segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 89(90) - 24.09.2026

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius LXXXIX, III-IV. V-VI. XII-XIII. XIV et XVII

I.

III. Ne avertas hominem in humilitatem et dixisti Convertimini, filii hominum.
(Psalmus LXXXIX, III)

3. Não reduzas o ser humano àquilo que passa, pois disseste aos filhos dos homens que retornem à sua origem.
(Salmo 89,3)

IV. Quoniam mille anni ante oculos tuos tamquam dies hesterna quae praeteriit et custodia in nocte.
(Psalmus LXXXIX, IV)

4. Mil anos, diante dos teus olhos, são como o dia de ontem que passou, como uma vigília durante a noite.
(Salmo 89,4)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

II.

V. Quae pro nihilo habentur, eorum anni erunt.
(Psalmus LXXXIX, V)

5. Os anos humanos passam como aquilo que, diante da eternidade, parece nada.
(Salmo 89,5)

VI. Mane sicut herba transeat, mane floreat et transeat, vespere decidat, induret et arescat.
(Psalmus LXXXIX, VI)

6. Pela manhã, a vida passa como a erva. Pela manhã floresce e passa. Ao entardecer, cai, endurece e seca.
(Salmo 89,6)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

III.

XII. Dinumerare? Dexteram tuam sic notam fac et eruditos corde in sapientia.
(Psalmus LXXXIX, XII)

12. Ensina-nos a reconhecer a passagem dos nossos dias e torna conhecida a tua mão, para que o coração alcance a sabedoria.
(Salmo 89,12)

XIII. Convertere, Domine, usquequo et deprecabilis esto super servos tuos.
(Psalmus LXXXIX, XIII)

13. Volta-te, Senhor. Até quando? Sê propício para com os teus servos.
(Salmo 89,13)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

IV.

XIV. Repleti sumus mane misericordia tua et exsultavimus et delectati sumus omnibus diebus nostris.
(Psalmus LXXXIX, XIV)

14. Saciados pela manhã com a tua misericórdia, exultamos e encontramos alegria em todos os nossos dias.
(Salmo 89,14)

XVII. Et sit splendor Domini Dei nostri super nos et opera manuum nostrarum dirige super nos et opus manuum nostrarum dirige.
(Psalmus LXXXIX, XVII)

17. Que o esplendor do Senhor, nosso Deus, permaneça sobre nós, conduza a obra de nossas mãos e confirme aquilo que realizamos.
(Salmo 89,17)

R. Domine, refugium factus es nobis a generatione in generationem.
Senhor, tu és o nosso refúgio de geração em geração.
(Salmo 89,1)

Reflexão:

  O instante passa, mas a presença que o sustenta permanece além de toda sucessão.
  Diante do Eterno, a duração humana revela sua brevidade e sua profunda interioridade.
  Cada dia recebe sua verdade quando retorna à origem que o sustenta.
  O coração encontra sabedoria quando reconhece a presença que não passa.
  A existência floresce e declina, mas sua origem permanece acolhida no ser.
  A misericórdia ilumina o instante e nele faz nascer uma alegria que ultrapassa a passagem.
  Quando o interior se recolhe, o presente deixa de ser mera sucessão e torna-se presença.
  Então a obra humana encontra sua plenitude ao permanecer unida àquele que permanece eternamente.

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Salmo responsorial Sl 118 (119) - 23.09.2026

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
São Pio de Pietrelcina, presbítero, Memória
25ª Semana do Tempo Comum


