quinta-feira, 4 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 70(71) - 06.06.2026

 Sábado, 6 de Junho de 2026

9ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus responsorialis

Psalmus LXX, VIII-IX, XIV-XVab, XVI-XVII, XXII

I

VIII. Impleatur os meum laude tua, tota die magnitudine tua. (Psalmus LXX, VIII)

8. Que a minha boca se encha do teu louvor e proclame, ao longo de todo o dia, a tua grandeza, pois a alma encontra sua verdadeira expressão quando se volta para a Fonte de toda plenitude. (Salmo 70,8)

IX. Ne projicias me in tempore senectutis; cum defecerit virtus mea, ne derelinquas me. (Psalmus LXX, IX)

9. Não me rejeites no tempo da velhice; quando minhas forças diminuírem, não me abandones, pois a presença divina sustenta aquilo que o tempo não pode conservar por si mesmo. (Salmo 70,9)

R. Os meum narrabit justitiam tuam, tota die salutare tuum. (Psalmus LXX, XVa)

R. Minha boca anunciará a tua justiça e a tua salvação durante todo o dia. (Salmo 70,15a)

II

XIV. Ego autem semper sperabo, et adjiciam super omnem laudem tuam. (Psalmus LXX, XIV)

14. Eu, porém, sempre esperarei em ti e acrescentarei novos louvores à tua grandeza, porque a esperança orientada para o Eterno renova continuamente o coração. (Salmo 70,14)

XV. Os meum narrabit justitiam tuam, tota die salutare tuum. (Psalmus LXX, XVa)

15. Minha boca anunciará a tua justiça e a tua salvação durante todo o dia, pois a verdade divina ilumina os caminhos da alma e fortalece sua caminhada. (Salmo 70,15a)

XV. Quoniam non cognovi litteraturam. (Psalmus LXX, XVb)

15. Pois não me apoiei apenas no saber humano, mas procurei a sabedoria que conduz o espírito à contemplação daquilo que permanece para sempre. (Salmo 70,15b)

R. Os meum narrabit justitiam tuam, tota die salutare tuum. (Psalmus LXX, XVa)

R. Minha boca anunciará a tua justiça e a tua salvação durante todo o dia. (Salmo 70,15a)

III

XVI. Introibo in potentias Domini; Domine memorabor justitiae tuae solius. (Psalmus LXX, XVI)

16. Entrarei na fortaleza do Senhor e recordarei somente a tua justiça, porque nela a alma encontra firmeza e direção para toda a sua jornada. (Salmo 70,16)

XVII. Deus, docuisti me a juventute mea; et usque nunc pronuntiabo mirabilia tua. (Psalmus LXX, XVII)

17. Deus, tu me instruíste desde a minha juventude, e até agora proclamarei as tuas maravilhas, pois tua luz acompanha cada etapa do caminho interior. (Salmo 70,17)

R. Os meum narrabit justitiam tuam, tota die salutare tuum. (Psalmus LXX, XVa)

R. Minha boca anunciará a tua justiça e a tua salvação durante todo o dia. (Salmo 70,15a)

IV

XXII. Ego vero confitebor tibi in vasis psalmi veritatem tuam; Deus, psallam tibi in cithara, Sanctus Israel. (Psalmus LXX, XXII)

22. Eu te louvarei com cânticos e proclamarei a tua verdade; a ti elevarei minha gratidão, ó Santo de Israel, porque toda harmonia procede da tua presença e para ti retorna. (Salmo 70,22)

R. Os meum narrabit justitiam tuam, tota die salutare tuum. (Psalmus LXX, XVa)

R. Minha boca anunciará a tua justiça e a tua salvação durante todo o dia. (Salmo 70,15a)

Reflexão

A alma encontra estabilidade quando se volta para aquilo que não passa.
O louvor sincero ordena o coração segundo a verdade eterna.
A passagem dos anos não diminui a presença daquele que sustenta toda existência.
A memória das obras divinas fortalece a consciência diante das mudanças do mundo.
A esperança perseverante transforma cada instante em ocasião de encontro com o Alto.
A verdadeira sabedoria nasce quando o espírito aprende a escutar em profundidade.
A confiança no Eterno ilumina os caminhos que os olhos humanos não conseguem prever.
Quem permanece unido à Verdade descobre uma plenitude que atravessa o tempo e permanece para sempre.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 118(119) - 05.06.2026

