quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 9A(9) - 08.08.2026

Sábado, 8 de Agosto de 2026
São Domingos, presbítero, Memória
18ª Semana do Tempo Comum


Psalmus IX, VIII–XIII

Psalmus responsorius

I

VIII. Et Dominus in æternum permanet. Paravit in judicio thronum suum. (Psalmus IX, VIII)

8. O Senhor permanece eternamente e estabeleceu seu trono no juízo. Diante de sua presença, aquilo que passa encontra sua medida, e o instante se abre à realidade daquele que permanece. (Salmo 9,8)

IX. Et ipse judicabit orbem terræ in æquitate, judicabit populos in justitia. (Psalmus IX, IX)

9. Ele julgará o mundo com retidão e julgará os povos com justiça. Seu olhar penetra além das aparências e alcança a verdade profunda de cada existência, onde todas as coisas recebem sua justa medida. (Salmo 9,9)

R. Non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

R. Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. (Salmo 9,11)

II

X. Et factus est Dominus refugium pauperi, adjutor in opportunitatibus, in tribulatione. (Psalmus IX, X)

10. O Senhor tornou-se refúgio para o humilde e auxílio no momento oportuno, na tribulação. Quando as seguranças passageiras se desfazem, a alma encontra nele a morada interior onde recupera sua firmeza e retorna à profundidade de seu ser. (Salmo 9,10)

XI. Et sperent in te qui noverunt nomen tuum, quoniam non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

11. Esperem em vós aqueles que conhecem vosso nome, porque não abandonais os que vos procuram, Senhor. Aquele que vos busca descobre que sua procura já acontece diante de uma presença que o sustenta e o conduz para além da instabilidade do instante. (Salmo 9,11)

R. Non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

R. Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. (Salmo 9,11)

III

XII. Psallite Domino qui habitat in Sion, annuntiate inter gentes studia ejus. (Psalmus IX, XII)

12. Cantai ao Senhor que habita em Sião e anunciai entre as nações suas maravilhas. Aquele que contempla suas obras reconhece que toda realidade criada procede de uma origem mais profunda e encontra nela o sinal de uma presença que permanece. (Salmo 9,12)

XIII. Quoniam requirens sanguinem eorum recordatus est, non est oblitus clamorem pauperum. (Psalmus IX, XIII)

13. Porque o Senhor se recorda do sangue derramado e não se esquece do clamor dos humildes. Nada desaparece diante de sua presença. Aquilo que parece perder-se na sucessão dos acontecimentos permanece conhecido por aquele que contempla cada existência em sua verdade mais profunda. (Salmo 9,13)

R. Non dereliquisti quærentes te, Domine. (Psalmus IX, XI)

R. Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. (Salmo 9,11)

Reflexão

O Senhor permanece eternamente quando todas as coisas submetidas à passagem encontram seu limite.
A alma que o procura descobre que sua busca acontece diante daquele que já a sustenta em seu íntimo.
O refúgio divino não é apenas um lugar de proteção, mas uma presença na qual o ser reencontra sua unidade.
A tribulação pode tornar-se ocasião de aprofundamento quando o coração deixa de depender somente do que é passageiro.
Aquele que conhece o nome do Senhor aprende a reconhecer sua presença para além da aparência dos acontecimentos.
A esperança amadurece quando a alma compreende que nenhum instante está separado do olhar eterno de Deus.
O silêncio interior permite perceber que aquilo que parece distante pode estar profundamente presente no centro da existência.
Assim, quem procura o Senhor descobre que nunca esteve abandonado diante daquele que permanece.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Salmo responsorial Dt 32 - 07.08.2026

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026
18ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus responsorius

Deuteronomium, XXXII, XXXVCD-XXXVIAB. XXXIXABCD. XLI

XXXV. Mea est ultio, et ego retribuam in tempore, ut labatur pes eorum
Iuxta est dies perditionis, et adesse festinant tempora. (Psalmus XXXII, XXXV)

35. A mim pertence a justiça que julga, e eu retribuirei no tempo determinado, quando vacilar o passo daqueles que se afastaram da verdade. Aproxima-se o dia em que aquilo que é passageiro encontrará o seu limite, pois os tempos caminham para o cumprimento de tudo o que permanece diante de Deus. (Salmo 32,35)