Psalmus Responsorius, CXVIII, XXIX. LXXII. LXXXIX. CI. CIV. CLXIII

I

XXIX. Viam iniquitatis amove a me, et de lege tua miserere mei. (Psalmus 118,29) 

  1. Afasta de mim o caminho da iniquidade e, segundo a tua lei, tem misericórdia de mim. (Salmo 118,29)

R. Lucerna pedibus meis verbum tuum, et lumen semitis meis.

R. Tua palavra é lâmpada para os meus passos e luz para os meus caminhos. (Salmo 118,105a)

II

LXXII. Bonum mihi lex oris tui, super millia auri et argenti. (Psalmus 118,72) 

  1. Para mim é mais preciosa a lei que procede da tua boca do que milhares de peças de ouro e de prata. (Salmo 118,72)

R. Lucerna pedibus meis verbum tuum, et lumen semitis meis.

R. Tua palavra é lâmpada para os meus passos e luz para os meus caminhos. (Salmo 118,105a)

III

LXXXIX. In æternum, Domine, verbum tuum permanet in cælo. (Psalmus 118,89) 

  1. Para sempre, Senhor, permanece a tua palavra no céu. (Salmo 118,89)

R. Lucerna pedibus meis verbum tuum, et lumen semitis meis.

R. Tua palavra é lâmpada para os meus passos e luz para os meus caminhos. (Salmo 118,105a)

IV

CI. Ab omni via mala prohibui pedes meos, ut custodiam verba tua. (Psalmus 118,101) 

  1. Afasto os meus pés de todo caminho mau, para guardar as tuas palavras. (Salmo 118,101)

R. Lucerna pedibus meis verbum tuum, et lumen semitis meis.

R. Tua palavra é lâmpada para os meus passos e luz para os meus caminhos. (Salmo 118,105a)

V

CIV. A mandatis tuis intellexi; propterea odivi omnem viam iniquitatis. (Psalmus 118,104)

  1. Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso, rejeitei todo caminho de iniquidade. (Salmo 118,104)

R. Lucerna pedibus meis verbum tuum, et lumen semitis meis.

R. Tua palavra é lâmpada para os meus passos e luz para os meus caminhos. (Salmo 118,105a)

VI

CLXIII. Iniquitatem odio habui, et abominatus sum, legem autem tuam dilexi. (Psalmus 118,163) 

  1. Odiei a iniquidade e a detestei, mas amei a tua lei. (Salmo 118,163)

R. Lucerna pedibus meis verbum tuum, et lumen semitis meis.

R. Tua palavra é lâmpada para os meus passos e luz para os meus caminhos. (Salmo 118,105a)

Reflexão:

  A Palavra permanece no instante como presença que orienta o ser para sua origem e sustenta sua interioridade.
  Quando o coração acolhe essa presença, o caminho exterior começa a receber uma direção que nasce do interior.
  A verdade divina não passa com as formas passageiras, porque sua permanência ultrapassa toda sucessão.
  O instante torna-se lugar de encontro quando o ser reconhece nele a presença que jamais deixa de permanecer.
  A lei recebida na interioridade não oprime, mas ordena o ser segundo aquilo que lhe dá consistência e plenitude.
  A palavra torna-se luz quando deixa de ser somente ouvida e passa a conformar profundamente a existência.
  Assim, o caminho encontra sua unidade quando cada passo permanece voltado para a verdade que o sustenta.
  Na presença de Deus, o instante revela sua profundidade e o ser encontra repouso na plenitude de sua origem.

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Salmo responsorial Sl 118(119) - 22.09.2026

Terça-feira, 22 de Setembro de 2026
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius CXVIII, I, XXVII, XXX, XXXIV, XXXV, XLIV

Psalmus CXVIII

I

I. Beati immaculati in via, qui ambulant in lege Domini. (Psalmus CXVIII, I)

  1. Felizes os que percorrem um caminho íntegro e caminham na Lei do Senhor, pois encontram nela a direção que conduz o ser à verdade. (Salmo 118, 1)

R. Deduc me in semitam mandatorum tuorum, quia ipsam volui.

R. Conduze-me pela senda dos teus mandamentos, pois é por ela que meu ser deseja caminhar. (Salmo 118, 35)

II

XXVII. Viam justificationum tuarum instrue me, et exercebor in mirabilibus tuis. (Psalmus CXVIII, XXVII)

  1. Ensina-me o caminho dos teus preceitos, para que eu penetre em sua profundidade e reconheça, naquilo que vivo, as maravilhas que procedem de ti. (Salmo 118, 27)