Sexta-feira, 5 de Junho de 2026
São Bonifácio, bispo e mártir, Memória

9ª Semana do Tempo Comum 



Psalmus responsorius, CXVIII, CLVII, CLX, CLXI, CLXV, CLXVI, CLXVIII

R. CLXV a

I

CLVII
Multi qui persequuntur me, et tribulant me; a testimoniis tuis non declinavi. (Psalmus CXVIII, CLVII)

157
Muitos são os que me perseguem e me atribulam, mas não me afastei dos teus testemunhos. (Salmo 118,157)

CLX
Principium verborum tuorum veritas; in aeternum omnia judicia justitiae tuae. (Psalmus CXVIII, CLX)

160
O princípio de tuas palavras é a verdade, e para sempre permanecem os juízos da tua justiça. (Salmo 118,160)

CLXI
Principes persecuti sunt me gratis, et a verbis tuis formidavit cor meum. (Psalmus CXVIII, CLXI)

161
Os poderosos me perseguem sem motivo, mas meu coração se comove diante das tuas palavras. (Salmo 118,161)

R. Pax multa diligentibus legem tuam, et non est illis scandalum. (Psalmus CXVIII, CLXV a)

R. Grande paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço. (Salmo 118,165a)

II

CLXVI
Exspectabam salutare tuum, Domine, et mandata tua dilexi. (Psalmus CXVIII, CLXVI)

166
Eu esperava a tua salvação, Senhor, e amava os teus mandamentos. (Salmo 118,166)

CLXVIII
Servavi mandata tua et testimonia tua, quia omnes viae meae in conspectu tuo. (Psalmus CXVIII, CLXVIII)

168
Guardei os teus mandamentos e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti. (Salmo 118,168)

R. Pax multa diligentibus legem tuam, et non est illis scandalum. (Psalmus CXVIII, CLXV a)

R. Grande paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço. (Salmo 118,165a)

Reflexão

A alma que ama a verdade aprende a caminhar sem se prender ao que passa.
A fidelidade interior amadurece quando o coração se volta para o que não se altera.
As provações revelam a firmeza escondida na consciência que permanece unida ao Senhor.
A Palavra divina organiza o interior e dá direção ao pensamento disperso.
Quem persevera no bem descobre uma paz mais profunda do que os ruídos do mundo.
O tempo exterior corre, mas a presença de Deus recolhe o ser em silêncio.
Nesse recolhimento, a alma reencontra sua unidade e sua retidão.
E tudo se ilumina quando o caminho humano se deixa conduzir pela verdade eterna.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 147 - 04.06.2026

Quinta-feira, 4 de Junho de 2026

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Solenidade, Ano A
9ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus CXLVII, XII-XIII, XIV-XV, XIX-XX

I

XII Quia confortavit seras portarum tuarum; benedixit filiis tuis in te. (Psalmus CXLVII, XII)
12. Porque fortaleceu as travas de tuas portas e abençoou os teus filhos em ti, fazendo da cidade um sinal de paz interior e de proteção que vem do Alto. (Salmo 147,12)

XIII Qui posuit fines tuos pacem; et adipe frumenti satiat te. (Psalmus CXLVII, XIII)
13. Aquele que estabeleceu teus limites na paz também te sacia com o trigo abundante, para que a alma compreenda que a ordem de Deus sustenta a plenitude do ser. (Salmo 147,13)

R. Quia confortavit seras portarum tuarum; benedixit filiis tuis in te. (Psalmus CXLVII, XII)
R. Porque fortaleceu as travas de tuas portas; abençoou teus filhos em ti. (Salmo 147,12)

II

XIV Qui emittit eloquium suum terræ; velociter currit sermo eius. (Psalmus CXLVII, XIV)
14. Ele envia sua palavra à terra, e sua voz corre velozmente, tocando o íntimo da criação e despertando tudo para a obediência luminosa da verdade. (Salmo 147,14)

