Psalmus XLIX
Salmo XLIX
R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)
I. Versus XVI et XVII
XVI. Peccatori autem dixit Deus: Quare tu enarras justitias meas, et assumis testamentum meum per os tuum? (Psalmus XLIX, XVI)
16. Ao pecador, porém, Deus diz: Por que proclamas os meus preceitos e trazes nos lábios a minha Aliança? A palavra somente alcança sua plenitude quando brota de um coração que permanece unido à verdade divina. (Salmo 49, 16)
XVII. Tu vero odisti disciplinam, et projecisti sermones meos retrorsum. (Psalmus XLIX, XVII)
17. Tu, porém, rejeitaste a disciplina e lançaste para trás as minhas palavras. A alma que recusa a correção divina afasta-se da ordem que conduz à plenitude da comunhão com Deus. (Salmo 49, 17)
R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)
II. Versus XVIII et XIX
XVIII. Si videbas furem, currebas cum eo; et cum adulteris portionem tuam ponebas. (Psalmus XLIX, XVIII)
18. Quando vias um ladrão, unias-te a ele, e com os adúlteros tomavas parte. Toda escolha afasta ou aproxima o coração da verdade que permanece para sempre. (Salmo 49, 18)
XIX. Os tuum abundavit malitia, et lingua tua concinnabat dolos. (Psalmus XLIX, XIX)
19. A tua boca transbordava de maldade, e tua língua tecia enganos. A palavra encontra sua verdadeira dignidade quando reflete a luz que procede do próprio Deus. (Salmo 49, 19)
R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)
III. Versus XX et XXI
XX. Sedens adversus fratrem tuum loquebaris, et adversus filium matris tuae ponebas scandalum. (Psalmus XLIX, XX)
20. Sentavas para falar contra teu irmão e levantavas acusações contra o filho de tua mãe. A paz nasce quando a alma contempla cada pessoa segundo a luz da presença divina. (Salmo 49, 20)
XXI. Haec fecisti, et tacui. Existimasti inique quod ero tui similis; arguam te, et statuam contra faciem tuam. (Psalmus XLIX, XXI)
21. Fizeste essas coisas e permaneci em silêncio. Pensaste, injustamente, que eu seria semelhante a ti. Eu te repreenderei e colocarei teus atos diante de teus olhos. O silêncio de Deus manifesta sua paciência e convida continuamente ao retorno da consciência para a verdade. (Salmo 49, 21)
R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)
IV. Versus XXII et XXIII
XXII. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum, nequando rapiam, et non sit qui eripiat. (Psalmus XLIX, XXII)
22. Compreendei isto, vós que vos esqueceis de Deus, para que não sejais surpreendidos, sem que haja quem vos livre. Cada instante acolhido diante do Senhor torna-se ocasião de retorno ao caminho que conduz à Vida verdadeira. (Salmo 49, 22)
XXIII. Qui immolat sacrificium laudis, honorificabit me; et illic iter, quo ostendam illi salutare Dei. (Psalmus XLIX, XXIII)
23. Quem oferece um sacrifício de louvor glorifica-me, e àquele que caminha em retidão manifestarei a salvação de Deus. O coração que vive em constante ação de graças participa da paz que permanece acima de toda realidade passageira. (Salmo 49, 23)
R. Intelligite haec, qui obliviscimini Deum. (Psalmus XLIX, XXIIa)
R. Entendei isto, vós que esqueceis de Deus. (Salmo 49, 22a)
Reflexão
A voz do Senhor permanece viva além da sucessão dos dias.
A consciência desperta quando acolhe a verdade com sinceridade.
O louvor purifica o coração e o conduz à sua origem.
Toda palavra encontra sua plenitude quando nasce da comunhão com Deus.
A fidelidade silenciosa fortalece a caminhada espiritual.
A sabedoria cresce na alma que aceita ser conduzida pela verdade.
A presença divina ilumina cada instante com significado permanente.
Quem permanece no Senhor encontra a paz que jamais se desfaz.
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