Salmo responsorial
Psalmus Isaiæ XII, II–IV, V–VI
R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo.
R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei.
I
II. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo, quia fortitudo mea, et laus mea Dominus, et factus est mihi in salutem.
2. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei, porque o Senhor é minha força e meu louvor, e tornou-se para mim salvação. A alma encontra seu centro quando reconhece que sua existência não repousa sobre a instabilidade do instante, mas sobre Aquele que permanece. (Salmo 12,2)
R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo. (Psalmus 12,2)
R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei. (Salmo 12,2)
II
III. Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris.
3. Com alegria, tirareis águas das fontes do Salvador. A água que brota da fonte simboliza a vida interior que retorna continuamente à sua origem e encontra nela renovação. (Salmo 12,3)
IV. Et dicetis in die illa: Confitemini Domino, et invocate nomen ejus: notas facite in populis vias ejus, mementote quoniam excelsum est nomen ejus.
4. E naquele dia direis. Dai graças ao Senhor e invocai o seu nome. Tornai conhecidas entre os povos as suas obras e recordai que excelso é o seu nome. A consciência desperta quando reconhece que toda realidade recebe seu sentido de uma presença que ultrapassa o fluxo passageiro das coisas. (Salmo 12,4)
R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo. (Psalmus 12,2)
R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei. (Salmo 12,2)
III
V. Cantate Domino, quoniam magnifice fecit, annuntiate hoc in universa terra.
5. Cantai ao Senhor, porque realizou grandes coisas. Anunciai isto por toda a terra. O louvor nasce quando a alma contempla a ação divina não apenas como acontecimento passado, mas como presença que continua a sustentar o ser. (Salmo 12,5)
VI. Exsulta, et lauda, habitatio Sion, quia magnus in medio tui Sanctus Israël.
6. Exulta e louva, ó morada de Sião, porque grande é, no teu meio, o Santo de Israel. A presença divina habita o centro da existência e transforma o interior em lugar de encontro, onde a criatura percebe que o eterno pode tornar-se presente no coração do tempo. (Salmo 12,6)
R. Ecce, Deus salvator meus, fiducialiter agam, et non timebo. (Psalmus 12,2)
R. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não temerei. (Salmo 12,2)
Reflexão
A fonte permanece enquanto as formas exteriores passam.
A alma encontra repouso quando reconhece sua origem.
O presente pode tornar-se lugar de encontro com o eterno.
A confiança nasce quando o ser abandona a dispersão interior.
A água simboliza a vida que retorna continuamente à sua fonte.
O louvor desperta quando a consciência percebe a presença que sustenta tudo.
O Santo habita o centro e reúne aquilo que estava disperso.
Na profundidade do instante, a alma reconhece Aquele que permanece.
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