segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 118(119) - 11.08.2026

Terça-feira, 11 de Agosto de 2026

Santa Clara, virgem, Memória
19ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus CXVIII, XIV. XXIV. LXXII. CIII. CXI. CXXXI

I

In via testimoniorum tuorum delectatus sum, sicut in omnibus divitiis. (Psalmus CXVIII, XIV)

Encontro minha alegria no caminho dos teus testemunhos, como quem encontra neles uma riqueza que ultrapassa todos os bens passageiros. (Salmo 118, 14)

Nam et testimonia tua meditatio mea est, et consilia mea. (Psalmus CXVIII, XXIV)

Também os teus testemunhos são minha contemplação e o princípio dos meus pensamentos, pois, ao permanecer diante deles, minha alma encontra uma orientação que não se perde na sucessão dos instantes. (Salmo 118, 24)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua, super mel ori meo! (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Quão doces são para minha alma as tuas palavras, mais doces que o mel para a minha boca, pois nelas o instante se abre à profundidade daquilo que permanece. (Salmo 118, 103)

II

Bonum mihi lex oris tui, super millia auri et argenti. (Psalmus CXVIII, LXXII)

Para mim é precioso o ensinamento que procede da tua boca, mais valioso que milhares de peças de ouro e prata, porque sua verdade ordena o interior e conduz a alma para aquilo que não passa. (Salmo 118, 72)

Hereditate acquisivi testimonia tua in aeternum, quia exsultatio cordis mei sunt. (Psalmus CXVIII, CXI)

Recebi os teus testemunhos como herança para a eternidade, porque eles são a alegria profunda do meu coração e permanecem como fundamento da minha existência diante de Deus. (Salmo 118, 111)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua, super mel ori meo! (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Quão doces são para minha alma as tuas palavras, mais doces que o mel para minha boca, pois sua verdade atravessa o instante e conduz o coração àquilo que permanece. (Salmo 118, 103)

III

Os meum aperui, et attraxi spiritum, quia mandata tua desiderabam. (Psalmus CXVIII, CXXXI)

Abri a minha boca e aspirei profundamente, porque desejava os teus mandamentos. Minha alma se abre à tua presença como espaço interior que recebe o sopro da verdade e encontra nela sua orientação. (Salmo 118, 131)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua, super mel ori meo! (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Quão doces são para minha alma as tuas palavras, mais doces que o mel para minha boca, porque sua presença transforma o interior e faz do instante uma abertura para a eternidade. (Salmo 118, 103)

Reflexão

A alma encontra sua verdadeira riqueza quando reconhece a palavra divina como realidade que permanece além do passageiro.
O caminho interior transforma cada instante em ocasião de encontro com uma verdade que não envelhece.
A contemplação permite que a consciência ultrapasse a dispersão e encontre unidade diante da presença divina.
Aquilo que o mundo considera riqueza perde sua primazia quando o coração descobre o valor da verdade eterna.
A palavra recebida torna-se alimento interior e amadurece silenciosamente aquele que permanece aberto ao mistério.
O desejo espiritual transforma a interioridade em espaço receptivo, onde a presença divina pode ser reconhecida.
Assim, o presente deixa de ser mera passagem e adquire profundidade diante daquele que permanece eternamente.
E a alma, alimentada pela palavra, aprende a caminhar no tempo com o coração orientado para a plenitude.

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domingo, 9 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 111(112) - 10.08.2026

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026
São Lourenço, diácono e mártir, Festa, Ano A
19ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus CXI (CXII), I-II. V-VI. VII-VIII. IX (R. V)

I

R. Beatus qui miseretur et commodat. (Psalmus CXI, V)

R. Feliz aquele que se compadece e empresta com generosidade. (Salmo 111, 5)

I
Beatus vir qui timet Dominum: in mandatis ejus volet nimis. (Psalmus CXI, I)

1 Feliz o homem que reverencia o Senhor e encontra profunda alegria em seus mandamentos, pois seu coração descobre a ordem que permanece além de toda mudança. (Salmo 111, 1)

II
Potens in terra erit semen ejus: generatio rectorum benedicetur. (Psalmus CXI, II)

2 Sua descendência será forte sobre a terra, e a geração dos retos será cumulada de bênçãos, porque toda fidelidade produz frutos que não se dissipam. (Salmo 111, 2)

