Psalmus Responsorius LXXIX, II ac III, XV-XVI (R. IV b)
Salmo Responsorial 79, 2ac e 3b.15-16 (R. 4b)
I
II
Qui regis Israel, intende: qui deducis velut ovem Ioseph, qui sedes super Cherubim, appare coram Ephraim, Beniamin et Manasse. (Psalmus LXXIX, II)
Ó Pastor de Israel, volta o teu olhar para nós; guia-nos como rebanho teu e manifesta a tua presença, para que a alma reencontre o centro de sua origem em ti. (Salmo 79,2)
III
Excita potentiam tuam, et veni, ut salvos facias nos. (Psalmus LXXIX, III)
Desperta o teu poder e vem ao nosso encontro, para que o interior seja liberto da dispersão e recolocado na ordem serena da tua luz. (Salmo 79,3)
R. Deus, converte nos, et ostende faciem tuam, et salvi erimus. (Psalmus LXXIX, IV)
R. Deus, volta-te para nós, mostra-nos o teu rosto e seremos salvos. (Salmo 79,4)
II
XV
Deus virtutum, convertere: respice de caelo, et vide, et visita vineam istam. (Psalmus LXXIX, XV)
Deus dos exércitos, volta-te para nós, olha do céu e visita esta vinha, para que aquilo que foi plantado no oculto floresça na fidelidade da tua presença. (Salmo 79,15)
XVI
Et perfice eam, quam plantavit dextera tua: et super filium, quem confirmasti tibi. (Psalmus LXXIX, XVI)
E leva à plenitude a obra que a tua direita plantou, sobre o filho que fortaleceste para ti, para que toda promessa amadureça em silêncio e em verdade. (Salmo 79,16)
R. Deus, converte nos, et ostende faciem tuam, et salvi erimus. (Psalmus LXXIX, IV)
R. Deus, volta-te para nós, mostra-nos o teu rosto e seremos salvos. (Salmo 79,4)
Reflexão
A vinha do Senhor não floresce pelo ruído, mas pela visita discreta da graça.
O coração amadurece quando aceita ser cultivado pela mão que conhece sua origem.
Toda súplica autêntica nasce do centro interior onde a alma aprende a esperar.
A presença divina não apenas socorre, mas recoloca cada ser na sua verdade mais profunda.
O que parece disperso encontra unidade quando é tocado pelo olhar de Deus.
A fecundidade espiritual não vem do esforço isolado, mas da permanência na fonte.
Quem é visitado pelo Alto descobre que a sua história pode tornar-se colheita de luz.
E a plenitude chega quando o ser inteiro consente em ser conduzido pela face do Eterno.
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