domingo, 27 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 87- 30.09.2026


Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026
São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja, Memória
26ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius LXXXVII, Xbc-XI, XII-XIII, XIV-XV

Canticum Psalmi, filiis Core, in finem, pro Maheleth ad respondendum. Intellectus Eman Ezrahitæ

I

X. Oculi mei languerunt præ inopia. Clamavi ad te, Domine, tota die; expandi ad te manus meas. (Psalmus LXXXVII, X)

10. Meus olhos se enfraqueceram pela aflição. Clamei a vós, Senhor, durante todo o dia; estendi para vós as minhas mãos. (Salmo 87, 10bc)

XI. Numquid mortuis facies mirabilia? aut medici suscitabunt, et confitebuntur tibi? (Psalmus LXXXVII, XI)

11. Acaso fareis maravilhas pelos mortos? Ou os médicos poderão fazê-los ressurgir, para que vos louvem? (Salmo 87, 11)

R. Intret in conspectu tuo oratio mea.

Chegue à vossa presença a minha oração. (Salmo 87, 3a)

II

XII. Numquid narrabit aliquis in sepulchro misericordiam tuam, et veritatem tuam in perditione? (Psalmus LXXXVII, XII)

12. Acaso alguém anunciará no sepulcro a vossa misericórdia, ou proclamará a vossa verdade no lugar da perdição? (Salmo 87, 12)

XIII. Numquid cognoscentur in tenebris mirabilia tua? et justitia tua in terra oblivionis? (Psalmus LXXXVII, XIII)

13. Acaso serão conhecidas nas trevas as vossas maravilhas, e a vossa justiça na terra do esquecimento? (Salmo 87, 13)

R. Intret in conspectu tuo oratio mea.

Chegue à vossa presença a minha oração. (Salmo 87, 3a)

III

XIV. Et ego ad te, Domine, clamavi, et mane oratio mea præveniet te. (Psalmus LXXXVII, XIV)

14. Eu, porém, clamei a vós, Senhor, e pela manhã a minha oração se elevará diante de vós. (Salmo 87, 14)

XV. Ut quid, Domine, repellis orationem meam; avertis faciem tuam a me? (Psalmus LXXXVII, XV)

15. Por que, Senhor, rejeitais a minha oração e afastais de mim a vossa face? (Salmo 87, 15)

R. Intret in conspectu tuo oratio mea.

Chegue à vossa presença a minha oração. (Salmo 87, 3a)

Reflexão:

  A oração nasce no instante e se abre para uma presença que não está limitada pela sucessão dos momentos.
  Quando a interioridade clama, aquilo que parecia oculto torna-se abertura para a origem de onde o ser recebe sua existência.
  O silêncio não significa ausência, mas profundidade na qual a consciência permanece diante daquele que conhece o íntimo.
  A eternidade toca o instante quando a alma deixa de procurar somente respostas e começa a permanecer diante da presença.
  Mesmo quando a face de Deus parece distante, a oração conserva em si a direção de retorno à sua origem.
  O instante acolhido interiormente deixa de ser apenas passagem e torna-se espaço de amadurecimento e de plenitude.
  A oração que se eleva contém a esperança de que nenhuma profundidade do ser permanece fora do alcance da presença divina.
  Assim, o coração encontra no próprio instante a possibilidade de permanecer diante da origem até que sua existência se torne plena.

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sábado, 26 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 137(138) - 29.09.2026

Terça-feira, 29 de Setembro de 2026
Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos, Festa, Ano A
26ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius CXXXVII, I-IIa, IIbc-III, IV-V

I. Ipsi David. Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, quoniam audisti verba oris mei. In conspectu angelorum psallam tibi. (Psalmus CXXXVII, I)
1. De Davi. Eu vos darei graças, Senhor, de todo o coração, porque ouvistes as palavras da minha boca. Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)

R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)

II. Adorabo ad templum sanctum tuum, et confitebor nomini tuo. (Psalmus CXXXVII, IIa)
2. Adorarei voltado para o vosso santo templo e darei graças ao vosso nome. (Salmo 137,2a)

R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)

