quinta-feira, 16 de julho de 2026

Salmo responsorial Sl 9B(10) - 18.07.2026

Sábado, 18 de Julho de 2026

15ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius

Psalmus IX B, I-II. III-V. VII-VIII. XIV

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

I

I. Ut quid, Domine, recessisti longe, despicis in opportunitatibus, in tribulatione? (Psalmus IX B, I)

1. Senhor, por que pareceis distante nos momentos da provação? Ainda quando os olhos não Vos percebem, permaneceis sustentando silenciosamente toda a existência. (Salmo 9B(10),1)

II. Dum superbit impius, incenditur pauper; comprehenduntur in consiliis quibus cogitant. (Psalmus IX B, II)

2. A soberba obscurece o coração, e seus próprios pensamentos acabam por aprisioná-lo. Aquele que permanece diante de Deus encontra uma firmeza que não depende das aparências. (Salmo 9B(10),2)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

II

III. Quoniam laudatur peccator in desideriis animæ suæ, et iniquus benedicitur. Irritavit Dominum peccator. (Psalmus IX B, III)

3. Quem exalta apenas os próprios desejos distancia-se da ordem que permanece. O coração perde sua clareza quando deixa de contemplar o Bem que não passa. (Salmo 9B(10),3)

IV. Secundum multitudinem iræ suæ non quæret; non est Deus in conspectu ejus. (Psalmus IX B, IV)

4. Quando a alma se fecha em si mesma, já não reconhece a presença que sustenta todas as coisas. O olhar torna-se incapaz de perceber a profundidade do mistério divino. (Salmo 9B(10),4)

V. Polluuntur viæ illius in omni tempore; auferuntur judicia tua a facie ejus; omnium inimicorum suorum dominabitur. (Psalmus IX B, V)

5. Os caminhos afastados da verdade tornam-se instáveis. Quem ignora a sabedoria do Senhor acaba edificando sobre aquilo que não permanece. (Salmo 9B(10),5)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

III

VII. Cujus maledictione os plenum est, et amaritudine, et dolo; sub lingua ejus labor et dolor. (Psalmus IX B, VII)

7. A palavra que nasce de um coração desordenado produz amargura. A palavra purificada pela presença de Deus torna-se fonte de paz e de vida. (Salmo 9B(10),7)

VIII. Sedet in insidiis cum divitibus in occultis, ut interficiat innocentem. Oculi ejus in pauperem respiciunt. (Psalmus IX B, VIII)

8. Quem vive apenas para si transforma o próximo em objeto de seus desígnios. Quem permanece unido ao Senhor aprende a contemplar cada pessoa segundo a dignidade recebida do próprio Criador. (Salmo 9B(10),8)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

IV

XIV. Vides quoniam tu laborem et dolorem consideras, ut tradas eos in manus tuas; tibi derelictus est pauper; orphano tu eris adjutor. (Psalmus IX B, XIV)

14. Vós contemplais toda fadiga e conheceis toda dor, acolhendo cada vida em vossas mãos. Quem deposita em Vós sua confiança jamais permanece abandonado, porque Vosso amparo sustenta silenciosamente aqueles que Vos procuram. (Salmo 9B(10),14)

R. Surge, Domine Deus, exaltetur manus tua; ne obliviscaris pauperum. (Psalmus IX B, XII)

R. Levantai-vos, Senhor Deus. Erguei a vossa mão e não vos esqueçais daqueles que esperam em Vós. (Salmo 9B(10),12)

Reflexão

Toda inquietação nasce quando o coração perde de vista aquilo que permanece.
A presença de Deus jamais se ausenta, ainda que os sentidos experimentem o silêncio.
O olhar purificado aprende a reconhecer uma realidade mais profunda do que as aparências.
A verdadeira segurança não é construída pelas mãos humanas, mas acolhida na fidelidade ao Senhor.
Toda soberba fecha o espírito sobre si mesmo e obscurece a própria inteligência.
Toda confiança em Deus restaura a unidade interior e fortalece a perseverança.
O que permanece unido ao Alto atravessa as mudanças sem perder sua direção.
Assim, a alma encontra repouso na presença eterna que sustenta todas as coisas.

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