XXX. Viam veritatis elegi, judicia tua non sum oblitus. (Psalmus CXVIII, XXX)

  1. Escolhi o caminho da verdade e não me esqueci dos teus juízos, pois a verdade recebida no íntimo permanece como direção para toda a existência. (Salmo 118, 30)

R. Deduc me in semitam mandatorum tuorum, quia ipsam volui.

R. Conduze-me pela senda dos teus mandamentos, pois é por ela que meu ser deseja caminhar. (Salmo 118, 35)

III

XXXIV. Da mihi intellectum, et scrutabor legem tuam, et custodiam illam in toto corde meo. (Psalmus CXVIII, XXXIV)

  1. Dá-me entendimento, e contemplarei profundamente a tua Lei, guardando-a em todo o meu coração, para que sua verdade encontre morada no mais íntimo do meu ser. (Salmo 118, 34)

XXXV. Deduc me in semitam mandatorum tuorum, quia ipsam volui. (Psalmus CXVIII, XXXV)

  1. Conduze-me pela senda dos teus mandamentos, pois é por ela que desejo caminhar e nela reconheço a direção que corresponde à verdade do meu ser. (Salmo 118, 35)

R. Deduc me in semitam mandatorum tuorum, quia ipsam volui.

R. Conduze-me pela senda dos teus mandamentos, pois é por ela que meu ser deseja caminhar. (Salmo 118, 35)

IV

XLIV. Et custodiam legem tuam semper, in saeculum et in saeculum saeculi. (Psalmus CXVIII, XLIV)

  1. Guardarei sempre a tua Lei, por toda a duração dos tempos e para além de todo o tempo, porque tua Palavra permanece como verdade que sustenta a existência. (Salmo 118, 44)

R. Deduc me in semitam mandatorum tuorum, quia ipsam volui.

R. Conduze-me pela senda dos teus mandamentos, pois é por ela que meu ser deseja caminhar. (Salmo 118, 35)

Reflexão:

A senda da verdade começa no interior, onde o instante se abre à presença que permanece.
A Palavra recebida não apenas orienta o caminho, mas transforma a profundidade daquele que a acolhe.
O instante alcança sua plenitude quando reconhece uma verdade que não passa com o tempo.
A interioridade torna-se lugar de escuta, amadurecimento e união com a origem de todo bem.
Cada escolha diante da verdade imprime no ser uma direção que ultrapassa a sucessão dos momentos.
O coração encontra sua medida quando deixa de se dispersar e permanece voltado para aquilo que é eterno.
A existência amadurece quando o presente deixa transparecer a profundidade de sua origem.
Assim, cada instante pode tornar-se caminho para a plenitude que já encontra sua morada no ser.

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domingo, 20 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 18(19A) - 21.09.2026

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
São Mateus, Apóstolo e Evangelista, Festa, Ano A
25ª Semana do Tempo Comum



Psalmus Responsorius, XVIII, II-III, IV-V (R. Va)

Psalmus Responsorius

I

II. Cæli enarrant gloriam Dei, et opera manuum ejus annuntiat firmamentum. (Psalmus XVIII, II)

2. Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. (Salmo 18, 2)

III. Dies diei eructat verbum, et nox nocti indicat scientiam. (Psalmus XVIII, III)

3. O dia transmite ao dia sua palavra, e a noite à noite revela o conhecimento. (Salmo 18, 3)

R. In omnem terram exivit sonus eorum.

R. Por toda a terra ressoou a sua voz. (Salmo 18, 5)

II

IV. Non sunt loquelæ, neque sermones, quorum non audiantur voces eorum. (Psalmus XVIII, IV)

4. Não há linguagem nem palavra cuja voz não seja ouvida. (Salmo 18, 4)

V. In omnem terram exivit sonus eorum, et in fines orbis terræ verba eorum. (Psalmus XVIII, V)

5. Por toda a terra ressoou a sua voz, e até os confins do mundo chegaram as suas palavras. (Salmo 18, 5)

R. In omnem terram exivit sonus eorum.

R. Por toda a terra ressoou a sua voz. (Salmo 18, 5)

Reflexão:

O instante se abre quando o ser percebe a presença que continuamente o envolve.
A criação não apenas manifesta uma ordem, mas revela uma origem que permanece presente.
O dia transmite ao dia aquilo que recebeu, e a noite guarda no silêncio a mesma verdade.
Nada se encontra separado da fonte de onde procede e para a qual interiormente se orienta.
A voz que atravessa a criação não depende do ruído, pois alcança o íntimo sem perder sua profundidade.
Cada instante pode tornar-se lugar de reconhecimento daquilo que permanece além da sucessão dos momentos.
Quando a interioridade acolhe essa presença, o ser começa a perceber sua própria origem.
A plenitude surge quando toda a existência se torna escuta da verdade que continuamente a sustenta.