R. Beatus qui miseretur et commodat. (Psalmus CXI, V)

R. Feliz aquele que se compadece e empresta com generosidade. (Salmo 111, 5)

II

V
Jucundus homo qui miseretur et commodat, disponet sermones suos in judicio. (Psalmus CXI, V)

5 Feliz aquele que exerce a misericórdia e reparte com generosidade. Suas palavras permanecem ordenadas pela verdade que ilumina o íntimo do ser. (Salmo 111, 5)

VI
Quia in aeternum non commovebitur. In memoria aeterna erit justus. (Psalmus CXI, VI)

6 Jamais será abalado, pois aquele que vive na retidão permanece na lembrança que não conhece ocaso. (Salmo 111, 6)

R. Beatus qui miseretur et commodat. (Psalmus CXI, V)

R. Feliz aquele que se compadece e empresta com generosidade. (Salmo 111, 5)

III

VII
Ab auditione mala non timebit: paratum cor ejus sperare in Domino. (Psalmus CXI, VII)

7 Não temerá notícias adversas, porque seu coração permanece firme e confiante no Senhor, sustentado por uma paz que nenhuma circunstância desfaz. (Salmo 111, 7)

VIII
Confirmatum est cor ejus: non commovebitur donec despiciat inimicos suos. (Psalmus CXI, VIII)

8 Seu coração está fortalecido e permanece inabalável até contemplar a vitória da verdade sobre tudo o que se opõe à luz. (Salmo 111, 8)

R. Beatus qui miseretur et commodat. (Psalmus CXI, V)

R. Feliz aquele que se compadece e empresta com generosidade. (Salmo 111, 5)

IV

IX
Dispersit, dedit pauperibus: justitia ejus manet in saeculum saeculi; cornu ejus exaltabitur in gloria. (Psalmus CXI, IX)

9 Distribui com generosidade e oferece aos necessitados. Sua justiça permanece para sempre, e sua dignidade é elevada na glória que não conhece declínio. (Salmo 111, 9)

R. Beatus qui miseretur et commodat. (Psalmus CXI, V)

R. Feliz aquele que se compadece e empresta com generosidade. (Salmo 111, 5)

Reflexão

A firmeza do coração nasce quando o olhar repousa naquilo que permanece.
Toda obra realizada na retidão atravessa os limites dos dias passageiros.
O bem silencioso transforma a existência antes mesmo de produzir seus frutos visíveis.
A serenidade interior torna a alma inabalável diante das mudanças do mundo.
Cada gesto ordenado ao Eterno amplia o sentido do instante presente.
A verdadeira riqueza floresce onde o coração permanece unido ao Bem supremo.
Quem persevera na justiça caminha por uma senda que não se dissolve com o tempo.
Assim, a existência torna-se um reflexo da eternidade acolhida no íntimo da alma.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 84(85) - 09.08.2026

Domingo, 9 de Agosto de 2026
19º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Psalmus LXXXIV

Psalmus responsorius
Psalmus LXXXIV, IX-XIV

I

R. Audiam quid loquatur in me Dominus Deus, quoniam loquetur pacem in plebem suam. (Psalmus LXXXIV, IX)

Escutarei o que o Senhor Deus fala no íntimo de meu ser, pois sua palavra traz a paz que ordena o coração e conduz a alma à harmonia com sua presença. (Salmo 84,9)

Et super sanctos suos, et in eos qui convertuntur ad cor. (Psalmus LXXXIV, IX)

E sua presença repousa sobre os seus santos e sobre aqueles que retornam ao centro profundo do coração, onde a alma reencontra a direção da verdade. (Salmo 84,9)

R. Ostende nobis Domine misericordiam tuam, et salutare tuum da nobis. (Psalmus LXXXIV, VIII)

R. Mostra-nos, Senhor, tua misericórdia e concede-nos tua salvação, para que reconheçamos tua presença como origem e plenitude do nosso caminho interior. (Salmo 84,8)

II

R. Verumtamen prope timentes eum salutare ipsius, ut inhabitet gloria in terra nostra. (Psalmus LXXXIV, X)

Contudo, a salvação do Senhor está próxima daqueles que o reverenciam, para que sua glória habite em nossa realidade e transforme o interior da existência. (Salmo 84,10)

Misericordia et veritas obviaverunt sibi, justitia et pax osculatae sunt. (Psalmus LXXXIV, XI)

