Psalmus Responsorialis
Psalmus LXXXVIII, IV-V. XXIX-XXXIV
Salmo responsorial
Sl 88,4-5.29-30.31-32.33-34
R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele, e a minha aliança permanecerá fiel, sustentando, no íntimo da história, aquilo que Deus confirma no eterno. (Salmo 88,29a)
I
IV Disposui testamentum electis meis; juravi David, servo meo. (Psalmus LXXXVIII, IV)
Estabeleci a minha aliança com os meus eleitos; jurei a Davi, meu servo, porque a palavra do Senhor não vacila diante do passar dos dias e permanece firme no fundo da existência. (Salmo 88,4)
V usque in æternum præparabo semen tuum, et ædificabo in generationem et generationem sedem tuam. (Psalmus LXXXVIII, V)
Para sempre prepararei a tua descendência e edificarei, de geração em geração, o teu trono, porque aquilo que nasce do desígnio divino atravessa os tempos sem perder a sua verdade. (Salmo 88,5)
R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)
II
XXIX In æternum servabo illi misericordiam meam, et testamentum meum fidele ipsi. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele, e a minha aliança lhe será fiel, pois o amor de Deus não se extingue no correr das horas e permanece como fundamento oculto da esperança. (Salmo 88,29)
XXX Et ponam in sæculum sæculi semen ejus, et thronum ejus sicut dies cæli. (Psalmus LXXXVIII, XXX)
E estabelecerei para sempre a sua descendência e o seu trono como os dias do céu, porque o que o Senhor firma no eterno não se dissolve na sucessão dos instantes. (Salmo 88,30)
R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)
III
XXXI Si autem dereliquerint filii ejus legem meam, et in judiciis meis non ambulaverint. (Psalmus LXXXVIII, XXXI)
Se os seus filhos abandonarem a minha lei e não caminharem nos meus juízos, a alma reconhece que a fidelidade exige vigilância, e que toda decisão deixa marcas no interior do ser. (Salmo 88,31)
XXXII Si justitias meas profanaverint, et mandata mea non custodierint. (Psalmus LXXXVIII, XXXII)
Se profanarem as minhas justiças e não guardarem os meus mandamentos, a ordem sagrada se obscurece, e a consciência percebe que toda ruptura com o alto produz sombra no caminho. (Salmo 88,32)
R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)
IV
XXXIII Visitabo in virga iniquitates eorum, et in verberibus peccata eorum. (Psalmus LXXXVIII, XXXIII)
Visitarei com a vara as suas iniquidades e com açoites os seus pecados, porque a verdade divina corrige para restaurar e reconduzir o coração ao seu centro mais profundo. (Salmo 88,33)
XXXIV Misericordiam autem meam non dispergam ab eo, neque nocebo in veritate mea. (Psalmus LXXXVIII, XXXIV)
Mas não retirarei dele a minha misericórdia, nem faltarei à minha verdade, pois a Providência permanece fiel mesmo quando a criatura atravessa a noite da prova e é chamada ao retorno. (Salmo 88,34)
R. In æternum servabo illi misericordiam meam. (Psalmus LXXXVIII, XXIX)
R. Conservarei para sempre a minha misericórdia para com ele. (Salmo 88,29a)
Reflexão
A fidelidade divina não se desgasta com o correr dos dias.
O que nasce da promessa do Alto permanece além da mudança.
A alma amadurece quando aprende a habitar o instante com reverência.
O coração sereno não se curva diante da instabilidade exterior.
Toda prova revela se o interior está firmado no que é eterno.
A correção do Senhor não destrói, mas purifica e recoloca na ordem.
Quem acolhe a verdade encontra paz no centro silencioso da existência.
E a misericórdia sustenta o caminho até a plenitude que não passa.

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