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sábado, 19 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 144(145) - 20.09.2026

Domingo, 20 de Setembro de 2026
25º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires



Psalmus Responsorius, CXLIV, II-III. VIII-IX. XVII-XVIII

I

II. Per singulos dies benedicam tibi, et laudabo nomen tuum in sæculum, et in sæculum sæculi. (Psalmus CXLIV, II)

2. A cada dia vos bendirei e louvarei o vosso nome pelos séculos e por todos os séculos. (Salmo 144, 2)

III. Magnus Dominus, et laudabilis nimis, et magnitudinis ejus non est finis. (Psalmus CXLIV, III)

3. Grande é o Senhor e infinitamente digno de louvor, e sua grandeza não tem fim. (Salmo 144, 3)

R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.

O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18a)

II

VIII. Miserator et misericors Dominus, patiens, et multum misericors. (Psalmus CXLIV, VIII)

8. O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e abundantíssimo em misericórdia. (Salmo 144, 8)

IX. Suavis Dominus universis, et miserationes ejus super omnia opera ejus. (Psalmus CXLIV, IX)

9. O Senhor é bondoso para com todos, e suas misericórdias se estendem sobre todas as suas obras. (Salmo 144, 9)

R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.

O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18a)

III

XVII. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XVII)

17. Justo é o Senhor em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 17)

XVIII. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, XVIII)

18. O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. (Salmo 144, 18)

R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.

O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18a)

Reflexão:

  A proximidade do Senhor não depende da distância, pois sua presença alcança o íntimo do ser no instante que se abre ao eterno.
  Cada dia recebe sua plenitude quando a consciência reconhece a origem que permanece presente em tudo o que existe.
  A grandeza divina não possui limite, porque sua presença não está submetida ao fluxo passageiro das coisas.
  Invocar o Senhor é voltar o interior para aquilo que sustenta a existência desde sua raiz mais profunda.
  A misericórdia revela uma presença que não abandona o ser à dispersão, mas o reconduz à unidade de sua origem.
  No instante acolhido com verdade, a alma encontra uma proximidade que não precisa ser procurada fora de si.
  A justiça de Deus manifesta uma ordem na qual cada realidade encontra seu sentido diante da plenitude que a sustenta.
  Assim, o presente deixa de ser mera passagem e se torna encontro com Aquele cuja presença permanece além de todo tempo.

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Salmo responsorial Sl 55(56) - 19.09.2026

 


Psalmus Responsorius LVI, 10.11-12.13-14

I

X. Deus, vitam meam annuntiavi tibi; posuisti lacrimas meas in conspectu tuo, sicut et in promissione tua: tunc convertentur inimici mei retrorsum. In quacumque die invocavero te, ecce cognovi quoniam Deus meus es. (Psalmus LVI, 10)

Deus, eu te manifestei a minha vida; colocaste as minhas lágrimas diante de ti, conforme a tua promessa. Então, os meus inimigos voltarão para trás. Em qualquer dia em que eu te invocar, reconhecerei que tu és o meu Deus. (Salmo 56, 10)

R. Eripuisti animam meam de morte.
Livraste a minha alma da morte. (Salmo 56, 14)

II

XI. In Deo laudabo verbum; in Domino laudabo sermonem. In Deo speravi: non timebo quid faciat mihi homo. (Psalmus LVI, 11)

Em Deus louvarei a sua palavra; no Senhor exaltarei a sua promessa. Em Deus coloquei a minha esperança; não temerei aquilo que o ser humano possa fazer contra mim. (Salmo 56, 11)