A misericórdia e a verdade se encontram, a justiça e a paz se unem em perfeita comunhão, revelando uma ordem mais profunda onde o ser encontra sua plenitude. (Salmo 84,11)

Veritas de terra orta est, et justitia de caelo prospexit. (Psalmus LXXXIV, XII)

A verdade brotou da terra, e a justiça contemplou desde o alto. O invisível toca o visível, e a realidade humana é elevada pela luz divina. (Salmo 84,12)

R. Ostende nobis Domine misericordiam tuam, et salutare tuum da nobis. (Psalmus LXXXIV, VIII)

R. Mostra-nos, Senhor, tua misericórdia e concede-nos tua salvação, para que a alma permaneça aberta ao encontro com aquele que sustenta todas as coisas. (Salmo 84,8)

III

R. Etenim Dominus dabit benignitatem, et terra nostra dabit fructum suum. (Psalmus LXXXIV, XIII)

Sim, o Senhor concederá sua bondade, e nossa terra produzirá seu fruto. A graça recebida no interior manifesta-se em uma existência fecundada pela presença divina. (Salmo 84,13)

Justitia ante eum ambulabit, et ponet in via gressus suos. (Psalmus LXXXIV, XIV)

A justiça caminhará diante dele e preparará o caminho de seus passos. A alma orientada por Deus encontra uma direção firme e uma passagem iluminada pela verdade. (Salmo 84,14)

R. Ostende nobis Domine misericordiam tuam, et salutare tuum da nobis. (Psalmus LXXXIV, VIII)

R. Mostra-nos, Senhor, tua misericórdia e concede-nos tua salvação, para que caminhemos na luz da tua presença e reconheçamos a plenitude que vem de ti. (Salmo 84,8)

Reflexão

A palavra divina desperta no silêncio uma escuta mais profunda da alma.
A paz do Senhor não nasce da ausência de movimento, mas da união interior com sua presença.
A misericórdia e a verdade revelam uma harmonia que ultrapassa as aparências passageiras.
O coração que retorna ao seu centro encontra uma direção iluminada pelo eterno.
A existência humana torna-se fecunda quando acolhe a ação transformadora da graça.
O instante presente pode revelar uma profundidade que ultrapassa sua breve duração.
A justiça divina conduz os passos para uma realidade ordenada pela verdade.
Diante do Senhor, a alma aprende a permanecer aberta à plenitude que não passa.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 9A(9) - 08.08.2026

Sábado, 8 de Agosto de 2026
São Domingos, presbítero, Memória
18ª Semana do Tempo Comum


Psalmus IX, VIII–XIII

Psalmus responsorius

I

VIII. Et Dominus in æternum permanet. Paravit in judicio thronum suum. (Psalmus IX, VIII)

8. O Senhor permanece eternamente e estabeleceu seu trono no juízo. Diante de sua presença, aquilo que passa encontra sua medida, e o instante se abre à realidade daquele que permanece. (Salmo 9,8)

IX. Et ipse judicabit orbem terræ in æquitate, judicabit populos in justitia. (Psalmus IX, IX)

9. Ele julgará o mundo com retidão e julgará os povos com justiça. Seu olhar penetra além das aparências e alcança a verdade profunda de cada existência, onde todas as coisas recebem sua justa medida. (Salmo 9,9)

R. Non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

R. Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. (Salmo 9,11)

II

X. Et factus est Dominus refugium pauperi, adjutor in opportunitatibus, in tribulatione. (Psalmus IX, X)

10. O Senhor tornou-se refúgio para o humilde e auxílio no momento oportuno, na tribulação. Quando as seguranças passageiras se desfazem, a alma encontra nele a morada interior onde recupera sua firmeza e retorna à profundidade de seu ser. (Salmo 9,10)

XI. Et sperent in te qui noverunt nomen tuum, quoniam non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

11. Esperem em vós aqueles que conhecem vosso nome, porque não abandonais os que vos procuram, Senhor. Aquele que vos busca descobre que sua procura já acontece diante de uma presença que o sustenta e o conduz para além da instabilidade do instante. (Salmo 9,11)

R. Non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

R. Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. (Salmo 9,11)

III

XII. Psallite Domino qui habitat in Sion, annuntiate inter gentes studia ejus. (Psalmus IX, XII)

12. Cantai ao Senhor que habita em Sião e anunciai entre as nações suas maravilhas. Aquele que contempla suas obras reconhece que toda realidade criada procede de uma origem mais profunda e encontra nela o sinal de uma presença que permanece. (Salmo 9,12)

