Psalmus Responsorius CXVIII, LXVI.LXXI.LXXV.XCI.CXXV.CXXX (R. CXXXV a)
I
LXVI. Bonitatem, et disciplinam, et scientiam doce me, quia mandatis tuis credidi. (Psalmus CXVIII, 66)
Ensina-me a bondade, a disciplina e o conhecimento, porque confiei nos teus mandamentos. (Salmo 118, 66)
LXXI. Bonum mihi quia humiliasti me, ut discam justificationes tuas. (Psalmus CXVIII, 71)
Foi bom para mim ter sido humilhado, para aprender os teus preceitos. (Salmo 118, 71)
R. Faciem tuam illumina super servum tuum, et doce me justificationes tuas.
Faze resplandecer tua face sobre o teu servo e ensina-me os teus preceitos. (Salmo 118, 135)
II
LXXV. Cognovi, Domine, quia æquitas judicia tua, et in veritate tua humiliasti me. (Psalmus CXVIII, 75)
Reconheci, Senhor, que são justos os teus julgamentos e que, na tua verdade, me humilhaste. (Salmo 118, 75)
XCI. Ordinatione tua perseverat dies, quoniam omnia serviunt tibi. (Psalmus CXVIII, 91)
Segundo a tua ordenação, o dia permanece, porque todas as coisas estão a teu serviço. (Salmo 118, 91)
R. Faciem tuam illumina super servum tuum, et doce me justificationes tuas.
Faze resplandecer tua face sobre o teu servo e ensina-me os teus preceitos. (Salmo 118, 135)
III
CXXV. Servus tuus sum ego, da mihi intellectum, ut sciam testimonia tua. (Psalmus CXVIII, 125)
Eu sou teu servo. Dá-me entendimento, para que eu conheça os teus testemunhos. (Salmo 118, 125)
CXXX. Declaratio sermonum tuorum illuminat, et intellectum dat parvulis. (Psalmus CXVIII, 130)
A manifestação das tuas palavras ilumina e concede entendimento aos simples. (Salmo 118, 130)
R. Faciem tuam illumina super servum tuum, et doce me justificationes tuas.
Faze resplandecer tua face sobre o teu servo e ensina-me os teus preceitos. (Salmo 118, 135)
Reflexão:
A palavra recebida penetra o instante e alcança uma profundidade que ultrapassa a sucessão dos acontecimentos.
A presença divina ilumina a interioridade e conduz o ser à verdade de sua origem.
A humildade acolhe aquilo que precede a compreensão e permite que a existência amadureça silenciosamente.
O dia permanece porque sua realidade repousa numa ordem que não se dissolve na passagem dos momentos.
O entendimento nasce quando a interioridade recebe a palavra e permite que ela transforme o próprio ser.
Assim, o instante torna-se fecundo, porque nele pode manifestar-se uma presença cuja profundidade não é limitada pela duração.
A palavra ilumina aquilo que já estava sendo formado no interior e conduz progressivamente à sua realização.
Na presença daquele que ensina, o ser reencontra sua origem e caminha para a plenitude que nele amadurece.
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