quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Salmo responsorial Dt 32 - 07.08.2026

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2026
18ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus responsorius

Deuteronomium, XXXII, XXXVCD-XXXVIAB. XXXIXABCD. XLI

XXXV. Mea est ultio, et ego retribuam in tempore, ut labatur pes eorum
Iuxta est dies perditionis, et adesse festinant tempora. (Psalmus XXXII, XXXV)

35. A mim pertence a justiça que julga, e eu retribuirei no tempo determinado, quando vacilar o passo daqueles que se afastaram da verdade. Aproxima-se o dia em que aquilo que é passageiro encontrará o seu limite, pois os tempos caminham para o cumprimento de tudo o que permanece diante de Deus. (Salmo 32,35)

XXXVI. Judicabit Dominus populum suum, et in servis suis miserebitur
Videbit quod infirmata sit manus, et clausi quoque defecerint, residuique consumpti sint. (Psalmus XXXII, XXXVI)

36. O Senhor julgará o seu povo e terá misericórdia dos seus servos, pois verá enfraquecida a força humana e reconhecerá que aqueles que pareciam firmes também chegam ao limite. Então, aquilo que parecia sustentado por si mesmo revelará sua fragilidade, e a alma compreenderá que somente Deus permanece como fundamento de sua existência. (Salmo 32,36)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

XXXIX. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me
Ego occidam, et ego vivere faciam, percutiam, et ego sanabo, et non est qui de manu mea possit eruere. (Psalmus XXXII, XXXIX)

39. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. Eu faço cessar aquilo que passou do seu limite e faço surgir a vida; firo para corrigir e curo para restaurar, e ninguém pode arrancar das minhas mãos aquilo que entregou sua existência ao meu cuidado. (Salmo 32,39)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

XLI. Si acuero ut fulgur gladium meum, et arripuerit judicium manus mea
Reddam ultionem hostibus meis, et his qui oderunt me retribuam. (Psalmus XXXII, XLI)

41. Quando eu afiar a minha espada como relâmpago e minha mão assumir o juízo, retribuirei segundo a verdade, para que tudo aquilo que se levantou contra a ordem divina encontre o seu termo. Nenhuma aparência permanece diante daquele que conhece profundamente o coração. (Salmo 32,41)

R. Videte quod ego sim solus, et non sit alius deus praeter me. (Psalmus XXXII, XXXIX)

R. Vede que eu sou o único Deus e que não há outro além de mim. (Salmo 32,39)

Reflexão

A alma encontra seu centro quando reconhece que nenhuma realidade criada pode ocupar o lugar daquele que permanece.
O tempo passa diante dos olhos, mas a verdade divina permanece imóvel em sua plenitude.
Aquilo que parece definitivo aos sentidos revela sua fragilidade quando contemplado à luz da eternidade.
O homem amadurece quando deixa de apoiar sua existência sobre aquilo que inevitavelmente passa.
A consciência encontra serenidade quando reconhece que sua vida está continuamente diante do olhar de Deus.
O instante pode tornar-se profundo quando a alma nele acolhe a presença daquele que não está submetido à sucessão dos momentos.
A verdadeira firmeza nasce quando o interior se ordena à verdade e não às aparências transitórias.
E quando tudo o que é passageiro silencia, permanece no coração a presença daquele que é a origem, o fundamento e o fim de toda vida.

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