XIII. Quoniam requirens sanguinem eorum recordatus est, non est oblitus clamorem pauperum. (Psalmus IX, XIII)

13. Porque o Senhor se recorda do sangue derramado e não se esquece do clamor dos humildes. Nada desaparece diante de sua presença. Aquilo que parece perder-se na sucessão dos acontecimentos permanece conhecido por aquele que contempla cada existência em sua verdade mais profunda. (Salmo 9,13)

R. Non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

R. Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. (Salmo 9,11)

Reflexão

O Senhor permanece eternamente quando todas as coisas submetidas à passagem encontram seu limite.
A alma que o procura descobre que sua busca acontece diante daquele que já a sustenta em seu íntimo.
O refúgio divino não é apenas um lugar de proteção, mas uma presença na qual o ser reencontra sua unidade.
A tribulação pode tornar-se ocasião de aprofundamento quando o coração deixa de depender somente do que é passageiro.
Aquele que conhece o nome do Senhor aprende a reconhecer sua presença para além da aparência dos acontecimentos.
A esperança amadurece quando a alma compreende que nenhum instante está separado do olhar eterno de Deus.
O silêncio interior permite perceber que aquilo que parece distante pode estar profundamente presente no centro da existência.
Assim, quem procura o Senhor descobre que nunca esteve abandonado diante daquele que permanece.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Salmo responsorial Dt 32 - 07.08.2026

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026
18ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus responsorius

Deuteronomium, XXXII, XXXVCD-XXXVIAB. XXXIXABCD. XLI

XXXV. Mea est ultio, et ego retribuam in tempore, ut labatur pes eorum
Iuxta est dies perditionis, et adesse festinant tempora. (Psalmus XXXII, XXXV)

35. A mim pertence a justiça que julga, e eu retribuirei no tempo determinado, quando vacilar o passo daqueles que se afastaram da verdade. Aproxima-se o dia em que aquilo que é passageiro encontrará o seu limite, pois os tempos caminham para o cumprimento de tudo o que permanece diante de Deus. (Salmo 32,35)

XXXVI. Judicabit Dominus populum suum, et in servis suis miserebitur
Videbit quod infirmata sit manus, et clausi quoque defecerint, residuique consumpti sint. (Psalmus XXXII, XXXVI)

36. O Senhor julgará o seu povo e terá misericórdia dos seus servos, pois verá enfraquecida a força humana e reconhecerá que aqueles que pareciam firmes também chegam ao limite. Então, aquilo que parecia sustentado por si mesmo revelará sua fragilidade, e a alma compreenderá que somente Deus permanece como fundamento de sua existência. (Salmo 32,36)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

XXXIX. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me
Ego occidam, et ego vivere faciam, percutiam, et ego sanabo, et non est qui de manu mea possit eruere. (Psalmus XXXII, XXXIX)

39. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. Eu faço cessar aquilo que passou do seu limite e faço surgir a vida; firo para corrigir e curo para restaurar, e ninguém pode arrancar das minhas mãos aquilo que entregou sua existência ao meu cuidado. (Salmo 32,39)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

XLI. Si acuero ut fulgur gladium meum, et arripuerit judicium manus mea
Reddam ultionem hostibus meis, et his qui oderunt me retribuam. (Psalmus XXXII, XLI)

41. Quando eu afiar a minha espada como relâmpago e minha mão assumir o juízo, retribuirei segundo a verdade, para que tudo aquilo que se levantou contra a ordem divina encontre o seu termo. Nenhuma aparência permanece diante daquele que conhece profundamente o coração. (Salmo 32,41)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

Reflexão

A alma encontra seu centro quando reconhece que nenhuma realidade criada pode ocupar o lugar daquele que permanece.
O tempo passa diante dos olhos, mas a verdade divina permanece imóvel em sua plenitude.
Aquilo que parece definitivo aos sentidos revela sua fragilidade quando contemplado à luz da eternidade.
O homem amadurece quando deixa de apoiar sua existência sobre aquilo que inevitavelmente passa.
A consciência encontra serenidade quando reconhece que sua vida está continuamente diante do olhar de Deus.
O instante pode tornar-se profundo quando a alma nele acolhe a presença daquele que não está submetido à sucessão dos momentos.
A verdadeira firmeza nasce quando o interior se ordena à verdade e não às aparências transitórias.
E quando tudo o que é passageiro silencia, permanece no coração a presença daquele que é a origem, o fundamento e o fim de toda vida.