III. Super misericordia tua et veritate tua; quoniam magnificasti super omne, nomen sanctum tuum. In quacumque die invocavero te, exaudi me. Multiplicabis in anima mea virtutem. (Psalmus CXXXVII, IIbc-III)
3. Por vossa misericórdia e por vossa verdade, porque engrandecestes acima de tudo o vosso santo nome. Em qualquer dia em que eu vos invocar, escutai-me. Vós multiplicareis em minha alma a força que a sustenta. (Salmo 137,2bc-3)

R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)

IV. Confiteantur tibi, Domine, omnes reges terræ, quia audierunt omnia verba oris tui. (Psalmus CXXXVII, IV)
4. Todos os reis da terra vos darão graças, Senhor, porque ouviram todas as palavras de vossa boca. (Salmo 137,4)

Et cantent in viis Domini, quoniam magna est gloria Domini. (Psalmus CXXXVII, V)
5. E cantarão nos caminhos do Senhor, porque é grande a glória do Senhor. (Salmo 137,5)

R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)

Reflexão:

  A presença divina acolhe o instante e nele faz ressoar a profundidade de uma realidade que não passa.
  O coração inteiro se volta à origem e reconhece que sua existência é sustentada antes mesmo de ser compreendida.
  Diante dos anjos, o louvor manifesta a interioridade que encontra sua verdade quando permanece voltada ao Eterno.
  A palavra recebida penetra a alma e nela desperta uma força que não procede da exterioridade, mas da presença.
  O instante deixa de ser mera passagem quando o ser reconhece nele a proximidade daquele que o sustenta.
  A misericórdia e a verdade revelam uma unidade que conduz toda existência para sua plena realização.
  Quem habita interiormente essa presença descobre que cada momento pode tornar-se consciência viva de sua origem.

  Assim, o louvor nasce no instante e nele se abre à eternidade, onde o ser encontra sua plenitude.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 16(17) - 28.09.2026

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026

26ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius XVI, I.II-III.VI-VII (R. VIb)

Oratio David

I

I. Exaudi, Domine, iustitiam meam, intende deprecationem meam. Auribus percipe orationem meam, non in labiis dolosis. (Psalmus XVI, I)

1. Ouve, Senhor, a minha justiça; atende à minha súplica. Escuta com teus ouvidos a minha oração, que não procede de lábios enganadores. (Salmo 16, 1)

II. De vultu tuo iudicium meum prodeat; oculi tui videant aequitates. (Psalmus XVI, II)

2. Diante de tua face venha o meu julgamento; teus olhos contemplem aquilo que é reto. (Salmo 16, 2)

III. Probasti cor meum, et visitasti nocte; igne me examinasti, et non est inventa in me iniquitas. (Psalmus XVI, III)

3. Provaste o meu coração e o visitaste durante a noite; examinaste-me pelo fogo, e não encontraste em mim iniquidade. (Salmo 16, 3)

R. Inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea.

Inclina para mim o teu ouvido e escuta as minhas palavras. (Salmo 16, 6b)

II

VI. Ego clamavi, quoniam exaudisti me, Deus; inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea. (Psalmus XVI, VI)

6. Eu clamei, porque me ouviste, ó Deus; inclina para mim o teu ouvido e escuta as minhas palavras. (Salmo 16, 6)

VII. Mirifica misericordias tuas, qui salvos facis sperantes in te. (Psalmus XVI, VII)

7. Manifesta maravilhosamente as tuas misericórdias, tu que salvas os que esperam em ti. (Salmo 16, 7)

R. Inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea.

Inclina para mim o teu ouvido e escuta as minhas palavras. (Salmo 16, 6b)

Reflexão:

O instante se abre à presença do Eterno quando o coração se recolhe inteiramente diante de sua origem.
A oração atravessa a sucessão das horas e encontra, na interioridade, uma profundidade que permanece.
O olhar divino alcança o coração onde a verdade do ser se revela sem disfarces.
Na noite interior, aquilo que permanece pode ser purificado pela presença daquele que conhece todas as profundezas.
O clamor torna-se presença quando a alma reconhece que sua origem não está distante dela.
A misericórdia recebida manifesta uma plenitude que não depende daquilo que passa.
Cada instante pode acolher a eternidade quando o ser permanece atento à presença que o sustenta.
Assim, o coração encontra repouso na origem e reconhece, no presente, a profundidade de sua própria realização.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 24 - 27.09.2026

