Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
Psalmus Responsorius LXXVIII, VIII–IX, XI, XIII
Lectio libri Psalmorum
I
VIII. Ne memineris iniquitatum nostrarum antiquarum; cito anticipent nos misericordiæ tuæ, quia pauperes facti sumus nimis. (Psalmus 78, 8)
8. Não recordes as antigas iniquidades que cometemos; que a tua misericórdia venha prontamente ao nosso encontro, pois nos encontramos profundamente necessitados. (Salmo 78, 8)
IX. Adjuva nos, Deus salutaris noster, et propter gloriam nominis tui, Domine, libera nos: et propitius esto peccatis nostris, propter nomen tuum. (Psalmus 78, 9)
9. Vem em nosso auxílio, ó Deus, nossa salvação; pela glória do teu nome, Senhor, socorre-nos e concede-nos o perdão dos nossos pecados, por causa do teu nome. (Salmo 78, 9)
R. Non secundum peccata nostra fecit nobis.
R. Não nos trata segundo os nossos pecados. (Salmo 102, 10a)
II
XI. Introëat in conspectu tuo gemitus compeditorum; secundum magnitudinem brachii tui posside filios mortificatorum: (Psalmus 78, 11)
11. Chegue à tua presença o gemido dos que estão presos; manifesta a grandeza do teu poder e acolhe aqueles que foram destinados à morte. (Salmo 78, 11)
R. Non secundum peccata nostra fecit nobis.
R. Não nos trata segundo os nossos pecados. (Salmo 102, 10a)
III
XIII. Nos autem populus tuus, et oves pascuæ tuæ, confitebimur tibi in sæculum; in generationem et generationem annuntiabimus laudem tuam. (Psalmus 78, 13)
13. Nós, porém, somos o teu povo e as ovelhas do teu rebanho. Nós te louvaremos para sempre e anunciaremos a tua glória de geração em geração. (Salmo 78, 13)
R. Non secundum peccata nostra fecit nobis.
R. Não nos trata segundo os nossos pecados. (Salmo 102, 10a)
Reflexão:
A misericórdia divina alcança o íntimo do ser e o renova pela presença que sustenta toda a existência.
O passado não encerra o destino da alma, pois o perdão abre o instante à ação vivificante de Deus.
Na profundidade do coração, a súplica torna-se acolhimento da presença eterna que não abandona sua criatura.
O auxílio divino não se limita ao decorrer dos acontecimentos, mas toca a raiz interior onde a vida recebe seu fundamento.
Aquele que reconhece sua fragilidade descobre que a plenitude não nasce da própria força, mas da comunhão com o Senhor.
Cada instante acolhido diante de Deus pode tornar-se ocasião de conversão, amadurecimento e renovação interior.
Pertencer ao Senhor é encontrar nele a origem que sustenta o ser e a presença que conduz à plenitude.
Assim, o louvor atravessa as gerações, enquanto a eternidade se faz presente na interioridade de quem vive unido a Deus.
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