Psalmus LXII (LXIII), IIb. III-IV. V-VI. VII-VIII
Salmo 62(63), 2b. 3-4. 5-6. 7-8
R. Sitivit in te anima mea. (Psalmus LXII (LXIII), IIb)
R. Minha alma tem sede de vós, Senhor. (Salmo 62(63), 2b)
III. In terra deserta, et invia, et inaquosa, sic in sancto apparui tibi, ut viderem virtutem tuam et gloriam tuam. (Psalmus LXII (LXIII), III)
3. Numa terra deserta, sem caminho e sem água, assim me apresentei diante de vós no santuário, para contemplar vosso poder e vossa glória. (Salmo 62(63), 3)
IV. Quoniam melior est misericordia tua super vitas, labia mea laudabunt te. (Psalmus LXII (LXIII), IV)
4. Vosso amor misericordioso vale mais do que a própria vida; por isso, meus lábios vos louvarão. (Salmo 62(63), 4)
R. Sitivit in te anima mea. (Psalmus LXII (LXIII), IIb)
R. Minha alma tem sede de vós, Senhor. (Salmo 62(63), 2b)
V. Sic benedicam te in vita mea, et in nomine tuo levabo manus meas. (Psalmus LXII (LXIII), V)
5. Assim vos bendirei durante toda a minha vida e, em vosso nome, elevarei minhas mãos em adoração. (Salmo 62(63), 5)
VI. Sicut adipe et pinguedine repleatur anima mea, et labiis exsultationis laudabit os meum. (Psalmus LXII (LXIII), VI)
6. Que minha alma seja saciada como de abundância e alimento precioso, e minha boca vos louvará com lábios de exultação. (Salmo 62(63), 6)
R. Sitivit in te anima mea. (Psalmus LXII (LXIII), IIb)
R. Minha alma tem sede de vós, Senhor. (Salmo 62(63), 2b)
VII. Si memor fui tui super stratum meum, in matutinis meditabor in te. (Psalmus LXII (LXIII), VII)
7. Se me recordei de vós em meu leito, nas primeiras horas da manhã meditarei em vós. (Salmo 62(63), 7)
VIII. Quia fuisti adjutor meus, et in velamento alarum tuarum exsultabo. (Psalmus LXII (LXIII), VIII)
8. Porque fostes meu auxílio, encontrarei júbilo e segurança à sombra protetora de vossas asas. (Salmo 62(63), 8)
R. Sitivit in te anima mea. (Psalmus LXII (LXIII), IIb)
R. Minha alma tem sede de vós, Senhor. (Salmo 62(63), 2b)
Reflexão:
A alma reconhece em Deus sua origem e encontra nele a plenitude que nenhuma realidade passageira pode oferecer.
A sede espiritual revela a profundidade de um ser chamado à comunhão com o Eterno.
Mesmo na aridez da existência, a presença divina permanece como fonte inesgotável de sustentação.
A misericórdia de Deus ultrapassa a duração da vida e ilumina a interioridade humana.
Cada instante de louvor aproxima a consciência daquilo que permanece além de toda transformação.
No silêncio do repouso, a lembrança de Deus conserva viva a intimidade com sua presença.
A confiança permite atravessar as mudanças da existência sem perder a firmeza interior.
Assim, a alma encontra no Eterno sua morada, sua plenitude e o sentido definitivo de sua existência.
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