Domingo, 27 de Setembro de 2026
26º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de São Vicente de Paulo, presbítero



Psalmus Responsorius XXIV, IVbc-V, VI-VII, VIII-IX

Psalmus David

I

IVbc. Vias tuas, Domine, demonstra mihi, et semitas tuas edoce me.
(4bc. Mostrai-me, ó Senhor, os vossos caminhos, e ensinai-me as vossas veredas.) (Salmo 24, 4bc)

V. Dirige me in veritate tua, et doce me, quia tu es Deus salvator meus, et te sustinui tota die.
(5. Conduzi-me na vossa verdade e ensinai-me, porque sois o Deus da minha salvação; em vós espero todos os dias.) (Salmo 24, 5)

R. Reminiscere miserationum tuarum, Domine, et misericordiarum tuarum quæ a sæculo sunt.
Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e vossa compaixão, que são eternas. (Salmo 24, 6a)

II

VI. Reminiscere miserationum tuarum, Domine, et misericordiarum tuarum quæ a sæculo sunt.
(6. Recordai, Senhor, vossa ternura e vossa compaixão, que são eternas.) (Salmo 24, 6)

VII. Delicta juventutis meæ, et ignorantias meas, ne memineris. Secundum misericordiam tuam memento mei tu, propter bonitatem tuam, Domine.
(7. Não vos lembreis dos pecados da minha juventude nem das minhas faltas. Lembrai-vos de mim segundo a vossa misericórdia, por causa da vossa bondade, ó Senhor.) (Salmo 24, 7)

R. Reminiscere miserationum tuarum, Domine, et misericordiarum tuarum quæ a sæculo sunt.
Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e vossa compaixão, que são eternas. (Salmo 24, 6a)

III

VIII. Dulcis et rectus Dominus; propter hoc legem dabit delinquentibus in via.
(8. O Senhor é bondoso e reto; por isso ensinará o seu caminho aos que dele se afastaram.) (Salmo 24, 8)

IX. Diriget mansuetos in judicio; docebit mites vias suas.
(9. Ele conduzirá os humildes na justiça e ensinará aos mansos os seus caminhos.) (Salmo 24, 9)

R. Reminiscere miserationum tuarum, Domine, et misericordiarum tuarum quæ a sæculo sunt.
Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e vossa compaixão, que são eternas. (Salmo 24, 6a)

Reflexão:

  No instante em que a alma se volta ao Senhor, a origem torna-se presença interior e o caminho começa a revelar sua profundidade.
  A verdade recebida não permanece exterior, mas penetra silenciosamente o ser e orienta sua maturação.
  A misericórdia permanece além da sucessão dos momentos e alcança aquilo que o tempo não consegue conter.
  Recordar diante de Deus significa permitir que a existência reencontre sua fonte e reconheça novamente sua direção.
  O caminho amadurece no interior antes de manifestar-se plenamente na vida.
  A mansidão abre espaço para que a verdade seja acolhida sem resistência e transforme profundamente o ser.
  Assim, cada instante pode tornar-se passagem para uma presença que sustenta, orienta e conduz à plenitude.
  Na misericórdia do Senhor, a existência reencontra sua origem e descobre nela o sentido de sua realização.

