Psalmus Responsorius CXLIV, XVII-XVIII.XIX-XX.XXI (R. XVIIIa)
Laudatio ipsi David (Psalmus CXLIV)
I.
XVII. Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, 17)
17. Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras. (Salmo 144, 17)
XVIII. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, 18)
18. O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. (Salmo 144, 18)
R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.
O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18)
II.
XIX. Voluntatem timentium se faciet, et deprecationem eorum exaudiet, et salvos faciet eos. (Psalmus CXLIV, 19)
19. Ele realiza a vontade daqueles que o temem, escuta a sua súplica e os salva. (Salmo 144, 19)
XX. Custodit Dominus omnes diligentes se, et omnes peccatores disperdet. (Psalmus CXLIV, 20)
20. O Senhor guarda todos os que o amam, mas dispersa todos os pecadores. (Salmo 144, 20)
R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.
O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18)
III.
XXI. Laudationem Domini loquetur os meum; et benedicat omnis caro nomini sancto ejus in sæculum, et in sæculum sæculi. (Psalmus CXLIV, 21)
21. Minha boca proclamará o louvor do Senhor, e toda criatura bendirá seu santo nome pelos séculos, por toda a eternidade. (Salmo 144, 21)
R. Prope est Dominus omnibus invocantibus eum.
O Senhor está próximo de todos os que o invocam. (Salmo 144, 18)
Reflexão:
A proximidade do Senhor não se limita ao instante que passa, pois nele já repousa a profundidade da eternidade.
Quando a interioridade invoca na verdade, o ser se volta para sua origem e reconhece a presença que o sustenta.
O instante deixa de ser apenas sucessão e se torna lugar de encontro entre aquilo que passa e aquilo que permanece.
A verdade recebida interiormente amadurece silenciosamente, conduzindo o ser àquilo que sua origem já contém em plenitude.
A presença divina não interrompe o tempo, mas penetra sua profundidade e ilumina o sentido de cada instante.
Quem permanece voltado para essa presença encontra uma ordem interior que não depende da instabilidade das coisas que passam.
Assim, a existência se encaminha para sua plenitude à medida que reconhece, no presente, a fonte de onde procede.
E o louvor se torna resposta do ser que, tocado pela eternidade, retorna à sua origem e nela encontra seu cumprimento.
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