XV Qui dat nivem sicut lanam; nebulam sicut cinerem spargit. (Psalmus CXLVII, XV)
15. Ele derrama a neve como lã e espalha a geada como cinza, revelando que até o silêncio do céu participa da sabedoria que ordena os tempos e purifica os caminhos da alma. (Salmo 147,15)

R. Quia confortavit seras portarum tuarum; benedixit filiis tuis in te. (Psalmus CXLVII, XII)
R. Porque fortaleceu as travas de tuas portas; abençoou teus filhos em ti. (Salmo 147,12)

III

XIX Qui annuntiat verbum suum Iacob; iustitias et iudicia sua Israël. (Psalmus CXLVII, XIX)
19. Ele anuncia sua palavra a Jacó e manifesta a Israel seus desígnios e juízos, para que o povo reconheça a direção do Eterno e caminhe na fidelidade da aliança. (Salmo 147,19)

XX Non fecit taliter omni nationi; et iudicia sua non manifestavit eis. Alleluia. (Psalmus CXLVII, XX)
20. Ele não agiu assim com todas as nações, nem lhes revelou seus juízos; por isso, a alma que O conhece vive em gratidão e reverência diante do dom singular da revelação. Aleluia. (Salmo 147,20)

R. Quia confortavit seras portarum tuarum; benedixit filiis tuis in te. (Psalmus CXLVII, XII)
R. Porque fortaleceu as travas de tuas portas; abençoou teus filhos em ti. (Salmo 147,12)

Reflexão

No Tempo Vertical da graça, o instante deixa de ser medida e se torna passagem para o Eterno.
A alma encontra firmeza quando reconhece que a paz vem do Alto e ordena o interior.
A palavra divina corre veloz quando encontra silêncio para ser acolhida.
Até o rigor das estações participa da sabedoria que purifica e educa o coração.
Nada se perde quando a existência é reunida na presença daquele que sustenta tudo.
O homem amadurece quando aprende a permanecer sereno diante das mudanças.
Cada dom recebido em fidelidade torna-se sinal de uma realidade que não passa.
Assim, a criatura avança com humildade, até repousar na plenitude da luz que a chama.

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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Salmo responsorial Sl 122(123) - 03.06.2026

Quarta-feira, 3 de Junho de 2026
São Carlos Lwanga e companheiros mártires, Memória
9ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius

Psalmus CXXII, I–II

I

I. Ad te levavi oculos meos, qui habitas in cælis. (Psalmus CXXII, I)

1. Para Vós elevo os meus olhos, ó Senhor, que habitais nos céus. A alma volta seu olhar para além das realidades transitórias, buscando Aquele que permanece eternamente. (Salmo 122,1)

R. Ad te levavi oculos meos, qui habitas in cælis. (Psalmus CXXII, I)

R. Para Vós elevo os meus olhos, ó Senhor, que habitais nos céus. (Salmo 122,1)

II

II. Ecce sicut oculi servorum in manibus dominorum suorum. (Psalmus CXXII, II)

2. Assim como os olhos dos servos estão voltados para as mãos de seus senhores, também o coração permanece atento aos sinais da sabedoria divina que orienta seus passos. (Salmo 122,2)

R. Ad te levavi oculos meos, qui habitas in cælis. (Psalmus CXXII, I)

R. Para Vós elevo os meus olhos, ó Senhor, que habitais nos céus. (Salmo 122,1)

III

II. Sicut oculi ancillæ in manibus dominæ suæ, ita oculi nostri ad Dominum Deum nostrum, donec misereatur nostri. (Psalmus CXXII, II)

2. Como os olhos da serva estão voltados para as mãos de sua senhora, assim nossos olhos permanecem dirigidos ao Senhor nosso Deus, aguardando sua misericórdia. A alma encontra sua verdadeira orientação quando permanece voltada para a fonte da vida e da verdade. (Salmo 122,2)

