terça-feira, 18 de agosto de 2026

Salmo responsorial Sl 50(51) - 20.08.2026


Psalmus responsorius

Psalmus L (LI), XII-XIII, XIV-XV, XVIII-XIX

I

XII
Cor mundum crea in me, Deus, et spiritum rectum innova in visceribus meis. (Psalmus L, XII)

12. Criai em mim, ó Deus, um coração purificado e renovai em meu íntimo um espírito reto, para que meu ser reencontre sua unidade e se oriente para sua plenitude. (Salmo 50,12)

XIII
Ne proicias me a facie tua, et spiritum sanctum tuum ne auferas a me. (Psalmus L, XIII)

13. Não me afasteis de vossa presença, nem retireis de mim o vosso Espírito Santo, para que meu interior permaneça aberto à vossa presença e à realização que procede de vós. (Salmo 50,13)

R. Aspergam vos aqua munda, et mundabimini ab omnibus inquinamentis vestris. (Ezechiel XXXVI, XXV)

R. Derramarei sobre vós água pura, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, para que a existência seja renovada desde sua profundidade. (Ezequiel 36,25)

II

XIV
Redde mihi laetitiam salutaris tui, et spiritu principali confirma me. (Psalmus L, XIV)

14. Restituí-me a alegria da vossa salvação e fortalecei-me com um espírito firme, para que minha existência permaneça orientada pela realidade superior que a conduz. (Salmo 50,14)

XV
Docebo iniquos vias tuas, et impii ad te convertentur. (Psalmus L, XV)

15. Ensinarei aos que se desviaram os vossos caminhos, e aqueles que se afastaram retornarão a vós, quando a verdade reencontrar lugar no centro de sua existência. (Salmo 50,15)

R. Aspergam vos aqua munda, et mundabimini ab omnibus inquinamentis vestris. (Ezechiel XXXVI, XXV)

R. Derramarei sobre vós água pura, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, para que o ser retorne à pureza de sua origem. (Ezequiel 36,25)

III

XVIII
Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique; holocaustis non delectaberis. (Psalmus L, XVIII)

18. Se quisésseis um sacrifício exterior, eu o ofereceria; mas não vos comprazeis somente em oferendas que permanecem fora do coração, porque buscais uma entrega que alcance o íntimo do ser. (Salmo 50,18)

XIX
Sacrificium Deo spiritus contribulatus; cor contritum et humiliatum, Deus, non despicies. (Psalmus L, XIX)

19. O verdadeiro sacrifício oferecido a Deus é um espírito rendido diante da verdade; um coração contrito e humilde não desprezareis, pois nele a existência se abre à transformação e à plenitude. (Salmo 50,19)

R. Aspergam vos aqua munda, et mundabimini ab omnibus inquinamentis vestris. (Ezechiel XXXVI, XXV)

R. Derramarei sobre vós água pura, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, para que o interior renovado se torne morada de uma existência reconciliada com sua origem. (Ezequiel 36,25)

Reflexão

O coração renovado torna-se espaço interior para uma realidade que ultrapassa o instante imediato.
A purificação revela que o ser pode retornar à profundidade de sua origem.
A presença divina transforma o presente em abertura para uma realização mais elevada.
O espírito reto ordena interiormente a existência segundo sua finalidade superior.
A verdadeira oferta não permanece exterior, mas nasce do centro renovado da pessoa.
O coração contrito reconhece que sua plenitude não está em si mesmo.
Cada instante pode acolher uma realidade que já aponta para sua consumação.
Quando a interioridade se abre à presença divina, a existência começa a participar da plenitude eterna.

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