Psalmus Responsorius CX, I-II.VII-VIII.IX e XC
Psalmus CX
R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)
I
I Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, in consilio iustorum, et congregatione. (Psalmus CX, I) 1 Louvarei ao Senhor de todo o meu coração, na assembleia dos justos e na reunião dos fiéis. (Salmo 110, 1)
II Magna opera Domini: exquisita in omnes voluntates eius. (Psalmus CX, II) 2 Grandes são as obras do Senhor, meditadas por todos os que nelas encontram o seu encanto. (Salmo 110, 2)
R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)
II
VII Opera manuum eius veritas et iudicium. (Psalmus CX, VII) 7 As obras de suas mãos são verdade e justiça, imutáveis em sua essência. (Salmo 110, 7)
VIII Fidelia omnia mandata eius: confirmata in sæculum sæculi, facta in veritate et æquitate. (Psalmus CX, VIII) 8 Todos os seus preceitos são fiéis, estabelecidos para a eternidade dos séculos, fundamentados na verdade e na retidão. (Salmo 110, 8)
R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)
III
IX Redemptionem misit populo suo: mandavit in æternum testamentum suum. Sanctum et terribile nomen eius. (Psalmus CX, IX) 9 Enviou a redenção ao seu povo e selou para sempre a sua aliança sagrada. Santo e venerável é o seu nome. (Salmo 110, 9)
XC Intellectus bonus omnibus facientibus eum: laudatio eius manet in sæculum sæculi. (Psalmus CX, XC) 10c Possuem bom entendimento todos os que praticam os seus preceitos. O seu louvor permanece para a eternidade dos séculos. (Salmo 110, 10c)
R. Memor erit in sæculum testamenti sui. Ele se lembra eternamente de sua aliança. (Salmo 110, 5b)
Reflexão: A celebração das obras divinas convida o espírito a recolher-se no silêncio da interioridade. Quando a alma contempla a grandeza do Criador, ultrapassa as oscilações do tempo passageiro. A aliança eterna não pertence ao passado, mas se realiza na presença viva de cada instante. Na fidelidade aos preceitos sagrados, o ser humano encontra a ordem essencial de sua origem. A verdade e a retidão sustentam a inteligência que se abre para acolher a luz da consciência. Ao reconhecer a ação graciosa no presente, o coração experimenta a plenitude da vida imutável. O louvor puro nasce da comunhão profunda entre a criatura e o fundamento que tudo gera. Permanecer no bem supremo é repousar para sempre no abraço eterno do amor divino.
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