sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Salmo Responsorial: - 24.02.2026 33(34)


Psalmus XXXIII XXXIV

Lectio Evangelii secundum Matthaeum VI VII–XV

℟ Benedicam Dominum in omni tempore semper laus eius in ore meo (Ps XXXIII I)

1 Bendirei o Senhor em todo tempo, pois sua presença sustenta cada instante e sua luz permanece no agora que não passa (Sl 33,1)

I
Benedicam Dominum in omni tempore semper laus eius in ore meo (Ps XXXIII I)
1 Quando o coração bendiz continuamente, ele se ancora na presença que atravessa todas as horas e encontra estabilidade no eterno (Sl 33,1)

II
In Domino laudabitur anima mea audiant mansueti et laetentur (Ps XXXIII III)
2 A alma que se gloria no Senhor descobre uma alegria interior que não depende das mudanças exteriores (Sl 33,3)

III
Magnificate Dominum mecum et exaltemus nomen eius in idipsum (Ps XXXIII IV)
3 Exaltar o Nome é unir pensamento e vontade no mesmo centro, onde o visível e o invisível se harmonizam (Sl 33,4)

IV
Accedite ad eum et illuminamini et facies vestrae non confundentur (Ps XXXIII VI)
4 Aproximar-se do Senhor é permitir que a luz eterna esclareça o íntimo e dissipe toda sombra da consciência (Sl 33,6)

Reflexão
A bênção constante educa o olhar para reconhecer o eterno no instante.
O louvor torna o coração vigilante e recolhido.
A presença divina não está distante, mas sustenta cada respiração.
Quando a alma se volta ao seu princípio, encontra firmeza.
A oração simples purifica a intenção e ordena os desejos.
A luz recebida no íntimo orienta as escolhas diárias.
A confiança perseverante une o tempo ao que não passa.
Assim caminhamos na paz que nasce da comunhão interior com Deus.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Salmo Responsorial: 18(19) - 23.02.2026

 


Psalmus XVIII XIX

Lectio Evangelii secundum Matthaeum XXV, XXXI–XLVI

Responsorium

Responsum

Cum venerit Filius hominis in maiestate sua et omnes angeli cum eo tunc sedebit super sedem maiestatis suae (Mt XXV, XXXI)
Quando o Filho do Homem se manifesta em Sua glória revela o eixo eterno que sustenta cada instante e diante dEle toda consciência encontra sua verdade (Mt 25,31)

Versus I

Caeli enarrant gloriam Dei et opera manuum eius annuntiat firmamentum (Ps XVIII XIX, II)
Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos pois toda criação manifesta a presença que atravessa os tempos (Sl 18,2)

Versus II

Dies diei eructat verbum et nox nocti indicat scientiam (Ps XVIII XIX, III)
Um dia transmite ao outro a Palavra e a noite comunica sabedoria pois no fluxo das horas ressoa a voz que não se extingue (Sl 18,3)

Versus III

Lex Domini immaculata convertens animas testimonium Domini fidele sapientiam praestans parvulis (Ps XVIII XIX, VIII)
A lei do Senhor é pura e restaura a alma tornando o interior capaz de acolher a sabedoria que procede da Fonte eterna (Sl 18,8)

Versus IV

Iudicia Domini vera iustificata in semetipsa desiderabilia super aurum et lapidem pretiosum multum (Ps XVIII XIX, X–XI)
Os juízos do Senhor são verdadeiros e plenamente retos mais desejáveis que o ouro pois orientam o coração para o valor que não passa (Sl 18,10–11)

Reflexão

A proclamação da glória divina não está distante mas atravessa cada momento vivido.
O trono do Filho do Homem ergue-se também no íntimo da consciência.
A criação e a Lei convergem na revelação de uma ordem que permanece.
O agir humano recebe peso eterno quando se conforma a essa medida.
Nada do que é realizado segundo o Bem se dissolve na sucessão das horas.
O juízo é luz que manifesta o que já foi escolhido no interior.
A alma amadurece quando aprende a escutar a Palavra que ressoa além do tempo visível.
Assim a vida torna-se participação na harmonia que sustenta o universo.

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Salmo Responsorial: 50(51) - 22.02.2026


 Psalmus L (LI)

Lectio sancti Evangelii secundum Matthaeum

Responsum

I
Tunc Iesus ductus est in desertum a Spiritu ut tentaretur a diabolo.
No Tempo Vertical o Espírito conduz a consciência ao deserto interior, onde toda ilusão é revelada e o ser é provado na sua origem eterna.

Responsum
Miserere mei Deus secundum magnam misericordiam tuam. (Psalmus L (LI), 3)
Tem piedade de mim ó Deus segundo a tua grande misericórdia. (Salmo 50 (51), 3)

II
Et cum ieiunasset quadraginta diebus et quadraginta noctibus postea esuriit.
O jejum revela a fome mais profunda que não pertence ao corpo, mas ao centro do ser, e no silêncio do tempo suspenso o desejo é purificado.

