Psalmus XXXII, 4-5.18-19.20
R. Fiat misericordia tua Domine super nos quemadmodum speravimus in te (XXXII, XXII)
Venha sobre nós, Senhor, a vossa misericórdia, como em vós depositamos nossa esperança, pois no íntimo aguardamos a Luz que atravessa os séculos e sustenta o presente (32,22)
I
Quia rectum est verbum Domini et omnia opera eius in fide (XXXII, IV)
Reta é a Palavra do Senhor, e suas obras permanecem firmes na fidelidade, sustentando cada instante com a solidez do que não passa (32,4)
II
Diligit misericordiam et iudicium misericordia Domini plena est terra (XXXII, V)
Ele ama a justiça e a misericórdia, e a terra está repleta de sua bondade, que envolve o tempo humano com sentido e direção superior (32,5)
III
Ecce oculi Domini super metuentes eum et in eis qui sperant super misericordia eius ut eruat a morte animas eorum et alat eos in fame (XXXII, XVIII-XIX)
Os olhos do Senhor repousam sobre aqueles que O reverenciam e confiam em sua misericórdia, para libertar suas vidas da morte e sustentá-las na provação, iluminando o presente com promessa que vence o fim (32,18-19)
IV
Anima nostra sustinet Dominum quoniam adiutor et protector noster est (XXXII, XX)
Nossa alma espera no Senhor, pois Ele é auxílio e amparo, tornando cada momento espaço de encontro com sua presença que eleva e fortalece (32,20)
Reflexão
A Palavra reta do Senhor revela uma ordem que atravessa a sucessão dos dias.
A misericórdia divina não se limita a um momento, mas envolve toda a existência com cuidado constante.
O olhar do Altíssimo repousa sobre o coração que confia e o sustenta nas horas de provação.
A esperança transforma o presente em ponto de contato com a realidade eterna.
A alma que aprende a esperar amadurece na serenidade e na firmeza interior.
A justiça e a bondade unem-se numa harmonia que orienta a consciência.
Cada instante pode tornar-se participação consciente na fidelidade divina.
Assim, o tempo humano é elevado e iluminado pela presença que nunca declina.

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