segunda-feira, 13 de abril de 2026

Salmo responsorial Sl 33(34) - 15.04.2026

 Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

2ª Semana da Páscoa



Psalmus Responsorius

Psalmus XXXIII, II–III. IV–V. VI–VII. VIII–IX (R. VIIa)

R. Iste pauper clamavit, et Dominus exaudivit eum. (Psalmus XXXIII, VII)
Este pobre clamou, e o Senhor o ouviu, revelando a escuta que acolhe o interior e o eleva acima de toda limitação visível. (Salmo 33,7)

I
Benedicam Dominum in omni tempore: semper laus eius in ore meo. In Domino laudabitur anima mea: audiant mansueti, et laetentur. (Psalmus XXXIII, II–III)
(1) Bendirei o Senhor em todo tempo, pois sua presença sustenta continuamente o ser, e a alma encontra nele sua verdadeira expressão e alegria. (Salmo 33,2-3)

II
Magnificate Dominum mecum: et exaltemus nomen eius in idipsum. Exquisivi Dominum, et exaudivit me: et ex omnibus tribulationibus meis eripuit me. (Psalmus XXXIII, IV–V)
(2) Exaltai o Senhor na unidade do espírito, pois aquele que o busca é ouvido no mais íntimo e libertado das inquietações que dispersam a interioridade. (Salmo 33,4-5)

III
Accedite ad eum, et illuminamini: et facies vestrae non confundentur. Iste pauper clamavit, et Dominus exaudivit eum: et de omnibus tribulationibus eius salvavit eum. (Psalmus XXXIII, VI–VII)
(3) Aproximai-vos da luz e sereis iluminados, pois aquele que se volta ao Senhor encontra clareza interior e é elevado acima das aflições que obscurecem o ser. (Salmo 33,6-7)

IV
Immittet Angelus Domini in circuitu timentium eum: et eripiet eos. Gustate, et videte quoniam suavis est Dominus: beatus vir qui sperat in eo. (Psalmus XXXIII, VIII–IX)
(4) A presença divina circunda aqueles que se voltam a ela e os guarda, pois experimentar o Senhor é reconhecer a suavidade que sustenta a existência e conduz à plenitude. (Salmo 33,8-9)

Reflexão

A palavra que louva não se limita ao som, mas nasce de uma interioridade que reconhece a presença que sustenta todas as coisas.
O louvor contínuo revela uma dimensão onde o tempo não fragmenta a experiência do ser.
A busca sincera não percorre distâncias externas, mas retorna ao centro onde a resposta já se encontra.
A luz não é adquirida, mas revelada àqueles que se aproximam com disposição interior.
O clamor verdadeiro não é ruído, mas abertura que permite à consciência ser elevada.
A proteção divina não é barreira externa, mas ordem que envolve e sustenta o espírito.
Experimentar o Senhor é reconhecer a suavidade que permeia toda a existência.
Assim, a vida encontra estabilidade quando se ancora na presença que não se altera.

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