Psalmus LXVIII (LXIX), V, VIII-X, XIV (R. XIVc)
I
V. Multiplicati sunt super capillos capitis mei qui oderunt me gratis. Confortati sunt qui persecuti sunt me inimici mei injuste; quae non rapui, tunc exsolvebam. (Psalmus LXVIII, V)
5. Multiplicaram-se mais do que os cabelos da minha cabeça aqueles que me odeiam sem motivo. Tornaram-se fortes os que me perseguem injustamente. Fui levado a restituir até aquilo que nunca tomei. No íntimo, porém, permanece a certeza de que a verdade não depende do julgamento humano, mas da luz que procede de Deus e permanece incorruptível. (Salmo 68, 5)
R. Exaudi me, Domine, in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIVc)
R. Ouvi-me, Senhor, na verdade da vossa salvação, pois somente a vossa presença sustenta a alma que permanece fiel ao chamado eterno. (Salmo 68, 14c)
II
VIII. Quoniam propter te sustinui opprobrium; operuit confusio faciem meam. (Psalmus LXVIII, VIII)
8. Por causa de vós suportei o opróbrio, e a vergonha cobriu o meu rosto. Entretanto, aquele que permanece unido ao Senhor descobre que nenhuma humilhação pode obscurecer a luz que Deus acende no mais profundo da alma. (Salmo 68, 8)
IX. Extraneus factus sum fratribus meis, et peregrinus filiis matris meae. (Psalmus LXVIII, IX)
9. Tornei-me estranho para os meus irmãos e peregrino entre os filhos de minha mãe. Ainda assim, a comunhão com Deus conduz o coração a uma morada que jamais lhe poderá ser tirada. (Salmo 68, 9)
R. Exaudi me, Domine, in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIVc)
R. Ouvi-me, Senhor, na verdade da vossa salvação, pois somente a vossa presença sustenta a alma que permanece fiel ao chamado eterno. (Salmo 68, 14c)
III
X. Quoniam zelus domus tuae comedit me, et opprobria exprobrantium tibi ceciderunt super me. (Psalmus LXVIII, X)
10. O zelo por vossa casa consumiu todo o meu ser, e sobre mim caíram os insultos dirigidos contra vós. Quando o coração se entrega inteiramente ao Senhor, até as provações tornam-se caminho de purificação e plenitude. (Salmo 68, 10)
XIV. Ego vero orationem meam ad te, Domine; tempus beneplaciti, Deus. In multitudine misericordiae tuae, exaudi me in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIV)
14. Eu, porém, elevo a vós a minha oração, Senhor. No tempo da vossa benevolência, respondei-me segundo a abundância de vossa misericórdia e a verdade de vossa salvação. Assim, a alma encontra repouso na fidelidade que jamais conhece ocaso. (Salmo 68, 14)
R. Exaudi me, Domine, in veritate salutis tuae. (Psalmus LXVIII, XIVc)
R. Ouvi-me, Senhor, na verdade da vossa salvação, pois somente a vossa presença sustenta a alma que permanece fiel ao chamado eterno. (Salmo 68, 14c)
Reflexão
A alma amadurece quando aprende a permanecer firme na verdade que não depende das circunstâncias.
O silêncio fecundo conserva aquilo que o ruído do mundo jamais pode alcançar.
Toda fidelidade atravessa provações antes de revelar plenamente sua beleza.
A presença de Deus transforma a dor em caminho de purificação e de crescimento interior.
O coração que permanece voltado para o Alto descobre uma paz que nenhuma oposição consegue destruir.
A oração conduz o espírito para além das mudanças do tempo e o estabelece na permanência da verdade.
Cada prova acolhida com confiança torna-se ocasião para uma comunhão mais profunda com o Senhor.
Assim, a vida encontra sua verdadeira plenitude quando permanece unida Àquele que é eterno e imutável.
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