Psalmus Responsorius I, I-II, III-IV, VI
I
I. Beatus vir qui non abiit in consilio impiorum, et in via peccatorum non stetit, et in cathedra pestilentiæ non sedit. (Psalmus I, I)
1. Feliz aquele que não se deixa conduzir pelos desígnios dos ímpios, não permanece no caminho do pecado nem se estabelece na companhia daqueles que se afastam da verdade. (Salmo 1,1)
II. Sed in lege Domini voluntas ejus, et in lege ejus meditabitur die ac nocte. (Psalmus I, II)
2. Sua alegria encontra-se na lei do Senhor, e nela seu íntimo contempla, dia e noite, a verdade que orienta sua existência. (Salmo 1,2)
R. Qui sequitur me, non ambulat in tenebris, sed habebit lumen vitae. (cf. Ioannes VIII, XII)
R. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida. (cf. João 8,12)
II
III. Et erit tamquam lignum quod plantatum est secus decursus aquarum, quod fructum suum dabit in tempore suo: et folium ejus non defluet; et omnia quæcumque faciet prosperabuntur. (Psalmus I, III)
3. Será como árvore plantada junto às correntes das águas, que oferece seu fruto no tempo devido, conserva suas folhas e encontra realização em tudo o que faz. (Salmo 1,3)
IV. Non sic impii, non sic; sed tamquam pulvis quem projicit ventus a facie terræ. (Psalmus I, IV)
4. Não assim os ímpios, não assim. São como a poeira que o vento dispersa da superfície da terra, sem firmeza para permanecer em seu caminho. (Salmo 1,4)
R. Qui sequitur me, non ambulat in tenebris, sed habebit lumen vitae. (cf. Ioannes VIII, XII)
R. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida. (cf. João 8,12)
III
VI. Quoniam novit Dominus viam justorum: et iter impiorum peribit. (Psalmus I, VI)
6. O Senhor conhece o caminho dos justos, acolhe sua existência em sua verdade mais profunda, enquanto a senda dos ímpios se desfaz e chega à ruína. (Salmo 1,6)
R. Qui sequitur me, non ambulat in tenebris, sed habebit lumen vitae. (cf. Ioannes VIII, XII)
R. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida. (cf. João 8,12)
Reflexão:
A verdade interior orienta o ser para sua origem.
A presença do Senhor ilumina a profundidade de cada instante.
Aquele que acolhe sua Palavra amadurece na intimidade do Espírito.
Sua existência adquire firmeza quando permanece enraizada no bem.
O fruto revela a plenitude silenciosamente alcançada pelo ser.
A dispersão nasce quando a interioridade perde sua direção.
A eternidade se faz presente na consciência que acolhe a verdade.
Na luz do Senhor, a vida encontra sua realização.
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