Psalmus Responsorius XII, II–VI
Lectio Isaiae Prophetæ
I
II. Ecce Deus salvator meus; fiducialiter agam, et non timebo: quia fortitudo mea et laus mea Dominus, et factus est mihi in salutem. (Psalmus XII, II)
2. Eis que Deus é meu Salvador. Nele confiarei sem temor, pois o Senhor é minha força e meu louvor, e tornou-se minha salvação. (Salmo 12, 2)
III. Haurietis aquas in gaudio de fontibus salvatoris. (Psalmus XII, III)
3. Com alegria, haurireis água das fontes da salvação, onde a vida se renova e a presença divina sacia a sede mais profunda do ser. (Salmo 12, 3)
R. Haurietis aquas in gaudio de fontibus salvatoris.
R. Com alegria, haurireis água das fontes da salvação. (Salmo 12, 3)
II
IV. Et invocate nomen ejus; notas facite in populis adinventiones ejus; mementote quoniam excelsum est nomen ejus. (Psalmus XII, IV)
4. Invocai o seu nome, tornai conhecidas entre os povos as suas obras e guardai no íntimo a certeza de que seu nome é excelso acima de tudo o que existe. (Salmo 12, 4)
R. Haurietis aquas in gaudio de fontibus salvatoris.
R. Com alegria, haurireis água das fontes da salvação. (Salmo 12, 3)
III
V. Cantate Domino, quoniam magnifice fecit; annuntiate hoc in universa terra. (Psalmus XII, V)
5. Cantai ao Senhor, porque realizou maravilhas; proclamai por toda a terra a grandeza de suas obras, nas quais resplandece a plenitude de sua presença. (Salmo 12, 5)
VI. Exsulta et lauda, habitatio Sion, quia magnus in medio tui Sanctus Israël. (Psalmus XII, VI)
6. Exulta e louva, morada de Sião, porque grande é em teu meio o Santo de Israel, cuja presença eterna ilumina o íntimo e sustenta toda a existência. (Salmo 12, 6)
R. Haurietis aquas in gaudio de fontibus salvatoris.
R. Com alegria, haurireis água das fontes da salvação. (Salmo 12, 3)
Reflexão:
A salvação nasce da presença divina que sustenta o ser em cada instante.
Na interioridade silenciosa, a alma descobre a fonte que jamais se esgota.
A eternidade não permanece distante, pois se revela na presença viva do Senhor.
Beber das fontes da salvação é acolher a plenitude que procede da origem divina.
A confiança floresce quando o coração repousa naquele que permanece além de toda mudança.
A gratidão transforma cada instante em reconhecimento da bondade que sustenta a existência.
Louvar o Senhor é perceber sua presença como fundamento íntimo de tudo o que verdadeiramente vive.
Assim, a alma encontra sua plenitude quando acolhe, no presente, a presença eterna de Deus.
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