Psalmus Responsorius CX, I-II. III-IV. V-VI
I
I. Alleluja. Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, in consilio justorum, et congregatione. (Psalmus CX, I)
1. Aleluia. Louvarei o Senhor de todo o coração, na assembleia dos justos e em sua comunhão. (Salmo 110, 1)
II. Magna opera Domini: exquisita in omnes voluntates ejus. (Psalmus CX, II)
2. Grandes são as obras do Senhor, dignas de serem contempladas por todos os que as acolhem em seu interior. (Salmo 110, 2)
R. Memor erit in sæculum testamenti sui.
O Senhor se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)
II
III. Confessio et magnificentia opus ejus, et justitia ejus manet in sæculum sæculi. (Psalmus CX, III)
3. Sua obra é louvor e magnificência, e sua justiça permanece de eternidade em eternidade. (Salmo 110, 3)
IV. Memoriam fecit mirabilium suorum, misericors et miserator Dominus. (Psalmus CX, IV)
4. O Senhor, misericordioso e compassivo, deixou a memória de suas maravilhas, para que sua presença permaneça viva no coração. (Salmo 110, 4)
R. Memor erit in sæculum testamenti sui.
O Senhor se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)
III
V. Escam dedit timentibus se ; memor erit in sæculum testamenti sui. (Psalmus CX, V)
5. Deu alimento aos que o temem e se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)
VI. Virtutem operum suorum annuntiabit populo suo, (Psalmus CX, VI)
6. Manifestará ao seu povo a força de suas obras, fazendo resplandecer aquilo que procede de sua fidelidade. (Salmo 110, 6)
R. Memor erit in sæculum testamenti sui.
O Senhor se lembrará para sempre de sua aliança. (Salmo 110, 5)
Reflexão:
A presença divina permanece no instante como realidade que não passa com aquilo que passa.
A interioridade acolhe a eternidade sem afastar-se da condição presente do ser.
Cada instante recebe profundidade quando a origem permanece viva dentro daquele que contempla.
A aliança manifesta uma presença cuja permanência não depende da sucessão dos acontecimentos.
O ser encontra sua unidade quando reconhece aquilo que o sustenta desde sua origem.
A memória de Deus não é lembrança distante, mas presença que conserva e fecunda o instante.
Na contemplação, o instante deixa de ser passagem vazia e se torna lugar de plenitude.
Assim, a existência encontra sua realização quando permanece unida à fonte de onde procede.
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