Psalmus Responsorius XCVII, I. II-IIIab. IIIcd-IV. V-VI (R. IIa)
I.
I. Psalmus ipsi David. Cantate Domino canticum novum, quia mirabilia fecit. Salvavit sibi dextera ejus, et brachium sanctum ejus. (Psalmus XCVII, I)
1. Salmo de Davi. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele realizou maravilhas. Sua destra o salvou, e seu braço santo manifestou a sua força. (Salmo 97,1)
R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)
II.
II. Notum fecit Dominus salutare suum ; in conspectu gentium revelavit justitiam suam. (Psalmus XCVII, II)
2. O Senhor fez conhecer a sua salvação e revelou sua justiça diante de todos os povos. (Salmo 97,2)
III. Recordatus est misericordiæ suæ, et veritatis suæ domui Israël. (Psalmus XCVII, IIIa-b)
3ab. Recordou-se de sua misericórdia e de sua fidelidade para com a casa de Israel. (Salmo 97,3ab)
R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)
III.
III. Viderunt omnes termini terræ salutare Dei nostri. (Psalmus XCVII, IIIc-d)
3cd. Todos os confins da terra contemplaram a salvação do nosso Deus. (Salmo 97,3cd)
IV. Jubilate Deo, omnis terra ; cantate, et exsultate, et psallite. (Psalmus XCVII, IV)
4. Aclamai a Deus, terra inteira. Cantai, exultai e elevai vossos louvores. (Salmo 97,4)
R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)
IV.
V. Psallite Domino in cithara ; in cithara et voce psalmi ; (Psalmus XCVII, V)
5. Cantai louvores ao Senhor com a cítara, com a cítara e ao som do canto. (Salmo 97,5)
VI. in tubis ductilibus, et voce tubæ corneæ. Jubilate in conspectu regis Domini : (Psalmus XCVII, VI)
6. Louvai-o com trombetas e ao som da trompa. Aclamai com alegria diante do Senhor, nosso Rei. (Salmo 97,6)
R. Notum fecit Dominus salutare suum. (Psalmus XCVII, IIa)
R. O Senhor fez conhecer a sua salvação. (Salmo 97,2a)
Reflexão:
A salvação se manifesta quando o coração reconhece a presença divina em sua própria origem.
A misericórdia permanece viva no instante em que o ser acolhe a fidelidade do Eterno.
A justiça de Deus revela uma ordem que ultrapassa a aparência e alcança a profundidade da existência.
A contemplação transforma o instante em presença consciente diante daquele que sustenta toda a vida.
O louvor nasce quando a interioridade reconhece a grandeza que a precede e a envolve.
A criação inteira ressoa como expressão de uma plenitude que não se esgota em suas manifestações.
A eternidade se deixa reconhecer na presença divina que ilumina cada instante e reúne o ser à sua origem.
A salvação encontra sua expressão plena quando a existência se abre à presença de Deus e repousa em sua verdade.
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