XII. In me sunt, Deus, vota tua, quæ reddam, laudationes tibi: (Psalmus LVI, 12)

Em mim estão, ó Deus, os votos que te oferecerei, os louvores que te pertencem. (Salmo 56, 12)

R. Eripuisti animam meam de morte.
Livraste a minha alma da morte. (Salmo 56, 14)

III

XIII. Quoniam eripuisti animam meam de morte, et pedes meos de lapsu, ut placeam coram Deo in lumine viventium. (Psalmus LVI, 13)

Porque livraste a minha alma da morte e preservaste os meus pés da queda, para que eu permaneça diante de Deus na luz dos viventes. (Salmo 56, 13)

XIV. Eripuisti animam meam de morte, et pedes meos de lapsu, ut placeam coram Deo in lumine viventium. (Psalmus LVI, 14)

Livraste a minha alma da morte e os meus pés da queda, para que eu permaneça diante de Deus na luz dos viventes. (Salmo 56, 14)

R. Eripuisti animam meam de morte.
Livraste a minha alma da morte. (Salmo 56, 14)

Reflexão:
  A vida se revela diante de Deus quando o instante se abre à presença de sua origem.
  As lágrimas deixam de ser apenas memória e tornam-se consciência de uma presença que acolhe.
  Na interioridade, a confiança alcança aquilo que permanece quando tudo exterior perde consistência.
  A palavra pronunciada no instante encontra sua plenitude na eternidade que a sustenta.
  Ser preservado da queda é reencontrar a unidade profunda que conduz à origem.
  A morte perde seu domínio quando a existência se reconhece recebida e conduzida.
  A luz dos viventes manifesta a plenitude de uma vida reconciliada com sua fonte.
  Assim, o instante torna-se lugar de passagem para aquilo que, em Deus, já possui sua realização. 


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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 16(17) - 18.09.2026

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026
24ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Psalmus Responsorius XVI, I. VI-VII. VIIIb et XV

Psalmus David

I

I. Exaudi, Domine, justitiam meam; intende deprecationem meam. Auribus percipe orationem meam, non in labiis dolosis. (Psalmus 16, 1)

  1. Escuta, Senhor, a minha justiça; acolhe a minha súplica. Dá ouvidos à minha oração, que não procede de lábios enganadores. (Salmo 16, 1)

R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)

II

VI. Ego clamavi, quoniam exaudisti me, Deus; inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea. (Psalmus 16, 6)

  1. Eu clamei, porque me escutaste, ó Deus; inclina para mim o teu ouvido e acolhe as minhas palavras. (Salmo 16, 6)

VII. Mirifica misericordias tuas, qui salvos facis sperantes in te. (Psalmus 16, 7)

  1. Manifesta de modo admirável as tuas misericórdias, tu que salvas aqueles que esperam em ti. (Salmo 16, 7)

R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)

III

VIIIb. Sub umbra alarum tuarum protege me. (Psalmus 16, 8)

8b. À sombra das tuas asas, protege-me. (Salmo 16, 8b)

R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)

IV

XV. Ego autem in justitia apparebo conspectui tuo; satiabor cum apparuerit gloria tua. (Psalmus 16, 15)

  1. Quanto a mim, na justiça contemplarei a tua presença; serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15)

R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)

Reflexão:

  O instante se abre quando o coração se volta para uma presença que não passa com o movimento do tempo.
  A súplica encontra profundidade porque nasce do interior onde a verdade permanece silenciosamente diante do eterno.
  Sob a proteção divina, o ser repousa sem abandonar o curso de sua existência.
  A espera deixa então de ser vazio e se torna abertura para aquilo que ainda não se manifesta plenamente.
  A glória aguardada já toca o presente, como plenitude que começa a revelar sua presença no íntimo.
  Nada do que verdadeiramente procede da origem se perde no fluxo das horas.
  O instante torna-se lugar de contemplação, onde o ser permanece diante daquilo que o sustenta.
  E a saciedade prometida desponta quando a presença eterna se manifesta em sua plenitude.

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