Sexta-feira, 3 de Abril de 2026
Psalmus responsorius, Psalmus XXX, II, VI, XII-XIII, XV-XVI, XVII, XXV
Responsum
In manus tuas, Domine, commendo spiritum meum. (Psalmus XXX, VI)
Em tuas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, reconhecendo que o centro do ser permanece íntegro além de toda transitoriedade. (Salmo 30,6)
I
In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum; in iustitia tua libera me. (Psalmus XXX, II)
1. Em ti, Senhor, confio e não serei confundido, pois a consciência que se ancora no eterno não se perde nas variações do instante. (Salmo 30,2)
II
In manus tuas commendo spiritum meum; redemisti me, Domine, Deus veritatis. (Psalmus XXX, VI)
2. Em tuas mãos entrego o meu espírito; tu me resgatas, ó Deus da verdade, pois o ser encontra plenitude quando repousa no que não se altera. (Salmo 30,6)
III
Factus sum opprobrium inimicis meis valde, et vicinis meis nimis, et timor notis meis; qui videbant me foras fugerunt a me. Oblivioni datus sum tamquam mortuus a corde; factus sum tamquam vas perditum. (Psalmus XXX, XII-XIII)
3. Tornei-me desprezo aos olhos de muitos e esquecido como morto no coração deles, mas aquilo que é essencial não se dissolve, mesmo quando já não é reconhecido pelas aparências. (Salmo 30,12-13)
IV
Ego autem in te speravi, Domine; dixi: Deus meus es tu; in manibus tuis sortes meae. (Psalmus XXX, XV-XVI)
4. Eu, porém, confio em ti, Senhor, e afirmo que és o meu Deus; em tuas mãos estão os meus caminhos, pois o destino do ser repousa no centro que tudo sustenta. (Salmo 30,15-16)
Reflexão
O clamor do salmista revela uma confiança que não depende das circunstâncias visíveis, mas de uma presença que sustenta o ser em toda situação. Entregar o espírito é reconhecer que existe um centro que permanece intacto mesmo diante da instabilidade do mundo. A experiência da rejeição e do esquecimento não anula aquilo que é essencial, pois o que é verdadeiro não se desfaz com o tempo. Aquele que confia encontra firmeza interior, ainda que tudo ao redor se transforme. O caminho humano se revela como travessia, e cada instante é oportunidade de permanecer enraizado naquilo que não se altera. A serenidade nasce quando o coração se volta para o que sustenta tudo. Assim, a vida se torna expressão de confiança contínua e de presença consciente.
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