interior e amadurece silenciosamente aquele que permanece aberto ao mistério.
O desejo espiritual transforma a interioridade em espaço receptivo, onde a presença divina pode ser reconhecida.
Assim, o presente deixa de ser mera passagem e adquire profundidade diante daquele que permanece eternamente.
E a alma, alimentada pela palavra, aprende a caminhar no tempo com o coração orientado para a plenitude.
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