Psalmus Responsorius XVI, I. VI-VII. VIIIb et XV
Psalmus David
I
I. Exaudi, Domine, justitiam meam; intende deprecationem meam. Auribus percipe orationem meam, non in labiis dolosis. (Psalmus 16, 1)
Escuta, Senhor, a minha justiça; acolhe a minha súplica. Dá ouvidos à minha oração, que não procede de lábios enganadores. (Salmo 16, 1)
R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)
II
VI. Ego clamavi, quoniam exaudisti me, Deus; inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea. (Psalmus 16, 6)
Eu clamei, porque me escutaste, ó Deus; inclina para mim o teu ouvido e acolhe as minhas palavras. (Salmo 16, 6)
VII. Mirifica misericordias tuas, qui salvos facis sperantes in te. (Psalmus 16, 7)
Manifesta de modo admirável as tuas misericórdias, tu que salvas aqueles que esperam em ti. (Salmo 16, 7)
R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)
III
VIIIb. Sub umbra alarum tuarum protege me. (Psalmus 16, 8)
8b. À sombra das tuas asas, protege-me. (Salmo 16, 8b)
R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)
IV
XV. Ego autem in justitia apparebo conspectui tuo; satiabor cum apparuerit gloria tua. (Psalmus 16, 15)
Quanto a mim, na justiça contemplarei a tua presença; serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15)
R. Satiabor cum apparuerit gloria tua.
R. Serei saciado quando aparecer a tua glória. (Salmo 16, 15b)
Reflexão:
O instante se abre quando o coração se volta para uma presença que não passa com o movimento do tempo.
A súplica encontra profundidade porque nasce do interior onde a verdade permanece silenciosamente diante do eterno.
Sob a proteção divina, o ser repousa sem abandonar o curso de sua existência.
A espera deixa então de ser vazio e se torna abertura para aquilo que ainda não se manifesta plenamente.
A glória aguardada já toca o presente, como plenitude que começa a revelar sua presença no íntimo.
Nada do que verdadeiramente procede da origem se perde no fluxo das horas.
O instante torna-se lugar de contemplação, onde o ser permanece diante daquilo que o sustenta.
E a saciedade prometida desponta quando a presença eterna se manifesta em sua plenitude.
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