Psalmus Responsorius CXXXVII, I-IIa, IIbc-III, IV-V
I. Ipsi David. Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, quoniam audisti verba oris mei. In conspectu angelorum psallam tibi. (Psalmus CXXXVII, I)
1. De Davi. Eu vos darei graças, Senhor, de todo o coração, porque ouvistes as palavras da minha boca. Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)
R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)
II. Adorabo ad templum sanctum tuum, et confitebor nomini tuo. (Psalmus CXXXVII, IIa)
2. Adorarei voltado para o vosso santo templo e darei graças ao vosso nome. (Salmo 137,2a)
R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)
III. Super misericordia tua et veritate tua; quoniam magnificasti super omne, nomen sanctum tuum. In quacumque die invocavero te, exaudi me. Multiplicabis in anima mea virtutem. (Psalmus CXXXVII, IIbc-III)
3. Por vossa misericórdia e por vossa verdade, porque engrandecestes acima de tudo o vosso santo nome. Em qualquer dia em que eu vos invocar, escutai-me. Vós multiplicareis em minha alma a força que a sustenta. (Salmo 137,2bc-3)
R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)
IV. Confiteantur tibi, Domine, omnes reges terræ, quia audierunt omnia verba oris tui. (Psalmus CXXXVII, IV)
4. Todos os reis da terra vos darão graças, Senhor, porque ouviram todas as palavras de vossa boca. (Salmo 137,4)
Et cantent in viis Domini, quoniam magna est gloria Domini. (Psalmus CXXXVII, V)
5. E cantarão nos caminhos do Senhor, porque é grande a glória do Senhor. (Salmo 137,5)
R. In conspectu angelorum psallam tibi.
Diante dos anjos cantarei em vossa presença. (Salmo 137,1)
Reflexão:
A presença divina acolhe o instante e nele faz ressoar a profundidade de uma realidade que não passa.
O coração inteiro se volta à origem e reconhece que sua existência é sustentada antes mesmo de ser compreendida.
Diante dos anjos, o louvor manifesta a interioridade que encontra sua verdade quando permanece voltada ao Eterno.
A palavra recebida penetra a alma e nela desperta uma força que não procede da exterioridade, mas da presença.
O instante deixa de ser mera passagem quando o ser reconhece nele a proximidade daquele que o sustenta.
A misericórdia e a verdade revelam uma unidade que conduz toda existência para sua plena realização.
Quem habita interiormente essa presença descobre que cada momento pode tornar-se consciência viva de sua origem.
Assim, o louvor nasce no instante e nele se abre à eternidade, onde o ser encontra sua plenitude.
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