R. Ad te levavi oculos meos, qui habitas in cælis. (Psalmus CXXII, I)

R. Para Vós elevo os meus olhos, ó Senhor, que habitais nos céus. (Salmo 122,1)

Reflexão

O olhar da alma determina a direção de toda a existência.
Quando o coração se volta para Deus, descobre uma realidade que ultrapassa as mudanças do mundo.
As circunstâncias passam, mas a presença divina permanece inabalável.
A verdadeira sabedoria nasce da atenção constante ao que é eterno.
O ser humano amadurece quando aprende a elevar seus pensamentos acima das inquietações passageiras.
A confiança em Deus fortalece o interior e purifica as intenções.
A misericórdia divina sustenta silenciosamente aqueles que perseveram na busca da verdade.
Assim, a vida torna-se uma caminhada iluminada pela luz que jamais se extingue.

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Salmo responsorial Sl 89(90) - 02.06.2026

Terça-feira, 2 de Junho de 2026
9ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus responsorius

Psalmus LXXXIX, II, III et IV, X, XIV, XVI

I

R. Domine, refugium factus es nobis, a generatione in generationem. (Psalmus LXXXIX, I)
R. Senhor, vós fostes nosso refúgio de geração em geração. (Salmo 89,1)

II

II. Priusquam montes fierent, aut formaretur terra et orbis, a saeculo et usque in saeculum tu es, Deus. (Psalmus LXXXIX, II)
2. Antes que os montes fossem formados, antes que a terra e o mundo recebessem sua figura, Vós já existíeis, ó Deus, desde sempre e para sempre. (Salmo 89,2)

R. Domine, refugium factus es nobis, a generatione in generationem. (Psalmus LXXXIX, I)
R. Senhor, vós fostes nosso refúgio de geração em geração. (Salmo 89,1)

III

III. Ne avertas hominem in humilitatem, et dixisti, Convertimini, filii hominum. (Psalmus LXXXIX, III)
3. Não abandoneis o ser humano à sua fraqueza, mas chamai-o de volta, para que reconheça sua origem e retorne ao caminho que conduz à Vossa presença. (Salmo 89,3)

IV. Quoniam mille anni ante oculos tuos tamquam dies hesterna, quae praeteriit, et custodia in nocte. (Psalmus LXXXIX, IV)
4. Mil anos diante de Vossos olhos são como o dia de ontem, já passado, e como a vigília da noite. Tudo o que se mede no tempo revela sua pequenez quando se abre à Vossa eternidade. (Salmo 89,4)

R. Domine, refugium factus es nobis, a generatione in generationem. (Psalmus LXXXIX, I)
R. Senhor, vós fostes nosso refúgio de geração em geração. (Salmo 89,1)

IV

X. Dies annorum nostrorum in ipsis septuaginta anni, si autem in potentatibus octoginta anni, et amplius eorum labor et dolor, quoniam supervenit mansuetudo, et corripiemur. (Psalmus LXXXIX, X)
10. Os dias de nossa vida são breves, e seus anos, diante de Vós, passam como sombra. Mesmo quando o peso do labor e da dor se faz sentir, sois Vós quem conduz a alma ao amadurecimento da sabedoria. (Salmo 89,10)

R. Domine, refugium factus es nobis, a generatione in generationem. (Psalmus LXXXIX, I)
R. Senhor, vós fostes nosso refúgio de geração em geração. (Salmo 89,1)

V

XIV. Repleti sumus mane misericordia tua, et exsultavimus, et delectati sumus omnibus diebus nostris. (Psalmus LXXXIX, XIV)
14. Saciai-nos pela manhã com Vossa misericórdia, para que exultemos e nos alegremos por todos os dias de nossa peregrinação. Assim, o coração aprende que a verdadeira alegria nasce da proximidade do Eterno. (Salmo 89,14)

R. Domine, refugium factus es nobis, a generatione in generationem. (Psalmus LXXXIX, I)
R. Senhor, vós fostes nosso refúgio de geração em geração. (Salmo 89,1)

VI

XVI. Respice in servos tuos et in opera tua, et dirige filios eorum. (Psalmus LXXXIX, XVI)
16. Voltai o Vosso olhar para os Vossos servos e para a obra de Vossas mãos, e guiai também os seus filhos. Assim, o que foi gerado na história permanece sob a luz da Vossa benevolência. (Salmo 89,16)