XXXVI. Judicabit Dominus populum suum, et in servis suis miserebitur
Videbit quod infirmata sit manus, et clausi quoque defecerint, residuique consumpti sint. (Psalmus XXXII, XXXVI)

36. O Senhor julgará o seu povo e terá misericórdia dos seus servos, pois verá enfraquecida a força humana e reconhecerá que aqueles que pareciam firmes também chegam ao limite. Então, aquilo que parecia sustentado por si mesmo revelará sua fragilidade, e a alma compreenderá que somente Deus permanece como fundamento de sua existência. (Salmo 32,36)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

XXXIX. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me
Ego occidam, et ego vivere faciam, percutiam, et ego sanabo, et non est qui de manu mea possit eruere. (Psalmus XXXII, XXXIX)

39. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. Eu faço cessar aquilo que passou do seu limite e faço surgir a vida; firo para corrigir e curo para restaurar, e ninguém pode arrancar das minhas mãos aquilo que entregou sua existência ao meu cuidado. (Salmo 32,39)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

XLI. Si acuero ut fulgur gladium meum, et arripuerit judicium manus mea
Reddam ultionem hostibus meis, et his qui oderunt me retribuam. (Psalmus XXXII, XLI)

41. Quando eu afiar a minha espada como relâmpago e minha mão assumir o juízo, retribuirei segundo a verdade, para que tudo aquilo que se levantou contra a ordem divina encontre o seu termo. Nenhuma aparência permanece diante daquele que conhece profundamente o coração. (Salmo 32,41)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

Reflexão

A alma encontra seu centro quando reconhece que nenhuma realidade criada pode ocupar o lugar daquele que permanece.
O tempo passa diante dos olhos, mas a verdade divina permanece imóvel em sua plenitude.
Aquilo que parece definitivo aos sentidos revela sua fragilidade quando contemplado à luz da eternidade.
O homem amadurece quando deixa de apoiar sua existência sobre aquilo que inevitavelmente passa.
A consciência encontra serenidade quando reconhece que sua vida está continuamente diante do olhar de Deus.
O instante pode tornar-se profundo quando a alma nele acolhe a presença daquele que não está submetido à sucessão dos momentos.
A verdadeira firmeza nasce quando o interior se ordena à verdade e não às aparências transitórias.
E quando tudo o que é passageiro silencia, permanece no coração a presença daquele que é a origem, o fundamento e o fim de toda vida.

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 96(97) - 06.08.2026

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2026
Transfiguração do Senhor, Festa, Ano A
18ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus XCVI, I-II, V-VI, IX

I

Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I)

O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1)

Nubes et caligo in circuitu eius; iustitia et iudicium correctio sedis eius. (Psalmus XCVI, II)

Nuvem e escuridão o cercam; justiça e juízo sustentam a firmeza do seu trono. (Salmo 97,2)

R. Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I a)
R. O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1a)

II

Montes sicut cera fluxerunt a facie Domini; a facie Domini omnis terra. (Psalmus XCVI, V)

Os montes se derreteram como cera diante do Senhor; diante da face do Senhor, toda a terra se recolhe em reverência. (Salmo 97,5)

Annuntiaverunt caeli iustitiam eius; et viderunt omnes populi gloriam eius. (Psalmus XCVI, VI)

Os céus anunciaram a sua justiça, e todos os povos contemplaram a sua glória. (Salmo 97,6)

R. Dominus regnavit: exsultet terra; laetentur insulae multae. (Psalmus XCVI, I a)
R. O Senhor reina, exulte a terra; alegrem-se as ilhas numerosas. (Salmo 97,1a)

III

Quoniam tu Dominus Altissimus super omnem terram: nimis exaltatus es super omnes deos. (Psalmus XCVI, IX)

Porque tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra, elevado acima de todos os deuses. (Salmo 97,9)

R. Quoniam tu Dominus Altissimus super omnem terram. (Psalmus XCVI, IX a)
R. Porque tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra. (Salmo 97,9a)