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Salmo responsorial Sl 89(90) - 26.09.2026

Sábado, 26 de Setembro de 2026
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius LXXXIX (XC), III-IV, V-VI, XII-XIII, XIV et XVII

Liber Psalmorum

I

III. Ne avertas hominem in humilitatem: et dixisti: Convertimini, filii hominum.
3. Não reduzas o ser humano à sua pequenez, pois disseste, Voltai, filhos dos homens. (Salmo 89, 3)

IV. Quoniam mille anni ante oculos tuos tamquam dies hesterna quæ præteriit: et custodia in nocte.
4. Porque mil anos, diante dos teus olhos, são como o dia de ontem que passou, como uma vigília durante a noite. (Salmo 89, 4)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu foste para nós um refúgio de geração em geração. (Salmo 89, 1)

II

V. Quæ pro nihilo habentur, eorum anni erunt.
5. Os seus anos serão como aquilo que nada representa diante de ti. (Salmo 89, 5)

VI. Mane sicut herba transeat; mane floreat, et transeat; vespere decidat, induret, et arescat.
6. Pela manhã, passa como a erva; pela manhã floresce e passa; à tarde cai, endurece e seca. (Salmo 89, 6)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu foste para nós um refúgio de geração em geração. (Salmo 89, 1)

III

XII. Dinumerare? Dexteram tuam sic notam fac, et eruditos corde in sapientia.
12. Ensina-nos a reconhecer a medida dos nossos dias e manifesta a tua mão, para que o coração alcance a sabedoria. (Salmo 89, 12)

XIII. Convertere, Domine; usquequo? et deprecabilis esto super servos tuos.
13. Volta-te, Senhor. Até quando? Sê propício aos teus servos. (Salmo 89, 13)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu foste para nós um refúgio de geração em geração. (Salmo 89, 1)

IV

XIV. Repleti sumus mane misericordia tua; et exsultavimus, et delectati sumus omnibus diebus nostris.
14. Desde a manhã, fomos saciados pela tua misericórdia; por isso exultamos e nos alegramos durante todos os nossos dias. (Salmo 89, 14)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu foste para nós um refúgio de geração em geração. (Salmo 89, 1)

V

XVII. Et sit splendor Domini Dei nostri super nos, et opera manuum nostrarum dirige super nos, et opus manuum nostrarum dirige.
17. Esteja sobre nós o esplendor do Senhor nosso Deus; dirige sobre nós a obra de nossas mãos, sim, dirige a obra de nossas mãos. (Salmo 89, 17)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu foste para nós um refúgio de geração em geração. (Salmo 89, 1)

Reflexão:

O instante passa diante dos olhos, mas sua profundidade permanece voltada para a origem que sustenta o ser.
Mil anos são como um dia diante daquele cuja presença não conhece sucessão.
A existência floresce e declina, enquanto o interior pode permanecer unido à fonte de onde recebeu o ser.
Reconhecer a brevidade dos dias não diminui a vida, mas revela sua verdadeira profundidade.
Cada manhã traz consigo uma presença que precede o tempo e acolhe o instante.
A misericórdia recebida transforma a passagem em plenitude interior.
Quando o coração se volta à Origem, o instante deixa de ser apenas passagem e se torna presença.
Assim, a vida encontra no Eterno o fundamento que permanece quando todas as formas passam.

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Salmo responsorial Sl 143(144) - 25.09.2026

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius CXLIII, I et IIabc. III-IV

Psalmus David

I

I. Benedictus Dominus Deus meus. (Psalmus CXLIII, 1a)

1. Bendito seja o Senhor, meu Deus, origem de toda força e plenitude que sustenta o ser. (Salmo 143, 1a)

R. Benedictus Dominus Deus meus.

Bendito seja o Senhor, meu Deus. (Salmo 143, 1a)

II

II. Misericordia mea et refugium meum; susceptor meus et liberator meus; protector meus. (Psalmus CXLIII, 2abc)

2. Minha misericórdia e meu refúgio, meu amparo e meu libertador, meu protetor, em quem repousa minha confiança. (Salmo 143, 2abc)

III. Domine, quid est homo, quia innotuisti ei? aut filius hominis, quia reputas eum? (Psalmus CXLIII, 3)

3. Senhor, que é o ser humano, para que dele te lembres e te reveles a ele? Que é o filho do homem, para que o tenhas presente em teu olhar? (Salmo 143, 3)

IV. Homo vanitati similis factus est; dies ejus sicut umbra prætereunt. (Psalmus CXLIII, 4)

4. O ser humano tornou-se semelhante àquilo que passa; seus dias atravessam o instante como uma sombra. (Salmo 143, 4)

R. Benedictus Dominus Deus meus.

Bendito seja o Senhor, meu Deus. (Salmo 143, 1a)

