quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Salmo responsorial Sl 16(17) - 28.09.2026

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026

26ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Psalmus Responsorius XVI, I.II-III.VI-VII (R. VIb)

Oratio David

I

I. Exaudi, Domine, iustitiam meam, intende deprecationem meam. Auribus percipe orationem meam, non in labiis dolosis. (Psalmus XVI, I)

1. Ouve, Senhor, a minha justiça; atende à minha súplica. Escuta com teus ouvidos a minha oração, que não procede de lábios enganadores. (Salmo 16, 1)

II. De vultu tuo iudicium meum prodeat; oculi tui videant aequitates. (Psalmus XVI, II)

2. Diante de tua face venha o meu julgamento; teus olhos contemplem aquilo que é reto. (Salmo 16, 2)

III. Probasti cor meum, et visitasti nocte; igne me examinasti, et non est inventa in me iniquitas. (Psalmus XVI, III)

3. Provaste o meu coração e o visitaste durante a noite; examinaste-me pelo fogo, e não encontraste em mim iniquidade. (Salmo 16, 3)

R. Inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea.

Inclina para mim o teu ouvido e escuta as minhas palavras. (Salmo 16, 6b)

II

VI. Ego clamavi, quoniam exaudisti me, Deus; inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea. (Psalmus XVI, VI)

6. Eu clamei, porque me ouviste, ó Deus; inclina para mim o teu ouvido e escuta as minhas palavras. (Salmo 16, 6)

VII. Mirifica misericordias tuas, qui salvos facis sperantes in te. (Psalmus XVI, VII)

7. Manifesta maravilhosamente as tuas misericórdias, tu que salvas os que esperam em ti. (Salmo 16, 7)

R. Inclina aurem tuam mihi, et exaudi verba mea.

Inclina para mim o teu ouvido e escuta as minhas palavras. (Salmo 16, 6b)

Reflexão:

O instante se abre à presença do Eterno quando o coração se recolhe inteiramente diante de sua origem.
A oração atravessa a sucessão das horas e encontra, na interioridade, uma profundidade que permanece.
O olhar divino alcança o coração onde a verdade do ser se revela sem disfarces.
Na noite interior, aquilo que permanece pode ser purificado pela presença daquele que conhece todas as profundezas.
O clamor torna-se presença quando a alma reconhece que sua origem não está distante dela.
A misericórdia recebida manifesta uma plenitude que não depende daquilo que passa.
Cada instante pode acolher a eternidade quando o ser permanece atento à presença que o sustenta.
Assim, o coração encontra repouso na origem e reconhece, no presente, a profundidade de sua própria realização.

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