R. Domine, refugium factus es nobis, a generatione in generationem. (Psalmus LXXXIX, I)
R. Senhor, vós fostes nosso refúgio de geração em geração. (Salmo 89,1)

Reflexão

A alma amadurece quando aprende que o tempo visível não possui a última palavra.
Tudo o que passa é sinal de uma realidade mais alta, que sustenta o peregrinar humano.
A brevidade dos dias purifica os afetos e recolhe o coração ao essencial.
A misericórdia divina não envelhece, porque nela o início e o fim se encontram.
Quem contempla a eternidade aprende a habitar o instante sem ser prisioneiro dele.
A verdadeira firmeza nasce quando o interior se apoia na presença que não declina.
A oração abre a consciência para o que permanece, mesmo quando tudo ao redor se transforma.
Assim, a vida se torna oferenda silenciosa, orientada para a plenitude que já resplandece no alto.

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domingo, 31 de maio de 2026

Salmo responsorial Sl 90(91) - 01.06.2026

Segunda-feira, 1 de Junho de 2026
São Justino, mártir, Memória
9ª Semana do Tempo Comum


Psalmus XC, I-II. XIV-XVab. XVc-XVI

I

R. Quoniam Deus meus es tu, et sperabo in eum. (Psalmus XC, II)

R. Tu és o meu Deus, e em Ti deposito minha confiança. A alma encontra repouso seguro quando reconhece a Presença que sustenta todas as coisas além das mudanças do mundo. (Salmo 90,2)

I. Qui habitat in adiutorio Altissimi, in protectione Dei caeli commorabitur. (Psalmus XC, I)

1. Aquele que habita sob o auxílio do Altíssimo permanece envolvido pela realidade divina que transcende toda instabilidade e conduz a consciência à verdadeira permanência. (Salmo 90,1)

II. Dicet Domino: Susceptor meus es tu, et refugium meum; Deus meus, sperabo in eum. (Psalmus XC, II)

2. Dirá ao Senhor. Tu és meu amparo e meu refúgio. Em Ti deposito minha confiança, pois toda segurança autêntica nasce da união com a Fonte eterna da vida. (Salmo 90,2)

R. Quoniam Deus meus es tu, et sperabo in eum. (Psalmus XC, II)

R. Tu és o meu Deus, e em Ti deposito minha confiança. (Salmo 90,2)

II

XIV. Quoniam in me speravit, liberabo eum; protegam eum, quoniam cognovit nomen meum. (Psalmus XC, XIV)

14. Porque colocou em Mim sua confiança, eu o guardarei. Quem conhece a profundidade do Nome divino encontra uma fortaleza que não pode ser abalada pelas circunstâncias passageiras. (Salmo 90,14)

XV. Clamabit ad me, et ego exaudiam eum; cum ipso sum in tribulatione. (Psalmus XC, XV)

15. Ele clamará a Mim, e eu o ouvirei. Estarei com ele em toda provação, pois a Presença divina jamais abandona aqueles que orientam o coração para a Verdade. (Salmo 90,15)

R. Quoniam Deus meus es tu, et sperabo in eum. (Psalmus XC, II)

R. Tu és o meu Deus, e em Ti deposito minha confiança. (Salmo 90,2)

III

XV. Eripiam eum, et glorificabo eum. (Psalmus XC, XV)

15. Eu o libertarei e o honrarei. Aquele que persevera na retidão interior descobre uma dignidade que procede do Alto e permanece além de todas as limitações temporais. (Salmo 90,15)

XVI. Longitudine dierum replebo eum; et ostendam illi salutare meum. (Psalmus XC, XVI)

16. Eu o saciarei com plenitude de dias e lhe manifestarei minha salvação. A vida encontra sua realização quando contempla a luz que permanece para além de toda transitoriedade. (Salmo 90,16)