Reflexão:

O instante revela a criatura diante daquele que permanece na origem de tudo o que existe.
Na interioridade, o ser reconhece que sua passagem não esgota a realidade que o sustenta.
A brevidade dos dias não encerra a profundidade do ser, pois cada instante pode abrir-se à plenitude.
A presença do Eterno não se encontra distante da criatura, mas toca o próprio centro de sua existência.
Quando o coração repousa no Senhor, o instante deixa de ser dispersão e torna-se presença.
A sombra passa, mas aquilo que encontra sua origem no Eterno não se perde na passagem.
Assim, a interioridade se recolhe e reconhece, no presente, a permanência que a sustenta.
E o ser, acolhido nessa presença, contempla sua origem e encontra nela sua plenitude.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 89(90) - 24.09.2026

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius LXXXIX, III-IV. V-VI. XII-XIII. XIV et XVII

I.

III. Ne avertas hominem in humilitatem et dixisti Convertimini, filii hominum.
(Psalmus LXXXIX, III)

3. Não reduzas o ser humano àquilo que passa, pois disseste aos filhos dos homens que retornem à sua origem.
(Salmo 89,3)

IV. Quoniam mille anni ante oculos tuos tamquam dies hesterna quae praeteriit et custodia in nocte.
(Psalmus LXXXIX, IV)

4. Mil anos, diante dos teus olhos, são como o dia de ontem que passou, como uma vigília durante a noite.
(Salmo 89,4)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

II.

V. Quae pro nihilo habentur, eorum anni erunt.
(Psalmus LXXXIX, V)

5. Os anos humanos passam como aquilo que, diante da eternidade, parece nada.
(Salmo 89,5)

VI. Mane sicut herba transeat, mane floreat et transeat, vespere decidat, induret et arescat.
(Psalmus LXXXIX, VI)

6. Pela manhã, a vida passa como a erva. Pela manhã floresce e passa. Ao entardecer, cai, endurece e seca.
(Salmo 89,6)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

III.

XII. Dinumerare? Dexteram tuam sic notam fac et eruditos corde in sapientia.
(Psalmus LXXXIX, XII)

12. Ensina-nos a reconhecer a passagem dos nossos dias e torna conhecida a tua mão, para que o coração alcance a sabedoria.
(Salmo 89,12)

XIII. Convertere, Domine, usquequo et deprecabilis esto super servos tuos.
(Psalmus LXXXIX, XIII)

13. Volta-te, Senhor. Até quando? Sê propício para com os teus servos.
(Salmo 89,13)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

IV.

XIV. Repleti sumus mane misericordia tua et exsultavimus et delectati sumus omnibus diebus nostris.
(Psalmus LXXXIX, XIV)

14. Saciados pela manhã com a tua misericórdia, exultamos e encontramos alegria em todos os nossos dias.
(Salmo 89,14)

XVII. Et sit splendor Domini Dei nostri super nos et opera manuum nostrarum dirige super nos et opus manuum nostrarum dirige.
(Psalmus LXXXIX, XVII)

17. Que o esplendor do Senhor, nosso Deus, permaneça sobre nós, conduza a obra de nossas mãos e confirme aquilo que realizamos.
(Salmo 89,17)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

Reflexão:

  O instante passa, mas a presença que o sustenta permanece além de toda sucessão.
  Diante do Eterno, a duração humana revela sua brevidade e sua profunda interioridade.
  Cada dia recebe sua verdade quando retorna à origem que o sustenta.
  O coração encontra sabedoria quando reconhece a presença que não passa.
  A existência floresce e declina, mas sua origem permanece acolhida no ser.
  A misericórdia ilumina o instante e nele faz nascer uma alegria que ultrapassa a passagem.
  Quando o interior se recolhe, o presente deixa de ser mera sucessão e torna-se presença.
  Então a obra humana encontra sua plenitude ao permanecer unida àquele que permanece eternamente.

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