Responsum
Cor mundum crea in me Deus et spiritum rectum innova in visceribus meis. (Psalmus L (LI), 12)
Cria em mim um coração puro ó Deus e renova em mim um espírito firme. (Salmo 50 (51), 12)

III
Et accedens tentator dixit ei si Filius Dei es dic ut lapides isti panes fiant.
No instante vertical ergue-se a voz que sugere atalhos e poderes aparentes, mas o ser enraizado no eterno não se define pela urgência do imediato.

Responsum
Averte faciem tuam a peccatis meis et omnes iniquitates meas dele. (Psalmus L (LI), 11)
Desvia o teu rosto das minhas faltas e apaga todas as minhas iniquidades. (Salmo 50 (51), 11)

IV
Tunc reliquit eum diabolus et ecce angeli accesserunt et ministrabant ei.
Quando a vontade permanece unida ao Alto o tempo deixa de ser prova e torna-se presença plena, e as forças luminosas assistem aquele que persevera no centro.

Responsum
Redde mihi laetitiam salutaris tui et spiritu principali confirma me. (Psalmus L (LI), 14)
Restitui-me a alegria da tua salvação e confirma-me com espírito soberano. (Salmo 50 (51), 14)

Reflexão

O deserto revela a profundidade do instante que não se mede por horas.
No Tempo Vertical cada provação expõe a estrutura interior do ser.
A fome ordena o desejo e purifica a intenção.
A resposta firme nasce da consciência alinhada ao princípio eterno.
O combate invisível antecede toda ação exterior.
A decisão silenciosa sustenta a integridade diante da pressão.
A permanência no eixo restaura a clareza do espírito.
E assim o tempo torna-se espaço de presença e firmeza interior.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Salmo Responsorial: 85(86) - 21.02.2026


 Psalmus LXXXV 86

Lectio Evangelii secundum Lucam V XXVII–XXXII

Responsorium

Responsorium
Sequere me dicit Dominus et surgens secutus est eum

Segue-me diz o Senhor e a alma que se levanta encontra no chamado o ponto onde o instante toca a eternidade (Lc V 27–28)

I
Inclina Domine aurem tuam et exaudi me quoniam inops et pauper sum ego (Ps LXXXV 1)
Inclina teu ouvido Senhor e escuta-me pois reconheço minha indigência diante do fundamento do ser e no clamor o presente se abre ao eterno (Ps 85 1)

II
Custodi animam meam quoniam sanctus sum salva servum tuum Deus meus sperantem in te (Ps LXXXV 2)
Guarda minha alma pois em ti deposito confiança e assim descubro que a segurança verdadeira nasce da adesão ao princípio que não passa (Ps 85 2)

III
Miserere mei Domine quoniam ad te clamavi tota die (Ps LXXXV 3)
Tem misericórdia de mim Senhor pois a ti clamo continuamente e no clamor constante cada momento se torna permanência diante de tua presença (Ps 85 3)

IV
Laetifica animam servi tui quoniam ad te Domine animam meam levavi (Ps LXXXV 4)
Alegra a alma de teu servo pois a ti elevo meu interior e nessa elevação o ser participa da altura que sustenta todos os tempos (Ps 85 4)

Reflexão

O chamado do Senhor não se limita ao som que ressoa nos ouvidos.
Ele alcança o centro onde a consciência decide seu rumo.
Quando a alma se reconhece necessitada abre-se à plenitude que a precede.
A confiança eleva o coração acima da instabilidade das horas.
Cada súplica torna-se permanência diante da Presença que é.
Seguir é ordenar a própria vontade ao Bem que não se altera.
Assim o instante deixa de ser fragmento e adquire densidade de eternidade.
No interior fiel amadurece uma alegria que nenhuma mudança externa pode dissolver.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Salmo Responsorial: 50(51) - 20.02.2026

 


Psalmus L Miserere

Lectio Evangelii secundum Matthaeum IX, XIV–XV

Et ait illis Iesus Numquid possunt filii sponsi lugere quandiu cum illis est sponsus Venient autem dies cum auferetur ab eis sponsus et tunc ieiunabunt

Responsorium

Responsum
Miserere mei Deus secundum magnam misericordiam tuam

Tem compaixão de mim, ó Deus, segundo a grandeza de tua misericórdia, pois somente em tua Presença o instante se purifica e encontra sua plenitude invisível.
(Psalmus L III)

Versus I
Amplius lava me ab iniquitate mea et a peccato meo munda me

Lava-me profundamente de toda desordem interior e purifica-me, para que meu coração se torne espaço onde a eternidade toca o agora.
(Psalmus L IV)

Versus II
Cor mundum crea in me Deus et spiritum rectum innova in visceribus meis

Cria em mim um coração íntegro, ó Deus, e renova no íntimo um espírito firme, capaz de permanecer estável além das oscilações do tempo.
(Psalmus L XII)