Reflexão

A soberania do Senhor recoloca o coração no eixo do que permanece.
A alma serena não se dispersa diante do que nasce e passa.
Tudo o que é exterior muda, mas a verdade íntima pode ser guardada.
A contemplação purifica o desejo e ordena a inteligência ao alto.
Quem aprende a suportar o tempo sem se perder começa a habitar o essencial.
A glória do Senhor não oprime, mas integra, ilumina e pacifica.
No silêncio interior, o homem descobre que o centro não está no ruído.
Permanecer voltado ao Eterno é atravessar o instante sem ser consumido por ele.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Salmo responsorial Jr 31 - 05.08.2026


Psalmus responsorius

Salmo responsorial

Liber Ieremiae XXXI, X. XI-XIIab. XIII

Livro de Jeremias XXXI, 10. 11-12ab. 13

I

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Audite verbum Domini, gentes, et annuntiate in insulis quæ procul sunt, et dicite : Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
10 Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas ilhas distantes, dizendo que Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que não perde nenhuma de suas ovelhas. (Jr 31,10)

V. Redemit enim Dominus Jacob, et liberavit eum de manu potentioris. (Ier XXXI, XI)
11 Porque o Senhor resgatou Jacó e o retirou da mão daquele que era mais forte, mostrando que a força verdadeira vem da misericórdia eterna e não do poder passageiro. (Jr 31,11)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.  (Ier XXXI, X)

II

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Et venient, et laudabunt in monte Sion : et confluent ad bona Domini. (Ier XXXI, XIIab)
12 Eles virão e louvarão no monte Sião, e afluirão aos bens do Senhor, como quem reconhece na presença divina a plenitude que sacia a sede mais profunda da alma. (Jr 31,12ab)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum.  (Ier XXXI, X)

III

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)
R. Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará, como um pastor que recolhe, conduz e vela pelo seu rebanho na fidelidade silenciosa do Alto. (Jr 31,10)

V. Tunc lætabitur virgo in choro, juvenes et senes simul : et convertam luctum eorum in gaudium, et consolabor eos, et lætificabo a dolore suo. (Ier XXXI, XIII)
13 Então a virgem se alegrará no coro, jovens e anciãos juntos, e eu transformarei o luto em alegria, consolarei o coração ferido e farei nascer paz onde antes havia dor. (Jr 31,13)

R. Qui dispersit Israël congregabit eum, et custodiet eum sicut pastor gregem suum. (Ier XXXI, X)

Reflexão

A dispersão não é o fim quando Deus recolhe o que parecia perdido.
O silêncio do caminho amadurece a alma para o que é eterno.
A espera purifica o olhar e torna o coração mais sóbrio.
Quem persevera aprende a reconhecer a visita discreta da graça.
O tempo exterior passa, mas a presença interior permanece.
A dor não vence quando é alcançada pela fidelidade divina.
A alegria verdadeira nasce onde a confiança não desiste.
E o espírito encontra repouso quando tudo se ordena no Alto.

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domingo, 2 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 101(102) - 04.08.2026

Terça-feira, 4 de Agosto de 2026
São João Maria Vianney, presbítero, Memória
18ª Semana do Tempo Comum



Psalmus CI, XVI-XVIII. XIX-XXI. XXIX. XXII-XXIII (R. XXb)

I. Et timebunt gentes nomen tuum, Domine, et omnes reges terræ gloriam tuam: (Psalmus CI, XVI)
16. As nações reverenciarão o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra contemplarão a tua glória, porque a luz eterna se manifesta acima de toda aparência transitória. (Salmo 101,16)

quia ædificavit Dominus Sion, et videbitur in gloria sua. (Psalmus CI, XVII)
17. Porque o Senhor edificou Sião, e sua glória se revelará. Assim, o que é fundado por Deus permanece, enquanto o que nasce apenas do tempo se desfaz. (Salmo 101,17)

Respexit in orationem humilium et non sprevit precem eorum. (Psalmus CI, XVIII)
18. Ele voltou o olhar para a oração dos humildes e não desprezou sua súplica. A alma recolhida encontra acolhimento no silêncio onde Deus responde. (Salmo 101,18)

