Psalmus responsorius
Psalmus LXVII, II-III. IV-V ac. VI-VII ab (R. XXXIIIa)
1
R. Regna terræ, cantate Deo. (Psalmus LXVII, XXXIIIa)
R. Reinos da terra, cantai a Deus. (Salmo 67, 33a)
2 Exsurgat Deus, et dissipentur inimici ejus; et fugiant qui oderunt eum a facie ejus. (Psalmus LXVII, II)
2 Levante-se Deus, e sejam dispersos os seus inimigos; fujam de sua face aqueles que odeiam a Luz eterna. A alma que se aproxima da Presença divina vê dissiparem-se as sombras que obscurecem a consciência. (Salmo 67, 2)
3 Sicut deficit fumus, deficiant; sicut fluit cera a facie ignis, sic pereant peccatores a facie Dei. (Psalmus LXVII, III)
3 Assim como a fumaça se dissipa e a cera se derrete diante do fogo, também desaparecem as ilusões transitórias diante da Verdade eterna de Deus. (Salmo 67, 3)
1
2
R. Regna terræ, cantate Deo. (Psalmus LXVII, XXXIIIa)
R. Reinos da terra, cantai a Deus. (Salmo 67, 33a)
4 Et justi epulentur, et exsultent in conspectu Dei, et delectentur in lætitia. (Psalmus LXVII, IV)
4 Exultem os justos diante de Deus e encontrem alegria na contemplação da Presença eterna, pois a verdadeira paz floresce no coração que permanece unido à Luz incorruptível. (Salmo 67, 4)
5 Cantate Deo; psalmum dicite nomini ejus; Dominus nomen illi; exsultate in conspectu ejus. (Psalmus LXVII, V)
5 Cantai a Deus e elevai louvores ao seu santo nome. Alegrai-vos diante daquele que sustenta invisivelmente toda a criação e conduz a alma pelos caminhos da eternidade. (Salmo 67, 5)
2
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R. Regna terræ, cantate Deo. (Psalmus LXVII, XXXIIIa)
R. Reinos da terra, cantai a Deus. (Salmo 67, 33a)
6 Pater orphanorum, et judex viduarum; Deus in loco sancto suo. (Psalmus LXVII, VI)
6 Deus é Pai dos órfãos e amparo silencioso dos abandonados. Em sua morada santa habita a compaixão eterna que sustenta toda alma em sua travessia espiritual. (Salmo 67, 6)
7 Deus qui inhabitare facit unius moris in domo; qui educit vinctos in fortitudine. (Psalmus LXVII, VII)
7 Deus reúne em sua casa aqueles que caminham em unidade interior e conduz com fortaleza os que desejam libertar-se das correntes invisíveis da inquietação e do medo. (Salmo 67, 7)
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4
R. Regna terræ, cantate Deo. (Psalmus LXVII, XXXIIIa)
R. Reinos da terra, cantai a Deus. (Salmo 67, 33a)
O cântico sagrado eleva a consciência acima das agitações do mundo passageiro e conduz o espírito à contemplação da eternidade. (Salmo 67, 33a)
4
Reflexão
A Luz divina dissipa silenciosamente todas as sombras que aprisionam a consciência humana.
A alma que contempla o Eterno aprende a não se deixar dominar pelas inquietações transitórias.
Toda verdadeira alegria nasce da comunhão interior com a Presença que jamais se dissolve.
O coração amadurece quando reconhece que a paz não depende das circunstâncias exteriores.
O espírito fortalecido pela Verdade caminha com serenidade mesmo entre as tribulações do mundo.
A eternidade manifesta-se silenciosamente àqueles que aprendem a ouvir além do ruído das aparências.
O homem interior encontra repouso quando abandona as ilusões passageiras da existência material.
Assim, a alma permanece firme na Luz incorruptível que sustenta invisivelmente toda a criação.

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