Psalmus CI, XVI-XVIII. XIX-XXI. XXIX. XXII-XXIII (R. XXb)
I. Et timebunt gentes nomen tuum, Domine, et omnes reges terræ gloriam tuam: (Psalmus CI, XVI)
16. As nações reverenciarão o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra contemplarão a tua glória, porque a luz eterna se manifesta acima de toda aparência transitória. (Salmo 101,16)
quia ædificavit Dominus Sion, et videbitur in gloria sua. (Psalmus CI, XVII)
17. Porque o Senhor edificou Sião, e sua glória se revelará. Assim, o que é fundado por Deus permanece, enquanto o que nasce apenas do tempo se desfaz. (Salmo 101,17)
Respexit in orationem humilium et non sprevit precem eorum. (Psalmus CI, XVIII)
18. Ele voltou o olhar para a oração dos humildes e não desprezou sua súplica. A alma recolhida encontra acolhimento no silêncio onde Deus responde. (Salmo 101,18)
R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)
II. Scribantur hæc in generatione altera, et populus qui creabitur laudabit Dominum. (Psalmus CI, XIX)
19. Escrevam-se estas coisas para a geração futura, e o povo que há de nascer louvará o Senhor. A memória santa atravessa as eras e chama a criatura para a fidelidade da origem. (Salmo 101,19)
Quia prospexit de excelso sancto suo; Dominus de cælo in terram aspexit: (Psalmus CI, XX)
20. Porque Ele contemplou do alto de seu santuário; o Senhor olhou do céu para a terra. O olhar divino desce sem perder sua eternidade e alcança a pobreza do coração humano. (Salmo 101,20)
ut audiret gemitus compeditorum; ut solveret filios interemptorum: (Psalmus CI, XXI)
21. Para ouvir o gemido dos cativos e libertar os filhos da morte. A compaixão de Deus visita o interior ferido e o reconduz à vida que não se apaga. (Salmo 101,21)
R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)
III. in conveniendo populos in unum, et reges, ut serviant Domino. (Psalmus CI, XXIII)
23. Para reunir povos em um só louvor, e reis, para servirem ao Senhor. Toda verdadeira unidade nasce quando o coração se inclina diante da soberania divina. (Salmo 101,23)
Filii servorum eius habitabunt, et semen eorum in sæculum dirigetur. (Psalmus CI, XXIX)
29. Os filhos de seus servos habitarão, e sua descendência será firmada para sempre. A fidelidade recebida em silêncio amadurece e permanece na ordem do eterno. (Salmo 101,29)
R. Dominus de caelo in terram aspexit. (Psalmus CI, XXb)
R. O Senhor olhou do alto do céu para a terra. (Salmo 101,20)
Reflexão
A alma cresce quando aprende a permanecer diante do que é eterno.
O olhar de Deus atravessa a superfície das coisas e alcança a raiz do ser.
A humildade abre espaço para uma presença que não se corrompe com o tempo.
Tudo o que nasce da origem divina conserva sua força no silêncio.
A verdadeira firmeza não depende do ruído exterior, mas da comunhão interior.
A história humana se esclarece quando se deixa iluminar pelo alto.
O coração pacificado reconhece que a providência governa sem violência.
A plenitude surge quando a criatura se une ao seu princípio e nele repousa.
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