Psalmus, XVII, II–VIII
Responsum
Diligam te, Domine, fortitudo mea (Psalmus XVII, II)
Eu vos amo, Senhor, minha força que sustenta o ser além das variações do tempo e das circunstâncias (Salmo 17, 2).
I
Diligam te, Domine, fortitudo mea Dominus firmamentum meum et refugium meum et liberator meus (Psalmus XVII, II–III)
1 Eu vos amo, Senhor, minha força, firme sustentação e refúgio interior, presença que mantém o ser íntegro mesmo quando tudo ao redor oscila (Salmo 17, 2-3).
II
Deus meus adiutor meus et sperabo in eum protector meus et cornu salutis meae et susceptor meus laudans invocabo Dominum et ab inimicis meis salvus ero (Psalmus XVII, III–IV)
2 Meu Deus é auxílio constante e confiança silenciosa, proteção que não se impõe, mas sustenta, e ao invocá-lo o ser se reencontra com aquilo que o preserva íntegro (Salmo 17, 3-4).
III
Circumdederunt me dolores mortis et torrentes iniquitatis conturbaverunt me dolores inferni circumdederunt me praeoccupaverunt me laquei mortis (Psalmus XVII, V–VI)
3 As dores cercaram-me e as forças contrárias buscaram perturbar-me, contudo o ser que permanece centrado não se dissolve, mesmo quando envolto pela prova (Salmo 17, 5-6).
IV
In tribulatione mea invocavi Dominum et ad Deum meum clamavi et exaudivit de templo sancto suo vocem meam et clamor meus in conspectu eius introivit in aures eius (Psalmus XVII, VII)
4 Na angústia invoquei o Senhor e o clamor foi acolhido, pois há uma escuta que ultrapassa o instante e acolhe o ser em sua totalidade (Salmo 17, 7).
Reflexão
O clamor que nasce no interior não se perde, mas encontra ressonância naquilo que permanece.
A força verdadeira não se impõe, mas sustenta silenciosamente.
O ser que se recolhe não se fragmenta diante da adversidade.
Mesmo cercado por instabilidade, há um eixo que não se rompe.
A confiança não depende das circunstâncias, mas de uma presença constante.
A travessia da dor não destrói quando há permanência interior.
O caminho torna-se firme quando o olhar se volta ao essencial.
Assim, o ser permanece íntegro, sustentado por aquilo que jamais se dissolve.
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