Psalmus CXXXVII, 1-2a. 2bc-3. 6. 8
Responsorium CXXXVII
I.
Ipsi David. Confitebor tibi, Domine, in toto corde meo, quoniam audisti verba oris mei. In conspectu angelorum psallam tibi. (Psalmus CXXXVII, 1)
1
De todo o coração vos darei graças, Senhor, porque escutastes as palavras que brotaram de minha boca. Diante dos vossos anjos vos louvarei, elevando minha existência à presença daquele que a sustenta desde sua origem. (Salmo 137, 1)
R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)
R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)
II.
Adorabo ad templum sanctum tuum, et confitebor nomini tuo: super misericordia tua et veritate tua; quoniam magnificasti super omne, nomen sanctum tuum. (Psalmus CXXXVII, 2)
2
Diante do vosso templo santo vos adorarei e darei graças ao vosso nome, por causa de vossa misericórdia e de vossa verdade, porque elevastes o vosso santo nome acima de toda realidade. (Salmo 137, 2)
R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)
R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)
III.
In quacumque die invocavero te, exaudi me; multiplicabis in anima mea virtutem. (Psalmus CXXXVII, 3)
3
Em qualquer dia em que eu vos invocar, escutai-me, Senhor; multiplicareis em minha alma a força interior, fazendo crescer em mim aquilo que conduz minha existência à sua plenitude. (Salmo 137, 3)
R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)
R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)*
IV.
Quoniam excelsus Dominus, et humilia respicit, et alta a longe cognoscit. (Psalmus CXXXVII, 6)
6
Porque o Senhor é excelso e contempla o que é humilde, enquanto conhece de longe aquilo que se eleva. Diante dele, a verdadeira grandeza nasce da profundidade interior e não da aparência exterior. (Salmo 137, 6)
R. Dominus retribuet pro me. Domine, misericordia tua in sæculum. (Psalmus CXXXVII, 8)
R. O Senhor completará em mim a sua obra. Senhor, vossa misericórdia permanece eternamente. (Salmo 137, 8)
Reflexão
O coração que reconhece sua origem encontra profundidade no próprio instante.
A presença divina transforma o momento passageiro em abertura para o eterno.
A alma amadurece quando percebe que sua existência recebe de Deus sua sustentação.
O silêncio interior permite que a verdade recebida alcance sua plena fecundidade.
A humildade abre espaço para uma realidade maior que o próprio ser.
Cada instante pode tornar-se encontro entre aquilo que passa e aquilo que permanece.
A existência encontra sua direção quando reconhece a presença que a acompanha desde sua origem.
E o que Deus começa no interior conduz silenciosamente o ser à sua plenitude.
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