Versus III
Ne projicias me a facie tua et spiritum sanctum tuum ne auferas a me

Não me afastes de tua Face, pois fora de ti o instante se fragmenta; conserva em mim teu Espírito que sustenta toda permanência verdadeira.
(Psalmus L XIII)

Versus IV
Redde mihi laetitiam salutaris tui et spiritu principali confirma me

Restitui-me a alegria que procede de tua salvação e confirma-me com teu sopro soberano, para que minha alma permaneça firme na luz que não passa.
(Psalmus L XIV)

Reflexão

O clamor do salmista revela que o coração humano só encontra repouso quando reconduzido ao seu princípio.
A purificação pedida não é mero rito exterior, mas renovação do centro do ser.
Enquanto o Esposo é reconhecido, a alegria brota como sinal de comunhão viva.
Quando sua presença parece velar-se, o recolhimento aprofunda a fidelidade.
O coração íntegro é aquele que permanece estável no Bem, mesmo na provação.
A verdadeira firmeza nasce do domínio interior e da adesão consciente à verdade.
Assim o instante deixa de ser fugaz e torna-se espaço de encontro com o Eterno.
E a vida inteira converte-se em resposta silenciosa Àquele que sempre diz Ecce adsum.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Salmo Responsorial: 1 - 19.02.2026


 PSALMUS I

Lectio Evangelii secundum Lucam IX, XXII–XXV

Responsum I
Beatus vir qui non abiit in consilio impiorum

Feliz o homem que orienta seus passos segundo a verdade eterna e não se dispersa em caminhos que afastam do fundamento do ser. (Sl I,1)

Versus I
Sed in lege Domini voluntas eius et in lege eius meditabitur die ac nocte

Sua alegria está na Lei do Senhor e nela permanece dia e noite, unindo o instante presente ao sentido que não passa. (Sl I,2)

Versus II
Et erit tamquam lignum quod plantatum est secus decursus aquarum quod fructum suum dabit in tempore suo

Ele é como árvore plantada junto às águas vivas, nutrida por uma corrente invisível que sustenta cada estação da alma. (Sl I,3)

Versus III
Et folium eius non defluet et omnia quaecumque faciet prosperabuntur

Sua folha não murcha, pois sua raiz repousa no que permanece além da sucessão dos dias. (Sl I,3)

Versus IV
Quoniam novit Dominus viam iustorum et iter impiorum peribit

O Senhor conhece o caminho dos justos, porque está presente como origem e termo de sua jornada, enquanto o caminho que se fecha ao Eterno se dissipa. (Sl I,6)

Reflexão

O justo firma sua vida no fundamento que não se altera.
Cada escolha interior repercute além do instante visível.
Meditar dia e noite é habitar o presente com consciência do Eterno.
A alma enraizada na verdade não teme as estações da provação.
O fruto amadurece quando a vontade se harmoniza com o Bem.
A estabilidade interior nasce da fidelidade silenciosa.
O caminho conhecido por Deus é participação em Sua permanência.
Assim o tempo humano é atravessado pela presença que sustenta todos os séculos.

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Salmo Responsorial: 50(51) - 18.02.2026

 


PSALMUS L LI

LECTIO SANCTI EVANGELII SECUNDUM MATTHÆUM VI I–VI XVI–XVIII

Responsum

Miserere mei Deus secundum magnam misericordiam tuam

Tem piedade de mim, ó Deus, segundo a grandeza da tua misericórdia, que me alcança neste instante e me reconduz ao centro onde a tua presença sustenta e renova o meu ser. (Psalmus L III)

Versus

I
Amplius lava me ab iniquitate mea et a peccato meo munda me
Purifica-me profundamente para que minha interioridade seja restaurada na fonte que não se esgota (Psalmus L IV)

II
Cor mundum crea in me Deus et spiritum rectum innova in visceribus meis
Cria em mim um coração íntegro e renova em minhas entranhas a disposição firme que participa de tua permanência eterna (Psalmus L XII)

III
Redde mihi lætitiam salutaris tui et spiritu principali confirma me
Restitui-me a alegria que nasce da comunhão contigo e fortalece em mim o princípio interior que orienta cada decisão (Psalmus L XIV)

IV
Sacrificium Deo spiritus contribulatus cor contritum et humiliatum Deus non despicies
O verdadeiro sacrifício é o coração que se reconhece necessitado e se abre à tua ação transformadora que opera além do tempo que passa (Psalmus L XIX)

Reflexão
O clamor do salmo revela que a purificação começa no interior e não nas aparências.
A misericórdia divina não é lembrança distante mas ação presente que recria o coração.
Cada instante contém a possibilidade de renovação quando a vontade se volta ao bem.
O reconhecimento da própria fragilidade abre espaço para a força que vem do Alto.
A alegria autêntica nasce da consonância entre consciência e verdade eterna.
O espírito firme sustenta o agir mesmo quando as circunstâncias oscilam.
O sacrifício agradável a Deus é a entrega sincera do querer.
Assim a alma aprende a viver diante do Eterno que age continuamente no agora.

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