R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)

II. Scribantur hæc in generatione altera, et populus qui creabitur laudabit Dominum. (Psalmus CI, XIX)
19. Escrevam-se estas coisas para a geração futura, e o povo que há de nascer louvará o Senhor. A memória santa atravessa as eras e chama a criatura para a fidelidade da origem. (Salmo 101,19)

Quia prospexit de excelso sancto suo; Dominus de cælo in terram aspexit: (Psalmus CI, XX)
20. Porque Ele contemplou do alto de seu santuário; o Senhor olhou do céu para a terra. O olhar divino desce sem perder sua eternidade e alcança a pobreza do coração humano. (Salmo 101,20)

ut audiret gemitus compeditorum; ut solveret filios interemptorum: (Psalmus CI, XXI)
21. Para ouvir o gemido dos cativos e libertar os filhos da morte. A compaixão de Deus visita o interior ferido e o reconduz à vida que não se apaga. (Salmo 101,21)

R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)

III. in conveniendo populos in unum, et reges, ut serviant Domino. (Psalmus CI, XXIII)
23. Para reunir povos em um só louvor, e reis, para servirem ao Senhor. Toda verdadeira unidade nasce quando o coração se inclina diante da soberania divina. (Salmo 101,23)

Filii servorum eius habitabunt, et semen eorum in sæculum dirigetur. (Psalmus CI, XXIX)
29. Os filhos de seus servos habitarão, e sua descendência será firmada para sempre. A fidelidade recebida em silêncio amadurece e permanece na ordem do eterno. (Salmo 101,29)

R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)

Reflexão

A alma cresce quando aprende a permanecer diante do que é eterno.
O olhar de Deus atravessa a superfície das coisas e alcança a raiz do ser.
A humildade abre espaço para uma presença que não se corrompe com o tempo.
Tudo o que nasce da origem divina conserva sua força no silêncio.
A verdadeira firmeza não depende do ruído exterior, mas da comunhão interior.
A história humana se esclarece quando se deixa iluminar pelo alto.
O coração pacificado reconhece que a providência governa sem violência.
A plenitude surge quando a criatura se une ao seu princípio e nele repousa.

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sábado, 1 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 118(119) - 03.08.2026

Segunda-feira, 3 de Agosto de 2026
18ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius

Psalmus CXVIII (CXIX), XXIX, XLIII, LXXIX, LXXX, XCV, CII

Responsum

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

I

XXIX. Viam mendacii amove a me, et de lege tua miserere mei. (Psalmus CXVIII, XXIX)

29. Afasta de mim o caminho do engano e, por tua misericórdia, concede-me viver segundo a tua Lei, para que meu coração permaneça unido à verdade que jamais se desfaz. (Salmo 118(119),29)

XLIII. Et ne auferas de ore meo verbum veritatis usquequaque, quia in judiciis tuis supersperavi. (Psalmus CXVIII, XLIII)

43. Não retires jamais de meus lábios a palavra da verdade, porque deposito toda a minha esperança em teus juízos, que permanecem firmes acima de toda mudança. (Salmo 118(119),43)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

II

LXXIX. Accedant ad me qui timent te, et qui noverunt testimonia tua. (Psalmus CXVIII, LXXIX)

79. Aproximem-se de mim aqueles que te reverenciam e conhecem os teus testemunhos, para que unidos à tua verdade encontrem a sabedoria que nasce da comunhão com aquilo que permanece além das aparências. (Salmo 118(119),79)

LXXX. Fiat cor meum immaculatum in justificationibus tuis, ut non confundar. (Psalmus CXVIII, LXXX)

80. Seja meu coração íntegro em teus preceitos, para que eu não seja confundido. Purifica o íntimo do meu ser, para que minha existência permaneça ordenada segundo a tua vontade e encontre repouso na plenitude da tua presença. (Salmo 118(119),80)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

