Psalmus Responsorius LXXXVII, Xbc-XI, XII-XIII, XIV-XV
Canticum Psalmi, filiis Core, in finem, pro Maheleth ad respondendum. Intellectus Eman Ezrahitæ
I
X. Oculi mei languerunt præ inopia. Clamavi ad te, Domine, tota die; expandi ad te manus meas. (Psalmus LXXXVII, X)
10. Meus olhos se enfraqueceram pela aflição. Clamei a vós, Senhor, durante todo o dia; estendi para vós as minhas mãos. (Salmo 87, 10bc)
XI. Numquid mortuis facies mirabilia? aut medici suscitabunt, et confitebuntur tibi? (Psalmus LXXXVII, XI)
11. Acaso fareis maravilhas pelos mortos? Ou os médicos poderão fazê-los ressurgir, para que vos louvem? (Salmo 87, 11)
R. Intret in conspectu tuo oratio mea.
Chegue à vossa presença a minha oração. (Salmo 87, 3a)
II
XII. Numquid narrabit aliquis in sepulchro misericordiam tuam, et veritatem tuam in perditione? (Psalmus LXXXVII, XII)
12. Acaso alguém anunciará no sepulcro a vossa misericórdia, ou proclamará a vossa verdade no lugar da perdição? (Salmo 87, 12)
XIII. Numquid cognoscentur in tenebris mirabilia tua? et justitia tua in terra oblivionis? (Psalmus LXXXVII, XIII)
13. Acaso serão conhecidas nas trevas as vossas maravilhas, e a vossa justiça na terra do esquecimento? (Salmo 87, 13)
R. Intret in conspectu tuo oratio mea.
Chegue à vossa presença a minha oração. (Salmo 87, 3a)
III
XIV. Et ego ad te, Domine, clamavi, et mane oratio mea præveniet te. (Psalmus LXXXVII, XIV)
14. Eu, porém, clamei a vós, Senhor, e pela manhã a minha oração se elevará diante de vós. (Salmo 87, 14)
XV. Ut quid, Domine, repellis orationem meam; avertis faciem tuam a me? (Psalmus LXXXVII, XV)
15. Por que, Senhor, rejeitais a minha oração e afastais de mim a vossa face? (Salmo 87, 15)
R. Intret in conspectu tuo oratio mea.
Chegue à vossa presença a minha oração. (Salmo 87, 3a)
Reflexão:
A oração nasce no instante e se abre para uma presença que não está limitada pela sucessão dos momentos.
Quando a interioridade clama, aquilo que parecia oculto torna-se abertura para a origem de onde o ser recebe sua existência.
O silêncio não significa ausência, mas profundidade na qual a consciência permanece diante daquele que conhece o íntimo.
A eternidade toca o instante quando a alma deixa de procurar somente respostas e começa a permanecer diante da presença.
Mesmo quando a face de Deus parece distante, a oração conserva em si a direção de retorno à sua origem.
O instante acolhido interiormente deixa de ser apenas passagem e torna-se espaço de amadurecimento e de plenitude.
A oração que se eleva contém a esperança de que nenhuma profundidade do ser permanece fora do alcance da presença divina.
Assim, o coração encontra no próprio instante a possibilidade de permanecer diante da origem até que sua existência se torne plena.
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