Psalmus Responsorius LVI, 10.11-12.13-14
I
X. Deus, vitam meam annuntiavi tibi; posuisti lacrimas meas in conspectu tuo, sicut et in promissione tua: tunc convertentur inimici mei retrorsum. In quacumque die invocavero te, ecce cognovi quoniam Deus meus es. (Psalmus LVI, 10)
Deus, eu te manifestei a minha vida; colocaste as minhas lágrimas diante de ti, conforme a tua promessa. Então, os meus inimigos voltarão para trás. Em qualquer dia em que eu te invocar, reconhecerei que tu és o meu Deus. (Salmo 56, 10)
R. Eripuisti animam meam de morte.
Livraste a minha alma da morte. (Salmo 56, 14)
II
XI. In Deo laudabo verbum; in Domino laudabo sermonem. In Deo speravi: non timebo quid faciat mihi homo. (Psalmus LVI, 11)
Em Deus louvarei a sua palavra; no Senhor exaltarei a sua promessa. Em Deus coloquei a minha esperança; não temerei aquilo que o ser humano possa fazer contra mim. (Salmo 56, 11)
XII. In me sunt, Deus, vota tua, quæ reddam, laudationes tibi: (Psalmus LVI, 12)
Em mim estão, ó Deus, os votos que te oferecerei, os louvores que te pertencem. (Salmo 56, 12)
R. Eripuisti animam meam de morte.
Livraste a minha alma da morte. (Salmo 56, 14)
III
XIII. Quoniam eripuisti animam meam de morte, et pedes meos de lapsu, ut placeam coram Deo in lumine viventium. (Psalmus LVI, 13)
Porque livraste a minha alma da morte e preservaste os meus pés da queda, para que eu permaneça diante de Deus na luz dos viventes. (Salmo 56, 13)
XIV. Eripuisti animam meam de morte, et pedes meos de lapsu, ut placeam coram Deo in lumine viventium. (Psalmus LVI, 14)
Livraste a minha alma da morte e os meus pés da queda, para que eu permaneça diante de Deus na luz dos viventes. (Salmo 56, 14)
R. Eripuisti animam meam de morte.
Livraste a minha alma da morte. (Salmo 56, 14)
Reflexão:
A vida se revela diante de Deus quando o instante se abre à presença de sua origem.
As lágrimas deixam de ser apenas memória e tornam-se consciência de uma presença que acolhe.
Na interioridade, a confiança alcança aquilo que permanece quando tudo exterior perde consistência.
A palavra pronunciada no instante encontra sua plenitude na eternidade que a sustenta.
Ser preservado da queda é reencontrar a unidade profunda que conduz à origem.
A morte perde seu domínio quando a existência se reconhece recebida e conduzida.
A luz dos viventes manifesta a plenitude de uma vida reconciliada com sua fonte.
Assim, o instante torna-se lugar de passagem para aquilo que, em Deus, já possui sua realização.
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