III

XCV. Me exspectaverunt peccatores ut perderent me, testimonia tua intellexi. (Psalmus CXVIII, XCV)

95. Os pecadores esperaram uma ocasião para me destruir, mas eu compreendi os teus testemunhos. A alma que permanece unida à tua verdade encontra uma firmeza interior que não depende das ameaças passageiras, pois tua sabedoria ilumina o caminho que conduz à plenitude. (Salmo 118(119),95)

CII. A judiciis tuis non declinavi, quia tu legem posuisti mihi. (Psalmus CXVIII, CII)

102. Não me afastei dos teus juízos, porque foste tu quem me ensinaste a tua Lei. Quando o coração acolhe a ordem divina, encontra direção segura e permanece unido à fonte eterna de toda verdade. (Salmo 118(119),102)

R. Quam dulcia faucibus meis eloquia tua. (Psalmus CXVIII, CIII)

R. Como são doces ao meu coração as tuas palavras, pois alimentam a alma com a verdade que permanece para sempre. (Salmo 118(119),103)

Reflexão

A Palavra divina conduz a alma ao centro invisível onde encontra sua verdadeira ordem.
O coração amadurece quando abandona o engano e acolhe a verdade que permanece.
A fidelidade interior fortalece o ser diante das mudanças e das incertezas passageiras.
A sabedoria nasce da união entre a consciência e a vontade eterna de Deus.
Quem contempla a verdade encontra serenidade além das aparências do mundo.
A alma encontra repouso quando sua existência se harmoniza com o Bem supremo.
A Lei divina torna-se caminho de transformação e de profunda unidade interior.
Assim, o ser humano descobre sua plenitude na comunhão com Aquele que permanece eternamente.

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 144(145) - 02.08.2026

Domingo, 2 de Agosto de 2026
18º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Psalmus Responsorius, CXLIV, VIII ad IX, XV ad XVI, XVII ad XVIII, R. cf. XVI

I

VIII

Miserator et misericors Dominus, patiens, et multum misericors. (Psalmus CXLIV, VIII)

8 O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e muito benigno. Sua presença não oprime, antes acolhe a fragilidade humana e a eleva, conduzindo a alma ao repouso da confiança silenciosa. (Salmo 144,8)

IX

Suavis Dominus universis, et miserationes ejus super omnia opera ejus. (Psalmus CXLIV, IX)

9 O Senhor é bondoso para todos, e sua misericórdia repousa sobre todas as suas obras. Nada existe fora do seu cuidado, e toda criatura permanece sustentada por uma ternura que antecede o tempo e a envolve em silenciosa plenitude. (Salmo 144,9)

R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)

II

XV

Oculi omnium in te sperant, Domine, et tu das escam illorum in tempore opportuno. (Psalmus CXLIV, XV)

15 Os olhos de todos esperam em ti, Senhor, e tu lhes concedes o alimento no tempo oportuno. A criatura aprende que sua verdadeira esperança repousa naquele que sustenta continuamente toda existência. (Salmo 144,15)

XVI

Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

16 Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. Tua abundância não apenas sustenta a vida, mas comunica uma plenitude que ultrapassa toda medida visível e fortalece a alma na permanência do eterno. (Salmo 144,16)

R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)

III

XVII

Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XVII)

17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. Tudo o que procede dele manifesta perfeita ordem e conduz a criação ao cumprimento de sua verdadeira finalidade. (Salmo 144,17)

XVIII

Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, XVIII)

18 O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. A sinceridade do coração torna-se o lugar onde a presença divina se deixa encontrar e permanece sem jamais afastar-se. (Salmo 144,18)

R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)

R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)

Reflexão

A mão de Deus permanece sempre aberta para comunicar a vida que não conhece esgotamento.

Quem aprende a esperar no Senhor descobre uma abundância que não depende das circunstâncias.

Toda criatura encontra sua consistência naquele que continuamente a sustenta.

A verdadeira plenitude nasce quando o coração se abre à presença que jamais passa.

O alimento divino fortalece a alma muito além das necessidades passageiras.

A justiça do Senhor estabelece uma ordem que conduz todas as coisas ao seu verdadeiro bem.

A proximidade de Deus revela-se no silêncio de quem o busca com sinceridade.

A existência encontra seu repouso quando permanece unida Àquele que é a fonte inesgotável de toda vida.

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