Quinta-feira, 7 de Maio de 2026
Psalmus Responsorius, XCV, I-IIa.IIb-III.X
I Cantate Domino canticum novum cantate Domino omnis terra (Psalmus XCV, I)
1 Cantai ao Senhor um cântico novo, onde o ser se renova na fonte que não se esgota e reconhece a origem que o sustenta (Salmo 95,1)
II Cantate Domino et benedicite nomini eius (Psalmus XCV, IIa)
2 Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, acolhendo no íntimo a presença que permanece e dá sentido a toda existência (Salmo 95,2)
R. Annuntiate inter gentes gloriam eius (Psalmus XCV, III)
R. Anunciai entre as nações a sua glória, como manifestação que se revela no interior e transborda além de toda forma (Salmo 95,3)
II Annuntiate de die in diem salutare eius (Psalmus XCV, IIb)
2 Anunciai de dia em dia a sua salvação, como realidade contínua que se revela no íntimo e não se limita ao tempo que passa (Salmo 95,2)
III Annuntiate inter gentes gloriam eius in omnibus populis mirabilia eius (Psalmus XCV, III)
3 Anunciai entre as nações a sua glória, e entre todos os povos suas maravilhas, como expressão do que se manifesta sem cessar no interior do ser (Salmo 95,3)
R. Annuntiate inter gentes gloriam eius (Psalmus XCV, III)
R. Anunciai entre as nações a sua glória, como manifestação que se revela no interior e transborda além de toda forma (Salmo 95,3)
X Dicite in gentibus quia Dominus regnavit etenim correxit orbem terrae qui non commovebitur iudicabit populos in aequitate (Psalmus XCV, X)
10 Dizei entre as nações que o Senhor reina, pois há uma ordem que sustenta tudo e não se abala, conduzindo cada ser à justa medida no interior (Salmo 95,10)
R. Annuntiate inter gentes gloriam eius (Psalmus XCV, III)
R. Anunciai entre as nações a sua glória, como manifestação que se revela no interior e transborda além de toda forma (Salmo 95,3)
Reflexão:
O cântico novo não nasce da voz exterior, mas do reconhecimento interior do que sempre foi.
Quando o ser se volta para essa origem, descobre uma presença que não se altera.
A proclamação torna-se expressão natural dessa descoberta silenciosa.
Nada precisa ser forçado, pois a verdade se manifesta por si mesma.
Há uma ordem que sustenta tudo sem se impor.
Quem a reconhece vive com estabilidade, mesmo diante das mudanças.
O agir torna-se simples, pois brota de uma unidade interior.
E assim, a existência se alinha ao que permanece além de toda transitoriedade.
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