R. Quoniam Deus meus es tu, et sperabo in eum. (Psalmus XC, II)

R. Tu és o meu Deus, e em Ti deposito minha confiança. (Salmo 90,2)

Reflexão

O salmista contempla uma morada que não é construída por mãos humanas, mas estabelecida na intimidade da Presença divina. Habitar sob a proteção do Altíssimo significa orientar a existência para aquilo que permanece imutável. A confiança mencionada no salmo não nasce das circunstâncias favoráveis, mas do reconhecimento de uma realidade superior que sustenta toda a criação. Aquele que persevera nessa consciência encontra serenidade mesmo em meio às provações. A resposta divina não se limita ao auxílio exterior, mas manifesta uma proximidade que transforma o interior da alma. A plenitude prometida não se mede pela sucessão dos dias, mas pela profundidade da comunhão com a Verdade. Assim, o coração amadurece em estabilidade, clareza e retidão. Nessa permanência silenciosa, a alma descobre a verdadeira paz que procede do Eterno.

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sábado, 30 de maio de 2026

Salmo responsorial Dn 3 - 31.05.2026

 Domingo, 31 de Maio de 2026

Santíssima Trindade, Solenidade, Ano A
Hoje, omite-se a Festa de Visitação da Bem-aventurada Virgem Maria


Psalmus responsorius

Dn III, LII, LIII, LIV, LV, LVI (R. LIIb)

I

LII. Benedictus es, Domine, Deus patrum nostrorum, et laudabilis et gloriosus in saecula. (Dn III, LII)

  1. Bendito sois vós, Senhor, Deus de nossos pais, digno de louvor e glorioso pelos séculos sem fim. (Dn 3,52)

R. Benedictus es, Domine, Deus patrum nostrorum. (Dn III, LIIb)

R. Bendito sois vós, Senhor, Deus de nossos pais. (Dn 3,52b)

II

LIII. Et benedictum nomen gloriae tuae sanctum, et laudabile, et superexaltatum in omnibus saeculis. (Dn III, LIII)

  1. Bendito seja o vosso santo Nome glorioso, digno de louvor e exaltado acima de todos os séculos. (Dn 3,53)

R. Benedictus es, Domine, Deus patrum nostrorum. (Dn III, LIIb)

R. Bendito sois vós, Senhor, Deus de nossos pais. (Dn 3,52b)

III

LIV. Benedictus es in templo sancto gloriae tuae, et superlaudabilis, et superexaltatus in saecula. (Dn III, LIV)

  1. Bendito sois vós no templo santo de vossa glória, superlouvado e exaltado para sempre. (Dn 3,54)

R. Benedictus es, Domine, Deus patrum nostrorum. (Dn III, LIIb)

R. Bendito sois vós, Senhor, Deus de nossos pais. (Dn 3,52b)

IV

LV. Benedictus es in throno regni tui, et superlaudabilis, et superexaltatus in saecula. (Dn III, LV)

  1. Bendito sois vós no trono do vosso reino, superlouvado e exaltado para sempre. (Dn 3,55)

R. Benedictus es, Domine, Deus patrum nostrorum. (Dn III, LIIb)

R. Bendito sois vós, Senhor, Deus de nossos pais. (Dn 3,52b)

V

LVI. Benedictus es, qui intueris abyssos, et sedes super cherubim, et laudabilis et superexaltatus in saecula. (Dn III, LVI)

  1. Bendito sois vós, que perscrutais os abismos e estais sentado sobre os querubins, digno de louvor e exaltado para sempre. (Dn 3,56)

R. Benedictus es, Domine, Deus patrum nostrorum. (Dn III, LIIb)

R. Bendito sois vós, Senhor, Deus de nossos pais. (Dn 3,52b)

Reflexão

O louvor abre no coração um espaço mais alto do que o tempo comum.
A alma aprende a reconhecer que toda beleza procede de uma Fonte eterna.
Cada bendição purifica o olhar e desvela a ordem silenciosa do ser.
O abismo não assusta quando é contemplado à luz do Eterno.
A criatura encontra repouso quando se sabe sustentada por uma Presença fiel.
O canto sagrado transforma a fragilidade em oferta e a oferta em comunhão.
Nada permanece perdido quando é recolhido pela misericórdia divina.
Assim, a vida se eleva para além do transitório e repousa no louvor sem fim.

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