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 96(97) - 06.08.2026

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2026
Transfiguração do Senhor, Festa, Ano A
18ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus XCVI, I-II, V-VI, IX

I

Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I)

O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1)

Nubes et caligo in circuitu eius; iustitia et iudicium correctio sedis eius. (Psalmus XCVI, II)

Nuvem e escuridão o cercam; justiça e juízo sustentam a firmeza do seu trono. (Salmo 97,2)

R. Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I a)
R. O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1a)

II

Montes sicut cera fluxerunt a facie Domini; a facie Domini omnis terra. (Psalmus XCVI, V)

Os montes se derreteram como cera diante do Senhor; diante da face do Senhor, toda a terra se recolhe em reverência. (Salmo 97,5)

Annuntiaverunt caeli iustitiam eius; et viderunt omnes populi gloriam eius. (Psalmus XCVI, VI)

Os céus anunciaram a sua justiça, e todos os povos contemplaram a sua glória. (Salmo 97,6)

R. Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I a)
R. O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1a)

III

Quoniam tu Dominus Altissimus super omnem terram: nimis exaltatus es super omnes deos. (Psalmus XCVI, IX)

Porque tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra, elevado acima de todos os deuses. (Salmo 97,9)

R. Quoniam tu Dominus Altissimus super omnem terram. (Psalmus XCVI, IX a)
R. Porque tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra. (Salmo 97,9a)

Reflexão

A soberania do Senhor recoloca o coração no eixo do que permanece.
A alma serena não se dispersa diante do que nasce e passa.
Tudo o que é exterior muda, mas a verdade íntima pode ser guardada.
A contemplação purifica o desejo e ordena a inteligência ao alto.
Quem aprende a suportar o tempo sem se perder começa a habitar o essencial.
A glória do Senhor não oprime, mas integra, ilumina e pacifica.
No silêncio interior, o homem descobre que o centro não está no ruído.
Permanecer voltado ao Eterno é atravessar o instante sem ser consumido por ele.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Salmo responsorial Jr 31 - 05.08.2026


Psalmus responsorius

Salmo responsorial

Liber Ieremiae XXXI, X. XI-XIIab. XIII

Livro de Jeremias XXXI, 10. 11-12ab. 13

I

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Audite verbum Domini, gentes, et annuntiate in insulis quæ procul sunt, et dicite : Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
10 Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas ilhas distantes, dizendo que Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que não perde nenhuma de suas ovelhas. (Jr 31,10)

V. Redemit enim Dominus Jacob, et liberavit eum de manu potentioris. (Ier XXXI, XI)
11 Porque o Senhor resgatou Jacó e o retirou da mão daquele que era mais forte, mostrando que a força verdadeira vem da misericórdia eterna e não do poder passageiro. (Jr 31,11)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.  (Ier XXXI, X)

II

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Et venient, et laudabunt in monte Sion : et confluent ad bona Domini. (Ier XXXI, XIIab)
12 Eles virão e louvarão no monte Sião, e afluirão aos bens do Senhor, como quem reconhece na presença divina a plenitude que sacia a sede mais profunda da alma. (Jr 31,12ab)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.  (Ier XXXI, X)

III

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Tunc lætabitur virgo in choro, juvenes et senes simul : et convertam luctum eorum in gaudium, et consolabor eos, et lætificabo a dolore suo. (Ier XXXI, XIII)
13 Então a virgem se alegrará no coro, jovens e anciãos juntos, e eu transformarei o luto em alegria, consolarei o coração ferido e farei nascer paz onde antes havia dor. (Jr 31,13)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)

Reflexão

A dispersão não é o fim quando Deus recolhe o que parecia perdido.
O silêncio do caminho amadurece a alma para o que é eterno.
A espera purifica o olhar e torna o coração mais sóbrio.
Quem persevera aprende a reconhecer a visita discreta da graça.
O tempo exterior passa, mas a presença interior permanece.
A dor não vence quando é alcançada pela fidelidade divina.
A alegria verdadeira nasce onde a confiança não desiste.
E o espírito encontra repouso quando tudo se ordena no Alto.

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