Psalmus Responsorius
(Salmo Responsorial)
Isaias XXXVIII, X, XI, XII, XVI
(R. cf. XVIIb)
I
10 Ego dixi in dimidio dierum meorum
Vadam ad portas inferi
quæsivi residuum annorum meorum.
(Isaiæ XXXVIII, X)
10 Eu dizia no meio dos meus dias
Irei às portas do abismo
Procurei o restante dos meus anos.
(Is 38,10)
R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)
R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)
II
11 Dixi
Non videbo Dominum Deum in terra viventium
non aspiciam hominem ultra
et habitatorem quietis.
(Isaiæ XXXVIII, XI)
11 Eu dizia
Não verei o Senhor Deus na terra dos viventes
não contemplarei mais o homem
nem o habitante da quietude.
(Is 38,11)
R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)
R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)
III
12 Generatio mea ablata est, et convoluta est a me
quasi tabernaculum pastorum
præcisa est velut a texente vita mea
dum adhuc ordirer, succidit me
de mane usque ad vesperam finies me.
(Isaiæ XXXVIII, XII)
12 A minha geração foi levada e enrolada para longe de mim
como a tenda dos pastores
a minha vida foi cortada como por um tecelão
enquanto eu ainda a tecia, ele me desfez
e do amanhecer até a tarde me conduzirás ao fim.
(Is 38,12)
R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)
R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)
IV
16 Domine, si sic vivitur, et in talibus vita spiritus mei
corripies me, et vivificabis me.
(Isaiæ XXXVIII, XVI)
16 Senhor, se assim se vive, e se tal é a vida do meu espírito
tu me corrigirás e me darás vida.
(Is 38,16)
R. Tu autem eruisti animam meam ut non periret.
(Isaiæ XXXVIII, XVIIb)
R. Tu, porém, resgataste a minha alma para que não perecesse.
(Is 38,17b)
Reflexão
A alma ferida aprende a escutar o que o silêncio ainda guarda.
O instante não se basta, porque traz em si um chamado mais alto.
Toda lágrima amadurece quando toca a profundidade da presença.
O que parece queda pode ser passagem para uma ordem mais pura.
O coração recolhido descobre que nada sincero se perde no invisível.
A medida humana se cumpre quando repousa na fonte que a sustenta.
O tempo interior não corre em fuga, mas em gestação de plenitude.
Assim, a existência se torna resposta, e a resposta se torna habitação da paz.
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