Psalmus Responsorius, XVIII, II-III, IV-V (R. Va)
Psalmus Responsorius
I
II. Cæli enarrant gloriam Dei, et opera manuum ejus annuntiat firmamentum. (Psalmus XVIII, II)
2. Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. (Salmo 18, 2)
III. Dies diei eructat verbum, et nox nocti indicat scientiam. (Psalmus XVIII, III)
3. O dia transmite ao dia sua palavra, e a noite à noite revela o conhecimento. (Salmo 18, 3)
R. In omnem terram exivit sonus eorum.
R. Por toda a terra ressoou a sua voz. (Salmo 18, 5)
II
IV. Non sunt loquelæ, neque sermones, quorum non audiantur voces eorum. (Psalmus XVIII, IV)
4. Não há linguagem nem palavra cuja voz não seja ouvida. (Salmo 18, 4)
V. In omnem terram exivit sonus eorum, et in fines orbis terræ verba eorum. (Psalmus XVIII, V)
5. Por toda a terra ressoou a sua voz, e até os confins do mundo chegaram as suas palavras. (Salmo 18, 5)
R. In omnem terram exivit sonus eorum.
R. Por toda a terra ressoou a sua voz. (Salmo 18, 5)
Reflexão:
O instante se abre quando o ser percebe a presença que continuamente o envolve.
A criação não apenas manifesta uma ordem, mas revela uma origem que permanece presente.
O dia transmite ao dia aquilo que recebeu, e a noite guarda no silêncio a mesma verdade.
Nada se encontra separado da fonte de onde procede e para a qual interiormente se orienta.
A voz que atravessa a criação não depende do ruído, pois alcança o íntimo sem perder sua profundidade.
Cada instante pode tornar-se lugar de reconhecimento daquilo que permanece além da sucessão dos momentos.
Quando a interioridade acolhe essa presença, o ser começa a perceber sua própria origem.
A plenitude surge quando toda a existência se torna escuta da verdade que continuamente a sustenta.
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