Psalmus Responsorius, CXLIV, VIII ad IX, XV ad XVI, XVII ad XVIII, R. cf. XVI
I
VIII
Miserator et misericors Dominus, patiens, et multum misericors. (Psalmus CXLIV, VIII)
8 O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e muito benigno. Sua presença não oprime, antes acolhe a fragilidade humana e a eleva, conduzindo a alma ao repouso da confiança silenciosa. (Salmo 144,8)
IX
Suavis Dominus universis, et miserationes ejus super omnia opera ejus. (Psalmus CXLIV, IX)
9 O Senhor é bondoso para todos, e sua misericórdia repousa sobre todas as suas obras. Nada existe fora do seu cuidado, e toda criatura permanece sustentada por uma ternura que antecede o tempo e a envolve em silenciosa plenitude. (Salmo 144,9)
R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)
R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)
II
XV
Oculi omnium in te sperant, Domine, et tu das escam illorum in tempore opportuno. (Psalmus CXLIV, XV)
15 Os olhos de todos esperam em ti, Senhor, e tu lhes concedes o alimento no tempo oportuno. A criatura aprende que sua verdadeira esperança repousa naquele que sustenta continuamente toda existência. (Salmo 144,15)
XVI
Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)
16 Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. Tua abundância não apenas sustenta a vida, mas comunica uma plenitude que ultrapassa toda medida visível e fortalece a alma na permanência do eterno. (Salmo 144,16)
R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)
R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)
III
XVII
Justus Dominus in omnibus viis suis, et sanctus in omnibus operibus suis. (Psalmus CXLIV, XVII)
17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. Tudo o que procede dele manifesta perfeita ordem e conduz a criação ao cumprimento de sua verdadeira finalidade. (Salmo 144,17)
XVIII
Prope est Dominus omnibus invocantibus eum, omnibus invocantibus eum in veritate. (Psalmus CXLIV, XVIII)
18 O Senhor está próximo de todos os que o invocam, de todos os que o invocam na verdade. A sinceridade do coração torna-se o lugar onde a presença divina se deixa encontrar e permanece sem jamais afastar-se. (Salmo 144,18)
R. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione. (Psalmus CXLIV, XVI)
R. Abres tua mão e enches de bênção todo vivente. (Salmo 144,16)
Reflexão
A mão de Deus permanece sempre aberta para comunicar a vida que não conhece esgotamento.
Quem aprende a esperar no Senhor descobre uma abundância que não depende das circunstâncias.
Toda criatura encontra sua consistência naquele que continuamente a sustenta.
A verdadeira plenitude nasce quando o coração se abre à presença que jamais passa.
O alimento divino fortalece a alma muito além das necessidades passageiras.
A justiça do Senhor estabelece uma ordem que conduz todas as coisas ao seu verdadeiro bem.
A proximidade de Deus revela-se no silêncio de quem o busca com sinceridade.
A existência encontra seu repouso quando permanece unida Àquele que é a fonte inesgotável de toda vida.
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